Viagem ao centro de si

Acabo de voltar de uma daquelas viagens de lavar a alma, perfeitas para a contemplação. Eu, que falo como se as palavras fossem acabar, adoro períodos assim – de silêncio, de contar as horas pelas sombras, de comer fruta no pé e ver o tempo nas nuvens.

Boas viagens são tão intensas fora quanto dentro da gente. E nem é preciso ir muito longe para ter uma grande experiência. Duvida? Pois eu já vi muita gente desperdiçar um por-do-sol de calendário só porque passou a tarde em frente à TV. Ou estar em um lugar paradisíaco num momento infernal da vida.

Se você está de férias, não tenha medo do desconhecido. A comida é esquisita? O sotaque soa estranho? O lugar cheira diferente de sua casa? Apenas sinta. Observe. Se deixe levar. Se você não pode (ou não quis) viajar, faça um passeio por sua própria cidade com olhos de turista. Olhe para cima, procure ângulos pouco usuais. Repare no detalhe da fachada de um prédio. Experimente um novo sabor. Ouça os passarinhos (eles estão por todo o canto!).

Tire os olhos do chão e descubra seu próprio cartão-postal!


 

PS: Fiquei um tempão fotografando esta garotinha entretida com uma pá e um baldinho nas areias de Búzios (RJ). Apesar de ela estar alheia à beleza em redor, tenho certeza de que curtiu sua viagem interior.

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