MUDANÇA 7: Reutilizar água da máquina de lavar
A escassez de água potável já é uma realidade para 1,7 bilhão de pessoas no mundo. Na realização das tarefas cotidianas, cada um de nós gastamos 300 litros de água por dia - só num ciclo normal da máquina de lavar, vão 145 litros. Trata-se de um volume descomunal se levarmos em consideração que a água doce, que abastece da torneira à privada, representa menos de 2,5% de toda a água do planeta. Já pensou se falta quando você está com o cabelo cheio de xampu?
Grau de dificuldade: Médio, mas é preciso ficar pajeando a máquina de lavar.
O que aprendi: Dá para aproveitar a água de dois enxágües. O primeiro, com sabão, serve para lavar o chão e o banheiro. Para aproveitar o segundo enxágüe nas plantas, é preciso abolir o amaciante. Fora aquele cheirinho gostoso, senti pouca diferença nas roupas.
Isso eu faria diferente: Compraria mais baldes para captar a água da máquina. Eles enchem muito rápido.
MUDANÇA 8: Consumir menos
Miudezas de lojas de R$ 1,99, artigos de papelaria, guloseimas, roupas, acessórios, brinquedinhos tecnológicos: não importa o que está em exposição, a verdade é que vitrines são mesmo uma tentação. Muitas vezes saí de casa sem a menor intenção de consumir e acabei com o nariz grudado no vidro de uma loja. Consumir menos está intimamente ligado a desperdiçar menos e produzir uma quantidade menor de lixo. O impacto no meio ambiente - e na sua conta bancária - é imediato.
Grau de dificuldade: Médio, mas mais fácil para quem está numa fase duranga.
O que aprendi: Os marqueteiros são mesmo bons nessa coisa de despertar desejos…
Isso eu faria diferente: Se ir ao shopping para você é cair em desgraça financeira, deixe os cartões de crédito e débito em casa e saia com uma folha de cheque.
MUDANÇA 9: Não comer carne
Maiores responsáveis pelo desmatamento de florestas e regiões de mata nativa, as áreas de pasto vêm crescendo no mundo todo. Nas granjas, os dejetos das aves contaminam o solo e as águas com altos níveis de nitrogênio, fósforo, zinco e cobre. Quanto aos peixes e frutos do mar, o problema é outro: a pesca predatória, a poluição e as mudanças climáticas vêm destruindo sua capacidade de renovação. O Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente calcula que, nos próximos 30 ou 40 anos, a fauna marinha esteja praticamente extinta.
Grau de dificuldade: Difícil, ainda mais para carnívoros assumidos como eu.
O que aprendi: Na primeira semana, suava frio cada vez que passava perto de uma grelha. Descobri que a culinária indiana é rica em pratos com legumes e vegetais e mesmo os restaurantes que não são vegetarianos fazem bons pratos sem carne basta pedir com jeitinho.
Isso eu faria diferente: Faria a mudança gradativamente e tomaria suplemento de vitamina B12: encontrada apenas nas carnes vermelhas, ela impede a anemia.
MUDANÇA 10: Deixar o carro em casa
A proposta era simplesmente não tirar o carro de casa, mas eu tinha de inventar moda e fui logo me atirando na rua em cima de uma montain bike emprestada, de marchas meio emperradas. A cada quarteirão, um novo motivo para entrar em pânico: uma hora é a subida íngreme, na outra, um carro que dá uma fechada brusca, um ônibus que buzina, um cachorro que late. Depois da segunda vez, me senti expert no assunto e já sabia até subir na guia sem descer da bicicleta.
Grau de dificuldade: Difícil para quem vive longe do trabalho - ou em um bairro cheios de ladeiras.
O que aprendi: São Paulo é mesmo cruel com os ciclistas: os motoristas não nos respeitam quando estamos na rua, os pedestres olham feio quando subimos na calçada. Andar a pé, de ônibus ou de carona é uma boa saída para quem não quer pedalar.
Isso eu faria diferente: Usaria uma bicicleta mais adequada ao transporte urbano e não uma montain bike, que se sai melhor em trilhas de terra. E faria um condicionamento físico mínimo uma semana antes, porque empurrar a magrela na ladeira é vexame.
*Última parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.
MUDANÇA 4: Separar e reciclar o lixo
O país que se gaba de ser o maior reciclador de latinhas de alumínio é pródigo em sujar o planeta. De acordo com ambientalistas, cada brasileiro produz um quilo de lixo por dia, bem mais que a média mundial de 685 gramas por habitante. Não é preciso ser nenhum ecologista para saber o estrago que isso causa às cidades: garrafas PET vão parar nos córregos, sacolas plásticas entopem os bueiros, papéis causam acidentes nas estradas.
Grau de dificuldade: Médio no começo, fica mais fácil com o tempo.
O que aprendi: Quando você começa a separar os recicláveis, se dá conta do volume de lixo que produz. E memoriza o que pode e o que não pode ser reciclado - embalagens de isopor, por exemplo, ainda são ignoradas pela indústria da reciclagem.
Isso eu faria diferente: Consumiria menos e reutilizaria mais. Essas etapas anteriores à reciclagem raramente são colocadas em uso.
MUDANÇA 5: Usar produtos de limpeza biodegradáveis
A maioria dos produtos de limpeza tem algum tipo de solvente na composição: do benzeno ao tricloroetileno, todos contaminam o solo e os lençóis freáticos, às vezes, por anos. É um preço ambiental alto demais a pagar por uma casacheirando a limpa”, não?
Grau de dificuldade: Médio, exige um bom garimpo de produtos.
O que aprendi: Já existem no mercado opções de sabão em pedra e em pó que são biodegradáveis. Para encerar o chão e lustrar os móveis, basta misturar óleo vegetal com suco de limão. O resto fica por conta do vinagre branco: ele serve para desinfetar pisos, tirar limo e lustrar inox.
Isso eu faria diferente: Muitas marcas divulgam que sãoecológicas” ourespeitam o meio ambiente” quando continuam fabricando produtos tóxicos. É bom olhar com lupa as letras miúdas nas embalagens.
MUDANÇA 6: Fazer uma composteira
A internet está coalhada de sites com o passo-a-passo para montar uma composteira - aquele recipiente úmido e escurinho, onde restos de jornal, cascas de frutas, verduras e legumes e outros materiais orgânicos são transformados em adubo natural. Não há quase nada sobre seu uso em apartamentos. Em trinta dias, descobri o por quê: é que as composteiras precisam ficar ao ar livre. Só assim para que as mosquinhas dêem sossego e o fudum não se alastre.
Grau de dificuldade: Médio. Só que quando as mosquinhas aparecem, ai, ai…
O que aprendi: Os especialistas têm razão. Melhor deixar para quem tem quintal esse lance de adubo orgânico…
Isso eu faria diferente: Nada de papelão ou madeira: para fazer uma composteira em pequenos espaços, o ideal é usar uma grande caixa plástica como recipiente.
*Segunda parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.
Adotar atitudes sustentáveis no dia-a-dia pode ser mais fácil do que parece: Carol Costa encarou o desafio de mudar 10 hábitos ao longo de um mês e conta as alegrias e dificuldades que encontrou nessa tentativa de ser mais ecológica
MUDANÇA 1: Tirar os aparelhos do stand by
Sabe aqueles olhinhos vermelhos que brilham na escuridão quando você se levanta à noite para ir ao banheiro? À espreita na sala, na cozinha e até mesmo no criado-mudo ao lado da sua cama, eles são a mais visual marca do desperdício de energia elétrica: estão ali, ligados, sem necessidade nenhuma. Pesquisas mostram que os aparelhos em stand by encarecem em até 20% a conta de luz. Está para surgir uma mudança ecológica mais fácil de aplicar do que essa.
Grau de dificuldade: Mamão com açúcar, só não pode esquecer.
O que aprendi: Meu consumo, que no mesmo período do ano passado foi de 171 kWh mensais, passou para 154 kWh, uma queda de quase 10%. Nada mal para um só mês.
Isso eu faria diferente: Nos primeiros dias, me esquecia de puxar os fios da tomada. É bom colocar lembretes pela casa.
MUDANÇA 2: Utilizar os dois lados do papel
Fim de expediente, uma colega de trabalho resolveu desentulhar a mesa e fazer uma limpeza em seus documentos. No dia seguinte, a lixeira estava abarrotada de papel. Peguei o maço e resolvi contá-lo, só para ter uma idéia do tamanho do desperdício. Resultado: 376 folhas, o equivalente a quase quatro blocos de papel sulfite. Algumas nem tinham sido usadas. Eram tantas folhas que serviram para abastecer a impressora por oito dias.
Grau de dificuldade: Tão fácil que pode ser adotado até no trabalho.
O que aprendi: De fato, as folhas que já foram usadas de um lado enroscam mais na impressora contei uma média de duas para cada cem. Nada que desestimule sua reutilização.
Isso eu faria diferente: Juntaria maços de vários tamanhos, colocaria espiral e faria bloquinhos de anotação. Distribuiria todos entre meus colegas de trabalho.
MUDANÇA 3: Não pegar sacolas plásticas
Quem tem família grande ou faz todas as refeições em casa costuma rejeitar qualquer tentativa de livrar-se definitivamente das sacolas plásticas e ir ao supermercado com uma retornável. Comigo, que tenho quatro gatos abastecendo a caixa de areia todos os dias, não foi diferente. Como iria jogar a sujeira deles fora? A solução foi colocar uma lixeirona na área de serviço, revestida por um saco preto grosso, que agüenta até 100 litros de dejetos. Sacolinha, só no cestinho do banheiro.
Grau de dificuldade: Médio, requer pregação junto a balconistas e empacotadores.
O que aprendi: Contei 108 sacolinhas plásticas antes de parar de pegá-las em padarias, locadoras e supermercados. Ainda tenho o bastante para umas duas gerações.
Isso eu faria diferente: Não teria juntado 108 sacolinhas plásticas. Uma por semana é mais que suficiente.
*Primeira parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.
Dando continuidade ao projeto ‘Minha mini horta’, que iniciei no dia 19 de maio, na varanda de meu apartamento, quero mostrar as primeiras imagens do desenvolvimento das sementes. Estou muito orgulhosa de minha experiência, hehe.
Como relatei antes, plantei cebolinha verde, salsa graúda portuguesa e coentro português. Plantei, também, alface manteiga e espinafre Nova Zelândia. Agora, que as plantinhas começaram a germinar, já tenho alguma coisa para mostrar.
Hoje plantei, em uma lixeira de plástico, que virou vaso para planta, as sementes de tomate cereja. Ainda não plantei as sementes de maxixe, mas pretendo faze-lo em breve. O próximo post trará as imagens destas duas espécies, assim espero.
E vocês, que tal começar uma horta também?
Depois que escrevi este post sobre minha resolução de fazer uma horta em casa, e o Rodrigo Barba reiterou o assunto aqui também, tomei coragem e dei o pontapé inicial no projeto de uma mini-horta na varanda de meu apartamento.
Comprei duas floreiras, como estas da foto, e alguns daqueles saquinhos com sementes de ervas e temperos. Já plantei cebolinha verde, salsa graúda portuguesa e coentro português. Plantei, também, na outra floreira, alface manteiga e espinafre Nova Zelândia. Será que vai dar certo? Bem, agora é só esperar entre 4 a 30 dias, para que as lindinhas comecem a germinar!
Pretendo plantar também, em um vaso para planta, sementes de tomate cereja. E, em outro vaso, sementes de maxixe.
Assim que houver progressos, vou postando. Estou sem minha câmera no momento, mas logo assim que as plantinhas começarem a germinar, como estas da foto, farei um post com o desenvolvimento delas.
- Dicas ótimas sobre as plantinhas
- Mais dicas para fazer mini-horta