Não há força mais ecológica do que o amor. Só mesmo aquela sensação inquietante de ter seu coração arrancado do peito – e depois devolvido, meio fora do lugar – consegue nos deixar focados no que realmente importa da vida: amar e ser amado.
Amantes não ligam para compras. Pra quê ter mais roupas se tudo o que você quer é ver o outro nu? Comer num restaurante luxuoso? Só se o sofá de casa não estiver quentinho e confortável o suficiente – ou tem coisa melhor do que ficar embolado no cobertor vendo um filminho na TV? Ainda mais quando rola uma cena quente, uma mão boba aqui, um amasso ali…
Passeio na Feira de San Telmo
Onde? Em San Telmo, o Bixiga deles
O que? Tire um sábado ou domingo para passear em torno da feirinha de San Telmo. Da praça principal saem barraquinhas de antiguidades e ruas onde é possível encontrar lojas de design, com roupas e peças de decoração baratas e descoladas.
Isto é quente! Ouça o tango jovem que se faz no entorno da praça: alguns grupos levam orquestras inteiras e até piano para as ruas de paralelepípedos!
Compras de vinhos no supermercado
Onde? Em qualquer grande rede
O que? A vinícola Zapata é a melhor e mais tradicional do país, então, aproveite para tomar lá vinhos que custam três dígitos por aqui, como o espetacular Angélica Zapata, disponível até em supermercado. Vá de uva nacional, a malbec, boa para acompanhar carnes e pratos encorpados.
Isto é quente! Desde que os aeroportos proibiram o embarque com mais de 100 ml de líquido na bagagem de mão, trazer garras ficou mais emocionante: embale bem as suas e exija os adesivos de “frágil” para não encontrar cacos nas esteiras de devolução…
Jantar no Las Ranquelles (antiga La Caballeriza)
Onde? Puerto Madero, a Vila Olímpia deles
O que? Mudou de nome recentemente, mas todos conhecem pelo antigo. O restaurante parece uma estrebaria, com selas, cabrestos e baias de madeira. Peça o churrasco de lomo e a salada Las Ranquelles, com milho, alface, palmito, tomate e broto de soja.
Isto é quente! O lomo é um corte que só tem na Argentina, uma espécie de filé mignon suculento, para comer de joelhos. Foi meu último bife antes de virar vegetariana…
Tango na Casa de Aníbal Troilo
Onde? Na periferia, longetodavida…
O que? O lugar fica meio afastado da cidade, mas merece a viagem por oferecer tango de verdade, não aquela coisa para turista. Não bastasse Aníbal Troilo (1914-1935) ter sido um músico e compositor genial, foi em sua orquestra que Astor Piazzolla se apresentou no início da carreira.
Isto é quente! Incluindo a ceia, o show sai mais em conta aqui do que nas casas mais famosas, como a Señor Tango.
Você não esteve em Buenos Aires se não…
- Passeou no calçadão da Recoleta, bairro com cara de Higienópolis.
- Fotografou as fachadas coloridas das casinhas do Caminito.
- Conheceu o luxuoso hotel Pátio Bullrich, que reúne todas as grifes badaladas.
- Foi à uma exposição do Malba, que tem um importante acervo contemporâneo.
- Provou um sorvete da Freddo (eles têm mais de dez sabores só de doce de leite!)
- Entrou na 3ª livraria mais linda do mundo, a Ateneo Grand Esplendid (instalada num teatro de 1919).
- Assistiu um show do Les Luthiers, trupe genial que mistura humor, esquetes e música.
- Hablou en buon portunhol, la lengua oficial de los brasileños! !Exquisito!
Desconto. Queima de estoque. Metade do pre
Animais que vivem em grupo como os cães encontram no líder o responsável pela segurança de todos. O chefe costuma ser grande e forte para conseguir proteger o bando de predadores e fica em posição mais alta para observar possíveis intrusos em seu território.
Quando sua liderança sobre seu cachorro não fica clara para ele, o animal assume a responsabilidade por você e toda sua família. Não estranha que lata insistentemente toda vez que você sai de casa ou quando estão todos dormindo e ele está no quintal. Pense com a cabeça do bicho: ele não sabe onde está sua matilha, por conseqüência, não consegue garantir a segurança do bando. A lógica do líder fica colocada em xeque, deixando o animal desesperado de ansiedade (que ele demonstra latindo ou destruindo móveis e objetos).
Os 3 segredos do bom chefe
Para ser um líder de matilha (mesmo que seja uma matilha de dois!), nunca permita que o cachorro pareça mais alto do que você. Muitos animais sobem em mesas ou escalam o encosto do sofá para ficar em posição mais elevada que o dono. Se o seu fizer isso, coloque-o tranquilamente no chão.
Confesso que encantei quando vi esta linda entrevista com a Taís Lucílio, uma empreendedora que participou do TEDxSãoPaulo. Compartilho com vocês.
Quem costuma freqüentar clube, academia, aula de dança ou qualquer outro centro de lazer sabe que cada um deve fazer sua parte para uma boa convivência com os frequentadores. Isso evita se irritar com alguém contando intimidades em alto e bom som ao celular ou entrando na piscina sem tomar uma ducha antes. Já pensou nadar no meio do suor de outra pessoa? Ninguém merece… Confira os sete maiores erros na hora de lazer para não cair em pecado:
- Não cobiçarás o próximo
Tudo bem paquerar, desde que você pegue leve nos olhares.
- Tomarás uma ducha antes de nadar
Além de ser educado, trata-se de uma questão de higiene.
- Não espalharás sua bagunça
Organize suas coisas e dê lugar para as outras pessoas no vestiário.
- Usarás a água com inteligência
Chuveiro de clube ou academia vive concorrido. Então, seja rápida.
- Não falarás alto ao celular
O aparelho tocou? Vá falar lá fora. Ninguém precisa saber da sua vida.
- Serás discreta no espelho
Nada de ficar se admirando muito tempo. É feio e todo mundo repara!
- Não carregarás no perfume
Perfume forte não disfarça o cheiro de suor. Melhor tomar um banho.
*Versão original de texto publicado na revista AnaMaria.
Entrei na piscina natural, apoiei meu livro na borda e fiquei lendo, a água fresca batendo na cintura. Em Pindamonhangaba (SP), o calor era tão abrasador que a única forma de sobreviver aos dias era se manter molhado. Não precisei nem de dois minutos para sentir uma coceirinha nas pernas. Olhei para baixo e vi que milhares de minúsculos peixinhos pretos me mordiscavam. Deviam estar entediados. Ou achando que eu era algo como uma minhoca gigante. Voltei ao livro e os deixei em paz.
Meu sossego durou até que uma das companheiras de viagem desse um berro enquanto apontava para minhas pernas: "Girinos!". Minha primeira reação foi pensar éca. Girinos viram sapos. Sapos são gosmentos. E comem moscas. Nem precisa ser craque em sofisma para ver aonde isso vai dar: girinos são nojentos. Asquerosos. Morféticos e piolhentos. Pra dizer o mínimo. Eca.

Ano novo tem cheiro de caderno em branco, borracha sem uso, lápis apontado. É como se a gente estivesse de volta à estaca zero, prontos para começar a fazer cagada. Ainda que em poucas semanas o caderno fique cheio de rasuras, a borracha, emporcalhada e o lápis vire um toco, eu adoro essa sensação de frescor que só as novidades têm.
A novidade para a garota da foto foi mergulhar sem tampar o nariz. Enquanto eu almoçava num restaurante de Búzios (RJ), um grupo de oito animadas crianças se divertia no deck. O desafio era ver quem dava o salto mais diferente – os dois meninos mais velhos sempre ganhavam. Essa garota, já entrando na adolescência, era a única da turma que pulava tampando o nariz. As outras crianças não pareciam se incomodar com isso. Aliás, nem ela, que mergulhou e escalou o deck dezenas de vezes sem cansar.
Que eu gosto de fotografar coisas estranhas, você provavelmente já sabe. Tenho uma coleção de fotos de portas e janelas e não posso ver um matinho se infiltrando por um vão no muro que já corro buscar a máquina. Ultimamente, tenho tido uma quedinha por pedras. Pedriscos caídos ao longo do asfalto. Pedras em formatos estranhos. E, claro, plantas nascendo sobre rochas, mas aí já incorro no vício antigo. Num passeio espetacular de barco em Arraial do Cabo (RJ), fotografei alguns rochedos esplêndidos, como este da foto abaixo.

Agora, imagine a minha surpresa ao abrir a foto no computador e descobrir que ela veio com um brinde – um biguá e seu felpudo filhote (que eu apelidei de Vilmar)! Os biguás (Phalacrocorax brasilianus) são aves insulares que realizam uma proeza de deixar muita gaivota de bico caído: eles conseguem submergir no mar atrás de peixes, o que explica seu outro nome popular, mergulhão.

Apocalipse. Fim dos tempos. Revolta da natureza. Tenho ouvido muito as pessoas comentarem sobre a maneira violenta como o planeta revida às agressões que vem sentindo há milhões de anos. Os culpados somos nós: do rapaz que joga latinha pela janela do carro à criança que escova os dentes com a torneira aberta, cada ser humano terá sua quota de ecoexpiação.