
Criado pelo designer Jason Iftakhar, situado em Londres, o banco é feito com caixas de papelão usadas que depois são agrupadas e compressadas com uma fita plástica. Segundo o designer a idéia do projeto foi conseguir fazer o mobiliário a partir de máquinas e materiais

A Califórnia segue dando o exemplo. A Comissão de Proteção ao Oceano do estado americano está propondo três medidas para reduzir a quantidade de lixo que acaba poluindo o mar: banir as embalagens de isopor para alimentos, cobrança de taxas para o uso de sacolas de papel e/ou plástico, e (a principal delas, a meu ver) tornar os fabricantes responsáveis pela coleta e reciclagem das embalagens de seus produtos. É isso ou ver o mar se transformar numa imensa sopa de lixo!
Segundo a Comissão, essa última exigência já funciona em 33 países no mundo, encorajando a redução de material usado, reduzindo o peso final dos produtos, permitindo o uso de materiais recicláveis e obrigando os fabricantes a redesenharem seus produtos e embalagens. Na Alemanha, após quatro anos do início do programa, o lixo produzido por embalagens foi reduzido em 14%. É pouco ainda.
As empresas são contra, claro. Dizem que é melhor incentivar a reciclagem e ameaçam com desemprego. O velho discurso da indústria, mesquinha toda vida. Reciclar é bom, mas produzir menos lixo é ainda melhor. Reciclar gasta muita energia e recursos materiais e humanos. Ninguém em sã consciência acha confortável a quantidade de papel, plástico, isopor e quetais que acompanha um brinquedo, TV ou aparelho de som recém-comprado na loja. Repara só na pilha de lixo que se forma no Natal após a abertura dos presentes. É vergonhoso!
Lixo é um dos grandes problemas mundiais do século 21.
Pra mim, toda e qualquer empresa deveria ser responsável pela coleta e correta eliminação do produto que fabricou, seja uma embalagem, celular ou carro. Haveria exceções, claro - móveis por exemplo. Medidas como essa evitariam absurdos como a exportação de lixo eletrônico para países de Ásia, causando a intoxicação de milhares de pessoas.
O rápido avanço da tecnologia tem sido de mão-única, com o desenvolvimento de produtos cada vez mais modernos e eficientes, mas o uso de substâncias tóxicas na sua fabricação e a falta de preocupação com o seu destino final - o lixo - põe tudo a perder. Sem falar na tal obsolescência planejada…
Veja o caso dos Estados Unidos: em fevereiro do ano que vem, com a adoção da TV digital por lá, estima-se que cerca de 10 milhões de aparelhos antigos sejam dispensados no país, gerando um problema monstro. Apesar disso, poucas empresas têm programas amplos de reciclagem para atender a essa demanda e evitar que esse lixo contamine pessoas e o meio ambiente - provavelmente na Índia, China ou Paquistão. Para pressionar grandes fabricantes como Sony, Samsung, LG e Toshiba, entre outras, a evitarem essa catástrofe, ONGs americanas formaram a Electronics TakeBack Coalition e deram início à campanha Take Back My TV.
Os consumidores também têm seu papel nessa história toda. Na hora da compra, dê preferência a produtos que tenham pouca embalagem e que tenham sido fabricados de forma sustentável e responsável. Se informe na loja, ligue para o fabricante pelos serviços de atendimento ao consumidor, exija seu direito de saber o que está comprando. E questione sobre programas de reciclagem, principalmente de aparelhos eletrônicos. Quanto mais pessoas encherem os SACs (serviços de atendimento ao consumidor) das empresas, mais elas se sentirão pressionadas a tomar alguma medida. De tanto levar bica nas canelas, uma hora terão que se mexer.

Fantástica idéia. Criada na Austrália pela Cherie, a bolsa é feita reutilizando-se cintos de segurança. Eu fico imaginando a quantidade de bolsas podem ser feitas visitando apenas um ferro velho. Custa US$26,00 na sua loja Interrobang
guirlanda de sacolinhas plásticas
A gente fica pensando se não seria melhor o espírito do Natal durar o ano inteiro. E se as pessoas se sentissem compelidas a presentear em qualquer dia, e nas inúmeras oportunidades que se apresentam para ajudar alguém. Por exemplo, é muito comum, nesta época de Natal, as pessoas procurarem as agências de correio

Hoje já temos várias formas de reciclar o poliestireno expandido, também conhecido como Isopor (marca registrada). Desde formação de blocos de concreto misturados com isopor deixando-os mais leves, entre outras.
A idéia de Michael Salter foi transformar isopor em arte. Juntando isopor de embalagens usadas para proteger equipamentos eletrônicos entre outros o artista americano começou um projeto para criar robôs de isopor.
Reciclando isopor de várias embalagens Michael chegou a criar um robô com quase 7 metros de altura. Não preciso nem dizer o fáscinio que as crianças têm por isopor, agora se você achar que está grandinho de mais para criar robôs de isopor pelo menos separe o isopor das outras coisas quando deixar para o catador ou para a empresa de reciclagem.




O templo Wat Pa Maha Chedio Kaew vem sendo construído desde 1984 e hoje estima-se que seja formado por mais de 1.5 milhões de garrafas de vidro recicladas.
Localizado na província de Si Sa Ket na Tailândia, cerca de 600 km de Bangkok, vem recebendo a cada dia mais garrafas e principalmente de turistas que visitam o local. Quanto mais garrafas mais prédios. O que começou apenas como decoração dos aposentos se tornou todo o templo incluindo o crematório, banheiros e toda a parte interna do templo.




Fotos: REUTERS/Chaiwat Subprasom Fonte: Yahoo

Demorou, mas a Grupo Pão de Açúcar chegou lá. Depois de vários postos de reciclagem positivos e operantes em algumas unidades do Pão de Açúcar, chegou a vez da marca Extra esverdear.
Em vez de só trazer de volta para casa, você pode levar às lojas abaixo: vidro, metal, papel, plástico e… óleo de cozinha (devidamente colocado numa garrafa PET). O material será captado em estações recicláveis, colocadas nos estacionamentos das lojas.
São 21 postos de coleta e a previsão é instalarem mais 21 até o fim deste ano. Abaixo, as lojas aqui em São Paulo:
Extra Perto João de Lucca - Av. Vereador João de Lucca, 1005 Vila Mascote - São Paulo
Extra Perto Sabará - Rua Moacir Simões da Rocha, 105, - São Paulo
Extra Itaim Bibi - Rua João Cachoeira, 899, Itaim Bibi - São Paulo
Extra Brigadeiro – Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2013 – São Paulo
Extra Anchieta – Rua Garcia Lorca, 301 – São Paulo
Extra Penha – Av. São Miguel, 962/ 1006 – São Paulo
Extra Interlagos – Av. Sargento Geraldo Santana, 1491 – São Paulo
Extra Morumbi – Av. Marginal do Rio Pinheiros, 16741 – São Paulo
Extra Aeroporto - Av. Washington Luis, 5859 – São Paulo
Extra São Miguel – Av. São Miguel, 6818/6838
Extra Raposo Tavares – Av. Mal Fiúza de Castro – km 13,5 Raposo Tavares – São Paulo
Para encontrar uma perto de você, consulte o PDF com todos os postos.

O designer Jan Willem van Breugel transforma partes de velhas bicicletas em objetos muito interessantes. Desde bolsas, luminárias até forros para móveis. As luminárias para mim são as mais interessantes, principalmente as feitas com aros de bicicleta. Todos os produtos estão à venda pelo site do designer Wheels on Fire.







Já vimos por aqui dezenas de luminárias, mas essa me surpreendeu. Reutilizando velhas fitas cassetes o estúdio de design Transparent House chegou a estas fantásticas luminárias. Infelizmente o site do estúdio não traz qualquer informação ou tutorial de como são produzidas. Acho

Sim, pneus. O artefato de borracha, que serve para transportar nossos milhões de habitantes, são recolhidos às centenas de nossas ruas. Diariamente, recolhem-se 300 pneus das ruas de São Paulo - 1,5 tonelada. Altamente danosos ao meio ambiente, criadouros de dengue, entupidores… Os pneus são deixados em qualquer canto? Como assim, Bial? Vi a matéria do Planeta Sustentável no Setor Reciclagem e fui buscar mais informações…
Pneus: fabricação e recolhimento
Como de hábito, fui ao CEMPRE em busca de informações. Lá soube que, em 2006, o Brasil produziu 54,5 milhões de unidades de pneus. O descarte foi de 330 mil toneladas das quais 73% (241 mil toneladas) foram recicladas.
Diz norma do Conama que os fabricantes são obrigados a reciclar os pneus fabricados. Apesar dos projetos existirem desde 1999, apenas ano passado os maiores fabricantes criaram a tal da Reciclanip. Em parceria com prefeituras, a entidade ajuda a coletar os pneus inservíveis (os que já não podem ser remanufaturados ou recauchutados para continuar nos carros) e reciclá-los. Depois de R$ 37 milhões investidos no ciclo de reciclagem, já foram 700 mil toneladas de borracha e aço. Faça as contas com os números do Cempre e perceberás: o processo merece ser ampliado, melhorado e multiplicado.
O Brasil, além de reciclar muito, também prolonga a vida útil com as reformas. Os pneus e câmaras de ar consomem cerca de 70% da produção nacional de borracha e sua reciclagem é capaz de devolver ao processo produtivo de terceiros setores (por razões de ordem tecnológica, não retorna para a indústria de pneumáticos) um insumo regenerado por menos da metade do custo que o da borracha natural ou sintética. Além disso, economiza energia e poupa petróleo usado como matéria-prima virgem.
Em São Paulo, este componente do lixo representa pouco menos de 3% do lixo urbano. No Rio de Janeiro, 0,5% e nos Estados Unidos, menos de 1%. Sim, São Paulo precisa cuidar melhor da destinação dos pneus. Mesmo assim, só existem cinco pontos de coleta (locais onde borracheiros e população podem deixar os inservíveis): Santo Amaro, Butantã, Vila Maria, São Miguel e Itaquera. Nhe! Numa cidade deste tamanhão só isso? Tsc, tsc, tsc.
Reciclar pneus, fazer pisos, calçados, asfalto…
Existem cerca de 30 empresas que processam pneus no país inteiro. A capacidade instalada de reciclagem – em todas as unidades – hoje é de um volume superior a 300 mil toneladas por ano. Com o funcionamento das novas unidades, este número passa para 350 mil toneladas em 2008.
Nos últimos sete anos foram investidos mais de R$ 49 milhões no setor, com capacidade de destinação de pneus insersíveis acima de 300 mil toneladas por ano.
A reciclagem é feita com a trituração dos pneus para obtenção de borracha regenerada, mediante a adição de óleos aromáticos e produtos químicos desvulcanizantes. Com a pasta resultante deste processo, as empresas produzem tapetes de automóveis, mantas para quadras esportivas, pisos industriais e borrachas de vedação, entre outros. No Brasil já há tecnologia em escala industrial que produz borracha regenerada por processo a frio, obtendo um produto reciclado com elasticidade e resistência semelhantes ao do material virgem. Além do processo mecânico, existe uma tecnologia que emprega solventes capazes de separar o tecido e o aço dos pneus, permitindo seu reaproveitamento.
O pó gerado na reforma de pneus e os restos de pneus moídos podem ser aplicados na composição de asfalto de maior elasticidade e durabilidade, além de atuarem como elemento aerador de solos compactados, pilhas de composto orgânico e outros artefatos de borracha como, solados, tubos, tapetes, pisos ou combustível – já que o poder calorífico do pneu é maior que do óleo combustível e do carvão.
Pneus inteiros são reutilizados como proteção em garagens, em pistas de corrida, drenagem de gases em aterros sanitários, contenção de encostas e produtos artesanais. No Brasil, os pneus usados são reaproveitados como estrutura de recifes artificiais no mar, visando o aumento da produção pesqueira, mas nenhuma dessas alternativas de destinação são reconhecidas pelo Ibama como ambientalmente adequadas.
É possível recuperar energia com a queima de pneus velhos em fornos controlados, inteiros ou picotados - cada pneu contém a energia de 9,4 litros de petróleo. No Brasil, a utilização como combustível promoveu no período de 1999 a 2004 a destruição de 150 mil toneladas de pneus, equivalente a 30 milhões de pneus de automóvel usados, proporcionando economia de 720 mil toneladas de óleo. A usina da Petrobras em São Mateus do Sul no Paraná incorpora no processo de extração de xisto betuminoso, pneus moídos que garantem menor viscosidade ao mineral e uma otimização do processo.
fotos: used tyres, de www.ericcastro.biz no Flickr com CC; bike tire chairs, chistmaswithak no Flickr