Solução nada Tabajara para os problemas dos fumantes: Bota Bituca
foto afanada do site oficial
Sou verdinha e fumo – ninguém é perfeito. E nas ruas desprovidas de lixeira ou cinzeiros, me vejo colocando bitucas nos bolsos (quando existem) ou bolsas. Afinal, lugar de lixo é no lixo… Depois da caça à fumaça aqui em S. Paulo, as condições de nossas sarjetas, calçadas e canteiros ficou uma calamidade. Não que fosse muito diferente antes.
Tudo isso explica porque eu dei pulinhos na cadeira quando encontrei o Bota Bituca. Resultado do amor ao planeta da ONG Recicleiros (cuidado, site com pop-up), feito em PET reciclado, o Bota Bituca só está à venda em alguns poucos lugares de São Paulo, capital. A idéia é genial: um tubinho de ensaio com tampa. Dá para jogar o cigarro aceso lá dentro (quando você tampa, ele apaga) e armazenar sem maiores dramas até chegar a um lixo de confiança. Adorei!
Detalhe sórdido: mesmo com toda a campanha, através do site da Abifumo, descobri que o mercado formal brasileiro produziu em 2009 mais de 98 bilhões de cigarros. Isso porque, nos últimos anos tem crescido muito o contrabando. As notícias dos jornais, ano passado falam em 45% de contrabando além disso… Haja bituca!
Via @conceitoeco

Hoje às 23:30 você não pode perder mais uma edição da série Cidades e Soluções produzida pela Globo News. O primeiro programa Comunidade Grid foi exibido na semana passada e o de hoje tem como tema De carona se vai longe.
A cidade de Nova York fechou trechos de uma das maiores e mais famosas avenidas da cidade, a Broadway. Trechos entre a 42nd até a 47th, fechados para o trânsito de veículos transformaram o visual do local, com moradores e turistas por todos os lados.
Update: acabo de descobrir, pela Liliane, que o slideshow não estava funcionando… espero que agora vocês consigam ter noção do que estou falando… (vídeo mode on off) Este pedaço de paraíso urbano que vocês estão vendo nesta apresentação era, há pouco tempo
atrás, um verdadeiro depósito de lixo a céu aberto, onde as pessoas deixavam entulho e lixo. Uma expressão concreta do descuido dos paulistanos com seu próprio espaço. Claro que alguns mendigos fizeram do lugar sua “casa” até que, em setembro de 2008, seus colchões pegaram fogo…A árvore - uma deliciosa castanheira - um delicioso chapéu de sol e a casa vizinha quase foram junto com o acidente. Quase…
Foi então que o artista plástico Jaime Prades interferiu na história. Morador do bairro, ele se encarregou de pintar o muro da casa vizinha e cobri-lo de grafites com seus deliciosos desenhos. Isso E aproveitou para criar a Árvore das Perguntas (algumas delas você confere acima). Isso atraiu a atenção dos moradores - e de Liliane Oraggio (orgulho, ela é minha amiga e foi quem me contou esta história) e de Afonso, o Plantador. Juntos, os três e os moradores limparam o lugar, tiraram o entulho, criaram os canteiros para plantinhas - que foram doadas por vizinhos… e desmancharam com carinho e cuidado os canteiros que existiam. Resultado: a comunidade criou um oásis triangular e pequeno no meio do bairro.
Hoje a vizinha que teve sua casa quase queimada rega as plantas. Outro vizinho oferece energia elétrica para iluminar o lugar à noite.
Com a palavra Liliane: “Este trabalho nos reconciliou com a cidade. Havia muita gente trabalhando sozinha, em suas próprias casas. A beleza ajuda a conversar e todos realmente zelam pelo espaço, mantendo-o limpo”. O mais divertido? A praça tem um morador permanente - que infelizmente não encontrei hoje: Alfie, um gato lindo.
Um belo exemplo do que nós, cidadãos, podemos fazer pela nossa cidade sem pedir nada a ninguém, com nossos próprios recursos. E, claro, o trio de ouro (Jaime, Liliane e Afonso) vão adorar levar este mesmo processo a outros lugares degradados.
(último pensamento: será que a gente consegue invadir a cracolândia com trabalhos lindos como este? Não seria maravilhoso?)
As fotos que usei para criar o slideshow estão no Flickr da Rede Ecoblogs

“O problema é que existe um pensamento muito centrado em dois pontos: ou é o carro, ou é o metrô. E nós temos que pensar um sistema integrado. Principalmente porque eu acho que o futuro está na superfície.“
Leia na íntegra a entrevista feita com o arquiteto Jaime Lerner (três vezes prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná) pelo Cládio Leal para o Terra Magazine.

Era isso que eu procurei por tanto tempo. O livro Carfree Cities traz idéias muito interessantes de como seriam as cidades sem os carros e os problemas causados por eles. O autor J.H. Crawford acredita que as nações industrializadas cometeram um grande erro ao escolher o automóvel como forma de mobilidade urbana causando diversos problemas tanto ambientais, sociais quanto estéticos nas cidades. O site Carfree trás ainda uma infinidade de informações e projetos fantásticos desde a topologia da cidade e meios de locomoção a grandes distantes até desenhos de como funcionariam os bairros e quadras de cada cidade.
Um dos designs chamado de Six-lobe city design possui estimativas de número de habitantes, quantidade de área verde preservada, número de bairros e até o tempo máximo previsto para a locomoção de uma pessoa de uma cidade para outra. Neste caso o tempo máximo seria de apenas 35 minutos contabilizando tempo de caminhada até uma estação de metrô/trem, tempo de espera, deslocamento, troca de plataforma e caminhada até o destino. Ainda que bastante utópico, a concepção e o estudo de cidades possíveis são uma ótima reflexão para percebermos a situação de nossas cidades.
Brasília, que é uma cidade planejada, foi criada inteiramente pensando no carro como principal meio de transporte e por isso temos diversos problemas com transporte público, falta de ciclovias, trânsito em massa entre outros. O livro Carfree Cities está à venda por US$16,15 na Amazon. Dica do amigo Xandolino. 
E lá vem ele de novo: o Dia Mundial sem Carro, movimento que acontece no mundo inteiro e ainda tem baixíssima adesão aqui no Brasil. A proposta é passar um dia inteirinho sem nosso “sonho de consumo” que provoca estresse, engarrafamento, violência, mortes, gastos gigantescos com saúde pública.
O Dia Mundial Sem Carro foi implantado pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997. Em 2000, a União Européia instituiu a Jornada Internacional “Na Cidade, sem meu Carro”, reunindo 760 cidades. Em 2001, 1683 cidades participaram. Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade.
Em 2001, 11 cidades brasileiras aderiram ao Dia Mundial Sem Carro: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO);Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA). Em São Paulo, a iniciativa é realizada desde 2005, sob a coordenação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
Pesquisinha rápida no oráculo me levou ao maravilhoso site do pessoal de Mountain Bike de Belo Horizonte - com desafio e tudo. Amanhã, dia 18, os participantes percorrerão aproximadamente 12km e irão se deslocar das seguintes formas: bicicleta, motocicleta, carro, ônibus, ônibus + metrô e a pé. Sairão da Pracinha do Coração Eucarístico às 18h e irão até a Praça da Savassi, com passagem obrigatória pela esquina da Afonso Pena com Bahia.
Claro que voltei ao ótimo Apocalipse Motorizado e descobri que tem mostra de cinema no ar. No dia 22, lá no Centro de Cultura Judaica (para desocupados, viu, das 14h30 às 17h30) mais duas exibições: Sociedade do Automóvel, média metragem de 2006 feito por Branca Nunes e Thiago Benicchio; e o longa Elevado 3.5, também de 2006, de João Sodré, Maíra Santi Bühler e Paulo Pastorelo.
A programação completa da maratona está aqui.
Este artigo pertence ao Ladybug Brasil e replicado na Rede Ecoblogs. Se o encontrou em outro blog, por favor, entre em contato.
Hoje é dia da Limpeza Urbana. A Lucia Malla, xará linda, fez um post falando da velha mania paulistana de lavar calçada/quintal com água, muita água - e considerar que folha é igual à lixo. No comments… Sampa é
Enquanto em São Paulo o trânsito entra na agenda eleitoral, na Irlanda, os EcoCabs