Solução nada Tabajara para os problemas dos fumantes: Bota Bituca
foto afanada do site oficial
Sou verdinha e fumo – ninguém é perfeito. E nas ruas desprovidas de lixeira ou cinzeiros, me vejo colocando bitucas nos bolsos (quando existem) ou bolsas. Afinal, lugar de lixo é no lixo… Depois da caça à fumaça aqui em S. Paulo, as condições de nossas sarjetas, calçadas e canteiros ficou uma calamidade. Não que fosse muito diferente antes.
Tudo isso explica porque eu dei pulinhos na cadeira quando encontrei o Bota Bituca. Resultado do amor ao planeta da ONG Recicleiros (cuidado, site com pop-up), feito em PET reciclado, o Bota Bituca só está à venda em alguns poucos lugares de São Paulo, capital. A idéia é genial: um tubinho de ensaio com tampa. Dá para jogar o cigarro aceso lá dentro (quando você tampa, ele apaga) e armazenar sem maiores dramas até chegar a um lixo de confiança. Adorei!
Detalhe sórdido: mesmo com toda a campanha, através do site da Abifumo, descobri que o mercado formal brasileiro produziu em 2009 mais de 98 bilhões de cigarros. Isso porque, nos últimos anos tem crescido muito o contrabando. As notícias dos jornais, ano passado falam em 45% de contrabando além disso… Haja bituca!
Via @conceitoeco
Waste? é uma série de documentários que mostra como as pessoas estão redefinindo o que é lixo. Desde arquitetos construindo casas com restos de pneus, até uma indústria que recicla a água para fazer suas cervejas.

A Princesinha em Santa Clara
Estivemos cinco dias em Campos e na Praia de Santa Clara, no norte fluminense. Quase uma semana sem internet, sem Twitter, sem blogs, sem emails. Talvez eu não seja tão viciada quanto supunha, mas senti falta da web, confesso. O contato com a natureza e a alegria da Princesinha se esbaldando na praia, valeram este pequeno sacrifício.
Resolvi ilustrar quanta diferença a reciclagem faz na vida do coletivo em duas fotografias. Reuni todo o lixo reciclável (sem separação) numa sacola enorme. É a primeira foto. Na outra, o lixo recolhido pela prefeitura, que vai para o aterro – é sempre a mesma coisa por semana.
Detalhe: aqui em casa sou eu e quatro gatos (uns 4 quilos de areia por semana).
Sensacional este vídeo produzido com material reciclável! As personagens e cenário são feitos de caixas de papelão, canudinhos, sacos plásticos, jornais usados, embalagens diversas e outros materiais, como lã, tecidos e tudo o que a criatividade alcançar. Vale a pena ver. Um trabalho de arte que encanta não só crianças quanto adultos.
E fica a mensagem: nosso cotidiano está impregnado destes materiais. E quando jogamos fora o “lixo”, ele retorna para nós, pois é impossível descartá-lo para fora do planeta. Ao reciclar e reaproveitar estes materiais, o lixo torna-se parte integrante de nosso planeta de forma sustentável. O contrário, seria transformar nosso planeta em uma enorme lata de lixo! Pense nisto.
© 2008 Sturm und drang! | Denise Rangel| Direitos reservados
Vivemos em um mundo de “lixo”?
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Estive em Curitiba, na semana do Carnaval e confesso que fiquei com inveja do sistema de coleta de lixo domiciliar utilizada no condomínio de meu sobrinho. Ainda não dei sorte de morar em um condomínio assim. Sem muito gasto, é possível, sim, separar o lixo reciclável do orgânico.
Todo mundo faz sua parte e separa o lixo corretamente, o que evita o desperdício, economiza matéria-prima e energia, aumenta a vida útil dos aterros sanitários, gera trabalho e renda, promove saúde, cidadania e inclusão social.
lixeiras apropriadas para o morador separar o lixo orgânico e reciclável
A coleta regular dos resíduos gerados nas residências e do Lixo que não é Lixo, constituído por materiais recicláveis, tais como papéis, plásticos, vidros, metais, sucatas de fogão, de televisão, de máquina de lavar, entre outros, são ações que precisam se tornar um hábito em todos os condomínios do Brasil. Bela ecoatitude!
© 2008 Sturm und drang! | Denise Rangel| Direitos reservados
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Cada vez que descartamos um produto eletrônico, estamos criando um sério problema ambiental. Pra onde vai aquela TV, aparelho de som ou computador que já não nos serve, cheia de componentes químicos e tóxicos? O Greenpeace tem pesquisado a fundo esse tema e denunciado a exportação de lixo eletrônico europeu, americano e japonês para países pobres, principalmente na África e Ásia. A organização ambientalista fez um teste: levou uma TV detonada, praticamente inútil, para ser reciclada na Inglaterra. Resultado? O aparelho foi ‘exportado’ para a Nigéria. Picaretagem pura.
Confira abaixo:
Mais detalhes aqui.
Ou no vídeo abaixo:
Pablo Handl e as composteiras Boa Terra
Ontem eu estive no The Hub-SP e descobri que, além de empreendedor colaborativo, o Pablo Handl também tem um empreendimento ecológico e muito bacana, o Rio-Sol Eco-oportunidades. Nascido no berço da Fundação Artemísia, que incentiva a construção de modelos de negócios sociais, o primeiro produto da empresa é uma composteira para apartamento: a Terra Boa.
O sistema é livre, e facílimo de fazer em casa. Três caixas de plástico resistente, empilháveis que aproveitam todo o lixo orgânico usando minhocas matrizes para digerir o lixo.
Cada composteira Terra Boa tem 1 caixa coletora de xorume (que vem com torneira e fica embaixo) e duas caixas digestoras. A caixa digestora principal é montada com uma camada fina de húmus e minhocas matrizes, que trabalham transformando restos orgânicos ali depositados em terra boa.Sobre os resíduos orgânicos você pode colocar folhas secas ou papel picado, fechando com a tampa. Em outra caixa cerâmica expandida, para você colocar humus e continuar o processo quando a primeira encher. A decomposição deste material gera o chorume (subproduto líquido da decomposição), que fica na caixa coletora, armazenado de forma prática e higiênica - pois ele pode ser usado para fazer o adubar sua plantas.
O conjunto menor, que está na fotografia acima, custa R$ 250,00. É ideal para famílias de até 4 pessoas. Os pedidos podem ser feitos pelo e-mail: ecooportunidades [@] gmail.com
Uma opção é doá-los para entidades filantrópicas, como casas que abrigam idosos ou jovens carentes. Alguns fabricantes recebem equipamentos de volta. Caso da Dell, que envia computadores em bom estado para centros comunitários. A fundação Pensamento Digital, de Porto Alegre e o Museu do Computador, de São Paulo, aceitam doações de computadores, teclados e mouses, entre outros, enquanto algumas ONGs e empresas de reciclagem, como a Sucata Eletrônica, de São Paulo, compram televisores, computadores, celulares, impressoras, câmeras digitais e até cercas elétricas.
No site www.cempre.org.br, você encontra uma relação de empresas que compram aparelhos usados. Baterias de celulares devem ser entregues nas lojas da operadora ou na rede de assistência técnica autorizada do fabricante.
*Versão sem cortes de reportagem feita em parceria com a repórter Bruna Menegueço, publicada na revista Gestão Empresarial
Bário, berílio, cádmio. Qualquer pessoa que não seja um químico sabe pouco sobre esses elementos – exceto, talvez, que eles constam da velha tabela periódica do colégio. Embora pareçam exóticos e pouco usuais, esse e outros metais pesados estão na maioria dos equipamentos eletrônicos tão abundantes em nosso cotidiano. São eles que fazem baterias de celular durarem mais ou impedem computadores de explodir.
Enquanto são novas, máquinas e outros instrumentos tecnológicos costumam nos causar poucos danos — nada muito além de estresse ou irritação. Mas, quando viram sucata, se acumulam em aterros ou são incinerados, os eletrônicos revelam funções que não estavam especificadas no manual de instruções: seus metais pesados se decompõem contaminando o solo, o ar e a água e podem causar problemas de saúde que vão da má formação de bebês a graves seqüelas neurológicas, falência dos rins e câncer.
Por trás de computadores parcelados em 24 vezes, celulares gratuitos, tocadores de mp3 cada vez mais potentes e outros cacarecos eletrônicos vendidos a preço de banana está uma tecnologia barata, descartável e tóxica. Para se ter uma idéia do tamanho do problema, segundo o Greenpeace, a cada ano são descartadas 50 milhões de toneladas de chips, circuitos, placas, computadores, celulares e outras parafernálias cibernéticas. É um número tão grande que é quase inimaginável. Se todo o lixo eletrônico gerado anualmente fosse colocado em um trem, seus vagões dariam uma volta ao redor do mundo — e, ainda assim, é difícil de conceber tamanha sujeira.
O tempo de vida útil dos aparatos eletrônicos diminui numa rapidez inversamente proporcional ao aumento de seu consumo. Em 1997, um PC pessoal durava pouco mais que meia década. Em 2005, com dois anos de uso, um computador já era considerado obsoleto. Hoje, bastam alguns meses para transformar qualquer equipamento em peça de museu.
Em todo o mundo, as empresas de tecnologia tentam mudar essa imagem de poluidoras e se esforçam para diminuir seu impacto ambiental. De 2005 para cá, muitas delas passaram a recolher os próprios equipamentos usados para depois reaproveitar a matéria-prima na linha de produção. É uma atitude modesta, ainda, mas que envolve uma mudança radical na maneira como elas têm de pensar seu negócio.
*Versão sem cortes de reportagem feita em parceria com a repórter Bruna Menegueço, publicada na revista Gestão Empresarial