
Fantásticas esculturas criadas pelos artistas Mirko Siakkou-Flodin e Yong Ho Ji utilizando restos de pneus.

Ji Yong-Ho artista coreano

O Conjunto Nacional, em São Paulo, é referência em reciclagem na cidade. Com 16 anos de vida, o programa recolhe, hoje, 16 toneladas de vidro, plástico, papel e alumínio, já devidamente separados pelos condôminos, com uma logística de manejo humana e justa. E, desde 2001, eles não têm dúvidas: usam este material para produzir a decoração de fim de ano. Em 2009, todo tipo de material foi usado. Na fachada, arcos feitos de PET e alumínio iluminados. Dentro, anjos. O que mais impressionou esta blogueira, entretanto, foi a árvore de Natal, em frente à entrada do Horsa I (uma das alas de conjuntos comerciais). A árvore consumiu mais de 20 mil garrafas PET, tem bolas criadas com retalhos de alumínio (lindas) ebrinquedos mais que criativos feitos com material reciclado. Um exemplo de que boa parte do lixo pode – e deve – ser transformado em beleza. Melhor ainda: é a mesma árvore que foi usada ano passado, de novo montada. Há apresentação de como fazer na galeria de fotos do site. foto: divulgação

Criado para chamar a atenção para a nossa ligação e incrível produção de lixo diária, o pessoal do estúdio holandês Salzig Design criou este templo feito com mais de 100 toneladas de garrafas plásticas recicladas.
O Templo do Lixo é uma estrutura temporária construída em Rotterdam, Holanda para o Follydock Festival de 2007. O Tempo tem 25m de comprimento, 10m de largura e quase 7m de altura.
O que será que os pesquisadores do futuro diriam ao encontrar em meio as suas escavações este templo?



Fonte: Salzig Design, Core77, Inhabitat
As tampas de garrafas têm preocupado Rick Ladd a ponto de ele utilizá-las em suas obras de arte. As tampinhas são recicladas em molduras, candeeiros, relógios, mesas, cadeiras e todas as variedades de mobiliário.
Seu trabalho com a reciclagem de tampinhas tem recebido muita atenção de galerias, museus e exposições em todo os Estados Unidos, incluindo o Museu Alternativa e da American Primitive Gallery, em Nova York.
Clique na imagem para aumentá-la.
Rick afirma que vê beleza e encontra inspiração nas coisas cotidianas, como a perfeição de uma simples tampinha descartada na rua. Com a ajuda de um bar local, ele tem milhares de tampas de garrafas recicladas em muitas obras. “É minha expressão pessoal como uma celebração da vida”, diz ele.
Imagens: aqui e aqui © 2008 Sturm und drang! | Denise Rangel| Direitos reservados Arte com tampinhas recicladas Similar Posts:

(Camisa da campanha Green My Apple)
As camisetas de campanhas fazem parte da história do Greenpeace. Elas foram usadas ao longo dos últimos 30 anos na organização como ferramenta de protesto contra baleeiros russos e japoneses, os testes nucleares americanos e franceses, o desmatamento na Amazônia, os riscos das mudanças climáticas e tantos outros.
O escritório do Japão convocou ativistas, colaboradores e voluntários do Greenpeace de todo mundo a doarem seus exemplares para uma exposição e reuniu assim 200 delas. Confira a galeria do Flickr com os modelos.
Update: acabo de descobrir, pela Liliane, que o slideshow não estava funcionando… espero que agora vocês consigam ter noção do que estou falando… (vídeo mode on off) Este pedaço de paraíso urbano que vocês estão vendo nesta apresentação era, há pouco tempo
atrás, um verdadeiro depósito de lixo a céu aberto, onde as pessoas deixavam entulho e lixo. Uma expressão concreta do descuido dos paulistanos com seu próprio espaço. Claro que alguns mendigos fizeram do lugar sua “casa” até que, em setembro de 2008, seus colchões pegaram fogo…A árvore - uma deliciosa castanheira - um delicioso chapéu de sol e a casa vizinha quase foram junto com o acidente. Quase…
Foi então que o artista plástico Jaime Prades interferiu na história. Morador do bairro, ele se encarregou de pintar o muro da casa vizinha e cobri-lo de grafites com seus deliciosos desenhos. Isso E aproveitou para criar a Árvore das Perguntas (algumas delas você confere acima). Isso atraiu a atenção dos moradores - e de Liliane Oraggio (orgulho, ela é minha amiga e foi quem me contou esta história) e de Afonso, o Plantador. Juntos, os três e os moradores limparam o lugar, tiraram o entulho, criaram os canteiros para plantinhas - que foram doadas por vizinhos… e desmancharam com carinho e cuidado os canteiros que existiam. Resultado: a comunidade criou um oásis triangular e pequeno no meio do bairro.
Hoje a vizinha que teve sua casa quase queimada rega as plantas. Outro vizinho oferece energia elétrica para iluminar o lugar à noite.
Com a palavra Liliane: “Este trabalho nos reconciliou com a cidade. Havia muita gente trabalhando sozinha, em suas próprias casas. A beleza ajuda a conversar e todos realmente zelam pelo espaço, mantendo-o limpo”. O mais divertido? A praça tem um morador permanente - que infelizmente não encontrei hoje: Alfie, um gato lindo.
Um belo exemplo do que nós, cidadãos, podemos fazer pela nossa cidade sem pedir nada a ninguém, com nossos próprios recursos. E, claro, o trio de ouro (Jaime, Liliane e Afonso) vão adorar levar este mesmo processo a outros lugares degradados.
(último pensamento: será que a gente consegue invadir a cracolândia com trabalhos lindos como este? Não seria maravilhoso?)
As fotos que usei para criar o slideshow estão no Flickr da Rede Ecoblogs
esculturas feitas por tribos do Xingu
Até sábado, dia 4 de abril, está em cartaz, no térreo do Universo do Conhecimento, a Feira de Arte Indígena, com artefatos indígenas, pulseiras, colares de Arte Indígena Brasileira Região do Xingu e outras. Serviço: Universo do Conhecimento
- R. Ministro Rocha Azevedo, 419 (Estação Consolação do Metrô)
Horários: de quarta a sexta (01/04 a 03/04) das 18h às 20h e
04/04 sábado, das 9h às 16h
Sábado haverá um índio da etnia Suyá realizando pintura (tatuagem com motivos tradicionais indígenas).
Imagem: Nordeste e Cerrado - comunidades Eco-produtivas
Ai, ai. Que lugar, não? A maioria das pessoas vai para a Ilha de Santa Catarina – nome da ilha que faz parte de Floripa – em busca de sol, praia e água fresca. Mas o local está repleto de pinturas rupestres.
A Praia do Santinho, por exemplo, recebeu esse nome devido a uma pintura que lembrava um santo. Porém… Como estamos no Brasil… Alguém roubou a pedra com a inscrição.
No Morro das Aranhas, ponta sul da praia, ainda existem algumas protegidas por uma estrutura patrocinada pelo resort Costão do Santinho. Aliás, uma delas é o símbolo do mega hotel.
Tirei fotos de duas. Uma os cientistas acreditam que representa uma máscara usada pelos habitantes antigos da região. A outra parece ondas do mar.
Existem vários tipos de pinturas – com diferentes materiais e técnicas. Essas foram feitas meio que cavocando a pedra – uma espécie de gravura – que recebeu tinta. Uma pena que a pedra está descascando, apagando a arte.
A data das pinturas em questão são uma incógnita. Podem ter desde quatro mil anos até terem sido feitas depois de Cristo – o que os pesquisadores consideram mais provável.
Próximo ao local, existem algumas pedras extremamente polidas. Elas eram usadas pelos antigos habitantes da ilha - quem sabe os mesmos que fizeram as pinturas rupestres? - para afiar instrumentos.
Fiquei apaixonada pela ilha. Ela é uma espécie de Telêmaco Borba – cidade onde nasci, no Paraná – com praias ainda preservadas. Poxa, na beirinha da água a vida marinha aflorava. Peixes e caranguejos passavam pelo meu pé. Um amor.
Por isso, faço um apelos. Não compre terrenos – ilegais – em áreas de preservação. Não jogue lixo na praia e nas ruas. Não saqueie as pinturas rupestres. Se é que existe um turismo “de preservação”, é esse que devemos fazer.
Vai para Floripa? Outras praias também têm pinturas rupestres como Campeche – leia aqui uma curiosidade francesa que escrevi sobre o lugar - e Barra da Lagoa. Estava super ansiosa para contar tudo isso aqui!
Obs.: Clique nas fotos para ampliar. A última acima é a vista que temos do lugar onde estão as pinturas. Só que a foto não captou exatamente a cor do mar. Ele estava completamente verde e transparente no raso. Mais ao fundo, totalmente azul. Lindo de morrer!
A criação do artista Yuken Teruya nos deu a idéia do que fazer com os rolos de papel higiênico que eu e a Juliana estamos guardando faz alguns meses. Já são 30 rolos de papel higiênico guardados que serão usados para decorar a casa conforme o
Nove em cada 10 latinhas de alumínio são recicladas no Brasil, país onde o material é mais reaproveitado em todo o mundo. Por aqui, recicla-se mais o metal do que todos os países da Europa Ocidental somados – incluindo nações como Inglaterra, Portugal e Áustria, onde metade das latinhas são recicladas.
Em São Paulo, a Praça da República é um dos locais onde se encontra artesanato com latinhas de alumínio, ainda que a maioria das peças não vá além do banal. Ainda que pareça quase impossível fazer algo com latinhas que não seja um porta-lápis ou uma bolsinha de lacres, existem artesãos fazendo verdadeiras obras de arte usando esse metal tão nobre.
Engana-se quem acredita que só um design ou artista plástico é capaz de produzir arte de qualidade usando sucatas metálicas. Basta uma olhada no trabalho de Jonas para se ter uma ideia de como a criatividade não exige diploma universitário.
Andarilho semi-analfabeto, Jonas usa latinhas de cerveja e refrigerante e fios de circuito elétrico para fazer milhares de sofisticadas esculturas: carroças com rodas e cavalos articulados, naves espaciais cheias de botõezinhos, super-heróis de 2 metros de altura. Depois de ter suas ferramentas de trabalho constantemente roubadas, usa apenas uma tesourinha de unhas de bebê para cortar o alumínio, que não recebe nenhum acabamento. Algumas de suas obras podem ser adquiridas na loja O Design Animado, em São Paulo.
*Post originalmente publicado no blog Retribua.