Graças à sabedoria do meu avô Annibal, passei todas as férias de verão à beira-mar, no Guarujá. Pude catar conchinhas e estrelas do mar que a maré trazia. Fugir das águas vivas – me pelava de medo, porque os amigos do prédio diziam que doía horrores. Imaginar jatos de água que me engoliriam. Perder o medo e ir pro “fundão” sozinha, sem ninguém – e voltar sã e salva à areia. O bacana de lembrar tudo isso, por conta da chamada da Xará, é fazer uma retrospectiva de