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Conheça as pinturas rupestres de Florianópolis
31.03.09 - 16:18 | Categorias: Meio Ambiente

Ai, ai. Que lugar, não? A maioria das pessoas vai para a Ilha de Santa Catarina – nome da ilha que faz parte de Floripa – em busca de sol, praia e água fresca. Mas o local está repleto de pinturas rupestres.

A Praia do Santinho, por exemplo, recebeu esse nome devido a uma pintura que lembrava um santo. Porém… Como estamos no Brasil… Alguém roubou a pedra com a inscrição.

No Morro das Aranhas, ponta sul da praia, ainda existem algumas protegidas por uma estrutura patrocinada pelo resort Costão do Santinho. Aliás, uma delas é o símbolo do mega hotel.

Máscara

Tirei fotos de duas. Uma os cientistas acreditam que representa uma máscara usada pelos habitantes antigos da região. A outra parece ondas do mar.

Existem vários tipos de pinturas – com diferentes materiais e técnicas. Essas foram feitas meio que cavocando a pedra – uma espécie de gravura – que recebeu tinta. Uma pena que a pedra está descascando, apagando a arte.

A data das pinturas em questão são uma incógnita. Podem ter desde quatro mil anos até terem sido feitas depois de Cristo – o que os pesquisadores consideram mais provável.

Próximo ao local, existem algumas pedras extremamente polidas. Elas eram usadas pelos antigos habitantes da ilha - quem sabe os mesmos que fizeram as pinturas rupestres? - para afiar instrumentos.

Fiquei apaixonada pela ilha. Ela é uma espécie de Telêmaco Borba – cidade onde nasci, no Paraná – com praias ainda preservadas. Poxa, na beirinha da água a vida marinha aflorava. Peixes e caranguejos passavam pelo meu pé. Um amor.
 

Por isso, faço um apelos. Não compre terrenos – ilegais – em áreas de preservação. Não jogue lixo na praia e nas ruas. Não saqueie as pinturas rupestres. Se é que existe um turismo “de preservação”, é esse que devemos fazer.

Vai para Floripa? Outras praias também têm pinturas rupestres como Campeche – leia aqui uma curiosidade francesa que escrevi sobre o lugar - e Barra da Lagoa. Estava super ansiosa para contar tudo isso aqui!

Obs.: Clique nas fotos para ampliar. A última acima é a vista que temos do lugar onde estão as pinturas. Só que a foto não captou exatamente a cor do mar. Ele estava completamente verde e transparente no raso. Mais ao fundo, totalmente azul. Lindo de morrer!

Poluição mata 20 pessoas por dia na Grande São Paulo
06.03.09 - 19:43 | Categorias: Estatísticas, Imprensa, Meio Ambiente

Estava voltando da Europa, triste por ter deixado o nostálgico velho continente. Foi um mochilão e tanto - suspiro! Ao meu lado, um engenheiro indiano. Ele visitava o país tupiniquim pela terceira vez.

Meu vôo partiu de Lisboa. Charmosa a cidade provinciana, vista do alto. No caminho, muitas águas e ilhas. Até que… nove horas depois… terra à vista. Bem-vindo ao Brasil. Aliás, o indiano e eu falávamos do meu - nosso - belo país nesse exato momento.

Quando então… Viro para a direita e observo, da janela, o céu nitidamente separado em dois! Aperto no peito. Era a metropolitana São Paulo. Fiquei chocada. Nunca vi, com essa tênue linha, a nojenta poluição. Parti para a agressividade contra cidade que me acolheu.

Aos poucos, o avião mergulha nesse ar poluído. E as partes tornando-se uma no horizonte. “Mas São Paulo é maravilhosa. O Brasil é demais. Eu moraria aqui com prazer. Seria um sonho”, me consolava o indiano, forçando um português enrolado com inglês.

Para ele, as partículas marrons pairando ao nosso lado eram ínfimas. Era “nanomente” menor do que a oportunidade que oferecemos. Afinal, lá na Índia, quem pode ser milionário?

O número - que coloquei no título - foi obtido por um estudo realizado no Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP). Em 2000, ocorreram oito mortes devido à poluição por dia e, em 2006, 12. “Outras investigações estão em curso, como a relação dos poluentes e a diminuição capacidade cognitiva”, afirmou aqui o pediatra Alfésio Braga, da Universidade Santo Amaro, que estuda o tema.

De acordo com a matéria, em um ano, menos de dois meses tiveram a qualidade do ar aprovada por todas as estações de medição. Qual o maior poluidor? Os veículos! “Prova disso é que, dos 41 dias totalmente bons, 17 ocorreram em sábados ou domingos, dias em que a circulação de carros diminui. Além disso, 10 destes dias estão concentrados em janeiro, mês de férias, em que a frota de São Paulo cai 40%”, diz a matéria.

O curioso é que, segundo outra pesquisa brasileira que li, em lugares mais poluídos nascem mais bebês do sexo feminino! Haja mulher para São Paulo. Mais: para saber quais foram os dez maiores problemas relacionados com a poluição em 2008, indico este site - em inglês.

Acampamento consciente
08.01.09 - 16:30 | Categorias: Animais, Dicas, Meio Ambiente

Pois é, nas férias, as pessoas parece que voltam a ser crianças e esquecem os bons modos na hora de se divertir. Já falei aqui da sujeira na praia, deixada pelos porcalhões cidadãos, que se esquecem de retirar o lixo que produzem na areia.

Há também os que optam por acampar, e é sempre bom lembrar que, para proteger a natureza, deve-se evitar fazer fogueira e usar o fogareiro. Mas, caso o cidadão acenda uma fogueira, jamais deve esquecê-la acesa. Todo cuidado é pouco para evitar a propagação do fogo e causar incêndios que destroem a flora e matam os animais silvestres.

E nem pensem em jogar nos rios, lagos ou nascentes seus restos de detergentes, sabonetes e o que mais a imaginação sugerir. Joguem a água suja de lavagem de louça a, pelo menos, 30 metros do rio ou lago, de preferência sobre pedras ou cascalhos. Evitem jogar produtos químicos na água pois podem matar diversos animais, além de poluir a água que vocês usarão para beber.

Nunca é demais lembrar que o lixo produzido nas trilhas ou no acampamento tem de ser acondicionado e trazido de volta. O lixo orgânico que não puder ser levado de volta, pode ser bem enterrado para evitar que animais morram ao comer os restos de alimento ou suas embalagens. Deixar o lixo pelo caminho é algo fora de cogitação.

Ambiente preservado e diversão responsável. Boas férias!

imagem: daqui