Assisti à versão original do filme O Dia em que a Terra parou, de Robert Wise, quando era garota ainda, e já apaixonada por ficção científica. E amei.
À refilmagem. no ano passado, de Scott Derrickson, com Keanu Reeves e Jennifer Connelly, não consegui assistir e, só hoje, pude finalmente entender o porquê de tanta crítica. Talvez porque os efeitos especiais já sejam nossos conhecidos, o filme não surpreendeu. Eu realmente esperava mais emoção e tecnologia.
Acredito, no entanto, que a crítica maior está justamente no fato de o filme trazer a velha e sempre atual mensagem escatológica: os homens estão destruindo a Terra e, se não mudarem suas atitudes, serão destruídos junto com ela.
O apelo à conscientização de que a degradação ambiental pelo homem é responsável por sua iminente destruição e a afirmação de que não somos donos deste planeta; juntando-se à postura americana de se colocar como os mandatária da humanidade, deixou muita gente contrariada ao assistir ao remake.
Vale a reflexão: não é preciso que um ser alienígena venha nos lembrar de que não temos o direito de destruir a casa que nos abriga. Não já estamos, como disse o personagem, à beira do precipício, para mudarmos de atitude? Deixamos de cuidar do paciente terminal que amamos porque ele já está condenado à morte? Ou usamos todos os recursos de que dispomos para salvá-lo de sofrimento maior?
Discussões à parte, gostei do filme, embora decepcionada com a falta de ação e suspense, mesmo sendo o novo robô aterrador; e de mais recursos tecnológicos (adoro teletransportes, laser, e essas parafernálias startrekianas).
E, para não fugir à regra, chorei com a cena do menino junto ao túmulo do pai. Inevitável. Dor-de-mãe-órfã vem à tona, não tem jeito. Acabei transformando o filme em drama romântico.
© 2008 Sturm und drang! | Denise Rangel| Direitos reservados
Estamos à beira do precipício?
Similar Posts:
As tampas de garrafas têm preocupado Rick Ladd a ponto de ele utilizá-las em suas obras de arte. As tampinhas são recicladas em molduras, candeeiros, relógios, mesas, cadeiras e todas as variedades de mobiliário.
Seu trabalho com a reciclagem de tampinhas tem recebido muita atenção de galerias, museus e exposições em todo os Estados Unidos, incluindo o Museu Alternativa e da American Primitive Gallery, em Nova York.
Clique na imagem para aumentá-la.
Rick afirma que vê beleza e encontra inspiração nas coisas cotidianas, como a perfeição de uma simples tampinha descartada na rua. Com a ajuda de um bar local, ele tem milhares de tampas de garrafas recicladas em muitas obras. “É minha expressão pessoal como uma celebração da vida”, diz ele.
Imagens: aqui e aqui © 2008 Sturm und drang! | Denise Rangel| Direitos reservados Arte com tampinhas recicladas Similar Posts: