Você me pergunta se está tudo bem com minha "família que transcende espécie, filo, reino". Eustáquio está fazendo uma surpresa pra mamãe, mas como toda criança, não consegue fazer a coisa lá muito escondida: em breve, terei flores da minha planta carnívora primogênita.
Ronaldo, o gato temporário mais fixo de toda a história, ganhou uma dona, mas só deve voltar das férias na minha casa no ano que vem, quando está prevista a estréia da carreira extra-uterina de minha irmã. Até lá, tenho de amassar esse gato três vezes ao dia e esquentar suas orelhas a cada 12 horas. Prescrições médicas.
A prole residente está entrosada com o firangi – claro que isso não inclui Omblogsman, que adotou a técnica de invibilização do Ronaldo, método que tem se mostrado bem-sucedido até o momento.
Estou terminando os livrinhos prometidos aos ganhadores da última edição do Post Laranja. Nunca imaginei que doeria tanto reescrevê-los. Primeiro, tenho de driblar o momento não-acredito-que-escrevi-isso. Depois, preciso conter a gana tenho-de-corrigir-esse-texto. Vencidas essas etapas iniciais, há a fase putaqueopariu-que-letra-horrível e vou-amassar-isso-e-começar-de-novo, culminada pela crise existencial pare-de-gastar-papel-sua-irresponsável. No fim, tudo se resolve até que eu chegue ao momento final, quando meus dedos dóem tanto que a letra começa a ficar relaxada, me levando de volta à etapa três.
Junto com isso tudo, tem o trabalho na revista, os amigos velhos e os recém-adquiridos, gafieira, salsa, crises de enxaqueca cada vez mais frequentes e a contagem regressiva para viajar. Ah, claro, e a megasurpresa que estou preparando para o aniversário do Guindaste. Opa. Isso não era pra falar. Melhor eu parar por aqui.
Beijo,
Carol
PS: Quem disse que e-mail não pode virar post? Valeu pela ajuda, João Veiga!






