
Ano novo tem cheiro de caderno em branco, borracha sem uso, lápis apontado. É como se a gente estivesse de volta à estaca zero, prontos para começar a fazer cagada. Ainda que em poucas semanas o caderno fique cheio de rasuras, a borracha, emporcalhada e o lápis vire um toco, eu adoro essa sensação de frescor que só as novidades têm.
A novidade para a garota da foto foi mergulhar sem tampar o nariz. Enquanto eu almoçava num restaurante de Búzios (RJ), um grupo de oito animadas crianças se divertia no deck. O desafio era ver quem dava o salto mais diferente – os dois meninos mais velhos sempre ganhavam. Essa garota, já entrando na adolescência, era a única da turma que pulava tampando o nariz. As outras crianças não pareciam se incomodar com isso. Aliás, nem ela, que mergulhou e escalou o deck dezenas de vezes sem cansar.
Acabo de voltar de uma daquelas viagens de lavar a alma, perfeitas para a contemplação. Eu, que falo como se as palavras fossem acabar, adoro períodos assim – de silêncio, de contar as horas pelas sombras, de comer fruta no pé e ver o tempo nas nuvens.
Boas viagens são tão intensas fora quanto dentro da gente. E nem é preciso ir muito longe para ter uma grande experiência. Duvida? Pois eu já vi muita gente desperdiçar um por-do-sol de calendário só porque passou a tarde em frente à TV. Ou estar em um lugar paradisíaco num momento infernal da vida.
Se você está de férias, não tenha medo do desconhecido. A comida é esquisita? O sotaque soa estranho? O lugar cheira diferente de sua casa? Apenas sinta. Observe. Se deixe levar. Se você não pode (ou não quis) viajar, faça um passeio por sua própria cidade com olhos de turista. Olhe para cima, procure ângulos pouco usuais. Repare no detalhe da fachada de um prédio. Experimente um novo sabor. Ouça os passarinhos (eles estão por todo o canto!).
Tire os olhos do chão e descubra seu próprio cartão-postal!

PS: Fiquei um tempão fotografando esta garotinha entretida com uma pá e um baldinho nas areias de Búzios (RJ). Apesar de ela estar alheia à beleza em redor, tenho certeza de que curtiu sua viagem interior.

Ainda hoje me lembro, com tristeza, do dia, há muitos anos, em que abri o armário para ver todos os desenhos que minha filha fizera na escolinha durante o ano inteiro, e encontrei-os comidos, literalmente, por bichinhos. Não sobrou nada. Uma pena.
Agora, na era digital, há outras alternativas mais eficientes para guardar as
Tobias Lolness tem só 13 anos, mas, agora que está sendo perseguido por todo seu povo, precisa pensar e agir como gente grande. Bem, não exatamente como gente grande, afinal, ele não mede mais que alguns milímetros, assim como todos os habitantes da Árvore.
Num lugar onde joaninhas são tão grandes quanto elefantes e uma folha em queda pode devastar um bairro inteiro, Tobias e sua família são obrigados a viver no exílio dos Galhos Baixos porque seu pai insiste em dizer duras verdades: o a Árvore está morrendo e, sim, há vida fora de seus grandes ramos retorcidos.
Em busca de uma maneira de ganhar dinheiro extraindo a seiva que mantém seu mundinho em atividade, o dono de uma empreiteira arma um ardil contra a família Lolness e tortura o pai de Tobias para que ele revele como transformar a seiva bruta em combustível.
Se a leitura de Tobias Lolness - A Vida na Árvore lhe lembrar o afã das nações na extração de petróleo, não é mera coincidência. Taí uma maneira inteligente e bem-conduzida de falar em ecologia sem ser chato ou professoral. Não é à toa que o autor, o francês Timothée de Fombelle, ganhou um monte de prêmios com esta aventura genial.
Tobias Lolness tem só 13 anos, mas, agora que está sendo perseguido por todo seu povo, precisa pensar e agir como gente grande. Bem, não exatamente como gente grande, afinal, ele não mede mais que alguns milímetros, assim como todos os habitantes da Árvore.
Num lugar onde joaninhas são tão grandes quanto elefantes e uma folha em queda pode devastar um bairro inteiro, Tobias e sua família são obrigados a viver no exílio dos Galhos Baixos porque seu pai insiste em dizer duras verdades: o a Árvore está morrendo e, sim, há vida fora de seus grandes ramos retorcidos.
Em busca

A MAPFRE Seguros convida a todos para a inauguração do Villa Ambiental, no próximo dia 19 de março de 2009 às 11 horas, no Parque Villa-Lobos em São Paulo/SP.
Desenvolvido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, com a parceria da MAPFRE, o Villa Ambiental faz parte do programa Criança Ecológica. É um espaço pioneiro, onde estudantes do ensino fundamental da rede pública e privada, assim como visitantes do parque, passarão por uma experiência transformadora de aprendizado e conscientização, incorporando ao seu dia-a-dia uma atitude responsável e efetiva em relação ao meio ambiente e sua preservação.
Estarão presentes o Governador do Estado, Sr. José Serra, o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Sr. Xico Graziano e o presidente da MAPFRE, Sr. Antonio Cássio dos Santos.
Parque Villa-Lobos - Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001.
O Villa Ambiental fica à direita da entrada principal.
Enquanto percorria as gôndolas do pet shop, vislumbrei algo ligeiramente estranho no final de um corredor. Era um grande galo branco, com penas até as patas e crista púrpura. Estava empoleirado na barra de um carrinho de compras, mexendo a cabeça daquele jeito puladinho das pombas.
Um senhor apareceu de trás de um grande saco de ração para pássaros. Soltou um grunhido mau-humorado. Perguntei se o bicho era bravo, mas assim que ele respondeu “é”, a mulher dele apareceu fazendo carinhos no galo, que se esforçava para não cair do carrinho.
– Imagina se o Ferdinando é bravo, né, meu amor?
– Ulha, e ele tem nome!
– Tem sim, é um galo muito educado. As crianças ganharam na escola, ainda pintinho. Achei que ia morrer, mas ele cresceu e ficou super apegado à gente…
– E não faz sujeira?
– Faz! – resmungou o marido.
– Não! – respondeu a senhora, ao mesmo tempo. – O Ferdinando é bem limpinho, né, Fê? E adora meus filhos: quando eles se trancam no banheiro, o Fê fica na porta, arranhando com o pé. Se deixar, ele toma banho junto com as crianças!
Você já pensou em comprar a Bacia do Rio São Francisco ou ajudar a frear o aquecimento global? Pois saiba que essas ações viraram coisa de criança — ao menos nas versões ecológicas do Banco Imobiliário e do War.
Feito com material reciclado, o Banco Imobiliário Sustentável promove questões como proteção ambiental, coleta seletiva e responsabilidade social. Em vez de dinheiro, cada jogador usa créditos de carbono para adquirir propriedades como a Zona da Mata (AL) ou uma companhia de reflorestamento.
Proposta semelhante tem o WeAtheR, game on-line criado a pedido do Greenpeace. Jogado por até quatro internautas, a versão verde do famoso jogo de estratégia estimula os participantes a se unirem para sanar crises climáticas. Os militantes têm dezesseis jogadas para resolver todos os problemas ambientais.
Cuidar da natureza conta pontos!
Mal terminaram os gastos com as festas de fim de ano e já chegou a lista de material escolar – e, o pior: com um aumento de 15%! Para não ficar o ano inteiro amargando essa conta, o primeiro passo é reaproveitar o que ainda estiver em bom estado: fichários, tesouras, réguas, mochilas, lancheiras e outros itens não precisam ser trocados todo ano. Encapado com um papel bonito, o caderno velho vira novo. Pesquise bem os preços (use a internet para isso) e veja se a escola tem alguma parceria com lojas que ofereçam descontos. Aqui vão outras boas dicas para economizar:
- Deixe seu filho em casa
É como ir ao supermercado com fome: criança em papelaria só faz a conta subir…
- Compre em grupo
Junte outros pais e comprem por atacado. Às vezes, sai pela metade do preço.
- Fuja dos brinquedos
Materiais de marca ou com cara de brinquedo costumam ser bem mais caros.
- Vá sem pressa
As opções mais baratas acabam primeiro nas lojas. Vá às compras o quanto antes.
*Versão sem cortes de matéria publicada na revista AnaMaria