
O pessoal do Greenpeace lá da China lançou o Guia de Orgânicos de Pequim às vésperas dos Jogos Olímpicos com mais de 60 dicas de fazendas, supermercados, restaurantes e sites que oferecem esse tipo de alimentação na cidade. No site, há ainda um mapa com a dicas dos principais fornecedores de orgânicos em Pequim.
Nunca
Volta e meia alguém vem com o papo de que o Greenpeace defende os interesses dos países ricos, europeus principalmente, e por isso fica enchendo o saco no Brasil para impedir que o país se desenvolva. O argumento é tosco per se e fácil de rebater. É só mostrar que o grupo atua em 41 países, vários dos quais ricos - EUA, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Japão, etc. O cansativo é ficar catando links das páginas do Greenpeace desses países com as ações contra crimes ambientais que rolam por lá, pra mostrar que o grupo enche o saco aqui, ali, acolá, em todo lugar, pelo meio ambiente.
Pois eis que surge um site que reuniu tudo num espaço só, Greenpeace Online, criação do blogueiro Pepijn Koster. Toda notícia atualizada na página do Greenpeace EUA, Suécia, França, Canadá, México, Argentina e outros aparece nela também, graças ao tal do RSS. O Brasil ainda tá de fora, por problemas técnicos, mas já já será incluído.
Koster é editor da página My Favourite Places, dedicada a notícias sobre o mar, biodiversidade marinha, conservação e uso sustentável dos recursos do mar. É de lá essa imagem abaixo, sobre o total de reservas marinhas existentes hoje no mundo. Pouco, né?

Por falar em proteção dos mares, o Greenpeace lançou recentemente uma lista vermelha das espécies marinhas que sofrem com a pesca predatória e cujas populações podem entrar em colapso muito em breve. A idéia é conscientizar as pessoas para que não comprem esses peixes, crustáceos e afins.
Na lista estão o atum, o salmão do Atlântico, o bacalhau do Atlântico, tubarões (como bem lembrou minha colega de blogagem Lucia Malla), o peixe-espada, o marlin e o camarão tropical, entre outros. No Brasil, estão os estoques pesqueiros de corvina, badejo, sardinha e tainha são alguns que beiram o colapso.
Portanto, quando for à peixaria, supermercado ou restaurante, tente não comprar essas espécies. Se informe sobre os problemas que elas enfrentam, converse com seus amigos e familiares sobre o problema e seja consciente nas escolhas. Em vez de pastinha de atum, porque não de azeitona? O temaki não precisa necessariamente ser de salmão e o bacalhau da Páscoa pode ter sua história milenar religiosa, mas do jeito que a coisa tá, vai virar lenda rapidinho…
Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Ou até dar mais importância à matéria do que ela realmente tem, justificando o investimento feito. É irritante, mas passa. Agora, esfriar o resultado de uma pesquisa para camuflar suas conclusões chega a ser leviano.
Me refiro à pesquisa que a revista National Geographic
Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Foi o que fizeram com a pesquisa da revista National Geographic, o Greendex 2008: Escolha do Consumidor e Meio Ambiente.
O tal Greendex consultou, pela internet, consumidores de 14 países sobre

Atenção para esta notícia:
O Conselho de Estado da França reafirmou nesta quarta-feira (19) a moratória aos transgênicos no País. O mais alto corpo administrativo do país rejeitou queixa da Monsanto contra a decisão de banir do território francês sua variedade de milho transgênico MON 810. Até o ano passado, cerca de 22 mil hectares eram cultivados com a semente modificada no país. Como esta era a única variedade transgênica autorizada, com essa decisão a França se torna livre de transgênicos.
Mais, aqui.

Amanhã, sábado, é o Dia Mundial do Consumidor. Para comemorar a data, e também os 17 anos de existência da Feira Orgânica do Parque da Água Branca, em São Paulo, a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Greenpeace promoverão no local uma série de atividades, das 8h ao meio-dia. Haverá degustação de produtos orgânicos/agroecológicos, divulgação da campanha Mude o consumo para não mudar o clima e distribuição por voluntários do Greenpeace de Guias do Consumidor com a lista de produtos que podem ou não conter transgênicos entre seus ingredientes. Será também lançado um manifesto contra o milho transgênico, que acabou de ser liberado no Brasil.
Por falar no assunto, o Greenpeace estreou uma nova seção em seu site, Culinária e Meio Ambiente, com dicas de receitas feitas com ingredientes livres de transgênicos e entrevistas com renomados chefs de cozinha. O entrevistado de março é Claude Troisgros.