Lâmpadas Fluorescentes: todo cuidado é pouco


Quem pediu para eu escrever sobre o assunto foi o @dasilvaorg numa mensagem há duas semanas. Antes que caia no buraco negro do “não fiz”, aqui está um post sobre o que fazer com as lâmpadas econômicas – que, sim, são uma questão ambiental, pois contêm mercúrio, um metal altamente prejudicial à saúde e ao meio ambiente.

font-size:12pt”>A preocupação maior a respeito da poluição mercurial é decorrente dos efeitos à saúde relacionados à exposição ao mercúrio metilado  metilmercúrio) encontrado na água e alimentos aquáticos. O sistema nervoso central é o alvo principal do metilmercúrio. Este metal também é reconhecidamente um agente teratogênico. No entanto, seus efeitos genotóxicos (ação no DNA) são de difícil interpretação e contraditórios.

Fonte: Efeitos biológicos do mercúrio e seus derivados nos seres humanos – Uma revisão bibliográfica
Onde estão as lâmpadas fluorescentes queimadas e/ou quebradas no Brasil? No lixo comum, em grande parte – apenas 6% são recicladas hoje. E lá é o pior lugar para elas.
Os benefícios

Esta “novidade” chegou ao Brasil em 2001, por conta do apagão – e da necessidade de todos economizarmos MUITA energia elétrica. Por razões óbvias (elas abaixam a conta de luz) as lâmpadas econômicas conquistaram o coração – e o mercado brasileiro. Seu crescimento, nos últimos quatro anos, foi de 20% ao ano!!! A iluminação responde por 20% do consumo de uma residência. Cada lâmpada compacta de 15W – mesma luz da incandescente de 60W – economiza R$ 2 por mês na conta de luz. Numa casa de classe média, com cerca de dez lâmpadas, a economia mensal é de R$ 20,00.
Detalhe: elas são importadas. Em 2007 trouxemos cerca de 80 milhões delas, quase todas da China – líder de fabricação do produto. Segundo pesquisa do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), 96% dos entrevistados conhecem as lâmpadas fluorescentes. 14% deles as utiliza em forma compacta e outros 30% usam as tubulares.
Em 2008, o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) colocou em vigor uma lei que obriga as lâmpadas fluorescentes (compactas ou não) a exibir a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – que atesta o cumprimento das exigências de desempenho, a garantia de um ano. A maioria dos fabricantes, entretanto, consegue garantir seu produto por dois anos.
Quebrou? Se cuide! Material perigoso

Todo cuidado na hora de manusear e usar as lâmpadas fluorescentes. Caso uma delas quebre, isso libera mercúrio. Veja as recomendações da ABilumi:

  • Não use aspiradores de pó para limpar;
  • Logo após o acidente, ventile o ambiente – abra portas e janelas;
  • Saia do local por, no mínimo, 15 minutos;
  • Para limpar, use luvas e avental. Evite contato do material com a pele. Coloque tudo em um saco plástico;
  • Com um papel umedecido, retire os pequenos caquinhos que ainda restarem (não tire as luvas…);
  • Coloque o papel dentro daquele saco plástico e feche bem;
  • Coloque todo o material dentro de um segundo saco plástico. Lacre o saco plástico evitando a contínua evaporação do mercúrio liberado;
  • Logo após a limpeza, lave as mãos com água corrente e sabão.

Na hora de jogar fora é que são elas

A ABilumi encontrou apenas dez empresas que oferecem serviço de reciclagem de lâmpadas em todo o Brasil– a maior parte delas em São Paulo.
São Paulo
Apliquim – (11) 3722-5478
Rodrigues & Almeida Moagem de Vidros – (19) 9649-6867
Tramppo –(11) 3039-8382
Naturalis Brasil – (11) 4496-6323 e 4591-3093
Santa Catarina
Brasil Recicle – (47) 3333-5055
Paraná
Bulbox – (41) 3357-0778
Mega Reciclagem – (41) 3268-6030 e 3268-6031
Rio Grande do Sul
Sílex – (51) 3421-3300 e 3484-5059
Minas Gerais
Recitec – (31) 3213-0898 e 3274-5614
HG Descontaminação – (31) 3581-8725
Com informações do Portal Coleta Solidária

54 comentários

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54 Responses to Lâmpadas Fluorescentes: todo cuidado é pouco

  1. Gabriel disse:

    Excelentes informações!!

  2. Tereza Caldeira disse:

    Muito boa reportagem, ha bastante tempo esperava uma informação como esta, ela é bem esclarecedora.
    Muito obrigada

    Tereza

  3. porgue o RIO DE JANEIRO naõ tem essa reciclagem ???

  4. ANTONIO MACHADO disse:

    Estou preparando um manual interno e gostei da matéria – Posso colocá-la para ser distribuido a todos nossos funcionários?

    Grato
    Machado

  5. IRENE BERTOLETTI disse:

    A POPULAÇÃO DEVE COBRAR MAIS DAS AUTORIDADES COMPETENTES,PARA Q.TOMEM ATITUDE A RESPEITO DA POLUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

  6. Aldemar disse:

    Boa tarde!!! Moro em Fortaleza e gostaria de saber informação sobre maquinas de reciclagem de lampadas.
    Muito Obrigado
    Aldemar.

  7. isto e muinto bom para,anossa saude todos de veria unir para tanbem reciclagem porgue nos merecemos muito obrigado a todos O BRASIL MERECE.

  8. Tiburtino Lacerda disse:

    A gente recebe tanta mensagem idiota, que fica circulando na Web! Seria uma iniciativa de VERDADEIRA utilidade pública, considerando os MILHÕES de lares brasileiros que possuem essas lâmpadas, que ALGUÉM lembrasse de fazer uma, com essas instruções, bem detalhadas, sobre o QUE FAZER quando quebra uma fluorescente. Alguém se habilita?

  9. mayumi disse:

    Mt legal,parabens!!!!

  10. Clayton disse:

    Muito interessante essas inf.
    devemos repassar esse conteudo para o maior numero de pessoas possivel. Assim estaremos expandindo esse conhecimento e melhorando o Meio Ambiente.
    Valeu!!!

  11. Heliomar Valadão disse:

    Estas informações são muito importantes.
    Consomem muito menos energia, iluminam
    muito mais e possuem vida longa maior.
    O lado negativo é o descarte quando ela
    “queima”.
    Os fabricantes deveriam fazer um trabalho
    mais responsável junto aos consumidores,
    não só dando as informações, mas criando
    “brigadas” especiais para recolhimento
    das mesmas quando queimassem.
    Tenho convicção que eles (fabricantes) são os maiores responsáveis por este
    problema.

  12. Pedro Raimundo dos Santos disse:

    É profundamente lamentavel que o produto contendo mercurio altamente prejudicial a saude e ao meio ambiente, esteja sendo jogado no lixo e somente dez empresas no Brasil fazem reciclagem do material. Como se somente nesses estados fossem usadas lampadas fluorescentes.
    Seria importante que os fabricantes e importadores fossem obrigados a recolher as lampadas em todo o territorio nacional.

  13. Narciso Silvestre de Freitas disse:

    Ótima reportagem. Dessas é que precidamos, por precaução e/ou para acumular conhecimentos. Parabéns.

  14. rosana pulga disse:

    Precisa divulgar mais essa notícia.
    e o que fazer com as baterias descartáveis, de canetas ponteiro ou de aparelhos auditivos, por exemplo? Aqui em Salvador não conheço nada que recicle esse lixo tóxico. Voce conheçe?
    Agradeço informações. Rosana

  15. elcio disse:

    o grande problema está no descarte destas lâmpadas que na grande maioria é realizada de forma inadequada no meio ambiente. Apesar de existirem empresas que reciclem estes tipos de lâmpadas, é difícil para o consumidor destiná-las à estas empresas, pois não existe uma logística adequada que recolha de forma segura estes materiais.

  16. Teresa Mendes disse:

    Bom dia,

    Acho que deveria ter uma lei que obrigasse os locais de venda aceitarem de volta as lâmpadas queimadas e quebradas e os fabricantes a recolherem. Se queremos um planeta melhor temos que começar a exigir mudanças e principalmente mudarmos nossos abtos.

  17. Maria Luísa disse:

    Deve haver mais informações como esta sobre os mais diversos assuntos.
    Parabéns.

  18. Maria Tereza Silva disse:

    sinceramente…e o Ceará joga aonde as lâmpadas fluorescentes???

  19. elcio disse:

    tem um ditado que diz: “bosta quanto mais mexe mais fede”.

  20. TELMA R CANTISANO disse:

    Sinto dificuldades quando essas lampada queimam, o lugar onde devo descarta-las??Acredito que jogar no lixo comum é muito perigoso para todo o meio ambiente, não é??Sendo assim, como devo proceder??Mora em Barretos SP e aqui não possui reciclagem dessas lampadas…
    Obrigada
    TELMA

  21. sergio roberto da silva disse:

    o pior disso tudo e saber que as proprias empresasdo governo sequer tem uma politica seria e responsavel sobre isso.

  22. Ulises (Belessa) disse:

    O que fazer? ou se compra a tal lampada fluorescentes para a economia ou não se compra e continuamos a ter a conta de luz inchada, poi eu prefiro a segunda ipotese mesmo que tenha que gastar un pouco mais estarei pagando uma conta que no futuro os meus filhos terão que pagar em dobro, a conta de luz e a conta da não sustentabilidade ou seja com mais um problema dos muitos que terão que ser resolvidos no futuro próximo, como diz o ditado dos males o melhor.

  23. mariatereza disse:

    Esta REPORTAGEM deveria ser bem mais DIVULGADA pois um perigo dete quilate NÃO poderia ser tratado sem alarde da população de nosso pais.
    Maria Tereza.

  24. Jaime Jacintho Fernandes disse:

    >>>Gostei das informações, pois vemos muitas jogadas no lixo, sem nenhum cuidado. Li o comentário de um colega, “Porque o Rio de Janeiro, não aparece ou tem um lugar para reciclar estas lâmpadas???

    Jaime/Magé-RJ

  25. sou eletricista e dou manutenção a particulares, portanto recolho cintenas de lampadas tenho habtos de colocar em caixas e deixar no lixo, mas não concordo pois acho inconviniete mac no meu estado não tem reciclagem o que devo fazer com as mesmas

    HESIO FERNANDES VITORIA ESPEIRITO SANTO

  26. Tarcisio disse:

    O mercúrio das lâmpadas fluorescentes, assim como as baterias de celulares, baterias de relógios, pilhas alcalinas, etc, continuarão a contaminar o meio ambiente por séculos. É uma questão de consciência, educação e atitude. Tá na hora de incluir o “meio ambiente” como disciplina obrigatória nas escolas públicas e privadas, antes que seja tarde. Educar as crianças (adultos do amanhã) para este fim é obrigação do Governo. Caso contrário, continuaremos a nos perguntar: Que país este? Prá que servem os nossos governantes?

  27. Daltro Cabreira Pereira disse:

    as secretarias de meio ambiente de cada municipio devem criar postos de coleta destes materiais assim como de outros, que comprovadamente agridem a natureza e naturalmente virem a dar destinos adequados a estes produtos e com divulgacao constantes na midia local dos pontos de coleta… certamente o governo recebe impostos por estes produtos com isto tem o dever de criar meios e nao deixar so a encargo do cidadao comum. DALTRO

  28. Maria disse:

    Deveria existir programas sobre qualidade ambiental, cuidados com o meio em que se vive.

  29. Helena Carneiro disse:

    Muito esclarecedora a reportagem sobre as lâmpadas fluorescentes. Fiquei impressionada com o perigo que corremos ao quebrá-las! Pois só somos informados da economia que se faz com o uso das referidas lâmpadas e jamais ouvi qualquer comentário sobre o risco a que estamos expostos. Muito grata pela informação. Maria Helena Carneiro.

  30. Teo disse:

    Penso que os órgãos de meio ambiente municipal estaduale federal junto os fabricantes e as concessionárias de enegia seriam os indicados a criarem meios e regulação de destinação de lixos contaminantes e prejudicias a saude e ao meio ambiente assim como educarnos a utiliza-los com responsabilidade.Acorde sociedade civil exige seus direitos!!!

  31. Cesar Freire disse:

    OLá, parabéns pela matéria!

    Gostaria de compartilhar mais informações com vocês sobre o tema reciclagem de lâmpadas fluorescentes. Em Brasília, podem entrar em contato: 61.3964.6988
    Abraços,
    César
    http://lampadafluorescente.blogspot.com

  32. O Rio de Janeiro também tem serviço de descontaminação de lâmpadas. O IDEA Cíclica – Instituto para Desenvolvimento Ambiental e Tecnológico, parceiro da Naturalis Brasil de SP, faz o serviço no Rio. O site é http://www.ideaciclica.org.br e contato pode ser feito pelo telefone 21 2222-0645. Espero ter ajudado

  33. O Rio de Janeiro também tem serviço de descontaminação de lâmpadas. O IDEA Cíclica – Instituto para Desenvolvimento Ambiental e Tecnológico, parceiro da Naturalis Brasil de SP, faz o serviço no Rio. O contato pode ser feito pelo telefone 21 2222-0645. Espero ter ajudado.

  34. Ana Borges disse:

    Muito se fala sobre a toxidade e os problemas se saúde relacionados ao descarte inadequado da lâmpada fluorescente. Eu tenho procurado mas não encontro informações sobre possíveis problemas de saúde realcionados ao uso de tais lÂmpadas. Vocês poderiam me ajudar? Soube de casos de câncer nos EUA devido ao uso contínuo dessas lâmpadas, muito próximas ao corpo da pessoa. Agradeço
    Ana

  35. Bruno Henrique Craco disse:

    Gostaria de saber se alguém conheçe alguma empresa que faz a reciclagem destas lâmpadas perto da região da cidade de campinas.

    Atenciosamente,
    Bruno Henrique Craco

  36. fernando disse:

    sou de santos/sp ,e queria saber onde encontro local para reciclagem na minha regiao?

  37. LUIZ SERGIO DEVEZAS disse:

    SOU DE SANTOS, SÍNDICO DE UM CONDOMINIO
    GOSTARIA DE SABER SE TEM ALGUM LUGAR PARA QUEM DIRECIONAR TAIS LAMPADAS COM GAZ DE MERCÚRIO (FLORECENTES TUBULARES)
    AQUI NA BAIXADA SANTISTA.

  38. Muito interessante estas informações.
    Fiquei muito triste por saber que na região nordeste não temos nunhum posto de coleta .Seria possível acionar algumas destas empresas ou outras ongs ,para ampliar sus coletas .
    Principalmenta na Bahia meu estado ,na verdade esta coleta deve estender-se por todo país em virtudo do alto grau de poluíção.Obrigada .

  39. Muito interessante estas informações.
    Fiquei muito triste por saber que na região nordeste não temos nunhum posto de coleta .Seria possível acionar algumas destas empresas ou outras ongs ,para ampliar sus coletas .
    Principalmenta na Bahia meu estado ,na verdade esta coleta deve estender-se por todo país em virtudo do alto grau de poluíção.Obrigada .

  40. Cristina Amichetti disse:

    Empresas que recebem as lâmpadas fluorescentes usadas GRATUITAMENTE:

    LEROY MERLIN
    C & C
    Dominici – Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1768/1258 e
    Shopping D&D – Av. Nações Unidas 12555, piso térreo, lj.223

    Cobrem diretamente da Prefeitura de São Paulo, PROVIDÊNCIAS: e-mail – metropolitanos@prefeitura.sp.gov.br

    Nós precisamos de fiscais que multem as pessoas que colocam as lâmpadas nas calçadas e precisamos que a Prefeitura conscientize o povo.

    SUGIRO PARA QUE VOCÊS QUE TÊM UM SITE, COLOQUEM UM LINK NO SITE DE VOCÊS, MAIS OU MENOS ASSIM:

    LÂMPADA FLUORESCENTES TÊM MERCÚRIO – PERIGO !
    E DENTRO DO LINK DISSERTAR UM POUCO SOBRE O DESCARTE E CONSEQÜÊNCIAS DO DESCARTE INCORRETO.

    DIVULGUEM E FAÇAM CARTAZES.

    UM DIA, MUITO EM BREVE , SEREMOS COMO OS PAÍSES DA EUROPA – RECICLAREMOS A MAIORIA DAS LÂMPADAS USADAS. ASSIM ESPERO !

    Por isso, peço que todos que lerem este e-mail ajudem a espalhar este apelo para os seus pais, amigos, filhos, esposos, em seus condomínios, nas páginas de Internet, Orkut, etc, para que a população participe e cobre da prefeitura, dos vereadores, deputados, senadores e órgãos públicos, uma lei que regulariza o descarte das Lâmpadas fluorescentes. Podem também ser feitos cartazes.

    Observação: Nos locais onde os garimpeiros usam o mercúrio para a extração de ouro, os peixes dos rios morrem.

    Hoje em dia, na cidade de São Paulo, existe a lei nº 12.653 de 2008, que fixa normas para o descarte das lâmpadas fluorescentes.

    As leis abaixo são ótimas e seriam ainda melhores se estivessem sendo cumpridas, como A LEI ANTIFUMO.

    LEI N. 12.653 – DE 6 DE MAIO DE 1998

    Fixa normas para o descarte como lixo de lâmpadas fluorescentes, e dá outras providências.
    (Projeto de Lei n. 557/94, do Vereador Aurélio Nomura)
    Nelo Rodolfo, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São Paulo, promulga a seguinte lei:

    Art. 1º Fica proibido o descarte como lixo comum de lâmpadas fluorescentes.
    Parágrafo único. O não cumprimento do disposto na presente lei sujeitará o infrator ao pagamento de multa no valor de 1 (uma) UFM por lâmpada descartada.
    Art. 2º Fica o Poder Público Municipal proibido de recolher lâmpadas fluorescentes descartadas como lixo comum.
    Parágrafo único. A proibição contida no caput deste artigo estende-se às empresas concessionárias do serviço de coleta de lixo comum.
    Art. 3º Fica o Poder Executivo obrigado a criar um serviço voltado à coleta do lixo especial constituído por lâmpadas fluorescentes descartadas. O lixo recolhido nos termos do caput deste artigo deverá ser, quanto possível, destinado à reciclagem, nos termos mais vantajosos para o Poder Público Municipal, ou depositado em local próprio adequado para lixo tóxico.
    Art. 4º Fica o Poder Público obrigado a executar campanha de esclarecimento da população sobre o perigo para a saúde pública do mercúrio usado nas lâmpadas fluorescentes quando inadequadamente utilizadas e sobre o caráter tóxico dessas mesmas lâmpadas quando descartadas como lixo.
    Art. 5º O Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 60 (sessenta) dias contados a partir de sua publicação.
    Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das verbas próprias do orçamento, suplementadas se necessário.
    Art. 7º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

    Abaixo se encontram matérias que falam da regularização do descarte no Rio de Janeiro e uma matéria que saiu na Globo no dia 14/03/2009.

    Retirado do site: http://www.silcon.com.br
    “RJ: Lojas farão descarte de lâmpadas fluorescentes
    segunda-feira, 02 de março de 2009.

    Rio de Janeiro: Estabelecimentos comerciais que vendem lâmpadas fluorescentes serão obrigados a ter recipientes para sua coleta, quando descartadas ou inutilizadas. Minuta de decreto com esse objetivo foi enviada pela secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, ao governador Sérgio Cabral. O documento regulamenta a Lei nº 5.131 de 14 de novembro de 2007 que estabelece normas para o descarte desse produto.
    Presente em 27% dos lares brasileiros, o uso das lâmpadas fluorescentes reduz cerca de 80% no consumo de energia e auxilia no combate ao aquecimento global. Segundo o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, do Ministério das Minas e Energia) em sua última pesquisa de Avaliação do Mercado de Eficiência Energética, o país é o 10º maior consumidor mundial do insumo.
    Porém, o descarte inadequado das lâmpadas fluorescentes é altamente nocivo para o meio ambiente e para a saúde do ser humano. É considerado resíduo perigoso porque em sua composição, há presença do metal pesado mercúrio, o que exige adequada destinação final. Uma lâmpada é basicamente composta por vidro, pó de fósforo e metais pesados como cádmio, mercúrio e chumbo.
    Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM), embora uma lâmpada quebrada libere pequena quantidade de mercúrio, o problema ambiental pode ser gerado pelo efeito acumulativo e persistente do metal pesado proveniente de muitas lâmpadas.
    Ao ser rompida, a lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio que são absorvidos por organismos vivos. Além disso, o descarte em aterros faz com que estes resíduos contaminem o solo e mais tarde os cursos d’água.
    O Brasil consome 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano e apenas 6% passam por algum processo de reciclagem. Os dados são da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM).
    (Envolverde/Portal do Meio Ambiente)
    Este artigo foi publicado em 02 março de 2009 às 10:31 e está arquivado na categoria “

  41. Cristina Amichetti disse:

    Abaixo segue reportagem feita pela Globo.

    Lâmpadas fluorescentes são problema ambiental
    Jornal Nacional- Rede Globo
    14/03/2009

    14/03/09 – 22h00
    Lâmpadas fluorescentes são problema ambiental No Brasil, ainda não há consenso sobre quem vai reciclar o mercúrio das lâmpadas fluorescentes compactas, já que todas elas são importadas. O assunto está há anos em discussão.
    Os brasileiros aderiram às lâmpadas fluorescentes, mais econômicas do que as convencionais. Mas um problema segue sem solução. O que fazer quando elas não funcionam mais?
    Ela surgiu como uma luz no fim do túnel quando o brasileiro foi obrigado a economizar energia, em 2001. Capaz de reduzir o consumo em até 80%, a lâmpada fluorescente caiu no gosto no consumidor.
    Antes do racionamento, eram vendidas três milhões por ano no Brasil. Hoje, são 150 milhões.
    Mas o que chegou como solução para a economia virou problema para o meio ambiente. É que um dos componentes principais da lâmpada fluorescente é o mercúrio, um metal pesado extremamente tóxico.
    “O mercúrio tem o efeito danoso sobre a saúde porque causa até o câncer, problemas no sangue e no sistema nervoso central e pode levar até a morte”, explica o consultor ambiental Sabetai Calderoni.
    O descarte desse tipo de lâmpada é uma preocupação mundial. Vários paises da Europa já desenvolveram sistemas específicos de coleta e reciclagem desse tipo de produto. O consumidor vai até a loja, entrega a lâmpada queimada e recebe um desconto no preço da lâmpada nova.
    Aquelas que já não servem mais são coletadas e mandadas de volta para as fábricas. De lá, vão para a reciclagem. Quem paga a conta é quem fabricou: a indústria.
    No Brasil, ainda não há consenso sobre quem vai pagar a conta, já que todas as lâmpadas fluorescentes compactas são importadas. O assunto está há anos em discussão.
    “Acho que é uma política que vai sendo formada aos poucos. Estimular o surgimento de muitas pequenas indústrias de reciclagem em todo o Brasil. Aí, se faz reciclagem no local”, afirma Carlos Eduardo Uchôa Fagundes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação.
    Por enquanto, existem apenas três empresas em São Paulo fazem a separação do mercúrio. Em vez de poluir e colocar a vida em risco, o que sai da reciclagem é reaproveitado.
    “Todo esse mercúrio é destinado para centros de pesquisa, mas ele também pode ser destinado ou vendido para indústrias que utilizam esse mercúrio”, explica o engenheiro Roberson Neri.

  42. Cristina Amichetti disse:

    Respondendo a pergunta da Rosana Pulga, o Banco Real recolhe pilhas e baterias através do Projeto http://www.participerecicle.com.br
    É só levar no Banco e colocar num dispositivo que fica a vista de todos.

  43. Cristina Amichetti disse:

    Grande parte da população em geral as coloca na calçada por não saber que elas contêm mercúrio, por não haver fiscalização e nem divulgação. Deve-se responsabilizar as prefeituras sobre o seu correto recolhimento, uma vez que é da sua alçada cumprir tudo aquilo que se está sendo proposto neste trabalho, para preservar a saúde dos moradores, a limpeza da cidade, e o meio ambiente.
    Pelo fato dela ser feita com mercúrio, a maior preocupação é que este componente contamine o meio ambiente e, consequentemente, o homem.

    A presente sugestão visa alertar as pessoas capazes de fazer as leis, sobre o perigo do descarte das lâmpadas fluorescentes, que contêm mercúrio, causa câncer no ser humano, não é
    expelido do organismo e causa graves problemas de saúde e ambientais.
    Muitas são colocadas nas calçadas, recolhidas pelos caminhões e enterradas junto com o lixo
    orgânico. Quando chove, o mercúrio vai aos mananciais e polui toda a
    CADEIA ALIMENTAR (água que bebemos, peixes, vegetais e o ser humano). São 150 milhões de lâmpadas vendidas ao ano no Brasil, sendo que São Paulo é o que mais consome e apenas 6% delas são recicladas..
    Para solucionar este problema, existem empresas que fazem a descontaminação destas lâmpadas, e separam o
    mercúrio, o metal e o vidro. Para que a maior parte das lâmpadas usadas seja reciclada, deixando de contaminar o ambiente, é necessária a criação de leis para que sejam enviadas para o local correto e por isso, são sugeridas algumas propostas:

    1. O Governo Federal deverá repassar uma verba para todos os Estados e Municípios, para que as lâmpadas de todos os locais e órgãos públicos como: hospitais, escolas (municipais e estaduais), delegacias, etc. inclusive as empresas contratadas por órgãos públicos para prestar serviços como: terminais de ônibus, de metrô, rodoviárias, sejam enviadas para a descontaminação;
    1.1. Ou responsabilizar o Estado e o município de as mandarem para a descontaminação e os mesmos deverão ter verba destinada para isso.
    1.2. O Estado e o Município deverão orientar as escolas, hospitais, etc. para colocarem as lâmpadas usadas em local seguro e deixar somar 30 lâmpadas e então, ligar para um número próprio que será disponibilizado pela Prefeitura e pelo Estado, para que a empresa licitada ou o órgão de zeladoria da Prefeitura ou Estado vá retirá-las e encaminhá-las para a descontaminação.

    2. Que seja feito um anúncio para ser divulgado na televisão e/ou nas rádios, nas principais emissoras, alertando a população sobre o conteúdo do mercúrio nas lâmpadas fluorescentes, conscientizando o povo que estas lâmpadas devem ser descartadas em local adequado, pois causam mal à saúde e divulgar os locais que recolhem gratuitamente se houver;

    3. Criar lei para que todas as lojas que comercializam lâmpadas fluorescentes tenham containers para armazená-las e as destinem para as empresas que fazem a descontaminação, sob pena de multa para quem não o fizer;

    3.1 Os vendedores das lojas que têm as lâmpadas fluorescentes devem orientar os clientes a deixarem as lâmpadas usadas na loja para encaminhá-las para a descontaminação,

    4. Proibir os cidadãos de as colocarem nas calçadas sob pena de multa;

    5. Criar lei para que todas as pessoas jurídicas, entidades da sociedade civil organizada, ONGs, sindicatos, associações e órgãos de classe encaminhem suas lâmpadas para a empresa que faz a reciclagem ou para local que as enviará para a reciclagem.

    6. Abrir vagas para fiscais concursados.

    6.1 Os fiscais poderão cobrar os recibos deixados nas lojas pelas empresas que fazem a descontaminação das lâmpadas.
    6.2 e/ou poderão trabalhar junto com os lixeiros, multando os condomínios que puserem suas lâmpadas nas calçadas. Neste trabalho de fiscalização poderá haver um caminhão próprio de coleta de lâmpadas, que se estiver na calçada será recolhida e encaminhada para a descontaminação.

    7. Criar lei para que todas as pessoas jurídicas e todos os órgãos públicos: prefeitura, governo estadual e federal mandem ou confeccionem cartazes para divulgar em local público (hospitais, escolas, prefeituras, etc) o tema apresentado.
    7.1 Ou a própria prefeitura pode deixar disponível em seu site um cartaz que poderá ser impresso gratuitamente.

    8. Deve haver em todos os sites dos órgãos públicos (prefeituras, governos estaduais e federais – incluindo os sites de todos os ministérios) um link – LÂMPADAS FLUORESCENTES – PERIGO – MERCÚRIO, e dentro deve explicar tudo o que o mercúrio causa, o problema de contaminar o meio ambiente e a forma correta de descartar estas lâmpadas, até dando dicas de locais que recebem de graça e as empresas que fazem a descontaminação nos respectivos estados.

    9. O Ministério da Educação deve incluir este assunto no currículo escolar na matéria de ciências ou biologia para que os alunos possam estudar a respeito.

    10. Nos Estados onde ainda não haja empresa que faça a descontaminação, as lâmpadas deverão ser encaminhadas para a cidade ou estado mais próximos.

    11. O Governo Federal deverá incentivar e possibilitar a instalação de empresas que fazem a descontaminação das lâmpadas em estados onde ainda não haja nenhuma. Com isso, estar-se-á ajudando a criação de empregos em todas as regiões, a conscientização ambiental e a preservação do meio ambiente.

    12. Assim que as leis forem aprovadas deve haver divulgação nos veículos de comunicação.

    Cobrem os seus prefeitos, governos estadual e federal. Entrem nos sites e escrevam.

  44. estava com 550 lampadas fluorescentes… como ainda estão acendendo consegui doar apenas 300 lampadas para uso e ainda me restam +/-250… estou na cidade de Muritba -p Ba. 75 88375773

  45. Ivany Cerqueira disse:

    Necessito de informações de local em Salvador que possa receber lampadas fluorescentes para descarte. Muito Obrigada

  46. Alex Franco disse:

    Boa tarde

    Gostaria de saber se há algum ponto de coleta para as lâmpadas fluorescentes na cidade de Salvador – Bahia, pois minha preocupação é muito grande em simplesmente juga-las no lixo comum.

    Desde já agradeço e parabenizo pela boas ações em prol do Meio Ambiente.

    Obrigado.

  47. Rômulo Gomes de Melo disse:

    Boa tarde, dignissímo(a). Gostaria de saber se há em minha cidade, e se existir, o endereço de um posto de coleta de lâmpadas fluorescentes. Moro na Asa Norte, em Brasília-DF. Desde já deixo aqui o meu muito obrigado e tenha(m) uma agradável semana. Fico no aguardo.

  48. Amanda Vanessa disse:

    esse site me ajudou muito sobre informações que mais preciso,estou fazendo um trabalho para concientizar os alunos da minha escola a reciclar essas lâmpadas fluorescentes. Mas ainda preciso ajudar em algo mais criativo para que chame a atenção,para que eles saibam q é muito importante fazer isso ;}

  49. Alfredo Guilherme disse:

    MACEIÓ – ALAGOAS (tem empresa especializada)

    QUALITEC NORDESTE – Reciclando o Presente e Preservanto o futuro

    Nos últimos anos a responsabilidade de nossa sociedade deixou de ser apenas uma preocupação de entidades sociais e governos e passou a ser também das empresas, atentas com os impactos de suas produções sobre o meio ambiente e na forma como seus produtos e serviços irão interferir na vida das pessoas.

    A Qualitec Maceió, dentro dessa perspectiva, ampliou sua atividade com “COLETA, PRÉ-TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL DE LÂMPADAS FLUORESNTES”, visando ações sistematizadas integrando sua produtividade com o meio ambiente e o social.

    A Qualitec definiu sua política numa esfera apropriada à natureza, escala e impacto ambiental de suas atividades, produtos e serviços, assumindo comprometimento com a melhoria contínua, superação da legislação pertinente a normas aplicáveis, determinando objetivos e metas, comunicação participativa com parceiros, colaboradores e todas as partes interessadas.

    Contato: (82) 3327.0237/3032.3939
    email: sac@qualitecmaceio.com.br
    coletas@qualitecmaceio.com.br

  50. Carlos Alberto Torres disse:

    Boa noite à todos.
    Na empresa onde trabalho, contém mais de 200 lampadas queimadas, sei que não posso descartar no lixo comum. Qual seria o local ideal para descartar essas lampadas?

    grato!

  51. deisiane disse:

    NAO ENTENDI QUASE NADA OQUE SO MI ENPORTA E QUE EU ENTENDI FOI O TWITER!!☻

  52. AndreM disse:

    É muito óbvio sobre os riscos e perigos destas lâmpadas fluorescentes ao serem jogadas no lixo comum: seja pelo corte na pele que o vidro fino quebrado pode fazer, seja pela contaminação do mercúrio e outros elementos nas pessoas e meio-ambiente.

    A pergunta que NINGUÉM responde de maneira simples e contundente é:

    um usuário comum, que tem sua lâmpada de casa queimada e trocada, o que fazer com ela, aonde levar ou deixar para que possa ser reciclada e sem custo (já que está contribuindo para esta boa ação e ainda fornecendo recurso que empresas tirarão proveito) ?

    Ninguém quer receber essas lâmpadas (quem recebe, cobra pra isto) nem há listas fáceis de postos de recolhimento seguro próximos de sua residência.

    Há muito alerta e pouca informação prática.

  53. Karina disse:

    http://www.megareciclagem.com.br
    mega@megareciclagem.com.br
    Eles atendem em todo Território Nacional e a única legalizada atualmente.
    São os melhores.
    Abraços à todos.

  54. Victor Hugo disse:

    Boa tarde

    Alguem saberia me dizer se existe alguma empresa em Santos, que retire lâmpadas fluorescentes, tenho um monte na empresa e estou passando por dificuldades de descartes, quem souber de algo favor encaminhar para meu e-mail.

    Sem mais

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