Posts com a tag ‘pesquisa’
LEDs são mais eficientes que lâmpadas fluorescentes
07.08.09 - 11:48 | Categorias: Rede Ecoblogs

7923881_c9435ee51a_o LEDs são mais eficientes que lâmpadas fluorescentes

Embora seja de conheço comum que as lâmpadas LED usam pouca energia para produzir a mesma quantidade de luz que as lâmpadas incandescentes e fluorescentes compactas (as chamadas econômicas), o seu ciclo de vida havia sido pouco estudado até recentemente.

 

Um novo estudo lançado pela Osram da Alemanha e conduzido pela Siemens Corporate Technology Centre for Eco Innovations comprovou a eficiência do LED em relação as lâmpadas fluorescentes.

Uma lâmpada LED (ciclo de vida energético de 25.000 horas) usa menos energia do que 25 lâmpadas incandescentes  (com ciclo de 1.000 horas cada) e do que 2.5 lâmpadas fluorescentes (com 10.000 horas cada). Durante os testes a lâmpada incandescente consumiu 3,300kWh, enquanto as lâmpadas LED consumiram menos de 700kWh.
Os valores específicos da diferença devem ser divulgados em um relatório completo em Outubro, informou a empresa.

As lâmpadas LED são mais eficientes e mais “verdes” uma vez que não utilizam mercúrio, ou vapor de mercúrio como as fluorescentes compactas.

Foto de SimpleRich (Flickr CC)
Via NYTimes / Osram

Agora sim, ajude a construir uma São Paulo melhor
17.06.09 - 22:03 | Categorias: Dicas, pesquisas

Essa é destinada a quem mora na metrópole mais louca do mundo: Sampa. Mas quem não vive nela também pode participar. O Movimento Nossa São Paulo – composto por 550 organizações da sociedade civil – criou um questionário online para descobrir o que é mais importante para ter qualidade de vida. Com o resultado da pesquisa serão criados os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem).

Em seguida, com eles, a prefeitura poderá implantar medidas que atendam direitinho às necessidades de bem-estar da população. É a chance de palpitar sobre a nossa cidade e ter esperança de retorno. Eu já respondi. O questionário é longo, mas não toma muito tempo. Para responder clique aqui.

Aliás, de novo pergunto: você tem qualidade de vida? Pense nisso. E se quiser se divertir um pouco com o assunto, indico esses testes – não são científicos.

 

A árvore que refloresta é a mesma que polui
12.06.09 - 0:30 | Categorias: Rede Ecoblogs

Ironia do destino. Geralmente, quando você compra uma arvorezinha, a raíz dela e a terra que a cerca estão fixadas por um saco plástico preto. As mudas utilizadas em reflorestamento também são “empacotadas” em sacos. Agora, imagine quanto plástico é jogado fora após o plantio – eles não são reutilizados em novas mudas para evitar contaminação.

Pensando nisso… Cientistas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Corn Products Brasil e a BASF, criaram um plástico rígido “ecologicamente correto” que pode ser usado na fabricação de tubetes – nome desses sacos plásticos.

O novo material é feito com EcobrasTM – um plástico biodegradável e compostável da BASF que possui polímero vegetal a base de milho – e fibras vegetais como casca de mandioca em pó ou fibras de coco. Sua decomposição que ocorre ao entrar em contato com os microorganismos do solo gera água, CO2 e biomassa.

Segundo Elias Hage Júnior, professor coordenador do projeto, a parceria entre a UFSCar e as multinacionais deveu-se ao fato do EcobrasTM ser flexível e não permitir a fabricação de peças moldadas suficientemente rígidas. Ele afirma que o novo composto pode gerar qualquer peça moldada – a casca de mandioca tem a função da rigidez e a fibra de oferece resistência mecânica, deixando o material menos suscetível a ruptura – com uso descartável como bandejas de embalagens.

A primeira etapa do projeto, responsável por adequar o uso da casca de mandioca e fibra de coco, acabou no início de 2009. A partir de agora será necessário otimizar o processo e melhorar o produto. Depois, gerar em larga escala.

A ideia é boa. Mas há uma discussão. Alguns especialistas afirmam que o plástico biodegradável se decompõe mais rápido por virar pedacinhos bem pequenininhos. Isso poderia poluir rios. Outros afirmam que o fato dele se “despedaçar” facilita ainda mais na decomposição e a não prejudicar o meio ambiente. Ai como, ultimamente, estou crítica.

Meteoro que nada. Vulcões extinguiram os “pré” dinossauros
01.06.09 - 16:51 | Categorias: Rede Ecoblogs

Cientistas têm evidências de que espécies de répteis e animais marinhos que viveram antes dos dinossauros também “sumiram” devido a gigantescas erupções vulcânicas.

Na sexta-feira (dia 29), pesquisadores da Universidade de Leeds, Reino Unido, em colaboração com a universidade chinesa de geociências Wuhan, publicaram um artigo na revista Science afirmando que sabem o momento exato da erupção – ocorreu há 260 milhões de anos.

O vulcão estava localizado na  província de Emeishan, no sudoeste da China. Ele cuspiu cerca de meio milhão de quilômetros cúbicos de lava – o que corresponde a cinco vezes o  tamanho do País de Gales.

De maneira extremamente simplificada, vou explicar como os pesquisadores descobriram. Quando a gente olha uma montanha cortada no meio, observamos várias faixas de terras de diferentes cores. Na China, os cientistas observaram uma faixa de rocha magmática – de lava solidificada. Ela fica entre rochas sedimentares – material depositado pela água, vento ou geleiras. Essas sedimentares têm fóssil de vida marinha.

A camada de rochas fossilizadas, imediatamente após a erupção, mostra por meio de fósseis e a ausência deles a extinção em massa de diferentes formas de vida. Segundo os pesquisadores, ela liga claramente o início da erupção com uma grande catástrofe ambiental.

Mas como a tragédia teve um efeito global? No início da erupção, quando a lava encontrou o mar raso, houve uma violenta explosão. Ela espalhou dióxido de enxofre na estratosfera – camada da atmosfera que atinge 50 km de altura. Uma nuvem massiva se espalhou por todo o planeta. Resfriando e, talvez, causando até chuva ácida.

Para saber mais, em inglês, veja o site da Universidade de Leeds e o artigo na revista Science. Aliás, indico também a leitura desta matéria escrita pelo meu colega Peter Moon, na revista Época.

Obs. 1: Hoje, publiquei um post no blog Papo de Homem sobre orgasmo. Mulheres com QE alto são privilegiadas.

Obs. 2: A queda do avião Airbus, da Air France, pode ter sido causada por raios. Leia aqui como se proteger deles. Agora, vamos refletir. Será que o aquecimento global tem piorado as tempestades? Recentemente, um piloto disse que as nuvens “pesadas” estão a cada dia mais altas, causando mais turbulências.

Os países mais limpos do mundo
08.05.09 - 11:07 | Categorias: Ecoblog

Cientistas das universidades norte-americanas de Columbia e Yale realizam uma pesquisa para descobrir quais são os países mais limpos do mundo. Em 2008, os “vencedores” da Environmental Performance Index (EPI) – algo como Índice de Desempenho Ambiental, em português – foram: Suíça, com 95.5 pontos; Suécia e Noruega, com 93.1 ambas. Na América, o país mais limpo é a Costa Rica. O Brasil está em 34º mundial e em oitavo como americano.

Foram analisadas 149 nações do mundo todo. Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores monitoraram a saúde ambiental, a poluição do ar, os recursos hídricos, a biodiversidade e o habitat, os recursos naturais produtivos e as mudanças “a favor” das alterações climáticas. O ranking completo e a explicação para os seis itens você pode ver aqui, em inglês.

Mas… Na boa. O Reino Unido e a Alemanha estão logo no início da lista. O que os europeus já emitiram de gases de efeito estufa durante toda a Era Industrial…

Leia este post no blog Xis-xis: Os países mais limpos do mundo

Feliz Dia da Terra!
22.04.09 - 18:32 | Categorias: Aquecimento Global, Meio Ambiente, pesquisas

“A Terra é azul”, exclamou o russo Yuri Gagarin. No ano de 1961, ele foi o primeiro homem a orbitar em volta do planeta. Mas a nossa querida casa é de todas as cores, de todos os credos, de todos os amores. Hoje – ufa, em tempo –, comemora-se esse planeta fantástico onde vivemos.

Para variar, o Dia da Terra foi criado por um americano. Quando, em 1970, o senador Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Aos poucos, nações do mundo inteiro – pleonasmo – passaram a celebrar a data. O Brasil a adotou em 1990.

A Nasa criou um site bem bacaninha - visite aqui - para celebrar. Logo na página principal, é possível ver uma série de imagens deslumbrantes da Terra tiradas do espaço. Nem é preciso ler inglês para entender. Repare no colorido e nas diferentes formas!

Uma galeria mais completa de imagens do planeta pode ser conferida neste endereço. Infelizmente, por meio delas, qualquer um consegue observar as queimadas, o desmatamento e a poluição.

Bom, meu intuito era escrever um post mais poético sobre esta data querida. Mas a rotação da própria Terra me impediu. Assim, deixo aqui mais um link. Essa matéria do iG mostra atitudes ecocidadãs que todos devem praticar para poupar o planeta.

Meu axé para a deusa Gaia! Amém!

Etanol de cana emite menos 70% de gás carbônico do que gasolina
03.04.09 - 19:26 | Categorias: Agricultura, Aquecimento Global, Energia, Estatísticas, Plantas

Ahá! Após tanto eu pesquisar e tantas pessoas bacanas me explicarem… Eis que um estudo recente, feito por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, concluiu que o etanol de cana-de-açúcar é capaz de reduzir em 73% as emissões de CO2 na atmosfera se usado em substituição à gasolina. Para chegar a tal resultado, os pesquisadores da Embrapa utilizaram dados do painel de mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e medições feitas diretamente em campo.

A pesquisa levou em conta quanto de gases de efeito estufa é produzido em cada etapa - desde a preparação do solo para o plantio até o transporte para o posto. A medição da emissão de gases na fabricação e aplicação de fertilizantes no campo, na construção da usina de álcool e na fabricação das máquinas e tratores também foram inclusos. O mesmo foi feito com a gasolina. Foi considerada a emissão dos gases desde a extração do petróleo até a combustão do produto nos motores dos veículos.

Em seguida, os pesquisadores avaliaram um carro movido a gasolina num percurso de 100 quilômetros e as emissões do gás durante o trajeto. Em seguida, observaram o mesmo carro, a álcool. O resultado foi uma redução de 73% das emissões de CO2 na atmosfera pelo movido a álcool comparado com o uso de gasolina pura. Já com relação ao diesel, a redução foi de 68%. Caso a prática da queima da cana seja completamente eliminada e toda a colheita seja feita mecanicamente, os valores da redução das emissões alcançarão 82% em relação à gasolina e 78% ao diesel.

Mais detalhes obtidos com a assessoria de imprensa na íntegra:

Na contramão das críticas sobre a expansão do uso da terra para a plantação de cana, o estudo mostra que as emissões de CO2 evitadas com o uso de etanol em lugar da gasolina superam em muito os possíveis aumentos das emissões de CO2 pela mudança de uso da terra para produção de cana-de-açúcar. De acordo com a pesquisa, um hectare de cana produz por ano 4420 kg de CO2, enquanto as lavouras de soja e milho, que estão sendo substituídas, emitem respectivamente1160 kg e as pastagens emitem 2840 kg. Mas em contrapartida, um hectare de cana, substitui 4500 litros de gasolina, cuja combustão emite 16 toneladas de CO2 por ano para a atmosfera. O resultado é que a cada hectare de cana transformado em álcool e utilizado em substituição à gasolina, produz uma redução de 12 toneladas nas emissões de CO2 por ano.

Por cada quilo de nitrogênio na forma de fertilizante, são emitidos em sua síntese 4,50 quilos de CO2 para a atmosfera. O Brasil, no entanto, se comparado a outros países, utiliza menos adubo nitrogenado na cana. Isto é resultado da capacidade da cultura de fixar o nitrogênio do ar através da ação de bactérias que vivem no solo e no interior da planta.

Obs.: Veja que bacana uma matéria sobre blogs de ciência no site do Ciência Hoje. Este que vos fala aparece lá!

Poluição mata 20 pessoas por dia na Grande São Paulo
06.03.09 - 19:43 | Categorias: Estatísticas, Imprensa, Meio Ambiente

Estava voltando da Europa, triste por ter deixado o nostálgico velho continente. Foi um mochilão e tanto - suspiro! Ao meu lado, um engenheiro indiano. Ele visitava o país tupiniquim pela terceira vez.

Meu vôo partiu de Lisboa. Charmosa a cidade provinciana, vista do alto. No caminho, muitas águas e ilhas. Até que… nove horas depois… terra à vista. Bem-vindo ao Brasil. Aliás, o indiano e eu falávamos do meu - nosso - belo país nesse exato momento.

Quando então… Viro para a direita e observo, da janela, o céu nitidamente separado em dois! Aperto no peito. Era a metropolitana São Paulo. Fiquei chocada. Nunca vi, com essa tênue linha, a nojenta poluição. Parti para a agressividade contra cidade que me acolheu.

Aos poucos, o avião mergulha nesse ar poluído. E as partes tornando-se uma no horizonte. “Mas São Paulo é maravilhosa. O Brasil é demais. Eu moraria aqui com prazer. Seria um sonho”, me consolava o indiano, forçando um português enrolado com inglês.

Para ele, as partículas marrons pairando ao nosso lado eram ínfimas. Era “nanomente” menor do que a oportunidade que oferecemos. Afinal, lá na Índia, quem pode ser milionário?

O número - que coloquei no título - foi obtido por um estudo realizado no Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP). Em 2000, ocorreram oito mortes devido à poluição por dia e, em 2006, 12. “Outras investigações estão em curso, como a relação dos poluentes e a diminuição capacidade cognitiva”, afirmou aqui o pediatra Alfésio Braga, da Universidade Santo Amaro, que estuda o tema.

De acordo com a matéria, em um ano, menos de dois meses tiveram a qualidade do ar aprovada por todas as estações de medição. Qual o maior poluidor? Os veículos! “Prova disso é que, dos 41 dias totalmente bons, 17 ocorreram em sábados ou domingos, dias em que a circulação de carros diminui. Além disso, 10 destes dias estão concentrados em janeiro, mês de férias, em que a frota de São Paulo cai 40%”, diz a matéria.

O curioso é que, segundo outra pesquisa brasileira que li, em lugares mais poluídos nascem mais bebês do sexo feminino! Haja mulher para São Paulo. Mais: para saber quais foram os dez maiores problemas relacionados com a poluição em 2008, indico este site - em inglês.

SP terá instituto voltado à investigação da biodiversidade do Sudeste
05.03.09 - 15:48 | Categorias: Agricultura, Animais, Educação, Meio Ambiente

Toda vez que viajo para o litoral de São Paulo, gosto de abrir os vidros do carro na Serra do Mar. Sentir a brisa gelada, a umidade, escutar o barulho da floresta, observar aquela abundância de espécies, ver as cachoeiras quase escondidas, o mar azul lá em baixo encontrar com o céu… Se o mundo fosse pegar fogo amanhã e pudesse escolher um bioma para salvar, sem dúvida. Optaria pela Mata Atlântica, incluindo a imponente Serra do Mar.

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) inaugurou dia quatro, no campus São Carlos, a sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitóides da Região Sudeste Brasileira (Hympar-Sudeste) - um dos cerca de 50 Institutos Nacionais criados em 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

O Hympar-Sudeste será um centro de investigação e gestão da biodiversidade da região brasileira. Para a implantação, o Hympar-Sudeste receberá do Ministério R$ 4,79 milhões, que serão investidos em equipamentos e bolsas de pesquisa de iniciação científica à pós-graduação.

Por que “hympar”?

Os Hymenoptera parasitóides são um grupo de insetos que incluem as vespas, abelhas e formigas que se alimentam de outros insetos – bingo, que têm hábito de parasita. De acordo com Angélica Maria Penteado Martins Dias, coordenadora do Hympar-Sudeste, os Hymenoptera Parasitóides são importantes por funcionarem como reguladores naturais das populações de outros insetos, mantendo os ecossistemas em equilíbrio.

“Eles podem ser utilizados como inimigos naturais de pragas agrícolas, sendo usados em programas de controle biológico. Além disso, são importantes bioindicadores do estado de preservação de ambientes, pois sua presença depende da ocorrência de outras espécies que são seus hospedeiros, que por sua vez dependem das suas plantas nutridoras”, explica a professora.

“O conhecimento da biodiversidade brasileira, em especial de grupos de invertebrados como os insetos, pode embasar o trabalho dos que decidem sobre o destino das unidades de conservação ou daqueles que se preocupam com a garantia de melhores condições para a produção agrícola do País”, diz. De acordo com Angélica, os resultados obtidos também serão utilizados como ferramenta para a divulgação da importância de se preservar a biodiversidade brasileira junto a vários segmentos da sociedade como, por exemplo, estudantes de vários níveis de ensino.

Vivam os Hymenoptera parasitóides da Serra do Mar! Conheça o instituto aqui.

Nova tecnologia para uma agricultura sustentável
22.02.09 - 10:30 | Categorias: Agricultura, Meio Ambiente, Tecnologia

Existe uma maneira segura - tanto para o trabalhador rural quanto para o consumidor - de fazer as plantas crescerem e produzirem mais: usar silicatos. Trata-se de uma classe mineral considerada um micronutriente pelo Ministério da Agricultura. Uma tecnologia mais limpa, sustentável e natural.

De acordo com artigo de Oscar Fontão de Lima Filho, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, o silício, de modo geral, age no metabolismo da planta como uma espécie de antiestressante. Ele aumenta a resistência da planta a pragas e doenças. Consequentemente, elas podem receber menos agrotóxicos e ser de melhor qualidade.

Os pesquisadores estão realizando – odeio gerúndio - mais estudos para a técnica ser colocada em prática a valer. O texto inteiro – leia aqui – está disponível no site sem fins lucrativos Infobibos. Ele possui artigos sobre temas relativos à agropecuária, recursos naturais e gestão com qualidade. Taí uma dica em português. Seria uma alternativa para os transgênicos?