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Para onde vai o seu “número dois”?
17.09.09 - 18:59 | Categorias: Rede Ecoblogs

Segundo a CEDAE, Companhia Estadual de Águas e Esgotos,  e a SABESP, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, definitivamente, o seu vaso sanitário  não é uma lixeira. No entanto, se você joga nele, papel higiênico, preservativos, absorventes, fio dental, cotonetes, fraldas descartáveis, filtros de cigarro e o que mais a sua imaginação alcançar, com certeza, seu vaso é uma lixeira privada (desculpe o trocadilho infame).

“Ah, mas que nojo, colocar o papel usado na lixeira!” – dirão alguns de vocês. – “Existe sistema de tratamento de esgoto para retornar a água limpa ao meio ambiente. E, manter aquela lixeirinha fétida no banheiro é anti-higiênico”, retrucará mais alguém.

Bem, a questão é simples: se em seu prédio e em seu bairro há um estação de tratamento de esgoto, (No Rio e em São Paulo), jogue seu papel higiênico no vaso. Caso contrário, recolha-o, pois, se o seu “número dois” for para o esgoto sem tratamento, provocará a poluição dos rios e lagos.

A caminho do mar…

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Ao deixar sua casa, o esgoto irá para as redes coletoras, onde os resíduos sólidos (que  conseguiram passar pelos canos sem entupi-los), serão separados da água por uma grade. Em seguida, o esgoto será transportado para uma caixa para retirar a areia que houver misturada nele.

A próxima parada de seu esgoto é em um sedimentador, no qual ficarão depositadas as partículas mais pesadas. Depois, no tanque de aeração, o ar faz com que os microorganismos se multipliquem e se alimentem do material orgânico, formando o lodo e diminuindo a carga poluidora do esgoto.

Água limpa, por favor
22.03.08 - 5:14 | Categorias: Blogs, Legislação, Meio Ambiente, Preservação, Água

Esta postagem faz parte da blogagem coletiva pelo Dia Mundial da Água
Macro water Drop by Hypergul

Dados da ONU avisam: em 2050 mais de 45% da população mundial não terá água sequer para atender as necessidades básicas diárias. A razão? Apesar do volume de água ser constante no planeta azul, provavelmente naquela altura do campeonato,

Tem Gente
29.01.08 - 15:15 | Categorias: Arquitetura, Sustentabilidade, Tecnologia, Água

Jogue o lixo no lixo. Favor não jogar papel no vaso. Não esqueça de dar a descarga. Após o uso, feche a torneira. Já reparou como os banheiros estão falantes? Até os lavabos andam mandões – ou você nunca foi surpreendido pelo “duas folhas são o bastante para secar suas mãos”? Eu sempre penso que, se alguém precisa que um adesivo lhe diga quantas toalhas deve usar para a secar as mãos, é sinal de que não está pronto para esse nível de sofisticação da higiene pessoal.

Gente que gosta de cagar regras sempre me incomodou, mas não ter sossego nem na santa intimidade de uma privada é algo novo na minha vida. Depois de um mês viajando pelas Zorópas, descobri que WC falante é coisa de brasileiro (se bem que os japoneses botam a louça sanitária até para ler as notícias do dia).

Em shoppings, museus, bares e restaurantes, banheiro europeu é mudo. Não há adesivos esfregando na sua cara que você é um desperdiçador de água ou papel. Nada nas paredes ou na pia. Tudo é feito na maior discrição: a torneira tem sensor de movimento, o papel toalha sai em porções suficientes, a descarga – pasme! – se dá sozinha. Em lugares públicos, toaletes têm até máquinas de camisinha e de absorventes. Tudo é limpo, high-tech e silencioso.

Aqui, quando você tirou a sorte grande de encontrar um banheiro em condições mínimas de uso, quase sempre ele está entupido, com a descarga quebrada ou sem papel – às vezes, tudo isso junto e mais alguém fazendo barulhos estranhos na cabine ao lado. Nessas horas, ao menos um alerta não deve passar despercebido: não se esqueça de apagar a luz.