Uma sala de aula com um contêiner reciclado

Fiquei admirado por essa sala de aula instalada na África do Sul e feita com um contêiner reciclado. Pensando principalmente que um projeto desse tipo, poderia ajudar em inúmeras situações de emergência, como a que vimos acontecer no Haiti.

Uma das partes interessantes do projeto é que além de uma sala de aula, o espaço exterior foi construído com uma escada que acaba se tornando um pequeno anfiteatro para apresentações culturais e espaço de interação para as crianças.

Dentro do container há mesas para estudo e espaço de leitura com puffs e uma pequena biblioteca. Além disso, na parte exterior também podem ser instalado um pequeno parquinho com escorregador e balanços.

Podemos achar que o contêiner pode aquecer muito, devido as altas temperaturas da região. Mas como há um vão entre o contêiner e a cobertura acredito que não haja problema. Já colocamos aqui no blog um projeto com bambu (Casa de Bambu na Costa Rica) com uma estrutura bem parecida e o leitor Bruno Etchepare também diz que não haveria problema.

O projeto é da TSAI Design Studio, localizada em Cape Town na África do Sul.

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Reduza o desperdício de comida

Perdemos até 30% dos alimentos que compramos. Além de ser um grande desperdício de dinheiro,  gera um impacto negativo sobre o meio ambiente. Toda vez que jogamos comida no lixo,  estamos descartando as já escassas quantidades de recursos naturais, energia e água utilizadas para produzir, processar, armazenar, guardar, transportar e cozinhar os alimentos.

Grande parte do desperdício de alimentos em nossas cozinhas são consequência de compras sem um planejamento eficiente, de armazenamento inadequado, de preparo desorganizado e em excesso e de descarte irresponsável dos resíduos. Precisamos ser mais conscientes em relação ao que fazer com os resíduos na cozinha e repensar a nossa forma de fazer compras.

Como reduzir a quantidade de alimentos desperdiçados:

Seguindo as dicas abaixo, você minimizará o desperdício de comida, poupará dinheiro e reduzirá o impacto no meio ambiente.

  1. Antes de ir às compras
  • Verifique o que há na geladeira e planeje as compras apenas dos itens que precisam ser repostos.
  1. Nas compras
  • Procure incluir alimentos locais e orgânicos – que apresentam o logotipo de certificação – em suas compras, a fim de evitar o uso de pesticidas e reduzir as emissões provenientes dos transportes.
  • Verifique as datas de validade para se certificar de que irá consumir o produto dentro do prazo.
  • Prefira alimentos com um mínimo de embalagem para reduzir os resíduos que irão para aterro.
  • Lembre-se de levar suas sacolas de compras reutilizáveis e seus potes vazios para comprar perecíveis a quilo (azeitonas, queijos, etc.)
  1. Após as compras
  • A maioria dos alimentos podem ser armazenados nas próprias embalagens. Mantenha um estoque básico de longa duração  em seu armário, como massas, arroz, feijões e outros ingredientes secos (eu evito os enlatados por causa dos aditivos químicos).
  • Após abertas as embalagens, mantenha os cereais e alimentos secos (arroz, feijões, massas, etc) em recipientes herméticos de plástico ou vidro.
  • Os alimentos frescos podem ser colocado em recipientes plásticos, latas, caixas de papel ou papelão, com a data de validade anotada para controle do prazo para uso.
  • A maioria dos legumes mantêm-se frescos na geladeira. Se estiverem cortados, os vegetais devem ser armazenados no freezer ou congelador.
  • Remova os legumes, ervas e cogumelos de sacos plástico para evitar que “suem” e estraguem.
  • Armazene batatas, cebolas e outros vegetais de raiz em um lugar fresco e seco (fora da geladeira!).
  • A carne crua deve ir, em um recipiente fechado, imediatamente após a compra, ao freezer, ou acondicionada na parte mais fria da sua geladeira, se for cozinhá-la logo.
  • Você pode congelar alguns queijos como parmesão ou gruyere em potes fechados, com a data de validade, sempre.
  • Os líquidos (molhos, sucos e vinhos) podem ser congelados em pequenos recipientes ou em uma bandeja de cubos de gelo para serem usados sempre que necessário, ao cozinhar.
  • Após armazenar seus alimentos, lembre-se de lavar suas sacolas de compras reutilizáveis para evitar fungos e bactérias.
  1. Durante e após o preparo
  • Prepare a quantidade exata de comida para você e sua família, de acordo com o número de refeições. Se você tem extras a cada noite, ajuste a quantidade que você cozinhará da próxima vez.
  • Procure aproveitar o máximo do alimento, diminuindo a quantidade de resíduos que irão para o lixo.
  • Mantenha pequenas sobras na geladeira ou no congelador para o preparo de refeições rápidas.
  • Caso haja muita sobra, coloque os alimentos cozidos no freezer, se não for comê-los imediatamente, evitando sua deterioração. Ao consumi-los, não reaquecer mais de uma vez.
  • Se você cozinhar alimentos a mais e armazenar uma parte no congelador para uma refeição mais tarde, lembre-se de descongelar os itens durante a noite e não no microondas.
  • Se não for consumir um pedaço inteiro de pão, é bom dividi-lo em porções e guardá-las no freezer. O pão dura até 3 meses no freezer, se bem fechado, sem ar no saco ou pote.
  • Os bolos também podem ser congelados, enrolados em película aderente ou papel de alumínio, removendo-se o ar antes do congelamento. Bolos congelados duram cerca de 3 meses.
  1. Descarte dos resíduos
  • Se você tem espaço (sorte sua!), recicle os resíduos alimentares – excelentes fertilizantes orgânicos para o seu jardim ou horta, fazendo uma composteira. Se mora em apartamento (como eu), enterre-os diretamente nos vasos e canteiros de suas plantas (ou faça uma composteira doméstica, se preferir).
  • Manter algumas galinhas em seu quintal é uma ótima maneira de reduzir o desperdício, livrando-se de restos de comida, e, em troca, você pode manter um fornecimento regular de baixo custo, de ovos frescos e orgânicos. (ai, que saudades de minha infância…)

Estas são apenas algumas dicas básicas, necessárias e possíveis de serem adotadas em nossa relação com os alimentos. Planejamento de cardápio significa menos viagens ao supermercado, menos gastos por impulso, uso das sobras de forma mais eficiente e mais facilidade para estocar o freezer.

Precisamos urgentemente ser mais conscientes sobre o que fazemos com os resíduos na cozinha e repensar a nossa forma de fazer compras, preparar e descartar os alimentos.

Foto: Mr. iMaax. ☜ via Compfight

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Alimente seus cabelos brancos


Para início de conversa, penso que não há nada de errado em ter muitos daqueles prateados e brilhantes cabelos brancos. Ainda não me rendi às alvas cãs, por ceder às implicantes observações de minha filha. Porém, um dia desses, desfilarei com minhas madeixas prateadas por aí, hehe.

Acreditem, se quiserem, mas algumas pessoas juram que certos “remédios” naturais são tiro e queda para escurecer os cabelos grisalhos. Se eles funcionam, não sei, mas alguns são especialmente curiosos, como este: há quem acredite que cascas de batata ajudam a escurecer os cabelos grisalhos naturalmente!

O processo é o seguinte: ferver as cascas de batata em água por cerca de 30 minutos, e, após cada lavagem do cabelo, enxaguá-lo com esta água. Espera-se que, gradualmente, os cabelos grisalhos venham a escurecer.

Acredita-se que alimentos naturais, como pepino, folhas de curry, melancia, mamão, vegetais de folhas verdes, soja, inhame, cenouras, sementes de girassol, castanhas, amêndoas, salsa, manjerona, manjericão e bananas garantem  cabelos mais escuros. E que consumir frutos do mar como peixes, caranguejos, camarões e lagosta é uma excelente forma de fornecer aos cabelos cobre, iodo e ferro.

Aconselha-se também a evitar a cafeína e os açúcares processados ​​que inibem a produção natural de melanina, promovendo a formação de cabelos brancos. Adicionar curry ao tempero de molhos e alimentos também contribui para aumentar a produção de melanina e restaurar a cor dos fios brancos.

Alguns minerais, como o cobre, podem ajudar a restabelecer a melanina do cabelo. Além disso, o cobre tem propriedades antioxidantes, que protegem as células. O cobre está presente em alimentos como cogumelos shiitake, batatas, aspargos, couve, espinafre, abacaxi, amora, caju e sementes de gergelim.

Se a água da casca de batatas tem o miraculoso poder de manter as madeixas escuras, não sei; porém, verdade ou mito, ingerir alimentos ricos em proteínas, ferro e cobre é importante para garantir cabelos brilhantes e saudáveis, sejam prateados, dourados, vermelhos ou negros. É a força da natureza trabalhando em prol da saúde capilar.

Imagem: daqui, em CC

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Plantas dão sensação de aconchego ao ambiente

Esses dias, uma estimada vizinha que por pura coincidência tem um apartamento com uma decoração parecida com a do meu, disse após entrar em casa: “Sua sala parece mais aconchegante que a minha, por quê?” Os tons do nosso piso de madeira, das paredes, do sofá, do tapete, do granito que separa a sala da cozinha americana, do piso da cozinha e dos eletrodomésticos são muito parecidos. Em alguns desses casos, usamos os mesmos materiais no revestimento – como o tipo de piso de madeira. Então, qual seria o segredo para essa sensação de conforto? Olhando em volta, dois detalhes chamaram a minha atenção.

Colocamos – meu marido e eu – três abajures espalhados pela sala. Todos eles têm lâmpadas fluorescentes compactas, escolhidas por nós por poupar mais o ambiente do que uma incandescente. Elas duram dez vezes mais (10 mil horas) e consomem 20% do que uma incandescente para produzir o mesmo fluxo luminoso - segundo essas informações. Como não gostamos da cor, geralmente, azuladas das fluorescentes, pagamos um pouco a mais para comprá-las na tonalidade amarelada – o que gera maior conforto visual. Além disso, optamos por lotar o ambiente de abajures porque não queríamos um estádio de futebol em casa. Acendo cada abajur de acordo com a necessidade e quase nunca as onze lâmpadas do plafons do teto. Por exemplo, se recebo visitas, ligo os três abajures. Ao ver televisão, um ou dois. Para circular durante a noite, apenas um. Essa luz difusa gera maior sensação de aconchego.

Outra possível resposta para nossa dúvida são as plantas. Tenho oito vasos na sala - sendo um aquela garrafa com trigo seco. Elas colorem o ambiente ao mostrar em suas folhagens e flores em qual estação do ano estamos – outono, inverno, primavera ou verão. Apontam se o clima está seco, quando sugam mais água, ou úmido. Também se está frio, ou seja, época em que podem crescer menos ou necessitam de menos água. Outras vezes, as plantas pedem ajuda para lutarem contra os pulgões – ô praguinhas! Essas protagonistas nos lembram que fazemos parte da natureza e do meio ambiente: dependemos da terra, da água e do ar. Quer sensação mais calmante do que o cheirinho de mato molhado? Ou pasmar observando o vento balançando as folhas? Elas remetem esse passado não tão distante abandonado para vivermos empilhados sobre o cimento e nos achando independentes da Terra em que habitamos. As plantas dão vida ao concreto pintado.

Claro que, como qualquer ser vivo, as plantinhas precisam de atenção. Para quem alega a falta de tempo ou diz que é desligado para regá-las, deixo uma dica simples: adote cactos ou o “bambu-da-sorte”. Respectivamente, regue e troque a água uma vez por semana. Se possível, também apele para as flores e folhas secas na decoração. E receba de volta como agradecimento um abraço verde! Boa semana!
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Adote um minhocário

No Brasil, 64% de todo alimento produzido é desperdiçado e 20% dentro das nossas casas por conta dos nossos maus hábitos. A realidade é que mais de 30 milhões de pessoas passam fome e mais de 16 milhões vivem abaixo da linha da pobreza extrema. Daí que sempre tem uns anjinhos que trabalham para reverter esse cenário e daí que, para funcionar, é bom todo mundo que pode colaborar.

A organização Nosso Lixo trabalha para tornar o metabolismo urbano sustentável e oferece programas que envolvem diversos segmentos da sociedade. Para isso, eles usam o conceito dos 3R (Redução, Reuso e Reciclagem) e acabam com os nossos maus hábitos e os vícios culturais.

E eles começaram a campanha “Adote um Minhocário” e é bem fácil participar. Basta entrar nesse link: http://www.nossolixo.org/site/?page_id=33 e se cadastrar, gratuitamente, para receber o seu minhocário. E como usa um michocário? Bom, aqui está o vídeo onde eles explicam claramente tudo o que a gente precisa saber. É fácil e traz benefícios pra todo mundo.

O meio ambiente, como sempre, agradece.

Via: Vibe do Amor

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Cybertecture Mirror: A proliferação da realidade aumentada como tecnologia cotidiana

Nesta semana vimos diversos sites brasileiros comentando sobre o Project Glass, do Google. Para os que não acompanharam, a ideia é criar um aparelho – semelhante a um óculos – com interatividade por meio de realidade aumentada.

Este tipo de iniciativa, com uso de projeções em vidros e espelhos não é um desejo novo do ser humano. Aqui mesmo já havia comentado sobre um projeto da Corning Inc., chamado ”A Day Made of Glass”, que mostravam este tipo de interação virtual.

No entanto, caminhando pelo vasto mundo da internet, tropecei em uma empresa que – antes do Google – já começou a caminhar nesta área de realidade aumentada aplicada a espelhos. O Cybertecture Mirror é um espelho que trabalha com uma tela que interage com aplicativos, ao mesmo tempo em que funciona como um simples espelho.

Eu arriscaria em dizer que o aparelho, que chega a custar mais de 7 mil dólares e tem como expectativa vender um milhão de unidades nos três primeiros anos, se assemelha com a sensação dos índios ao verem os primeiros espelhos por estas bandas.

Com conexão wi-fi, alto falantes, camada impermeável e controle remoto, o Cybertecture Mirror é indicado tanto para uso pessoal (dentro do seu banheiro), até para ambientes públicos (como uma academia, hospital ou lojas de varejo).

O que isso pode ajudar em um mundo sustentável?

O velho blábláblá de reduzir consumo de papel já é uma coisa batida. Claro que ele ajuda nesta parte, mas imagine o aparelho funcionar – claro, com um sistema super criptografado – reconhecendo algo como um cartão de identificação universal. Além de economizar papel em uma escala absurda, veríamos a diminuição de tempo ocioso em situações que podem variar do check-in do aeroporto ao pré-cadastro no atendimento médico.

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