Adoro pastéis, sonhos e batatas fritas. Sào uma delícia! Detesto a conseqüência: o que fazer com o óleo da fritura? Há mais que sabão na resposta a esta pergunta. Coloque no tanque! A brincadeira do FatFinding (Encontre a Gordura) vai levar, no auge do verão europeu, 30 motoristas de Londres à Grécia. Eles vão à praia a bordo de motores a diesel que serão alimentados com o óleo de cozinha dos restaurantes no caminho.
Aqui no Brasil nem precisa de brincadeira - até porque a grande maioria dos nossos carros são só álcool + gasolina e a gracinha perde o sentido. Os moradores e empresas de S. Paulo e Salvador podem doar o óleo usado à Comanche Clean Energies.
A empresa, que produz etanol e biodiesel com capital norte-americano e expertise brasileira, se propõe a ir até a porta da sua casa/estabelecimento para buscar o óleo de cozinha. Ganham eles, com matéria prima para o seu biodiesel, ganha o ambiente - porque a gente já sabe que 1 litro de óleo polui milhões de litros de água. E quem não sabia acabou de descobrir.
Para doar, é fácil, simples e indolor. Você peneira o óleo e guarda (sem resíduos sólidos e depois que esfriar, por favor) numa garrafa PET. Tampa e convoca o batalhão verde da empresa (telefone: 0800-723-1180 ou pelo e-mail doeoleo @ comanche ponto com ponto br).
Para hotéis, bares e restaurantes, é preciso usar os galões que a própria empresa fornece (os volumes são maiores). Mas o canal de contato é o mesmo.
Pesquisar sobre o assunto no Google trouxe uma montanha de resultados muito interessantes, sempre relacionados com a reutilização do óleo como sabão. Ainda não tem a receita? Visite o post premium da Denise e faça em casa.
Eu, aqui vou seguindo na política sem frituras. Evita todos os dramas, mas nem sempre é possível. E vou começar a perguntar nos restaurantes, bares e hotéis o que é que fazem com aquele o óleo da fritura…
[update] A notícia não é lá muito boa. Fui checar com o povo da assessoria da Comanche e descobri que em São Paulo, por conta da logística, o recolhimento não acontece. Então, atenção atenção, povo de Salvador: vocês têm exclusividade do serviço. Mandem estas toneladas de dendê para reciclar!
A coleta acontece quinzenalmente e tem rota pré-estabelecida
Segundas: Paripe, Faz.Coutos, Coutos, Periperi (manhã) e Valéria, Boca da Mata, Águas Claras, Cajazeiras (tarde).
Terças: Imbuí, B.Rio Jaquaribe, Patamares, S. Marcos, Pau da Lima (manhã) e Cabula, T.Neves, Sussuarana, S. Gonçalo, Saboeiro (tarde).
Quartas: Armação, Costa Azul, Stiep, C.das Árvores, Pituba, Itaigara (manhã) Amaralina, R. Vermelho, Ondina, Barra, Graça, Vitória, Canela, Garcia (tarde)
Quintas: Lobato, Ribeira, Bonfim, Água de Meninos (manhã) Barbalho, Pero Vaz, Barris, Centro, Comércio (tarde)
Sextas: S. Cristóvão, Stella Mares, Ipitanga, Vilas, L.Freitas (manhã) Itapuã, Alto Coqueiro, Mussurunga (tarde).
Eu sugeri que implantem PEVs (Postos de Entrega Voluntária) aqui em S. Paulo. O que vocês acham?
Esta pergunta me surgiu pela primeira vez há coisa de uns seis meses, quando fui a Rio Claro, no interior de S. Paulo. Em vez das matas que havia à beira da rodovia, ou das plantações de laranja, vi cana, cana e mais cana. Aprendi a ter medo de monocultura - ela tende a detonar o solo e costuma ser ambientalmente matadora. Hoje, um olho na biologia outro na psicologia formei uma crença, que é quase minha religião: diversidade, diversidade, diversidade.
Em minhas leituras, semana passada, dei de cara com um post no Ecogeek, sobre a eficiência dos biocombustíveis comparada com a energia solar. Claro que a fonte não é muito isenta. A revista EV World, que promove carros híbridos (Eletric Vehicles). Mas esta questão é bastante importante para nós, brasileiros.
Com os investimentos maciços em álcool - lembro de ter datilografado o trabalho do meu pai para a Escola Superior de Guerra, nos idos de 76/77 - e, mais recentemente, em biodiesel, o País se anuncia como produtor de combustível verde para o mundo. Será mesmo? Alguém fez um estudo de impacto ambiental desta história? Na minha busca encontrei um estudo da Nova Zelândia sobre disponibilidade e custos de energia renovável. Pouca coisa recente aqui no Brasil.
O bacana do estudo citado pelo Ecogeek é a comparação quantitativa; quantos quilômetros você roda com cada acre utilizado na produção - e a energia solar pula na frente de todos. Enquanto o biodiesel de soja rende 3.860 quilômetros por acre, a fazenda solar dá 3.620.000 quilômetros por acre. Claro que para aproveitar isso, você vai precisar de um carro híbrido…