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De papo cheio *
07.07.08 - 20:23 | Categorias: Animais, Dicas, Tutoriais

Você mora em apartamento e vive de olho nos passarinhos? Adora sabiás, mas morre de pena de vê-los em gaiolas? Oferece quirela de milho e os únicos bicões que aparecem são pombas domésticas? Então, esta reportagem é para você.

“Às vezes, a pessoa está colocando a comida certa para o passarinho errado”, ensina Johan Dalgas Frisch, um dos maiores especialistas em aves do Brasil.Sabiá, por exemplo, é bicho preguiçoso. Voa baixo, vai só até o segundo andar.”

Frisch acorda com as galinhas só para colocar comida para os pássaros que vivem na praça em frente a sua casa.Recebo mais de 200 maritacas por dia nesse meu restaurante improvisado”, conta. Aprenda com ele a fazer os pássaros virem voando até você.

TÉRREO
Os convidados:
Beija-flor, juriti, pardal, pica-pau, rolinha e sabiá-laranjeira.
O cardápio: Mamão, pitanga, amora e jabuticaba são um banquete para esses pássaros. O pica-pau adora abacate. Ofereça também sementes de girassol.

ANDARES BAIXOS
Os convidados: Beija-flor, bem-te-vi, maritaca, sabiá-laranjeira e tico-tico.
O cardápio: Ponha mamão e banana. Se tiver bicho de estimação, atente ao bem-te-vi, que rouba a ração. Deixe a vasilha do seu cão ou gato longe das janelas.

ANDARES ALTOS
Os convidados: Bem-te-vi, maritaca, papagaio, sabiá-do-campo e sanhaço.
O cardápio: Além de banana, mamão e sementes de girassol, dê arroz cozido frio, sem sal, cebola, alho ou óleo. Quanto mais soltinho, mais o bem-te-vi vai gostar.

Barre as pombas domésticas
Não dê miolo de pão nem quirela de milho. Cuidado para confundir a pomba doméstica com as primas asa-branca, juriti e rolinha, que são pombas de classe.

Não assassine seus clientes
A cada três dias, deixe os bebedouros de molho em uma colher de água sanitária diluída em um litro de água. Isso elimina os fungos que podem matar seus clientes.

Deixe as abelhas desbaratinadas
A cada três dias, suspenda a água com açúcar por 24 horas. As abelhas precisam de quatro dias para decorar o caminho da casa delas para a sua.

*Versão sem cortes de reportagem publicada esta semana na revista AnaMaria.

Como ficar verde em 30 Dias - 3*

MUDANÇA 7: Reutilizar água da máquina de lavar
A escassez de água potável já é uma realidade para 1,7 bilhão de pessoas no mundo. Na realização das tarefas cotidianas, cada um de nós gastamos 300 litros de água por dia - só num ciclo normal da máquina de lavar, vão 145 litros. Trata-se de um volume descomunal se levarmos em consideração que a água doce, que abastece da torneira à privada, representa menos de 2,5% de toda a água do planeta. Já pensou se falta quando você está com o cabelo cheio de xampu?
Grau de dificuldade: Médio, mas é preciso ficar pajeando a máquina de lavar.
O que aprendi: Dá para aproveitar a água de dois enxágües. O primeiro, com sabão, serve para lavar o chão e o banheiro. Para aproveitar o segundo enxágüe nas plantas, é preciso abolir o amaciante. Fora aquele cheirinho gostoso, senti pouca diferença nas roupas.
Isso eu faria diferente: Compraria mais baldes para captar a água da máquina. Eles enchem muito rápido.

MUDANÇA 8: Consumir menos
Miudezas de lojas de R$ 1,99, artigos de papelaria, guloseimas, roupas, acessórios, brinquedinhos tecnológicos: não importa o que está em exposição, a verdade é que vitrines são mesmo uma tentação. Muitas vezes saí de casa sem a menor intenção de consumir e acabei com o nariz grudado no vidro de uma loja. Consumir menos está intimamente ligado a desperdiçar menos e produzir uma quantidade menor de lixo. O impacto no meio ambiente - e na sua conta bancária - é imediato.
Grau de dificuldade: Médio, mas mais fácil para quem está numa fase duranga.
O que aprendi: Os marqueteiros são mesmo bons nessa coisa de despertar desejos…
Isso eu faria diferente: Se ir ao shopping para você é cair em desgraça financeira, deixe os cartões de crédito e débito em casa e saia com uma folha de cheque.

MUDANÇA 9: Não comer carne
Maiores responsáveis pelo desmatamento de florestas e regiões de mata nativa, as áreas de pasto vêm crescendo no mundo todo. Nas granjas, os dejetos das aves contaminam o solo e as águas com altos níveis de nitrogênio, fósforo, zinco e cobre. Quanto aos peixes e frutos do mar, o problema é outro: a pesca predatória, a poluição e as mudanças climáticas vêm destruindo sua capacidade de renovação. O Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente calcula que, nos próximos 30 ou 40 anos, a fauna marinha esteja praticamente extinta.
Grau de dificuldade: Difícil, ainda mais para carnívoros assumidos como eu.
O que aprendi: Na primeira semana, suava frio cada vez que passava perto de uma grelha. Descobri que a culinária indiana é rica em pratos com legumes e vegetais e mesmo os restaurantes que não são vegetarianos fazem bons pratos sem carne — basta pedir com jeitinho.
Isso eu faria diferente: Faria a mudança gradativamente e tomaria suplemento de vitamina B12: encontrada apenas nas carnes vermelhas, ela impede a anemia.

MUDANÇA 10: Deixar o carro em casa
A proposta era simplesmente não tirar o carro de casa, mas eu tinha de inventar moda e fui logo me atirando na rua em cima de uma montain bike emprestada, de marchas meio emperradas. A cada quarteirão, um novo motivo para entrar em pânico: uma hora é a subida íngreme, na outra, um carro que dá uma fechada brusca, um ônibus que buzina, um cachorro que late. Depois da segunda vez, me senti expert no assunto e já sabia até subir na guia sem descer da bicicleta.
Grau de dificuldade: Difícil para quem vive longe do trabalho - ou em um bairro cheios de ladeiras.
O que aprendi: São Paulo é mesmo cruel com os ciclistas: os motoristas não nos respeitam quando estamos na rua, os pedestres olham feio quando subimos na calçada. Andar a pé, de ônibus ou de carona é uma boa saída para quem não quer pedalar.
Isso eu faria diferente: Usaria uma bicicleta mais adequada ao transporte urbano e não uma montain bike, que se sai melhor em trilhas de terra. E faria um condicionamento físico mínimo uma semana antes, porque empurrar a magrela na ladeira é vexame.

*Última parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.

Como ficar verde em 30 Dias - 2*

MUDANÇA 4: Separar e reciclar o lixo
O país que se gaba de ser o maior reciclador de latinhas de alumínio é pródigo em sujar o planeta. De acordo com ambientalistas, cada brasileiro produz um quilo de lixo por dia, bem mais que a média mundial de 685 gramas por habitante. Não é preciso ser nenhum ecologista para saber o estrago que isso causa às cidades: garrafas PET vão parar nos córregos, sacolas plásticas entopem os bueiros, papéis causam acidentes nas estradas.
Grau de dificuldade: Médio no começo, fica mais fácil com o tempo.
O que aprendi: Quando você começa a separar os recicláveis, se dá conta do volume de lixo que produz. E memoriza o que pode e o que não pode ser reciclado - embalagens de isopor, por exemplo, ainda são ignoradas pela indústria da reciclagem.
Isso eu faria diferente: Consumiria menos e reutilizaria mais. Essas etapas anteriores à reciclagem raramente são colocadas em uso.

MUDANÇA 5: Usar produtos de limpeza biodegradáveis
A maioria dos produtos de limpeza tem algum tipo de solvente na composição: do benzeno ao tricloroetileno, todos contaminam o solo e os lençóis freáticos, às vezes, por anos. É um preço ambiental alto demais a pagar por uma casacheirando a limpa”, não?
Grau de dificuldade: Médio, exige um bom garimpo de produtos.
O que aprendi: Já existem no mercado opções de sabão em pedra e em pó que são biodegradáveis. Para encerar o chão e lustrar os móveis, basta misturar óleo vegetal com suco de limão. O resto fica por conta do vinagre branco: ele serve para desinfetar pisos, tirar limo e lustrar inox.
Isso eu faria diferente: Muitas marcas divulgam que sãoecológicas” ourespeitam o meio ambiente” quando continuam fabricando produtos tóxicos. É bom olhar com lupa as letras miúdas nas embalagens.

MUDANÇA 6: Fazer uma composteira
A internet está coalhada de sites com o passo-a-passo para montar uma composteira - aquele recipiente úmido e escurinho, onde restos de jornal, cascas de frutas, verduras e legumes e outros materiais orgânicos são transformados em adubo natural. Não há quase nada sobre seu uso em apartamentos. Em trinta dias, descobri o por quê: é que as composteiras precisam ficar ao ar livre. Só assim para que as mosquinhas dêem sossego e o fudum não se alastre.
Grau de dificuldade: Médio. Só que quando as mosquinhas aparecem, ai, ai…
O que aprendi: Os especialistas têm razão. Melhor deixar para quem tem quintal esse lance de adubo orgânico…
Isso eu faria diferente: Nada de papelão ou madeira: para fazer uma composteira em pequenos espaços, o ideal é usar uma grande caixa plástica como recipiente.

*Segunda parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.

Como ficar verde em 30 Dias - 1*

Adotar atitudes sustentáveis no dia-a-dia pode ser mais fácil do que parece: Carol Costa encarou o desafio de mudar 10 hábitos ao longo de um mês e conta as alegrias e dificuldades que encontrou nessa tentativa de ser mais ecológica

MUDANÇA 1: Tirar os aparelhos do stand by
Sabe aqueles olhinhos vermelhos que brilham na escuridão quando você se levanta à noite para ir ao banheiro? À espreita na sala, na cozinha e até mesmo no criado-mudo ao lado da sua cama, eles são a mais visual marca do desperdício de energia elétrica: estão ali, ligados, sem necessidade nenhuma. Pesquisas mostram que os aparelhos em stand by encarecem em até 20% a conta de luz. Está para surgir uma mudança ecológica mais fácil de aplicar do que essa.
Grau de dificuldade: Mamão com açúcar, só não pode esquecer.
O que aprendi: Meu consumo, que no mesmo período do ano passado foi de 171 kWh mensais, passou para 154 kWh, uma queda de quase 10%. Nada mal para um só mês.
Isso eu faria diferente: Nos primeiros dias, me esquecia de puxar os fios da tomada. É bom colocar lembretes pela casa.

MUDANÇA 2: Utilizar os dois lados do papel
Fim de expediente, uma colega de trabalho resolveu desentulhar a mesa e fazer uma limpeza em seus documentos. No dia seguinte, a lixeira estava abarrotada de papel. Peguei o maço e resolvi contá-lo, só para ter uma idéia do tamanho do desperdício. Resultado: 376 folhas, o equivalente a quase quatro blocos de papel sulfite. Algumas nem tinham sido usadas. Eram tantas folhas que serviram para abastecer a impressora por oito dias.
Grau de dificuldade: Tão fácil que pode ser adotado até no trabalho.
O que aprendi: De fato, as folhas que já foram usadas de um lado enroscam mais na impressora — contei uma média de duas para cada cem. Nada que desestimule sua reutilização.
Isso eu faria diferente: Juntaria maços de vários tamanhos, colocaria espiral e faria bloquinhos de anotação. Distribuiria todos entre meus colegas de trabalho.

MUDANÇA 3: Não pegar sacolas plásticas
Quem tem família grande ou faz todas as refeições em casa costuma rejeitar qualquer tentativa de livrar-se definitivamente das sacolas plásticas e ir ao supermercado com uma retornável. Comigo, que tenho quatro gatos abastecendo a caixa de areia todos os dias, não foi diferente. Como iria jogar a sujeira deles fora? A solução foi colocar uma lixeirona na área de serviço, revestida por um saco preto grosso, que agüenta até 100 litros de dejetos. Sacolinha, só no cestinho do banheiro.
Grau de dificuldade: Médio, requer pregação junto a balconistas e empacotadores.
O que aprendi: Contei 108 sacolinhas plásticas antes de parar de pegá-las em padarias, locadoras e supermercados. Ainda tenho o bastante para umas duas gerações.
Isso eu faria diferente: Não teria juntado 108 sacolinhas plásticas. Uma por semana é mais que suficiente.

*Primeira parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.

Uma casa à prova de unhas *
23.06.08 - 20:12 | Categorias: Animais, Dicas, Tutoriais

Cortinas rasgadas, tapetes manchados, vasos revirados - basta seguir o rastro da destruição para reconhecer o lar de uma autêntica dona de gatos. Desde que deu casa e comida para aquele lindo filhote órfão você não sabe mais o que é sofá novo? Nem sua máquina de lavar dá conta de tirar os pêlos de suas roupas? Parece improvável, mas, com alguns truques simples, é possível abrigar um gatinho e manter uma casa arrumada e cheia de plantas. Saiba como.

Apare as armas
Admita, se você fosse dotada de unhas que descamam periodicamente, também adoraria afiá-las no primeiro estofado que encontrasse pela frente, não? Para evitar que seu gato reduza a fios a cortina do seu enxoval ou seu jogo de estar, mantenha as unhas do bichano sempre aparadas. Só tome cuidado para não cortá-las muito rente: como elas são transparentes, dá para ver quando começam os vasos sanguíneos que irrigam as unhas. Corte só a parte transparente e bem pouquinho.

Tenha um sofá blindado
O sofá anti-arranhões ideal tem estrutura de madeira, assentos e encostos removíveis e uma capa (de couro sintético ou tecido grosso e bem resistente) amarrada com tiras ou presa à base com elástico. Para aumentar a vida útil do seu estofado, basta deitar as almofadas do encosto e cobrir tudo com a capa. Faça isso sempre que o sofá não estiver em uso ou antes de sair de casa - afinal, é quando a dona não está que os gatos fazem a festa.

Faça um mirante para ele
Se o sol não dá trégua para seu lar, opte por persianas e esconda bem os puxadores. Quem mora em apartamento não pode se esquecer de instalar rede de proteção em todas as janelas. Faça ummirante” encostando um móvel no parapeito ou parafusando uma prateleira que fique ao alcance de um pulo. Seu gato vai passar horas observando o movimento da rua.

Tapete vira arranhador-gigante
Testado por gateiras e aprovado pelos veterinários, os tapetes de juta ou fibras naturais são os melhores amigos do seu gato. Prefira os pesados e de trama bem apertada, que não se desfazem com arranhões. Além de deixarem sua casa mais bonita, esses tapetes mais rústicos funcionam como arranhadores gigantes sem perder a classe.

*Versão original de reportagem publicada na revista AnaMaria desta semana.

A comemoração
30.04.08 - 20:24 | Categorias: Blogs, Imprensa, Meio Ambiente, Sites, Sustentabilidade

Acaba hoje, à meia-noite, meu treinamento ecológico intensivo. Depois de um mês gemendo a cada ladeira, pensando duas vezes antes de colocar a mão no bolso e tendo a casa cheirando a vinagre, posso dizer que agora sou Turquesa, um Verde ainda indeciso.

É claro que trinta dias não são o bastante para alguém se tornar Verde de fato, ainda mais se for radicalizar para o tom Verde Bandeira Militante. Mesmo assim, consegui pequenas vitórias: reciclar o lixo, tirar os aparelhos do stand by, imprimir nos dois lados do papel e usar sacola de feira já viraram rotina. E, a despeito de todo sofrimento antecipado, não comer carne nenhuma doeu menos do que engordar um quilo nesse período.

De dez hábitos que me propus a mudar, oito serão facilmente mantidos, uma média e tanto. A prova de fogo será daqui a poucas horas, quando irei comemorar o fim da Experiência Bons Fluidos. Preciso passar bem longe de uma churrascaria…

PS: Hoje é o último dia para votar no Prêmio Ibest. O Guindaste está concorrendo com outros 200 blogs na categoria Variedades, a mais disputada de todo prêmio. Você pode escolher o vencedor pela internet ou por celular: basta se cadastrar no site ou mandar um torpedo com o nome do seu candidato (Guindaste! Guindaste!) para o número 49120. O custo da ligação é de R$ 0,31 + impostos.