Posts com a tag ‘boca no trombone’
A GM faliu? Viva a GM!
05.06.09 - 23:02 | Categorias: Rede Ecoblogs

Michael Moore, sempre ele, fez um texto brilhante sobre a anunciada falência da General Motors e deu o caminho das pedras para o governo americano, agora principal acionista da empresa, dar um foco sustentável no empreendimento. O texto já vem rodando pela net há algum tempo, mas faço questão de registrá-lo aqui. São nove dicas de como a GM pode ser socioambientalmente responsável, deixando de fabricar carrões poluentes e egoístas para produzir transporte de massa, limpo e seguro. Nas palavras de Moore:

Não coloque outros US$ 30 bilhões nos cofres da GM para a fabricação de carros. Em vez disso, use esse dinheiro para manter a atual força de trabalho da empresa - e boa parte daqueles que foram demitidos - empregada para que possam produzir os novos modelos do transporte do século 21. Deixem eles começarem os trabalhos de conversão já.

(leia aqui o texto na íntegra, em inglês)

Moore praticamente deve à GM seu sucesso no mundo dos documentários, já que ela foi a estrela do seu primeiro filme, Roger & Me (de 1989), em que o cineasta persegue o então presidente da empresa - Roger Smith - para que ele explique o fechamento de 11 fábricas na região de Flint, cidade natal de Michael Moore. Veja aqui o trailer do filme.

O futuro da GM (agora sigla para Government Motors, piadinha que andou circulando pelo twitter), empresa que matou o carro elétrico na década de 1990, pode sinalizar os novos caminhos de toda a indústria automobilística. O mundo dá voltas…

Aliás, já viu o filme Quem Matou o Carro Elétrico? É um documentário de 2006 sobre o EV1, veículo produzido pela GM na década de 1990 e foi abortado por pressão da indústria petrolífera e automobilística. Tá aqui, dividido em 10 partes de cerca de 10 minutos cada. Tranquilinho.

Clique aqui para ver uma palinha - o trailer:

Lavagem verde é com a Exxon
30.04.09 - 14:46 | Categorias: Rede Ecoblogs

No post anterior falei do tal ‘greenwashing’ que virou estratégia de marketing de muitas empresas mundo afora. Pra elas, é mais fácil gastar uns tostões furados em anúncios que as mostram como responsáveis e inovadoras em termos ambientais do que investir dinheiro para realmente mudarem a maneira como interagem com o planeta. O grande leviatã do mundo corporativo hoje é a Exxon, gigante do petróleo que tá pouco se lixando para as mudanças climáticas, ainda que diga ao público que está procurando ‘alternativas’.

E o DDT era bom?
27.04.09 - 23:03 | Categorias: Rede Ecoblogs

DDT é bom pra mim!!!
Em tempos de mudanças climáticas, energias renováveis e sustentabilidade, ninguém quer ficar de fora do bonde. A onda agora é ser verde. Na verdade, ‘parecer’ verde. Basta um discurso bem trabalhado, investimento pesado em relações públicas e publicidade, e pronto,

De volta ao batente com algo inspirador
22.04.09 - 20:00 | Categorias: Rede Ecoblogs

Eu sei, eu sei, estou em dívida aqui com este espaço. Alguns já andaram reclamando, eu mesmo tava angustiado pra retomar o blog. Minha ausência tem um pouco a ver com o twitter, que supre parte de minha ânsia por compartilhar informação, mas também com a campanha Salvar o Planeta, do Greenpeace (que me consumiu durante três meses) e meus filhos, com quem tenho passado boa parte do tempo para matar as saudades.
Mas vamos lá reativar esta bagaça neste Dia da Terra. Não sou muito de blogagem coletiva, mas

1o. abril
02.04.09 - 21:43 | Categorias: Eventos, Governos, ONGs

Cena 1 - Ato violento contra o G20 em Londres

Milhares de pessoas saem às ruas em Londres para protestar contra o G20, que se reuniria na cidade no dia seguinte. Alguns mais exaltados promovem quebra-quebra, enfrentam a polícia e impedem que a população da cidade circule livremente pelo bairro de Banks. A população procura alternativas, anda quilômetros para chegar a outras estações de metrô ou de ônibus, e desviam de suas rotas rotineiras de carro. Os comentários giram em torno do descaso dos líderes mundiais em relação às pessoas e ao meio ambiente, que banqueiros e especuladores de Wall Street têm tido mais atenção do que o resto. A mídia passa o dia dando notícias sobre o conflito, com ênfase no teor principal dos protestos, não os problemas causados no trânsito.

Cena 2 - Ato pacífico contra o G20 no Rio de Janeiro

Cerca de 40 ativistas do Greenpeace promovem um protesto na Ponte Rio-Niterói, na parte da manhã. Escaladores descem pela murada da ponte para estender uma faixa de 30 metros por 50 com os dizeres: ‘Líderes do mundo, clima e pessoas primeiro’. O recado era para que o G20 não discutisse em Londres apenas a crise financeira, mas também a climática, que pode afetar milhões de pessoas em todo o mundo nos próximos anos. A ação, que bloqueou uma das pistas da ponte por 15 minutos, acabou causando um engarrafamento grande em Niterói. As pessoas que passavam de carro, ônibus ou van pelo local xingavam os ativistas e também aproveitavam para diminuir a velocidade do seu veiculo para tirar fotos - o que contribuiu bastante para piorar o tráfego. A mídia passou o dia falando praticamente apenas sobre o trânsito, ignorando a mensagem que o Greenpeace queria passar.

O que essas duas cenas, comparadas, querem dizer? Numa rápida reflexão, eu diria que a população londrina é mais consciente e menos imediatista que a carioca e niteroense, e que a mídia lá é menos provinciana. Estamos numa baita encruzilhada e poucos brasileiros, mesmo os mais instruídos, parecem se dar conta. Escrevi sobre o assunto no blog do Greenpeace, confira aqui. Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã.

Quando “reciclagem” é igual a “picaretagem”
18.02.09 - 18:46 | Categorias: Meio Ambiente, ONGs, Reciclagem, Tecnologia

Cada vez que descartamos um produto eletrônico, estamos criando um sério problema ambiental. Pra onde vai aquela TV, aparelho de som ou computador que já não nos serve, cheia de componentes químicos e tóxicos? O Greenpeace tem pesquisado a fundo esse tema e denunciado a exportação de lixo eletrônico europeu, americano e japonês para países pobres, principalmente na África e Ásia. A organização ambientalista fez um teste: levou uma TV detonada, praticamente inútil, para ser reciclada na Inglaterra. Resultado? O aparelho foi ‘exportado’ para a Nigéria. Picaretagem pura.

Confira abaixo:

Mais detalhes aqui.

Ou no vídeo abaixo:

O Mundo Segundo a Monsanto agora legendado no Youtube
12.02.09 - 13:57 | Categorias: Agricultura, Alimentação, Empresas, Imprensa, Meio Ambiente

O documentário O Mundo Segundo a Monsanto, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, finalmente ganhou legendas em português no Youtube. Está dividido em 12 capítulos. Quem quiser realmente entender o que está por trás da engenharia genética aplicada a alimentos precisa ver esse filme.

Robin agora está se dedicando a desvendar as relações entre a industrialização da agricultura e o aumento nos casos de câncer no mundo, segundo disse em entrevista à revista Época. Não é de hoje que sabemos que comida industrializada é lixo embalado. A questão é quanto isso está fazendo mal para nossa saúde. Uma matéria publicada terça-feira no Estadão, por exemplo, mostra que estamos envenenando nossas crianças com excesso de gordura, sal, açúcares.

Os transgênicos são apenas parte do problema. A questão central é o descaso da indústria - e de boa parte dos consumidores - com algo tão fundamental como nossa comida do dia-a-dia. Devemos sempre conhecer o que ingerimos, saber o que pode provocar em nosso organismo, quais as contra-indicações, e assim por diante. Mas para isso precisamos de honestidade por parte da indústria, o que não acontece. Eles só se mexem quando há pressão de consumidores e/ou Justiça - quando se mexem. Mas a gente tá aqui pra dar bicuda na canela deles até que tomem vergonha na cara e mudem o paradigma do seu negócio, né não?

Enfim, vamos ao filme:

Sustentabilidade no Campus Party já!
21.01.09 - 15:54 | Categorias: Eventos, Reciclagem, Rede Ecoblogs, Sustentabilidade, Tecnologia

Aí estou eu sentado numa cadeira feita com garrafas pets (cortesia do pessoal do Ecoblogs), atualizando meu blog no Campus Party, quase meia-noite de terça-feira, às vésperas da viagem que fiz hoje para Belém, onde estou no momento escrivinhando. Apesar do bom-humor aparente, fique deveras injuriado com a falta de respeito e consciência ambiental dos organizadores do evento e também dos ‘campuseiros’.

Para se ter uma idéia, as poucas latas de lixo dedicadas aos recicláveis estavam entulhadas com tudo quanto é lixo, tudo misturado. A Paula levantou essa bola (e outras) lá no Rastro de Carbono e eu assino embaixo.

O que adianta falar de software livre, da importância de se manter a internet aberta e livre, da troca de informações, do desenvolvimento de ferramentas que facilitam nossa vida, e não prestar atenção a um item tão básico quanto a sustentabilidade do evento? Prometeram plantar árvores no ano passado para compensar o impacto ambiental do evento, mas ficou na promessa - e de mais a mais, plantar árvores é um tipo de dízimo ambiental que não resolve nada e só serve para aliviar a consciência dos que estão na verdade cagando e andando para o meio ambiente.

O Campus Party ganharia em credibilidade se prestasse mais atenção ao assunto, que está na agenda do dia de todos atualmente. Um evento desse tamanho não pode virar suas costas para o tema. E seus participantes muito menos.

Vamos pensar grande, pessoal! Vamos dar um salto de qualidade para o Campus Party 2010! Reciclagem de todo e qualquer lixo ali produzido, inclusive o eletrônico, geração de energia por fontes solares ou eólica, uso racional da água, alimentação orgânica, e por aí vai. Vamos promover o futuro, não ficar agarrado ao passado.

Monsanto não é confiável, diz documentarista à Época
09.01.09 - 15:36 | Categorias: Agricultura, Alimentação, Empresas, Imprensa, Meio Ambiente, Plantas


A jornalista francesa Marie-Monique Robin, autora do documentário O Mundo Segundo a Monsanto, deu uma entrevista reveladora à revista Época desta semana. É nítida a má vontade da entrevistadora, que preferiu colocar Robin na defensiva, em vez de saber mais sobre os riscos dos transgênicos e o que os consumidores podem fazer para evitá-los, e também o que a sociedade tem que fazer para evitar que corporações como a Monsanto continuem a desrespeitar o bem-estar da população.
Um trecho:

ÉPOCA – E como seria esse mundo segundo a Monsanto que você descobriu?
Marie -
Cheio de pesticidas. Cerca de 70% dos alimentos geneticamente modificados são feitos para serem plantados com uso do agrotóxico Roundup. Ao comer uma transgênico, a pessoa está praticamente ingerindo Roundup. E, ao contrário do que propagou a Monsanto, esse pesticida não é bom ao meio ambiente e muito menos biodigradável. Ele é muito tóxico. Tenho certeza de que nos próximos cinco anos ele vai ser proibido no mundo, tal como aconteceu com outro produto da companhia, o DDT. O mundo segundo a Monsanto também é dominado por monoculturas. O que é um problema para a segurança alimentar, pois concentra a produção de alimentos na mão de poucos. Também considero arriscado deixar a alimentação mundial na mão de companhias que no passado produziam venenos e armas químicas como o agente laranja, despejado por tropas americanas no Vietnã.

Para ver o documentário online, clique aqui.
Conheça aqui os 7 pecados capitais dos transgênicos.

Dia D para índios e meio ambiente
09.12.08 - 14:07 | Categorias: Rede Ecoblogs


Amanhã será o primeiro dia do resto das vidas dos índios e unidades de conservação brasileiras. O Supremo Tribunal Federal dará seqüência ao julgamento da demarcação das terras indígenas de Raposa Serra do Sol, em Roraima, iniciado em agosto passado. Se a mais alta corte do