Posts com a tag ‘Imprensa’
Extra! Extra! O planeta está salvo!
18.06.09 - 22:34 | Categorias: Rede Ecoblogs

 

Líderes europeus surpreenderam o mundo ao anunciarem, na reunião da ONU sobre clima em Copenhague, um acordo global ousado para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que inclui a proteção das florestas, oceanos e investimentos pesados em energia renovável como solar e eólica. Não acredita? Deu no International Herald Tribune, versão do New York Times vendida fora dos EUA.

Ok, ok, brincadeirinha… essa e outras boas novas ambientais são, infelizmente, parte da versão falsa do jornalão distribuída hoje em Bruxelas por ativistas do Greenpeace durante a reunião dos principais líderes da Europa na cidade belga. A idéia (uma parceria da organização ambientalista com os malucos do Yes Men) é pressionar esses caras que pouca atenção têm dado à crise climática que vivemos. Já coçaram os bolsos com gosto para salvar bancos e seguradoras, mas dinheiro pra salvar o planeta que é bom, necas!

A idéia do jornal falso não é nova, no final do ano passado fizeram o mesmo com o NYT, anunciando o fim da guerra do Iraque entre outras ‘mentiras’. Mas tá valendo!

Veja aqui a reação da galera ao receber o jornal com tantas notícias boas pelas ruas de Nova York.

Veja também aqui outros trotes do grupo Yes Men - os caras são bons!

Quem avisa amigo é
18.05.09 - 5:20 | Categorias: Agricultura, Alimentação

Pois é, e não é que os tais ecoxiitas que alertavam lá atrás que a aprovação do milho transgênico pelo Brasil traria problemas aos agricultores estavam certos? Os produtores do Paraná, responsáveis pela maior parte do milho plantado no país estão sofrendo com a contaminação de suas lavouras pela versão transgênicas, assunto tão grave que ganhou manchete na Folha dias atrás. Se ambientalistas fossem mesmo chatos ficaram que nem aquele personagem de Carangos e Motocas que, ao final de cada episódio, repetia: “Eu te disse! Eu te disse!”.

Verdinhas pelo verde, a boa notícia que queremos ler
18.11.08 - 1:24 | Categorias: Rede Ecoblogs

images11Arnold Schwarzenegger pode estar bem cotado para ser o homem da energia de Obama, mas não corre sozinho nessa disputa. Outro nome meio óbvio é o de Al Gore. Após a derrota pro Bush Jr. em 2000, ganhou destaque mundial explorando o tema convenientemente e hoje tem uma das propostas mais audaciosas quando o assunto é remodelação da forma como produzimos e consumimos energia para enfrentar as mudanças climáticas, o projeto Repower America. Em linhas gerais, prevê a geração de 100% da energia consumida nos EUA por meio de fontes renováveis - basicamente eólica (27%), solar (16%) e eficiência energética (28%) - num prazo de 10 anos. Biocombustíveis e energia geotérmica teriam seu espaço também, com 3% cada. Nenhuma hidrelétrica ou usina nuclear seria construída no período, ficando as atuais com 23% do novo cenário. Em 2019, nada de petróleo ou carvão. Não é fraco não.

O projeto é bem próximo ao proposto pelo Greenpeace e Conselho Europeu de Energias Renováveis, o [R]evolução Energética, tecnica e politicamente, já que vê uma imensa oportunidade na crise gigante que surfamos sabe-se lá como.

Se os americanos são bons mesmos em fazer dinheiro, mesmo quando ele é escasso, a hora é essa. As ações de empresas do setor estão fervilhando. Na ressaca da orgia do capital especulativo, talvez testemunhemos novos tempos de investimentos voltados prioritariamente à produção do bem, que permitirá gerar empregos e renda. A ONU já cantou a pedra: milhões de empregos podem ser gerados até 2030 com investimentos em energias verdes. A recessão já vem provocando o curioso movimento de deixar algumas empresas mais verdes - como tem feito com a indústria de eletrônicos.

Seja com Schwarzzie ou Gore, quero ver as doletas verdinhas salvando o planeta, não apenas depredando-o em benefício próprio. Compartilho da utopia promovida pelo pessoal do Yes Man, quero ver um NYT recheado de boas notícias - o que não significa que serão fáceis. Nem perfeitas. Que sejam honestas, já basta.

Quem quiser conferir a íntegra da edição fake do NYT, só com notícias que gostaríamos de ver publicadas, acesse nytimes-se.com.

No vídeo abaixo, vc saberá como foi engendrada essa ação genial, bem como verá um representante do NYT ficar putinho (1min22s) ao ser questionado sobre Judith Miller, quando defendia a posição do jornal na cobertura da guerra do Iraque.


New York Times Special Edition Video News Release - Nov. 12, 2008 from H Schweppes on Vimeo.

Australiana cria painéis solares com esmalte e acetona
05.11.08 - 11:39 | Categorias: Educação, Energia, Sustentabilidade, Tecnologia

Saiu ontem no Terra a reportagem. Leia na íntegra. Parece muito interessante mas no texto não há informação sobre a eficiência do material. Custar a metade do valor, mas ter um painel solar com aproveitamento de 1% em vez de um painel com mais de 20% de eficiência não ajuda muito, mas com certeza a eficiência aumentará no decorrer dos avanços da pesquisa. Ah para comentar, a menina (Nicole Kuepper) tem 23 anos e é estudante em PHD.

O segundo ocaso da energia nuclear
03.10.08 - 22:21 | Categorias: Energia, Estatísticas, Imprensa

Artigo de Rogério Cezar de Cerqueira Leite, professor emérito da Unicamp e presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron), publicado nesta sexta-feira na Folha de S. Paulo. O tiozinho mandou ver!

Foi na década de 1960 que a energia nuclear surgiu como glorificada promessa de energia barata, inesgotável, segura e limpa. O primeiro ocaso da energia nuclear ocorreu após os acidentes de “Three Miles Island” (EUA) e “Tchernobil” (Ucrânia) e subseqüentes discussões sobre segurança e resíduo nuclear.

Essas foram as observações que provocaram a revisão da opção nuclear.

Todavia, as verdadeiras razões para a sua rejeição foram de ordem econômica. Tanto os custos do potencial (MW instalado) como o da energia (MWh) se mostraram entre três e quatro vezes mais elevados que aqueles inicialmente esperados. Pois bem, é verdade que as condições externas mudaram, o que justifica um reexame da opção nuclear. As conseqüências catastróficas, já evidentes, do aquecimento global e o aumento dos preços dos combustíveis fósseis seriam certamente suficientes para justificar uma reavaliação.

Como conseqüência, apesar de não ter necessidade de uma contribuição térmica elevada, passou o Brasil à frente dos países industrializados, lançando um ambicioso, para não dizer megalomaníaco, programa de usinas nucleares.

Baseado nos dados da Eletronuclear, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) anunciou a implantação de 60 mil MW e investimentos de R$ 360 bilhões, o que corresponde a um preço de US$ 3.500 por kW (supondo US$ 1 = R$ 1,7), além das três usinas de Angra e outras quatro já programadas.

Das 17 companhias americanas de geração com planos para adicionar usinas nucleares, apenas uma -ou talvez duas- deverá ser comissionada até 2015. Essa era a data final para muitas das referidas companhias.

A conclusão é do relatório da Moody’s Investor Service, que calculou um valor entre US$ 5.000 e US$ 6.000 para o kW núcleo elétrico em 2007. No caso concreto do único contrato fechado, Flórida Power, para a Usina Turkey Point, o kW deverá ficar em US$ 8.000, “caso não haja novos aumentos de custos de materiais, forjaria, equipamentos e mão-de-obra”.

A discrepância entre os dados de custos nos EUA e no Brasil são flagrantes. Como o setor nuclear brasileiro não erra jamais, podemos concluir que as empresas americanas não sabem fazer bons negócios. Tivessem contratado a Eletronuclear, o preço do kW sairia por menos da metade.

Há apenas dois anos, a indústria nuclear falava em US$ 2.000 o kW.
Como se vê, a história se repete. Eis por que não são poucos os analistas que prevêem o “segundo ocaso da energia nuclear”.

Por outro lado, a comparação pertinente para o Brasil só pode ser com a hidroeletricidade, e o parâmetro adequado não é mais o preço do kW, mas o do kWh, pois há uma grande disparidade entre os fatores de uso (utilização etc.) de cada tecnologia (percentual do tempo em que a usina está em operação).

Tomando o fator de uso mais otimista possível (87% mencionado para Angra 3, porém inatingível em qualquer parque nuclear do mundo, inclusive no de Angra), o MWh nuclear custaria hoje R$ 180, de acordo com os cálculos irretocáveis de J. Carvalho (os dados básicos são aqueles fornecidos pela Eletronuclear). Usando o mesmo roteiro, J. Carvalho calcula para a hidroelétrica de Belo Monte (fator de uso de 40%) R$ 39/MWh, e, para Santo Antônio e Jirau (fator de uso de 50%), R$ 77/MWh.

E é bom lembrar que os valores de custos para a opção nuclear aqui mencionados não incluem o descomissionamento do reator (alguns especialistas afirmam que será de cerca de 50% daqueles da instalação) e o da contenção do rejeito nuclear (lixo), que ninguém é capaz de adivinhar. Isso tudo fica para nossos filhos, netos e as próximas 50 gerações pagarem.

Aliás, os técnicos brasileiros fizeram uma grande descoberta. Pensava-se até recentemente que o lixo nuclear fosse composto de uma série de isótopos com tempos de vida (período em que a radioatividade decai à metade de seu valor inicial) variados. (Por exemplo, o césio 135, com 3 milhões de anos, o césio 137, com 33 anos, o iodo 129, com 17 milhões de anos, o iodo 131, com apenas oito dias, e dezenas de casos intermediários.) Pois não é que os brasileiros descobriram que nos dez primeiros anos a radioatividade cai a 1% do inicial? Nos próximos dez anos, a 0,01% e assim por diante, como se o lixo fosse composto de um único isótopo. Tenho pena desses apoucados americanos e europeus gastando bilhões para resolver o caso do lixo nuclear.

Talvez porque eles se sintam responsáveis pelas próximas dezenas de gerações que serão soterradas por lixo nuclear, enquanto nós, brasileiros, podemos dormir de consciência tranqüila, pois nossos técnicos sabem que, no Brasil, o decaimento da radioatividade é tão rápido que em poucos anos estará neutralizado.

Transforme óleo de cozinha em combustível

from flickr of fooishbar Adoro pastéis, sonhos e batatas fritas. Sào uma delícia! Detesto a conseqüência: o que fazer com o óleo da fritura? Há mais que sabão na resposta a esta pergunta. Coloque no tanque! A brincadeira do FatFinding (Encontre a Gordura) vai levar, no auge do verão europeu, 30 motoristas de Londres à Grécia. Eles vão à praia a bordo de motores a diesel que serão alimentados com o óleo de cozinha dos restaurantes no caminho. Aqui no Brasil nem precisa de brincadeira - até porque a grande maioria dos nossos carros são só álcool + gasolina e a gracinha perde o sentido. Os moradores e empresas de S. Paulo e Salvador podem doar o óleo usado à Comanche Clean Energies. A empresa, que produz etanol e biodiesel com capital norte-americano e expertise brasileira, se propõe a ir até a porta da sua casa/estabelecimento para buscar o óleo de cozinha. Ganham eles, com matéria prima para o seu biodiesel, ganha o ambiente - porque a gente já sabe que 1 litro de óleo polui milhões de litros de água. E quem não sabia acabou de descobrir. Para doar, é fácil, simples e indolor. Você peneira o óleo e guarda (sem resíduos sólidos e depois que esfriar, por favor) numa garrafa PET. Tampa e convoca o batalhão verde da empresa (telefone: 0800-723-1180 ou pelo e-mail doeoleo @ comanche ponto com ponto br). Para hotéis, bares e restaurantes, é preciso usar os galões que a própria empresa fornece (os volumes são maiores). Mas o canal de contato é o mesmo. Pesquisar sobre o assunto no Google trouxe uma montanha de resultados muito interessantes, sempre relacionados com a reutilização do óleo como sabão. Ainda não tem a receita? Visite o post premium da Denise e faça em casa. Eu, aqui vou seguindo na política sem frituras. Evita todos os dramas, mas nem sempre é possível. E vou começar a perguntar nos restaurantes, bares e hotéis o que é que fazem com aquele o óleo da fritura… Foto do Flickr de Fooishbar [update] A notícia não é lá muito boa. Fui checar com o povo da assessoria da Comanche e descobri que em São Paulo, por conta da logística, o recolhimento não acontece. Então, atenção atenção, povo de Salvador: vocês têm exclusividade do serviço. Mandem estas toneladas de dendê para reciclar! A coleta acontece quinzenalmente e tem rota pré-estabelecida Segundas: Paripe, Faz.Coutos, Coutos, Periperi (manhã) e Valéria, Boca da Mata, Águas Claras, Cajazeiras (tarde). Terças: Imbuí, B.Rio Jaquaribe, Patamares, S. Marcos, Pau da Lima (manhã) e Cabula, T.Neves, Sussuarana, S. Gonçalo, Saboeiro (tarde). Quartas: Armação, Costa Azul, Stiep, C.das Árvores, Pituba, Itaigara (manhã) Amaralina, R. Vermelho, Ondina, Barra, Graça, Vitória, Canela, Garcia (tarde) Quintas: Lobato, Ribeira, Bonfim, Água de Meninos (manhã) Barbalho, Pero Vaz, Barris, Centro, Comércio (tarde) Sextas: S. Cristóvão, Stella Mares, Ipitanga, Vilas, L.Freitas (manhã) Itapuã, Alto Coqueiro, Mussurunga (tarde). Eu sugeri que implantem PEVs (Postos de Entrega Voluntária) aqui em S. Paulo. O que vocês acham?

Uma casa à prova de unhas *
23.06.08 - 20:12 | Categorias: Animais, Dicas, Tutoriais

Cortinas rasgadas, tapetes manchados, vasos revirados - basta seguir o rastro da destruição para reconhecer o lar de uma autêntica dona de gatos. Desde que deu casa e comida para aquele lindo filhote órfão você não sabe mais o que é sofá novo? Nem sua máquina de lavar dá conta de tirar os pêlos de suas roupas? Parece improvável, mas, com alguns truques simples, é possível abrigar um gatinho e manter uma casa arrumada e cheia de plantas. Saiba como. Apare as armas Admita, se você fosse dotada de unhas que descamam periodicamente, também adoraria afiá-las no primeiro estofado que encontrasse pela frente, não? Para evitar que seu gato reduza a fios a cortina do seu enxoval ou seu jogo de estar, mantenha as unhas do bichano sempre aparadas. Só tome cuidado para não cortá-las muito rente: como elas são transparentes, dá para ver quando começam os vasos sanguíneos que irrigam as unhas. Corte só a parte transparente e bem pouquinho. Tenha um sofá blindado O sofá anti-arranhões ideal tem estrutura de madeira, assentos e encostos removíveis e uma capa (de couro sintético ou tecido grosso e bem resistente) amarrada com tiras ou presa à base com elástico. Para aumentar a vida útil do seu estofado, basta deitar as almofadas do encosto e cobrir tudo com a capa. Faça isso sempre que o sofá não estiver em uso ou antes de sair de casa - afinal, é quando a dona não está que os gatos fazem a festa. Faça um mirante para ele Se o sol não dá trégua para seu lar, opte por persianas e esconda bem os puxadores. Quem mora em apartamento não pode se esquecer de instalar rede de proteção em todas as janelas. Faça ummirante" encostando um móvel no parapeito ou parafusando uma prateleira que fique ao alcance de um pulo. Seu gato vai passar horas observando o movimento da rua. Tapete vira arranhador-gigante Testado por gateiras e aprovado pelos veterinários, os tapetes de juta ou fibras naturais são os melhores amigos do seu gato. Prefira os pesados e de trama bem apertada, que não se desfazem com arranhões. Além de deixarem sua casa mais bonita, esses tapetes mais rústicos funcionam como arranhadores gigantes sem perder a classe. *Versão original de reportagem publicada na revista AnaMaria desta semana.

Como camuflar uma pesquisa interessante
08.05.08 - 23:34 | Categorias: Rede Ecoblogs

Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Ou até dar mais importância à matéria do que ela realmente tem, justificando o investimento feito. É irritante, mas passa. Agora, esfriar o resultado de uma pesquisa para camuflar suas conclusões chega a ser leviano.
Me refiro à pesquisa que a revista National Geographic

Baixo consumo não é sinônimo de consciência ecológica
08.05.08 - 23:34 | Categorias: Rede Ecoblogs

Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Foi o que fizeram com a pesquisa da revista National Geographic, o Greendex 2008: Escolha do Consumidor e Meio Ambiente.
O tal Greendex consultou, pela internet, consumidores de 14 países sobre

Romênia diz ‘não’ a milho transgênico
27.03.08 - 22:52 | Categorias: Rede Ecoblogs

A Romênia decidiu hoje que vai banir do país o plantio e a comercialização do milho transgênico MON 810, da Monsanto, por conta de inúmeras evidências científicas que