
“As folhas amareladas morrem para alimentar as demais.”

“As plantas precisam ser replantadas depois de algum tempo.”
Minha hortinha de apartamento não anda lá muito bem. Aninha, minha assessora para estes assuntos há tempos me informou que era preciso replantar as mudas. Eu estava preocupada com as folhas amarelando e caindo. A queridona Lunna explicou-me que há o processo natural, as primeiras folhas ficam amareladas e morrem para alimentar as demais. Adorei isto: ‘morrem para alimentar as outras’. Lunna também me lembrou da questão da adubagem que ajuda a fortalecer a terra. Eu uso adubo natural: casca de frutas e legumes.
Então, atenção: as pequenas plantas não duram pra sempre. Há uma hora em que começarão a exibir um mau aspecto, como vocês podem ver na primeira foto. Quando isso ocorrer, você deverá replantar as mudas! Bem, eu coloquei, em outra jardineira e em outro vaso, uma camada de pedras britadas, para evitar que o eles se encharquem. Coloquei terra adubada, dessas compradas em casas especializadas, e plantei novamente as mudas. Reguei-as até ficar bem úmido, sem exagerar.
Pois bem, fiz o dever de casa e replantei as mudas. Espero que minhas plantinhas voltem a crescer e se desenvolver. Ainda não consegui comer os tomatinhos porque a Princesinha gosta de arrancá-los “colhê-los” sempre que começam a ficar vermelhinhos. Ela se diverte, e eu mais ainda, hehe. Quanto ao coentro, à alface e ao espinafre, ela ainda não mostrou interesse em retirá-los. Tenho me deliciado com as verduras fresquinhas. E sem agrotóxicos, hehe.
Imagens:
coentro da horta
minhas plantinhas
- Moço, preciso de um adubo dos bons.
- Para quê?
- É que tenho uma pitangueira em casa, mas ela não dá fruta.
- Quanto tempo ela tem?
- Ah, um bocado. Só comigo, está há seis anos.
- E dá flor?
- Então, isso que é estranho… Dá flor, mas ela seca e cai. Já viu pitangueira que não dá pitanga?
- Você mora em casa ou apartamento?
- Em apartamento. Ela fica na sala, num vaso bem grande.
- Num vaso?!? Na sala??? Na varanda, né?
- Não, na sala mesmo. Mas fica do ladinho da janela!
- E a janela fica aberta?
- Não, passa a maior parte do tempo fe…
- Fechada. Sabia. Esse é o problema.
- Minha pitangueira não dá fruta porque a janela fica fechada?
- É.
- E se a janela ficasse aberta…
- Escancarada.
- Se a janela ficasse escancarada, eu teria pitangas?
- O bastante para fazer geléia.
- Não sei se peguei direito a coisa…
- Relaxa. Nem tudo está perdido. Sua pitangueira é grande?
- Bate no teto, deve ter uns três metros…
- E dá muitas flores?
- Não sei…
- Você conseguiria contar todas?
- Acho que sim.
- Não são muitas. Compre um pincel macio.
- Um pincel?!?
- Isso. Quando as flores estiverem abertas, passe o pincel nelas. Como se fosse pintá-las. Com cuidado.
- Como se eu fosse pintá-las.
- Exatamente. Passe em quantas conseguir encontrar. Você terá pitangas na próxima florada.
- Mesmo?
- Ah, sem dúvida.
- Só para o caso de o lance da janela e do pincel não ter ficado claro, você poderia me explicar por que tenho de pintar as flores?
- Manja aquele baratinho preto e amarelo chamado abelha?
- Lógico. Eu sei o que é uma abelha.
- E sabe pra quê ela serve além de picar e fazer mel? Ela carrega pólen. Pólen faz flor virar fruta. É tipo um espermatozóide em pó. Como a janela fica fechada, não venta, que é o outro jeito de pintar um clima pra planta.Um clima”, se é que você me entende…
- Sim.
- Então, como você não deixa a coitada seguir o curso normal da natureza, tem que ir lá e dar uma mãozinha.
- Você está me dizendo que eu tenho de estuprar a flor???
- Meio que por aí.
- Santodeus!
- Tem razão, soa meio forte, né? Vamos tentar outra coisa… Já sei! Pense que você está dando uma força para ela tipo esses sites que juntam casais…
- Namoro.com?
- Isso! Você dá pra flor justinho o que ela queria. Se ela pudesse, diria obrigado.
- Hmmm… Quanto lhe devo pela aula de botânica?
- Nada não. Quando você voltar aqui, me traz um pote de geléia de pitanga que tá tudo certo. - Firmeza?
PS: Hoje tem uma Voadeira bem criançuda. Quer brincar?

Quando o Rodrigo Barba publicou, na Rede Ecoblogs, estas fotos lindésimas dos vasos Windowherbs, algumas pessoas ficaram interessadas (eu também!) em adquiri-los, mas, infelizmente, não encontramos, na época, local algum de venda destes lindos vasinhos que se fixam, através de ventosas, nas vidraças. Lindos demais!
Mas, há poucos dias, recebemos um comentário em que o leitor Edison, Técnico Agrícola, nos comunica que trabalha com hortas em escolas, empresas e residências e que está fazendo, junto com um parceiro, uma ferramenta para fabricar vasos similares ao Windowherbs. Ele está recebendo encomendas; então, quem estiver interessado, entre em contato com ele.



Quem quiser improvisar, no entanto, é possível cultivar hortinhas ou jardinzinhos, mesmo em vasos pequenos, que podem ficar sobre os aparadores entre a cozinha e a área de serviço. Tenho a horta na varanda de meu apartamento há alguns meses e, recentemente, aderi à idéia de usar plantas no aparador da área de serviço também. Estou adorando a idéia de ter flores e ervas em minha cozinha. Além de garantirem um toque especial aos pratos, elas também dão vida e embelezam os ambientes.
Namorei um rapaz que passava horas sozinho num minúsculo escritório cinza, cheio de arquivos metálicos e paredes sem quadro, no prédio mais mixo e infeliz da rua. Me sentia desolada toda vez que ia visitá-lo naquele lugar tão pouco acolhedor.
Na tentativa de emprestar um colorido às tardes de silêncio e solidão, levei para ele três plantinhas. Uma delas era uma samambaia bem cabeluda, que apelidei de Elba Ramagem. No único pedacinho de mesa onde batia uma réstia de sol, coloquei o Barbosa, uma planta carnívora que tinha toda pinta de ser menino. Fechando o trio de novos inquilinos, deixei a Adelaide na entrada, uma pequena e prestativa árvore-da-felicidade que ficou incumbida de anotar todos os recados quando meu namorado estivesse fora.
Um mês depois, Elba começou a apresentar sérios problemas de queda de cabelo. As folhas ficaram amarelas, depois marrons e, por fim, a despeito de todas as minhas ameaças, caíram até só restarem uns caules nús. Abalada com a morte precoce da colega de trabalho, Adelaide ficou pálida e começou a definhar. Só Barbosa seguia em frente, ainda que tivesse um ar de funcionário público entediado.
Com medo de outra tragédia, dei para a Adelaide uma licença-médica e levei-a para minha casa. Ela se recuperou bem, cresceu no cargo e, hoje, depois de anos de bons préstimos, foi promovida a um vaso-dúplex na sala da minha quitinete.
Barbosa continuou sua vidinha de escritório. Às vezes, passava semanas sem ver nem mosca morta, mas seguia em frente - afinal, tinha um emprego estável, seu lugar ao sol e um patrão que nunca pegava no pé dele.
Um dia, cheguei ao escritório e encontrei Barbosa azulado. Parecia asfixiado, as folhas estavam molengas, o caule, cheio de veios negros, a terra ainda úmida da última rega. Olhei de perto e vi que ele tinha algo preso na maior de suas sete bocas carnívoras.
- O que você fez com o Barbosa?!?
- Ah… você viu só que coisa? Aquei que a planta estava cansada de comer esses mosquitinhos e dei uma refeição mais substanciosa para ela. encontrei uma mariposa morta no hall e dei, mas acho que a planta não gostou muito.
E eu que achava que só peixe morria pela boca…
PS: Hoje tem uma Voadeira meio cegueta. Já viu?

Uma ótima idéia para você dar um reciclada naquela cadeira velha que estava quase indo para o lixo. Criação do designer Zhuo Wang a cadeira vaso tem em uma de suas pernas um vaso acoplado assim conforme a planta cresce, ela vai envolvendo toda a cadeira.
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INSUMO |
MODO DE PREPARO |
MODO DE USO/INDICAÇÃO |
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Chá de Sabugueiro |
Ferver 300g de folha em |
Pulverizar Controla pulgões |
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Solução Água e sabão |
50g de sabão picado em |
Pulverizar depois de esfriar Controla pulgões e cochonilha |
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Gergelim |
Providenciar um caminho de gergelim em volta do canteiro |
Controla formigas, pois mata o fungo do qual se alimentam. |
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Suco de Pimenta |
Fazer suco de pimentas vermelhas e água |
Pulverizar Controla formigas cortadeiras |
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Leite de Vaca |
Usar puro |
Pulverizar puro nas plantas controla o oídio em abóboras |
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Soro de Leite |
Usar puro |
Pulverizar Controla ácaros |
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Macerado de Camomila |
Imergir um punhado de flores em água por 2 dias |
Pulverizar Controla doenças fúngicas |
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Macerado de Cebola |
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Diluir na proporção de 1:3 - Pulverizar Controla lagarta e pulgões |
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Cobertura com casca de arroz |
Utilizada como cobertura morta entre as plantas |
Controla pulgões e moscas brancas |
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Macerado de manjericão |
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Diluir na proporção 1:3 Controla besouros |
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Coentro |
Cozinhar folhas de coentro em |
Diluir na proporção de 1:3 Controla ácaros e pulgões |
Dando continuidade ao projeto ‘Minha mini horta’, que iniciei no dia 19 de maio, na varanda de meu apartamento, quero mostrar as primeiras imagens do desenvolvimento das sementes. Estou muito orgulhosa de minha experiência, hehe.
Como relatei antes, plantei cebolinha verde, salsa graúda portuguesa e coentro português. Plantei, também, alface manteiga e espinafre Nova Zelândia. Agora, que as plantinhas começaram a germinar, já tenho alguma coisa para mostrar.
Hoje plantei, em uma lixeira de plástico, que virou vaso para planta, as sementes de tomate cereja. Ainda não plantei as sementes de maxixe, mas pretendo faze-lo em breve. O próximo post trará as imagens destas duas espécies, assim espero.
E vocês, que tal começar uma horta também?
A querida Aninha Pontes enviou-me estas belas imagens de suas vagens e tomates que crescem maravilhosamente em Mongaguá, llitoral de São Paulo. Eu tive a oportunidade de saborear os tomates frescos e sem agentes químicos, quando estive lá, com a Marcia Clarinha, por ocasião do lançamento do livro do Valter Ferraz. Que delícia! Nem se compara aos que a gente compra na cidade.
A querida Aninha Pontes enviou-me estas belas imagens de suas vagens e tomates que crescem maravilhosamente em Mongaguá, llitoral de São Paulo. Eu tive a oportunidade de saborear os tomates frescos e sem agentes químicos, quando estive lá, com a Marcia Clarinha, por ocasião do lançamento do livro do Valter Ferraz. Que delícia! Nem se compara aos que a gente compra na cidade.
Aninha também planta cebolinha, coentro, frutas, como um pé de graviola, maracujá, framboesa, acerola e flores. Gente,olhem isto!

Eu estou me aventurando com minha hortinha de apartamento, ainda em fase de germinação; mas nem se compara a do quintal da Aninha. Deliciem-se com estas maravilhas, direto de Mongaguá, do quintal da Aninha Pontes.
Se os camelos fossem vegetais, seriam da família das suculentas. Essas plantas conseguem viver bem, obrigado, mesmo nos desertos e ambientes muito secos e quentes. Para realizar essa façanha, as suculentas usam o mesmo recurso dos camelos e dromedários: armazenam água em grande quantidade.
É graças às folhas gordas e cheias de líquido que elas agüentam passar o dia todo sob sol a pino e ainda ficar tão lindas quanto uma orquídea saída de uma estufa.
Mas esse não é o único truque dessas plantas típicas da África e que têm mais de 12.000 espécies pelo mundo. Irmãs dos cactus, elas costumam ter espinhos ou uma penugem nas folhas, que retém o máximo de umidade possível. As que têm folhaspeladas” usam outro recurso para ter o mesmo efeito: são cobertas por uma cera grossa, que lhes dá um aspecto lustroso e evita a evaporação da água. Plantinhas espertas, né?
Um lugar ao sol
Como são originárias de regiões muito quentes, a maioria das suculentas gosta de sol pleno e pouca água. Se estiverem plantadas em vaso, regue duas vezes por semana ou sempre que sentir que a terra está seca. Nunca deixe água no prato: elas não gostam de ficar com ospés” molhados. Já as suculentas plantadas diretamente no chão requerem mais regas porque a evaporação é mais rápida.
As esquecidas
Algumas espécies, como as populares flor-de-maio e onze-horas, ficam lindas em vasos presos no teto. Mas lembre-se de regá-lo: como essas plantas estão no alto, é comum acabarem esquecidas e morrerem à míngua. Sem água nem cuidados, nem mesmo uma planta-camelo consegue sobreviver.
Novinha em folha
Esqueça todas aquelas complicações de estacas e sementes: suculentas são tão fáceis de propagar que costumam fazer isso tão rápido quanto coelhos. Quando uma folha cai no chão, rapidamente cria raízes e, tchanam!, surge outra muda. Assim mesmo, como mágica. Se quiser você mesma brincar de jardineira, tire algumas folhinhas da sua suculenta e coloque a pontinha quebrada na terra. Continue regando normalmente.
Uma grande família
Você pode reunir em um único vaso mais de uma espécie. Para isso, agrupe plantas que tenham os mesmos gostos de água e sol e preste atenção para não deixar que as suculentas maiores façam sombra nas menores. Se for preciso, vire o vaso de tempos em tempos, para proporcionar o crescimento por igual.
Flor de pedra
Chamam-se echeverias as suculentas cujas folhas fazem uma grande flor, semelhante à uma mandala. De coloração esverdeada ou azulada, essa espécie é conhecida também como rosa-de-pedra e se dá muito bem em vasos. Quando for molhá-las, evite derramar água nas folhas. Como bem diz o ditado, água mole em pedra dura tanto bate…
* Versão sem cortes de reportagem publicada esta semana na revista AnaMaria.
Há anos venho ensaiando para criar uma ecoloja. Não estou falando em uma cópia da Mundo Verde e sim em um lugar com todas as soluções biológicas e sustentáveis para ter um jardim bonito ou uma casa sem pragas, onde se possa comprar joaninhas por quilo, encomendar minhocas por metro e alugar tamanduás. Enfim, o bom e velho capitalismo, mas com fins eco-socialistas.
Para me ajudar na minha empreitada, minha amiga Tati encontrou na Itália o que será o primeiro passo para minha ecoloja. Cá, Não resisti! Quando eu vi essas caixinhas, na hora me lembrei da lojinha dos seus sonhos. Tomara que com as caixinhas você inicie a produção!”, está escrito no recadinho fofo que veio junto com Il Giardino delle Farfalle” e Il Giardino degli Insetti Utili”.
Antes que você imagine que ela me mandou sementes de macarrão e do Grilo Falante, eu explico. Cada caixinha vem com sementes de quatro espécies de plantas: as do kit farfalle atraem borboletas e as do kitinseto útil” são, na verdade, para os fãs de joaninhas.

Minha vida de empresária verde acaba de começar!