O eclipse parcial que ninguém viu aqui no sudeste brasileiro depois da festa, a caminhada. ruas de sampa palmilhadas: henrique schaumann - cemitério são paulo (dois carros com duas duplas de moços bobos, ninguém merece) – atravessar H. Schaumann (como brilham os holofotes sobre a faixa!) - benedito calixto (estranho ver a praça vazia, as vitrines apagadas e as luzes piscando pelos prédios) - rua lisboa (eu morei aqui aos 7 anos, as casinhas foram derrubadas, sobe mais um prédio…) - travessa cujo nome nunca guardo e suas casas lindas (uma delas com uma guirlanda iluminada na porta) - chuvisco leve e brisa embalam pela joão moura abaixo (atravesso a rebouças e a gabriel monteiro da silva… a casinha onde funcionava a fundação brecheret, lindinha, já está em reforma, vai virar outro monstrengo moderninho) – rua atlântica, chique, ainda tem guarda noturno com apito (gosto de infância, este apito) - estados unidos – haddock lobo (cada prédio tem uma ou nenhuma janela iluminada.
Em setembro, a Lúcia Freitas enfrentou um mega alagamento e listou os motivos que levam a cidade de São Paulo a alagar com qualquer chuva mais forte. Nesta terça-feira, a cidade teve 62 pontos de alagamento. Infelizmente, os motivos continuam os mesmos…

1. A cidade recicla apenas 3% do seu lixo. Não sabemos ao certo para onde vão as mais de 15 toneladas produzidas diariamente. Aterro sanitário em ordem? Rios? E o material das caçambas obrigatórias? Não faltam casos de gente que usa terrenos baldios, joga tudo nas calçadas, nos rios…
2. Faltam lixeiras no mobiliário publico. As lixeiras de plástico pretas já foram quase todas devidamente depredadas. Faltam cinzeiros ou locais seguros para as bitucas dos fumantes expulsos para as calçadas. Querem prova? As marginais amanheceram cheias de lixo – até cones quebrados da CET estavam nas margens da pista, prontas para entupir as bocas de lobo. Para completar o caos, a Prefeitura está na entressafra política e quer economizar os trocados dos varredores…
3. Impermeabilização – São Paulo de Piratininga surgiu numa bacia de rios. A gente cobriu boa parte com asfalto e pouca gente sabe que está sobre um riacho canalizado quando anda por nossas ruas. Para completar a catástrofe, paulistano tem horror a quintal ajardinado – é coisa de “rico”, dá trabalho. O resultado são quintais cimentados ou pavimentados, poucas árvores (e a mudança climática resultante) e enchente.
4. O poder público só pensa em obras viárias – e os cidadãos em comprar carro novo. O Rei Trânsito reina absoluto sobre os paulistanos. Em vez de campanhas de conscientização, melhorias no transporte público e mais investimentos para transporte rápido e confortável das periferias para o centro, o que a gente vê é ampliação de faixas. Todo mundo pensa no “conforto” do carro e se esquece de criar uma vida sustentável, adequada à metrópole em que vivemos. Nós temos escolha: procurar trabalhos próximos (ou de acesso fácil por transporte público); mudar nosso estilo de vida e caminhar mais.
5. Trabalho à distância é utopia – As empresas brasileiras não sabem como administrar funcionários se eles não estiverem sob seus olhos, sob regime de vigilância eterna. O resultado é que há muita gente que poderia trabalhar de casa pelo menos alguns dias da semana, aliviando o tráfego, mas isso não acontece. FAIL. Se você lembrar de mais algum fator que esqueci, use a caixa de comentários e vamos tentar melhorar um pouquinho a nossa qualidade de vida.
Passeando pelo Lixo Eletrônico, encontrei o projeto Reciclagem Digital (que fica em Feira de Santana, na Bahia). E, nos comentários, a resposta a uma pergunta mais que frequente aqui no blog: onde entregar o lixo eletrônico? Sim, caros brasileiros, nós temos um problema. Não há recicladoras em todos os Estados, não estamos preparados para isso. Contudo, há luz no fim do túnel – pelo menos em São Paulo, segundo os comentários do post no Lixo Eletrônico.

Vamos falar sobre sustentabilidade? Essa é a proposta do evento Green Drinks, um happy hour que acontece uma vez por mês em várias cidades do mundo com especialistas e interessados para conversar sobre sustentabilidade.
Três cidades brasileiras estão cadastradas no site que realizam o evento: São Paulo,

Matéria da SPTV sobre telhado verde, traz a entrevista com o consultor e Eng. Agrônomo Márcio Araújo, sócio do IDHEA
São Paulo tem de tudo. E esse é um dos charmes da metrópole. Há um tempinho a prefeitura instalou uma passarela para macacos, mas acho que serve para preguiças também. Ela cruza a Av. Miguel Stéfano, ao lado do Zoológico de São Paulo. Liga os dois trechos cortados pela via no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI). Toda vez que passar por lá, dê uma olhadinha para cima. Quem sabe tem a sorte de ver um macaquinho feliz, alegre e contente. Segundo fontes confiáveis, a passarela foi instalada porque os animais atravessavam a rua entre os carros.
Dica valiosa: Na quinta-feira passada, dia 9, o congestionamento para chegar ao Zoológico começava na Av. 23 de Maio. Isso dá cerca de 10 km de transtorno! Imagine, você, ficar duas horas com as crianças no carro parado no trânsito. Então, jamais tenha a belíssima ideia de visitar o Zoológico aos domingos e feriados, principalmente, ensolarados. Prefira os sábados ou os dias nublados. Sério. Observe o caos pela foto que tirei no último feriado.
Um amigo tinha um dálmata envocado. “Na época que o filme ‘1001 Dálmatas’ fazia sucesso, muitos cachorros dessa raça foram abandonados porque, de modo geral, eles não são pacientes com crianças”, contou. No Jardim Botânico de São Paulo, antigamente, o lago central possuía anfíbios e peixes. Há cerca de 10 anos, ele está repleto de tartarugas de água. Elas foram deixadas lá pelos donos.
A Prefeitura de São Paulo lançou uma campanha para mostrar a crueldade que é abandonar bichinhos de estimação. Também para facilitar a adoção de cães e gatos sadios – clique aqui. No ano passado, o município recebeu 14.701 pedidos para recolhimento de animais rejeitados. Este ano, o número já é de 5.705.
Não quero escrever aqui apenas sobre os bichinhos – fofinhos – de estimação. Mas sobre o meio ambiente geral de uma metrópole. Tá, a flora e fauna da cidade foi praticamente toda destruída, rios e ar estão poluídos, existe o incômodo das luzes e do barulho exagerados. No entanto, saiba que um gatinho e um cachorrinho são espécies exótica em Sampa – e na maioria das cidades brasileiras. Exceto gatos e cães selvagens nativos das regiões.
O que isso significa? Que, quem tem bicho de estimação, jamais deve abandoná-los. Ao fazer isso, ele está prejudicando ainda mais o resto que nos resta de Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, seja o bioma que for. Está praticando um “crime” ambiental. Para se ter um exemplo desse problema, um lindo gatinho exterminou uma espécie de passarinho que vivia apenas na Nova Zelândia. Leia mais sobre essa história e os riscos que esses animais apresentam para, em questão, a Mata Atlântica nesse post que fiz para o Blog do Planeta.
Veja o vídeo da campanha do Programa de Proteção e Bem-Estar de Cães e Gatos (Probem), prefeitura de Sampa.
Essa é destinada a quem mora na metrópole mais louca do mundo: Sampa. Mas quem não vive nela também pode participar. O Movimento Nossa São Paulo – composto por 550 organizações da sociedade civil – criou um questionário online para descobrir o que é mais importante para ter qualidade de vida. Com o resultado da pesquisa serão criados os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem).
Em seguida, com eles, a prefeitura poderá implantar medidas que atendam direitinho às necessidades de bem-estar da população. É a chance de palpitar sobre a nossa cidade e ter esperança de retorno. Eu já respondi. O questionário é longo, mas não toma muito tempo. Para responder clique aqui.
Aliás, de novo pergunto: você tem qualidade de vida? Pense nisso. E se quiser se divertir um pouco com o assunto, indico esses testes – não são científicos.
Não tenho nenhuma ligação com o partido, mas fiquei sabendo que o vereador Chico Macena (PT) convocou a população para discutir a sua proposta de Código Ambiental para a Cidade de São Paulo (que ainda não li inteiro). Na sexta, dia 29, acontecerá o Seminário Internacional de Construção do Código Ambiental da Cidade de São Paulo, das 9h às 17h, no Hotel Augusta Boulevard.
Para participar, basta mandar um email para codigoambiental@allwin.com.br com os seguintes dados:
Nome completo
Entidade
Profissão/especialidade
Telefone
Oficina temática que deseja participar: 1. A Água; 2. O Ar; 3. O Solo e o Meio Ambiente; 4. A Biodiversidade
Se, como eu, você não puder ir, acompanhe o blog.