Se cada um não faz o seu pedacinho, o mar vai acabar. . Este eu encontrei lá no Alfarrabio, do querido Paulo Bicarato. E vou aproveitar pra fazer resumão das tartarugas marinhas, ok? Antes, o vídeo.

Hoje eu quase caí da cadeira. Descobri que existe um escritório da Sea Shepherd no Brasil – que se chama Instituto Sea Shepherd do Brasil (ISSB) para facilitar. Acompanho sempre as aventuras e desventuras dos voluntários desta ONG no Animal Planet. Esta semana a ONG sofreu a perda de um de seus navios, o Ady Gil – a fotógrafa brasileira Bárbara Veiga colocou notícia a respeito no blog. E foi abandonada pelo Greenpeace numa operação de salvamento de baleias na Antártida. O resultado prático, segundo o Adriano Echeverria, diretor de comunicação (voluntário) da ONG: em vez de mil baleias, o Sea Shepherd conseguiu salvar “só” 500.
A entidade usa, nestas campanhas, métodos nada politicamente corretos. São, sim, agressivos. Quando falei sobre isso com o Adriano, ele não titubeou (o que muito me agrada): “Quando se mexe com um filhote de qualquer animal, a mãe ataca”. Inclusive baleias, diga-se, que costumam ser gigantes de docilidade. Passada a pequena diferença, Adriano contou muito sobre a ONG no Brasil:
No blog, há um roteirão bacana de como se filiar e militar. Eu, por exemplo, vou colaborar com o Adriano para tornar a presença do Sea Shepherd no Brasil conhecida. Você também gostou da idéia? Entre em contato com eles!
foto: Peat Bakke, em CC
Graças à sabedoria do meu avô Annibal, passei todas as férias de verão à beira-mar, no Guarujá. Pude catar conchinhas e estrelas do mar que a maré trazia. Fugir das águas vivas – me pelava de medo, porque os amigos do prédio diziam que doía horrores. Imaginar jatos de água que me engoliriam. Perder o medo e ir pro “fundão” sozinha, sem ninguém – e voltar sã e salva à areia. O bacana de lembrar tudo isso, por conta da chamada da Xará, é fazer uma retrospectiva de
Tá rolando pelos youtubes da vida um vídeo (na verdade, uma seqüência de fotos) que mostra a vivisseção de um filhote de albatroz encontrado morto por pesquisadores numa das ilhas remotas do noroeste do Havaí. Fica a quilômetros de qualquer agrupamento urbano. Ainda assim, no estômago da ave, foram encontrados 306 pedaços de lixo, de tampinhas plásticas a isqueiros e anzóis. Bateu com sobras o recorde de 272 pedaços encontrados em outro albatroz, achado na Nova Zelândia, que figurou uma peça publicitária do Greenpeace local.
A Califórnia segue dando o exemplo. A Comissão de Proteção ao Oceano do estado americano está propondo três medidas para reduzir a quantidade de lixo que acaba poluindo o mar: banir as embalagens de isopor para alimentos, cobrança de
Conheça os impactos ambientais causados pelos sacos plásticos. Da próxima vez que te oferecerem um, pense duas vezes antes de aceitar.
Muito se fala em aumento do nível do mar, no degelo do Pólo Norte, do aumento da temperatura do planeta e tal, mas difícil visualizar o que isso realmente representa para nós, pobres mortais. Apesar da forte campanha de certos negadores do aquecimento global, a gente tá na marca do pênalti. E pior: há fortes evidências de que os líderes mundiais permanecem céticos em relação aos alertas que ambientalistas e cientistas vêm dando há anos. É mais fácil eles darem US$ 700 bilhões para salvar especuladores e tubarões de Wall Street do que tirar o planeta dessa sinuca de bico. O site Climate Time Machine, que a Nasa colocou no ar recentemente, provavelmente não vai sensibilizar esses caras mais do que relatórios do IPCC ou imagens do que ainda resta do Ártico. Mas pode sensibilizar as pessoas e inspirá-las a aumentar a pressão sobre seus governantes. Quantos países têm plano para combater as mudanças climáticas? E não vale o arremedo lançado pelo governo brasileiro esta semana, ralo toda vida. Na página da Nasa vc pode acompanhar graficamente a evolução do aumento das emissões de CO2 de 1980 a 2004 ou o que ocorrerá ao sul dos EUA ou ao delta do rio Amazonas caso o mar suba 6 metros (a quem interessar possa: a ilha de Marajó vai pro saco). E há quem diga que esses cenários são otimistas…

Antes que eu me esqueça: o pessoal do Greenpeace vai fazer uma grande onda humana amanhã de manhã no Parque Villa-Lobos (SP) em defesa dos oceanos, que estão em situação deplorável. O encontro será
selinho feito por Wagner Tamanaha
Quando o Wagner fez o selinho aí em cima para a blogagem coletiva do dia da Terra, surgiu uma discussão entre os membros do Faça a sua parte sobre o que estas imagens sugeriam. Segundo o próprio Wagner, a idéia era mostrar um contraste entre o excesso de consumo de produtos industriais (sacos plasticos) versus meio ambiente (agua viva). Lembrei-me, então, de que a Lucia Malla tem, constantemente, dado depoimentos incriveis sobre a devastação que as sacolas plásticas fazem nos mares. Pensei então, que devíamos fazer um post sobre este assunto.
O plástico é um dos lixos mais difíceis de se decompor no ambiente, e um dos que mais contribuem para a poluição de muitos ecossistemas. O plástico das sacolinhas, geralmente brancas ou transparentes, acaba, quase sempre, indo para o lixo, e, muitas vezes, termina no mar, onde flutua parecendo uma água-viva.
A tartaruga-de-couro, segunda espécie marinha brasileira mais ameaçada, de acordo com a International Union for Conservation of Nature and Natural Resources, se alimenta de águas-vivas, e, ao verem o plástico transparente flutuando, comem-no por engano e acabam morrendo ‘entaladas’, como descreve a própria Lucia, em sua andanças pelos mares.
É bom revermos nossas ações em relação ao destino que damos às sacolas plásticas que insistimos em levar para casa (são grátis) e usar como sacos de lixo. Já existem sacolas de lixo biodegradáveis, o que não justifica o uso destas terríveis sacolinhas. Pior ainda, é deixá-las espalhadas pelas praias, trilhas e outros ambientes em que elas, definitivamente, não deveriam estar. imagens: autopsia mostra tubo de plástico dentro da tartaruga tartaruga entalada com saco plástico