Procedimento rotineiro para o trabalho em altura

A maior segurança dos colaboradores em trabalho em altura envolve procedimentos rotineiros que abrangem planejamento, organização e execução dos processos. Dessa forma, a integridade física dos trabalhadores é assegurada.  O serviço em altura só começar depois de uma  avaliação prévia do local de trabalho. Nessa avaliação, é importante verificar os possíveis riscos e planejar as medidas de segurança necessária.  Acompanhe o artigo e saiba mais sobre o Procedimento rotineiro para o trabalho em altura.

 

Antes disso, veja o que diz a NR 35 sobre o trabalho em altura.

 

A NR 35, Portaria nº 3214/78 do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece que no planejamento do trabalho em altura devem ser adotadas medidas de proteção. Seguindo-se a seguinte ordem:

 

  • medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução;
  • medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma;
  • medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco da mesma não puder ser eliminado.

 

Procedimento rotineiro para o trabalho em altura

 

Quais os fatores de risco no trabalho em altura?

 

Cada trabalho oferece riscos diferentes, por isso devem ser analisados em particular. Mas no geral, os colaboradores envolvidos nas atividades em altura se submetem a riscos com exposição solar, choques elétricos, relâmpagos, mudanças de temperatura e pressão, dentre outros fatores. Além disso, existe o perigo da queda.

 

 Quais os procedimentos operacionais para o trabalho em altura?

 

Dentre os procedimentos mínimos operacionais para trabalho em altura, por parte dos colaboradores é possível destacar:

 

  • Participação nos treinamentos de segurança promovidos pela instituição;
  • Cumprimento das disposições e medidas legais de segurança;
  • Interrupção de todo e qualquer tipo de trabalho em caso de suspeita de risco grave e iminente para a segurança individual e coletiva, comunicando imediatamente o superior, com o objetivo de zelar pela saúde e integridade física de todos;
  • Zelo pela segurança individual e de outras pessoas que possam ser afetadas por determinadas ações ou omissões no trabalho.

 

Por parte da empresa, há uma série maior de responsabilidades, que inclui:

 

  • Capacitação e avaliação médica de todos os colaboradores que irão realizar os trabalhos em altura;
  • Fornecimento de condições de segurança para realização dos trabalhos em altura;
  • Garantia de que os envolvidos nas atividades de trabalho em altura obedeçam às normas técnicas vigentes;
  • Realização da Análise de Risco – AR, quando aplicável ou a emissão da Permissão de Trabalho – PT;
  • Disponibilização e estabelecimento dos meios de comunicação e de resgate;
  • Acompanhamentos e inspeções de segurança nas atividades envolvendo trabalho em altura, com verificações do cumprimento à legislação vigente e às normas e procedimentos internos associados à atividade;
  • Interrupção de todo e qualquer tipo de trabalho em altura em caso de suspeita de risco grave e iminente;
  • Organização e arquivamento da documentação prevista na NR35;
  • Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho, conforme item 1.7 da NR – 1, Portaria 3214 – 78;
  • Cumprimento aos requisitos dos procedimento para trabalho em altura e na falta destes, atendimento às exigências da NR – 35, Portaria 3214 / 78 do MTE;
  • Apresentação do documento original e cópia do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, ficha de registro dos trabalhadores, certificado do curso de NR35, Atestado de Saúde Ocupacional – ASO com indicação de “apto” para os trabalhos em altura, ficha de registro dos EPI’s e carteira de trabalho (cópia da identificação do trabalhador, contrato de trabalho e anotações gerais).

 

 

 Quais são os passos para a regularização do trabalho em altura?

 

Para regularização do trabalho em altura, é necessária a garantia de que um colaborador desta área em específico esteja sob a proteção de uma série de regras e cuidados. Caso contrário, o trabalhador poderá sofrer acidentes graves seguidos de sequelas definitivas, ou até perder a própria vida.

 

A empresa contratante é a maior responsável pelo cumprimento dessa norma, sob pena de ser processada na justiça trabalhista e até ter sua licença de funcionamento suspensa. Portanto, é imprescindível que a instituição garanta não só o cumprimento das normativas relacionadas às atividades laborais de risco em questão, como também forneça o equipamento de proteção correto e de qualidade aos seus funcionários.

 

 

 

É necessário que todo o pessoal esteja devidamente capacitado de acordo com a NR-35, e que realize treinamentos periódicos de reciclagem. Os superiores à frente da empresa devem se certificar de que toda a documentação legal exigida esteja em dia, envolvendo trabalhadores e atividades da organização. E por fim, é preciso que todos estejam alinhados em relação ao cumprimento das medidas de segurança.

 

Demais normativas gerais podem ser listadas:

 

  • NR-06: Trata dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Essa norma orienta sobre todo dispositivo ou produto que deve ser utilizado durante a atividade com fins de proteção e segurança individual do trabalhador;

 

  • NR-07: Estabelece o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), ou seja, trata da obrigatoriedade de uma implementação de um programa que vise promoção, preservação da saúde, rastreamento e diagnóstico precoces de doenças ou problemas físicos adquiridos durante as atividades laborais;

 

  • NR-09: Regulamenta o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), que determina a elaboração e implementação de um programa com o objetivo de preservar a saúde dos trabalhadores juntamente com o controle da incidência de riscos ambientais, visando a proteção do meio ambiente e recursos naturais.

 

  • NR-18: Trata das Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, abrangendo diretrizes de ordem administrativa, incluindo planejamento e organização dentro da instituição. Essas normativas têm o objetivo de implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos e situações relacionadas às atividades laborais e ao meio ambiente no âmbito da construção civil. De modo geral, a NR-18 se preocupa em trazer as melhores condições de segurança ao colaborador e ao meio ambiente, visando dirimir os riscos do trabalho em altura.

 

  • NR-34: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval. Trata de nove procedimentos necessários às atividades laborais executadas em estaleiros, que são: trabalho a quente; montagem e desmontagem de andaimes; pintura; jateamento e hidrojateamento; movimentações de carga; instalações elétricas provisórias; trabalhos em altura; utilização de radionuclídeos e gamagrafia; máquinas portáteis rotativas.

 

É necessário que haja averiguação constante dos equipamentos de segurança para que os colaboradores desempenhem suas atividades de forma segura durante todo o período de trabalho. Também faz parte do processo a realização de cursos e treinamentos de capacitação periódicos, bem como a manutenção de conversas diárias com os trabalhadores, reforçando a importância das normas de segurança e do uso correto dos equipamentos de proteção individual.

 

 

Quais atribuições do empregado no trabalho em altura?

 

  • Conhecer e cumprir as normas da NR-35;
  • Colaborar na implementação das regras;
  • Mediante constatação de riscos, interromper as atividades e comunicar de imediato o superior;
  • Preocupar-se com a integridade e saúde do coletivo;
  • Cumprir os treinamentos necessários e solicitados.

 

 

 

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