Posts com a tag ‘oceanos’
Toma que o lixo é teu
26.11.08 - 2:16 | Categorias: Governos, Meio Ambiente, Água

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A Califórnia segue dando o exemplo. A Comissão de Proteção ao Oceano do estado americano está propondo três medidas para reduzir a quantidade de lixo que acaba poluindo o mar: banir as embalagens de isopor para alimentos, cobrança de taxas para o uso de sacolas de papel e/ou plástico, e (a principal delas, a meu ver) tornar os fabricantes responsáveis pela coleta e reciclagem das embalagens de seus produtos. É isso ou ver o mar se transformar numa imensa sopa de lixo!

Segundo a Comissão, essa última exigência já funciona em 33 países no mundo, encorajando a redução de material usado, reduzindo o peso final dos produtos, permitindo o uso de materiais recicláveis e obrigando os fabricantes a redesenharem seus produtos e embalagens. Na Alemanha, após quatro anos do início do programa, o lixo produzido por embalagens foi reduzido em 14%. É pouco ainda.

As empresas são contra, claro. Dizem que é melhor incentivar a reciclagem e ameaçam com desemprego. O velho discurso da indústria, mesquinha toda vida. Reciclar é bom, mas produzir menos lixo é ainda melhor. Reciclar gasta muita energia e recursos materiais e humanos. Ninguém em sã consciência acha confortável a quantidade de papel, plástico, isopor e quetais que acompanha um brinquedo, TV ou aparelho de som recém-comprado na loja. Repara só na pilha de lixo que se forma no Natal após a abertura dos presentes. É vergonhoso!

Lixo é um dos grandes problemas mundiais do século 21.

Pra mim, toda e qualquer empresa deveria ser responsável pela coleta e correta eliminação do produto que fabricou, seja uma embalagem, celular ou carro. Haveria exceções, claro - móveis por exemplo. Medidas como essa evitariam absurdos como a exportação de lixo eletrônico para países de Ásia, causando a intoxicação de milhares de pessoas.

O rápido avanço da tecnologia tem sido de mão-única, com o desenvolvimento de produtos cada vez mais modernos e eficientes, mas o uso de substâncias tóxicas na sua fabricação e a falta de preocupação com o seu destino final - o lixo - põe tudo a perder. Sem falar na tal obsolescência planejada

Veja o caso dos Estados Unidos: em fevereiro do ano que vem, com a adoção da TV digital por lá, estima-se que cerca de 10 milhões de aparelhos antigos sejam dispensados no país, gerando um problema monstro. Apesar disso, poucas empresas têm programas amplos de reciclagem para atender a essa demanda e evitar que esse lixo contamine pessoas e o meio ambiente - provavelmente na Índia, China ou Paquistão. Para pressionar grandes fabricantes como Sony, Samsung, LG e Toshiba, entre outras, a evitarem essa catástrofe, ONGs americanas formaram a Electronics TakeBack Coalition e deram início à campanha Take Back My TV.

Os consumidores também têm seu papel nessa história toda. Na hora da compra, dê preferência a produtos que tenham pouca embalagem e que tenham sido fabricados de forma sustentável e responsável. Se informe na loja, ligue para o fabricante pelos serviços de atendimento ao consumidor, exija seu direito de saber o que está comprando. E questione sobre programas de reciclagem, principalmente de aparelhos eletrônicos. Quanto mais pessoas encherem os SACs (serviços de atendimento ao consumidor) das empresas, mais elas se sentirão pressionadas a tomar alguma medida. De tanto levar bica nas canelas, uma hora terão que se mexer.

Sacos plásticos
13.11.08 - 19:17 | Categorias: Rede Ecoblogs

Conheça os impactos ambientais causados pelos sacos plásticos. Da próxima vez que te oferecerem um, pense duas vezes antes de aceitar.

Sacos Plasticos

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Tic tac
31.10.08 - 3:36 | Categorias: Rede Ecoblogs


Wake Up, Freak Out é uma animação bem bolada sobre a atual situação do planeta. Bem didática e com muita informação sobre aquecimento global, derretimento das geleiras, concentração de CO2 na atmosfera, perda de biodiversidade e quetais. O quadro geral que pinta não é dos melhores

O homem e o mar
21.08.08 - 15:43 | Categorias: Rede Ecoblogs


O mar, quando quebra na praia, é bonito… e poluído, contaminado, cada dia com menos peixes. A poesia de Caymmi ficaria mais pobre, com certeza, se tivesse que apontar os problemas dos oceanos, mas os eco-chatos estão aí pra isso mesmo! Afinal, é difícil ficar indiferente

Vista azul e entre na onda!
15.08.08 - 14:42 | Categorias: Rede Ecoblogs


Antes que eu me esqueça: o pessoal do Greenpeace vai fazer uma grande onda humana amanhã de manhã no Parque Villa-Lobos (SP) em defesa dos oceanos, que estão em situação deplorável. O encontro será

Pensar global, agir local
19.06.08 - 23:25 | Categorias: Alimentação, Blogs, Meio Ambiente, ONGs, Preservação

imagem.JPGVolta e meia alguém vem com o papo de que o Greenpeace defende os interesses dos países ricos, europeus principalmente, e por isso fica enchendo o saco no Brasil para impedir que o país se desenvolva. O argumento é tosco per se e fácil de rebater. É só mostrar que o grupo atua em 41 países, vários dos quais ricos - EUA, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Japão, etc. O cansativo é ficar catando links das páginas do Greenpeace desses países com as ações contra crimes ambientais que rolam por lá, pra mostrar que o grupo enche o saco aqui, ali, acolá, em todo lugar, pelo meio ambiente.

Pois eis que surge um site que reuniu tudo num espaço só, Greenpeace Online, criação do blogueiro Pepijn Koster. Toda notícia atualizada na página do Greenpeace EUA, Suécia, França, Canadá, México, Argentina e outros aparece nela também, graças ao tal do RSS. O Brasil ainda tá de fora, por problemas técnicos, mas já já será incluído.

Koster é editor da página My Favourite Places, dedicada a notícias sobre o mar, biodiversidade marinha, conservação e uso sustentável dos recursos do mar. É de lá essa imagem abaixo, sobre o total de reservas marinhas existentes hoje no mundo. Pouco, né?

Por falar em proteção dos mares, o Greenpeace lançou recentemente uma lista vermelha das espécies marinhas que sofrem com a pesca predatória e cujas populações podem entrar em colapso muito em breve. A idéia é conscientizar as pessoas para que não comprem esses peixes, crustáceos e afins.
Na lista estão o atum, o salmão do Atlântico, o bacalhau do Atlântico, tubarões (como bem lembrou minha colega de blogagem Lucia Malla), o peixe-espada, o marlin e o camarão tropical, entre outros. No Brasil, estão os estoques pesqueiros de corvina, badejo, sardinha e tainha são alguns que beiram o colapso.

Portanto, quando for à peixaria, supermercado ou restaurante, tente não comprar essas espécies. Se informe sobre os problemas que elas enfrentam, converse com seus amigos e familiares sobre o problema e seja consciente nas escolhas. Em vez de pastinha de atum, porque não de azeitona? O temaki não precisa necessariamente ser de salmão e o bacalhau da Páscoa pode ter sua história milenar religiosa, mas do jeito que a coisa tá, vai virar lenda rapidinho…

As espécies mais perigosas do mediterrâneo

As espécies mais perigosas do mediterrâneo - preservação ecologia rios marés

Genial esse cartaz da campanha “Suciedade en el mar” (Sujeira no mar) de conscientização feita pela agência catalã de água sobre o despejo de resíduos em rios, banheiros, ruas entre outros. Veja o cartaz ampliado (pdf 804kb).

fonte: Microsiervos

Desencalhando um santuário de baleias
13.05.08 - 15:23 | Categorias: Animais, Blogs, Campanhas, Legislação, Meio Ambiente, ONGs, Preservação

Para que as cenas chocantes desse pequeno vídeo não aconteçam mais nos oceanos do planeta, é preciso manter a moratória à caça comercial de baleias, instituída em 1987 na Comissão Internacional de Baleias (CIB) e criar santuários de baleias, como os já existentes no Oceano Índico (criado em 1970) e na Antártica (1994). Esses santuários protegem diversas espécies que estão ameaçadas de extinção, como as jubartes, segundo a lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES).

Muita gente pergunta por que temos que proteger as baleias, pra que elas servem, que mal tem caçá-las? Basicamente, as baleias são ícones da biodiversidade dos oceanos, são seres vivos mágicos, com complexa organização social e não fazem parte da cadeia alimentar humana - com exceção de povos tradicionais como os esquimós e alguns vilarejos mais afastados no Japão, Islândia e quetais. Mais interessante apostar no turismo de observação, atividade que vem crescendo e já movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano no mundo.

Em 1998, o Brasil propôs na CIB a criação do Santuário do Atlântico Sul, mas nunca se empenhou de verdade por sua criação. Por outro lado, países baleeiros como Japão e Noruega fazem lobby pesado para evitar a criação de santuários e derrubar a moratória à caça comercial. Agora em junho, haverá uma decisiva reunião da CIB em Santiago do Chile. O santuário do Atlântico Sul pode enfim sair do papel, mas para isso o Brasil tem que jogar todo seu peso político nesse sentido.

É para tal que o Greenpeace está com uma campanha online para o envio de uma carta pedindo que o presidente Lula convide outros países em desenvolvimento a apoiarem a idéia durante a reunião da CIB. O objetivo é chegar a 10 mil cartas. Até o momento, já foram enviadas 3.500 - e a data limite é 26 de maio, uma semana antes da reunião no Chile.
Peço 10 minutos do seu tempo para assinar a carta. É só clicar aqui, preencher o pequeno formulário e pronto.

Quem tiver blog e quiser ajudar, participe da blogagem coletiva que o blog Meu Veneno está articulando. A blogagem já tem até selinho de divulgação, esse aí debaixo. Bela iniciativa!

Observe o mar
22.03.08 - 16:04 | Categorias: Imprensa, Meio Ambiente, Água

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Nasci e fui criado no Rio, mas não aprendi a surfar. No máximo pegava jacaré (ou bodysurfing, surfe de corpo) nas pequeninas ondas de Copa e Ipanema. Mas me amarro na cultura surfista, o respeito que têm pelo mar, a devoção, o companheirismo. Frequentei Saquarema na década de 1980 com uma turma de surfistas e curtia ficar horas a fio na praia, hipnotizado pelas ondas, pelas gatas, pelo perfume ambiente, pelo som. Tinha alma de surfista - mas não a habilidade…

A agonia dos oceanos
18.02.08 - 21:20 | Categorias: Meio Ambiente, ONGs, Preservação, Rede Ecoblogs, Água


Excelente o artigo de João Lara Mesquita publicado domingo, no Estadão, sobre a precária situação dos mares do planeta. O texto teve como inspiração o estudo Mapa Global dos Impactos Humanos nos Ecossistemas Marinhos, tocado por uma equipe internacional de cientistas e publicado na revista Science de fevereiro.
Entrevistei João Lara no final