Cultive os seus temperos orgânicos

Vocês conseguem imaginar o sabor destas salsinhas, coentro e hortelã?

Quem mora sozinho tem o hábito de, ao preparar qualquer tipo de alimento, fazê-lo em quantidade dobrada para congelar e utilizar em outra ocasião.  Nunca consegui seguir esta regra e, por isto, quando “bate” aquela fome fora de hora, uma omelete com ervas é a pedida, principalmente quando estas estão bem ali, ao alcance da mão.

O prazer de colher as ervas fresquinhas na horta de meu apartamento é indescritível.  Principalmente por serem hortaliças orgânicas  fresquinhas e sem agrotóxicos que deixam a comida muito mais saborosa. A experiência de cultivar os próprios temperinhos dentro de casa é gratificante pelo prazer do contato com a terra e pela praticidade de colher o temperinho na hora de cozinhar.

Vocês conseguem imaginar o sabor de salsinhas, coentro, alecrim e hortelã cultivadas em uma hortinha dentro de casa? Experimente. Faça a sua horta também. É mais fácil que você imagina: veja aqui o passo a passo e divirta-se!

2009 Sturm und drang! | Denise Rangel| Direitos reservados

Cultive os seus temperos orgânicos

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Veja como nós ocupamos a Terra

Antromas 1700-2000

Há dois anos atrás, os ecologistas Erle Ellis e Navim Ramankutty, da Universidade de Maryland, lançaram um mapa dos biomas no mundo. Estes mapas sempre estiveram nos atlas e paredes das salas de aula, mas o deles é fundamentalmente diferente: eles atualizaram a definição de bioma para refletir como os seres humanos usam a terra. Ou Terra, para ser mais exata.

Com mais de 6 bilhões de pessoas na superfície do planeta, faz sentido este mapeamento. Usamos mais água, energia e matéria prima que qualquer outra espécie conhecida. E a definição clássica de bioma não levava em conta a presença da humanidade. Por isso eles batizaram estes sistemas de antromas (biomas antropológicos).

Mudanças nos antromas

Quando apresentaram o conceito, alguém pediu detalhes sobre a evolução desta ocupação. E a dupla fez um conjunto de mapas com as mudanças que aconteceram nos antromas desde a Revolução Industrial. “Hoje a biosfera é totalmente transformada pelas pessoas. A biologia acontece dentro de um contexto humano, não natural”, diz Ellis.

Publicados na edição de setembro da Global Ecology e Biogeography, os mapas mostram que em 1700, o homem já havia ocupado quase todas as áreas habitadas do planeta. Como hoje, só havia ambientes selvagens nos desertos e nas tundras. Mas em 1700 ainda existiam espaços seminaturais – utilizados pelo homem de forma sutil. Estes, hoje, sumiram do mapa. E os que restam são cercados por paisagens intensivamente usadas.

Para o futuro, os pesquisadores querem sobrepor seus antromas a outras métricas ecológicas, como biodiversidade e produção de biomassa. O trabalho dos pesquisadores levanta questões éticas e filosóficas sobre a diferença entre natural e selvagem e o valor da natureza. Para Ellis, a diferença é irrelevante e natureza é exatamente o que as pessoas acham que é.

Seja qual for a resposta, “o principal é que as pessoas precisam saber qual é o impacto – e os benefícios – que provocam na natureza”, diz Ellis.

Via Wired Science

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Por que decorar de forma sustentável?

Muitas pessoas questionam o porquê da decisão de montar um apartamento de forma sustentável, com materiais reaproveitados e móveis usados. É um questão de ecoconsciência e coerência de quem emprega um discurso de vida sustentável.

Há alguns anos militando a favor da causa ambiental e pregando contra o desperdício, tenho instigado o reaproveitamento de tudo o que “teoricamente” seria descartado no dia a dia. Montar um apartamento praticamente do zero, era a oportunidade de mostrar  a coerência  do projeto de fazer minha parte pelo ambiente.

A contribuição para o meio ambiente

Uma preocupação constante, atualmente, é a de se  encontrar um novo destino para os produtos que consumimos. Reutilizar móveis, por exemplo, contribui para diminuir o impacto ambiental, ao evitar que mais árvores sejam derrubadas para extração de madeira.

Além dos benefícios proporcionados à natureza, reduzir a quantidade de material descartado no ambiente, decorar com móveis usados ou reciclados é também uma forma de economizar. A utilização de materiais alternativos faz, de fato, a diferença no custo final do projeto.

Economia, não apenas na compra dos móveis e objetos. Economia, também, na conta de energia elétrica, ao se preferir, por exemplo, cortinas leves e transparentes que permitam aproveitar a luz natural por mais tempo, e o uso de lâmpadas frias apenas quando é necessário luz elétrica.

É importante lembrar que a quantidade de móveis e objetos de decoração descartados pelas pessoas que têm condições econômicas de mudar a decoração da casa todos os anos é muito grande. Se  mais pessoas  optarem por adquirir estes materiais em brechós ou lojas especializadas na venda de usados, praticamente novos ou em excelente estado de conservação, aumentam-se as chances de reaproveitamento e diminuem-se as aquisições de peças novas em lojas tradicionais, muitas delas fabricadas de modo não sustentável.

Sustentabilidade sem preconceito

Decorar a casa com materiais reutilizados não é sinal de “pobreza” ou  falta de estilo. É responsabilidade e comprometimento com a preservação dos recursos ambientais. Com criatividade e paciência para garimpar a peça certa, nos brechós, a mistura de estilos, chique ou retrô, é um convite para montar ambientes cheios de personalidade que darão um toque especial e pessoal na decoração.

Quem deseja, no entanto, manter o “status” e o “glamour”, e ainda assim, estar na moda no que se refere à decoração sustentável, a opção mais acertada é adquirir móveis novos confeccionados com materiais sustentáveis. Cada vez mais, madeira de árvores de reflorestamento é utilizada por profissionais na construção e na composição de móveis.

O reaproveitamento de recursos naturais, como o uso de madeira de reflorestamento, a coleta de água da chuva, o aquecimento de água com painéis solares e a utilização de vidro nas fachadas favoráveis para a iluminação natural, são alguns exemplos de como decorar sustentavelmente, sem deixar de lado a estética, o conforto e a sofisticação.

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miYim – Bonecos de pelúcia ecologicamente corretos

Durante o último fim de semana estava conversando com algumas pessoas sobre sustentabilidade, cuidados com o meio ambiente e produtos ecologicamente  corretos, quando escutei a incrível pérola: “mas os produtos (com apelo sustentável) normalmente são chatos, sem graças ou inferiores aos demais”.

Pode parecer ignorância da pessoa, mas isso me fez lembrar que este tipo de preconceito permeia por grande parte da população e  um dos conceitos o qual me fizeram participar da rede EcoBlogs é mostrar que sustentabilidade pode ser “legal” e, unido ao design, fica ainda melhor.

Já tenho demonstrado isso em inúmeros textos, mas acredito que uma das mais legais é a loja miYim. Uma empresa americana especializada em bichinhos de pelúcia orgânicos.

bonecos feitos de algodão cru, sem nenhum tratamento químico e tingidos com tintas à base de soja

Opa! Bichinhos de pelúcia orgânicos!? Você deve estar se perguntando como assim? São bonecos feitos de algodão cru, sem nenhum tratamento químico e tingidos com tintas à base de soja. Para completar o pacote (e reforçar o conceito da marca que tem como slogan “Simply Organic” – Simplesmente Orgânico) as embalagens dos produtos são feitas com papel reciclado.

O uso de algodão cru e sem tratamento químico pode parecer apenas uma desculpa para a miYim levantar a bandeira dos eco friendly, no entanto a empresa justifica o uso, pois cerca de um terço dos pesticidas do mundo são usados nas plantações de algodão. Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados 20 mil mortes devido a intoxicação por agrotóxicos.

Agora dê uma olhada nos produtos da miYim e diga se não podemos ser sustentáveis e nada chatos. Qual a diferença entre um produto como este ou os comuns que vemos pelo mercado?

Além da sustentabilidade, linhas como a “Dr. Seuss” (baseado nos personagens do escritor americano Theodor Seuss Geisel, criador de “O Grinch”, “Horton e o mundo dos Quem” e o “O Gato da Cartola”) e Petites são ótimas dicas de presente para as crianças ou para aquele aniversário de namoro.

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O que fazer com a areia do gato?

de novo quatroPriscila, Boris, Tico e Nina: o quarteto

Esta semana a Denise Rangel me perguntou por e-mail o que eu faço com a areia suja do meu quarteto felino para ajudar uma leitora. A areia sanitária é algo que desperta diversas questões ecológicas. Primeiro, por sua composição. Temos à disposição das mais simples, de argila, às importadas que prometem absorção, nada de cheio e outras maravilhas – e que usam muita química. Aqui em casa, escolho sempre a mais barata e os pacotes grandes, de 12 quilos. Razões? É melhor uma embalagem de 12 quilos que três embalagens de quatro, não? A gente usa aqui uns 24 quilos de areia, eram seis embalagens que viraram duas com os pacotões. Para minha delícia, os grandões são muito mais fáceis de carregar que os pequenos.

Então vem a segunda parte: o que fazer com as excreções? Eu limpo as caixas todos os dias, reúno as bolinhas de xixi e o cocô dos meus queridos numa lata de lixo só para isso. E mando tudo para o aterro sanitário. Nada de colocar na privada – porque a areia é argila e tende a entupir canos, e para completar, você contamina a água.

Se você tem outras dicas sobre como lidar com esta questão, use os comentários.

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Embalagens devem ir para o lixo?

Bom seria se todos os fabricantes  se responsabilizassem pelos seus resíduos e disponibilizassem meios de  captá-los e reaproveitá-los. Assim, com uma logistica reversa, seriam reintegrados os resíduos sólidos na cadeia produtiva. Muitos comerciantes já tomaram a iniciativa de recolher, para a reciclagem, os potes e as embalagens de papel e plástico das mercadorias adquiridas em seus estabelecimentos.

Como nem sempre isto acontece, os cidadãos ecoconscientes vão incorporando ao dia a dia novas maneiras de reutilizar tantas embalagens, mas a maioria delas ainda vai para o lixo, já que nem tudo é encaminhado para a reciclagem. E há, ainda, as embalagens que não podem ser reaproveitadas, por estarem sujas ou danificadas. Por que então não utilizá-las para acondicionar o lixo de casa, uma vez que a necessidade de reduzir os sacos plásticos é imperiosa? Em vez de irem para o lixo reciclável, substituem as sacolinhas das lixeiras de casa.

Por que não forrar o lixinho do banheiro ou da pia da cozinha com os sacos do arroz, do pão de forma, das verduras e frutas, do papel higiênico, e com outras embalagens plásticas que envolvem os produtos que compramos? Qualquer embalagem na cozinha pode acondicionar lixo: as caixinhas tetra pak de leite, de suco e de molho de tomate  podem receber os restos de comida antes de irem direto para  a lata de lixo maior.

Quase tudo que compramos , desde as camisetas até os lençóis, vem dentro de um saquinhos que, na maioria dos casos,  acabam no lixo. Transforme-os em forros para as lixeirinhas também.

E, para quem acha que não tem “saquinhos” suficiente para tanto lixo que produz, ainda há a alternativa de forrar as lixeiras com jornal. Basta montar um simples origami feito de jornal para forrar a lixeira.

O importante é reduzir a compra de produtos com muita embalagem e, quando isso não for possível, reaproveitar ou transformar as que levarmos para casa, usando as embalagens descartáveis para outros fins.

Embalagens não reaproveitáveis devem ir para o lixo, desde que levem dentro delas, os resíduos que seriam acondicionados em uma sacolinha de mercado. Assim, as sacolinhas que você trouxe do supermercado podem ser reutilizadas na próxima compra.

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