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Coleta de óleo no Rio de Janeiro

Projeto bacana que eu queria ver implantado em todo o País - aliás, ataque megalômano: no mundo inteiro.

O Programa de Reaproveitamento e Óleos Vegetais do Rio de Janeiro (PROVE), me foi apresentado pelo Thássius. É uma iniciativa da Secretaria do Ambiente, em parceria com a Usina de Manguinhos; a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCPCOPPEUFRJ); a Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (FEBRACOM); o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); e a RICAMARE (Rede Independente de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado Rio de Janeiro).

O objetivo do programa é otimizar o reaproveitamento do óleo vegetal residual na produção de biodiesel evitando, assim, seu desperdício. O óleo de cozinha, quando não pode mais ser aproveitado, se for jogado na rede de esgoto, além de poluir os rios, baías e oceano - interferindo no equilíbrio desses ecossistemas - também causa o entupimento de canos, aumentando os custos de manutenção.

Sendo reaproveitado na produção de combustível, o óleo contribui para a geração de energia alternativa. Além do cunho ambiental e energético, o PROVE é também um projeto de social, pois insere cooperativas populares de catadores de materiais recicláveis na cadeia produtiva do biodiesel.

Fazer a doação, no Rio de Janeiro é fácil. Você pode procurar as cooperativas de coleta ou a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, na Ilha do Fundão (serviço eu coloco aí mais embaixo, direitinho). E este projeto tem um efeito social lindo. Hoje o PROVE ajuda a aumentar a renda de 300 famílias. De acordo com a meta da refinaria de Manguinhos, que é de produzir 4,5 milhões de litros por ano de biodiesel, estima-se uma renda gerada às cooperativas renda em torno de R$ 2,7 milhões.

Para as águas do Rio de Janeiro, o efeito é imediato. São despejados de 19 a 27 milhões de litros de óleo por ano em nossas vias marinhas. Considerando que um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água, pode-se ter uma noção da gravidade da situação.

Na área energética, ganha-se também. A produção do biodiesel é limpa, sustentável e gera outros produtos bastante rentáveis.

Servição:

Para encontrar uma cooperativa, clique aqui.

Telefone para informações: 21-2598-9242

Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares
Cidade Universitária - Ilha do Fundão
Praça da Prefeitura
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 2194-1971

Se alguém souber de outras iniciativas como estas, avise nos comentários ou no contato para que a gente possa divulgar.

Flyer encontrado no Flickr do Simmon Iddol.

Post from: Ladybug Brasil

Transforme óleo de cozinha em combustível

from flickr of fooishbar

Adoro pastéis, sonhos e batatas fritas. Sào uma delícia! Detesto a conseqüência: o que fazer com o óleo da fritura? Há mais que sabão na resposta a esta pergunta. Coloque no tanque! A brincadeira do FatFinding (Encontre a Gordura) vai levar, no auge do verão europeu, 30 motoristas de Londres à Grécia. Eles vão à praia a bordo de motores a diesel que serão alimentados com o óleo de cozinha dos restaurantes no caminho.

Aqui no Brasil nem precisa de brincadeira - até porque a grande maioria dos nossos carros são só álcool + gasolina e a gracinha perde o sentido. Os moradores e empresas de S. Paulo e Salvador podem doar o óleo usado à Comanche Clean Energies.

A empresa, que produz etanol e biodiesel com capital norte-americano e expertise brasileira, se propõe a ir até a porta da sua casa/estabelecimento para buscar o óleo de cozinha. Ganham eles, com matéria prima para o seu biodiesel, ganha o ambiente - porque a gente já sabe que 1 litro de óleo polui milhões de litros de água. E quem não sabia acabou de descobrir.

Para doar, é fácil, simples e indolor. Você peneira o óleo e guarda (sem resíduos sólidos e depois que esfriar, por favor) numa garrafa PET. Tampa e convoca o batalhão verde da empresa (telefone: 0800-723-1180 ou pelo e-mail doeoleo @ comanche ponto com ponto br).
Para hotéis, bares e restaurantes, é preciso usar os galões que a própria empresa fornece (os volumes são maiores). Mas o canal de contato é o mesmo.

Pesquisar sobre o assunto no Google trouxe uma montanha de resultados muito interessantes, sempre relacionados com a reutilização do óleo como sabão. Ainda não tem a receita? Visite o post premium da Denise e faça em casa.

Eu, aqui vou seguindo na política sem frituras. Evita todos os dramas, mas nem sempre é possível. E vou começar a perguntar nos restaurantes, bares e hotéis o que é que fazem com aquele o óleo da fritura…

Foto do Flickr de Fooishbar

[update] A notícia não é lá muito boa. Fui checar com o povo da assessoria da Comanche e descobri que em São Paulo, por conta da logística, o recolhimento não acontece. Então, atenção atenção, povo de Salvador: vocês têm exclusividade do serviço. Mandem estas toneladas de dendê para reciclar!

A coleta acontece quinzenalmente e tem rota pré-estabelecida
Segundas: Paripe, Faz.Coutos, Coutos, Periperi (manhã) e Valéria, Boca da Mata, Águas Claras, Cajazeiras (tarde).
Terças: Imbuí, B.Rio Jaquaribe, Patamares, S. Marcos, Pau da Lima (manhã) e Cabula, T.Neves, Sussuarana, S. Gonçalo, Saboeiro (tarde).
Quartas: Armação, Costa Azul, Stiep, C.das Árvores, Pituba, Itaigara (manhã) Amaralina, R. Vermelho, Ondina, Barra, Graça, Vitória, Canela, Garcia (tarde)
Quintas: Lobato, Ribeira, Bonfim, Água de Meninos (manhã) Barbalho, Pero Vaz, Barris, Centro, Comércio (tarde)
Sextas: S. Cristóvão, Stella Mares, Ipitanga, Vilas, L.Freitas (manhã) Itapuã, Alto Coqueiro, Mussurunga (tarde).

Eu sugeri que implantem PEVs (Postos de Entrega Voluntária) aqui em S. Paulo. O que vocês acham?

Sabão ecológico
09.03.08 - 3:12 | Categorias: Meio Ambiente, Reciclagem, Sustentabilidade, Tutoriais

Minha Princesinha adora batatas fritas, nugets, pastéis e todas aquelas porcarias que as mães teimam em servir a seus filhos. E todo aquele óleo, que iria contaminar o meio ambiente, vira sabão, deixando, assim, de poluir as águas e a atmosfera e contribuir para diminuir o aquecimento global.

Segundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre D’Avignon, “a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera, um dos principais gases causadores do efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. O óleo de cozinha que vai para o ralo da pia chega ao oceano pelas redes de esgoto. Em contato com água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano.”

Minha filha fez a experiência, filtrando o óleo de cozinha usado e misturando-o, aquecido, à soda cáustica, aromatizante e água. A soda é tóxica, e foi preciso usar luvas para evitar queimaduras na pele e tomar cuidado com as vias respiratórias. Depois de pronto, o sabão ficou assim, em potes. Mas, se preferir, pode ser feito em um tabuleiro para ser cortado em barras.

Ele é um sabão biodegradável, que se decompõe por bactérias depois de usado. É ecológico porque evita que o óleo chegue aos rios e cause degradação da água e impermeabilização do solo.

A receitinha:

  1. Peneire o óleo para retirar os resíduos e impurezas;
  2. Aqueça o óleo sem deixar ferver;
  3. Use luvas e adicione soda cáustica (350ml para cada litro de óleo);
  4. Para dar perfume ao sabão, adicione 1ml de aromatizante ou amaciante.

  5. Mexa lentamente durante 20minutos;
  6. Deixe descansar por um dia se for cortar em barras;
  7. Após uma semana o sabão está pronto para ser usado.

Fonte: Ambiente em foco
imagens: sabão feito em casa por minha filha