Atualização:
Fui infeliz ao usar juízos de valor em meu post, quando o objetivo dele não era avaliar a caderneta de poupança ou qualquer instituição financeira, pelo contrário, era sim, estimular o hábito de poupar nas crianças e diminuir o consumismo desenfreado tão prejudicial à educação financeira e ambiental. Sendo assim, retirei os termos inadequados e as observações a respeito da Delfin, pois não era este o objetivo do post.
Vocês se lembram desta musiquinha de uma campanha de Natal de 1973, da Caderneta de Poupança Delfin?
♫ Neste Natal, lembre-se de mim
Dá para quem ama um cofrinho da Delfin …♫
As pessoas buscavam os cofrinhos para seus filhos, enchiam-nos de moedas e depois depositavam-nos na Caderneta de Poupança. Na época, tínhamos vários cofrinhos destes, que meus irmãos menores usavam para brincar, pois não tinham “moedas” suficientes para enchê-los e muito menos para depositar o dinheiro na caderneta.
Esta história aconteceu há alguns anos, em uma de minhas aulas, à noite. Meus alunos, jovens e adultos, preparavam atividades para a semana do folclore, e organizavam uma exposição de objetos artesanais. Um dos objetos, trazido por uma aluna, chamou minha atenção por sua beleza e originalidade. Impulsiva, como sou (sturm und drang) , entrei em sala de aula e perguntei ao alunos:
- Pessoal, vocês já viram uma piranha?
Os alunos mais jovens começaram a rir, e as senhoras mais velhas ficaram meio sem graça. Percebendo a ambiguidade de minha pergunta, mostrei-lhes o objeto e consertei:

Será que nós estamos desenvolvendo a “síndrome de Bournout“, que, de acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) atinge cerca de 25% dos professores? “Não é stress, depressão ou angústia: é pior, pois o professor se transforma num robô, o que é muito grave, porque a educação pressupõe dedicação.

Ainda hoje me lembro, com tristeza, do dia, há muitos anos, em que abri o armário para ver todos os desenhos que minha filha fizera na escolinha durante o ano inteiro, e encontrei-os comidos, literalmente, por bichinhos. Não sobrou nada. Uma pena.
Agora, na era digital, há outras alternativas mais eficientes para guardar as

A discussão sobre a necessidade de uma criança ou adolescente possuir um celular é infindável. Há os que defendem com veemência que o aparelho não é coisa para criança: “Onde já se viu, criança precisar ser encontrada? Na escola, na casa dos avós, ou dos amigos, não há telefone fixo?” Outros, mais preocupados com a segurança de seus filhos não abrem mão de equipá-los com o modelo mais sofisticado,

castiçal, árvore e guirlanda de vidro, pet e jornal
O Natal é uma das festas mais importantes do Cristianismo, pois celebra o nascimento de Jesus Cristo. Uma tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, escolas, ruas, prédios comerciais e o que mais a imaginação ditar com enfeites que representam a data, como guirlandas e a tradicional árvore de Natal. Uma forma interessante
Aproveitando o gancho que a Luz deixou no neste post do Faça a sua Parte, minha aposta também é nas crianças, e adolescente também, porque estão na fase de ir contra o sistema. Então, quando realizamos ações que visem a conscientizá-los da importância de cuidar da natureza, a probabilidade de resultados é infinitamente mais eficiente do que se tentarmos educar os adultos (certo, Afonso?). A conscientização sobre a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente para presentes e futuras gerações é prevista na Lei 9.795/99, inciso VI do parágrafo 1º do art. 225 da Constituição Federal de 1988que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental: “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”. É possível, de forma criativa, mudar o comportamento dos pequenos estudantes e torná-los agentes de defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável. Projetos que explorem fatos do cotidiano dos aluno e que possam ser desenvolvidos contínua e profundamente ao longo do ano letivo, são eficientes porque permitem que o aluno perceba como ele pode interferir crítica e responsavelmente sobre sua realidade ambiental. A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor. As imagens ao lado mostram a realização de um projeto de conscientização sobre a responsabilidade de combate à dengue. Crianças, bem pequenas, participaram da confecção de cartazes e de máscaras dos “mosquitinhos’ da dengue, usando material reciclado. Foram em todas as salas de aula do colégio e deram seu recado para os colegas. Certamente seus pais estarão cientes de que fazer a coisa certa depende deles, pois as crianças são bem pequenas e não têm o poder de decidir sobre a organização da casa e da familia. Mas o recado está dado, não acham?
Certamente não vamos, sozinhos, resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos filhos e netos, encontrem uma Terra melhor. Nos próximos 50 anos, muitos de nós terão descendentes próximos ainda vivos, pois muitas das pessoas que nasceram hoje, ainda estarão vivas. Portanto, que cada um faça a sua parte e da melhor forma possível. Pelos nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos.
Imagens: Alunos do Ensino Fundamental -Colégio SPLER - RJ Referências: Educação Ambiental Urbana - uma alternatiava de ensino nos grandes centros urbanos Ambiente Brasil - Educação Ambiental — Participe do nosso sorteio e ganhe uma sacola Ecoblogs! Vote na pesquisa no blog Sturm Und Drang, na barra lateral direita, deixe seu comentário no post Quer ganhar uma sacola? e concorra! Veja a sacola.