Posts com a tag ‘Animais’
Com o chinelo e a coragem
08.03.10 - 21:23 | Categorias: Rede Ecoblogs

Não tenho medo de cobra. Nem de lagarto. Escorpião, então, é fichinha, quase sentei em cima de um durante um acampamento de escoteiros. Rato eu acho bonitinho, mesmo se tiver cara de esgoto. Mas morro de medo de abelha. Morro. Dá até um friozinho na barriga.

No trabalho tem um monte daquelas amarelinhas, que ficam zanzando em torno da gente atrás de chá, bala, refrigerante, umas abelhas muito exigentes. A balconista da lanchonete tem certeza de que eu sou esquizofrênica porque peço dois cafés, encho um deles de açúcar e o deixo intacto. É minha oferenda à Madame Ferrão.

Dito isso, você pode fazer uma ideia do meu desespero toda vez que, pacificamente cuidando das orquídeas na varanda, sou encurralada pelo belhouro. Trata-se de um bicho muito do mal diagramado, misto de abelha com besouro, que faz um barulho de turbina ligada. Deve polinizar por atropelamento – a criatura é tão pouco ergonômica que as flores pendem quando são visitadas por ela.

Que pena…
27.01.10 - 12:26 | Categorias: Rede Ecoblogs

rolinhas na janela

Um desavisado que olhe minha janela pela manhã certamente vai se deparar com algumas dessas carinhas emplumadas de dar pena. Com a grana apertada por aqui, o painço rareou dos 20kg mensais para menos da metade. Desde então, o passatempo das rolinhas tem sido posar de ave em extinção: arrepiadas de frio, se aboletam na grade da varanda e ficam lá, pequenos pompons castanhos à espera de migalhas. Umas coitadas.

Mostre a seu cão quem manda
20.01.10 - 16:36 | Categorias: Rede Ecoblogs

Animais que vivem em grupo como os cães encontram no líder o responsável pela segurança de todos. O chefe costuma ser grande e forte para conseguir proteger o bando de predadores e fica em posição mais alta para observar possíveis intrusos em seu território.

Quando sua liderança sobre seu cachorro não fica clara para ele, o animal assume a responsabilidade por você e toda sua família. Não estranha que lata insistentemente toda vez que você sai de casa ou quando estão todos dormindo e ele está no quintal. Pense com a cabeça do bicho: ele não sabe onde está sua matilha, por conseqüência, não consegue garantir a segurança do bando. A lógica do líder fica colocada em xeque, deixando o animal desesperado de ansiedade (que ele demonstra latindo ou destruindo móveis e objetos).

Os 3 segredos do bom chefe
Para ser um líder de matilha (mesmo que seja uma matilha de dois!), nunca permita que o cachorro pareça mais alto do que você. Muitos animais sobem em mesas ou escalam o encosto do sofá para ficar em posição mais elevada que o dono. Se o seu fizer isso, coloque-o tranquilamente no chão.

Milagrinho de verão
17.01.10 - 0:34 | Categorias: Rede Ecoblogs

 Os últimos dias têm sido tão cheios de chuva e lágrimas que até os passarinhos sumiram. Por isso, assustei quando ouvi uns piadinhos na varanda. O vídeo saiu tremido, mas serve de prova de que coisas fantásticas podem acontecer onde e quando menos se espera.

PS: Obrigada pela edição, Omblogsman!

Acabe com a ansiedade do seu pet
13.01.10 - 14:08 | Categorias: Rede Ecoblogs

É comum que cães e gatos sofram de uma doença chamada ansiedade da separação. Isso acontece especialmente com os animais “filhos únicos”, que detonam a casa quando passam muitas horas sozinhos. Há duas maneiras de evitar que seu animal de estimação desconte a ansiedade nos seus móveis:

- Dê um irmãozinho para ele
Engana-se quem pensa que dois animais fazem mais bagunça que um – o que acontece é justamente o contrário. como o bicho tem um companheiro, passa o dia brincando e se sente muito mais seguro. Isso é válido também para gatos, mas tem mais impacto ainda nos cães, que são tradicionalmente animais de bando.

- Mantenha-o entretido
Crie um brinquedinho barato que vai entretê-lo até sua volta. Coloque alguns biscoitos dentro de uma garrafa PET pequena, tampe-a e faça furos nas laterais, de modo que o bicho tenha alguma dificuldade em retirar o petisco. Ele vai amar!

- Brinque de caçada
Gatos são miniaturas perfeitas de tigres ou leões. Cachorros mantêm intactos muitos hábitos dos lobos. E tanto felídeos quanto canídeos adoram uma caça. Que tal começar a esconder alguns petiscos em vez de oferecer a comida facilmente? Vale atrás da porta, em cima de uma cadeira, embaixo de uma almofada…

Direto do front
02.01.10 - 1:32 | Categorias: Rede Ecoblogs

Vinte e três quilos de sementes de girassol por mês. Duas pencas de banana nanica por semana. Meio mamão formosa por dia. Definitivamente, não é por falta de comida que as maritacas brigam na minha janela.

Todo dia tem treta. Elas começam com uns resmungos às 6h, quando são apenas meia dúzia de madrugadoras desavisadas. A cada quinze minutos, mais duas ou três vão chegando. O volume aumenta. Às 8h, o bando já conta com 30 espécimes irritados, disputando a comida no grito como se aquela fosse a última bandeja de girassol do mundo. Eu me levando e antes mesmo de tomar café ou alimentar os gatos, espanto a passarada para encher novamente as bandejas. Dali dez minutos, elas voltam e recomeçam a balbúrdia.

Nessas horas, se tenho tempo livre, fico fotografando o passario. Com sorte, consigo uma imagem dessas, a bandeira de um país em guerra.

maritacas brigando

A paz dos sapos
01.01.10 - 23:55 | Categorias: Rede Ecoblogs

Entrei na piscina natural, apoiei meu livro na borda e fiquei lendo, a água fresca batendo na cintura. Em Pindamonhangaba (SP), o calor era tão abrasador que a única forma de sobreviver aos dias era se manter molhado. Não precisei nem de dois minutos para sentir uma coceirinha nas pernas. Olhei para baixo e vi que milhares de minúsculos peixinhos pretos me mordiscavam. Deviam estar entediados. Ou achando que eu era algo como uma minhoca gigante. Voltei ao livro e os deixei em paz.

Meu sossego durou até que uma das companheiras de viagem desse um berro enquanto apontava para minhas pernas: "Girinos!". Minha primeira reação foi pensar éca. Girinos viram sapos. Sapos são gosmentos. E comem moscas. Nem precisa ser craque em sofisma para ver aonde isso vai dar: girinos são nojentos. Asquerosos. Morféticos e piolhentos. Pra dizer o mínimo. Eca.

Adivinhe onde está Vilmar
01.01.10 - 18:48 | Categorias: Rede Ecoblogs

Que eu gosto de fotografar coisas estranhas, você provavelmente já sabe. Tenho uma coleção de fotos de portas e janelas e não posso ver um matinho se infiltrando por um vão no muro que já corro buscar a máquina. Ultimamente, tenho tido uma quedinha por pedras. Pedriscos caídos ao longo do asfalto. Pedras em formatos estranhos. E, claro, plantas nascendo sobre rochas, mas aí já incorro no vício antigo. Num passeio espetacular de barco em Arraial do Cabo (RJ), fotografei alguns rochedos esplêndidos, como este da foto abaixo.

rochas

Agora, imagine a minha surpresa ao abrir a foto no computador e descobrir que ela veio com um brinde – um biguá e seu felpudo filhote (que eu apelidei de Vilmar)! Os biguás (Phalacrocorax brasilianus) são aves insulares que realizam uma proeza de deixar muita gaivota de bico caído: eles conseguem submergir no mar atrás de peixes, o que explica seu outro nome popular, mergulhão.

Janela verde
07.10.09 - 20:07 | Categorias: Rede Ecoblogs

Esqueça aquela imagem de passarinhos namorando ou esvoaçando alegremente na primavera: na minha varanda, não tem nada desse negócio de pombinha branca da paz. Desde que as maritacas resolveram bater ponto diariamente à partir das 6h, o que mais vejo são os bicudos brigando.

Num desses perrengues, três maritacas monopolizaram a latinha de sementes de girassol e não deixavam uma quarta nem chegar perto. A loser tentava por um lado, tentava por outro, mas era sempre rechaçada. Resolvi bolar um comedouro maior, de preferência raso e bem comprido para abrigar garras e bicos afiados bem distantes uns dos outros.

Improvisei com um suporte de ferro para floreiras: ele segura um grande prato retangular de jardineira, que, por sorte, coube certinho na parte inferior. Com isso, consigo puxá-lo do suporte como se fosse uma gaveta, para limpar as casquinhas de sementes antes de reabastecer o restaurante. A novidade foi recebi com euforia pelas verdinhas, como se vê neste sem-fim de asas e rabos.

Hoje, no meio do pegapracapá, vi uma cabecinha desmilinguida disputando as sementes no grito. Corri para avisar Omblogsman: "Temos uma maritaca-bebê!". Ainda sonado, ele checou o bicudo e disse, espantado, que já tinha visto um desses na nossa varanda. "Achei que era uma maritaca doente… Parece meio leprosa, né?".

De fato, a coisa parece ter saído andando de uma macumba: as asas já estão verdes, mas o peito e a cabeça ainda têm aquela plumagem indecisa de quem mal saiu do ovo. E, com uma olhada mais atenta, descobri que há outro bebê, digamos, mais bem acabado.

A julgar pelo ritmo da renovação, minha janela ficará cada dia mais verde…

Notícias da varanda
29.09.09 - 0:26 | Categorias: Rede Ecoblogs

Eu esperei o final de semana chegar para aproveitar a boa previsão do tempo e fazer fotos melhores dos passarinhos da varanda. São Pedro se redimiu dos sábados chuvosos e domingos melancólicos mandando dois dias lindos, de céu azul e muito calor. Coloquei mamão, caprichei na banana, enchi potinhos de alpiste e sementes de girassol, até os bebedouros deixei com água fresquinha. E esperei, a câmera à mão para pegar o primeiro farfalhar de asas. Passou a manhã do sábado, a tarde foi baixando e as frutas permaneceram intocadas. Domingo só não foi mais broxante porque o passaredo deu os bicos no final da tarde, mas a luz já estava sumindo e lá se foram minhas fotos com céu azul…

Tudo isso para explicar porque estão tão fraquinhas as fotos que posto aqui. Mas a culpa nem sempre é do tempo: alguns passarinhos são tão ariscos que não consigo nem fazer foco e eles já se foram, caso deste simpático bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) se refestelando no mamão.

Maritacas (Brotogeris tirica) também não gostam de muita proximidade, mas como estão sempre em bandos barulhentos, consigo ouvi-las a tempo de preparar o flash.