Morre de vontade de adotar um bichinho, mas não tem espaço, nem tempo para cuidar dele e, para piorar, seu filho é alérgico? Não tem problema. Se não dá para você ter um cão ou gato pertinho, fique perto deles ao menos de coração: adote-o virtualmente.
Há muitas maneiras de ser o responsável por um dos milhões de cachorros e gatinhos abandonados. Você pode apadrinhar um deles e depositar uma quantia, periodicamente, para que uma ONG ou um voluntário possa mantê-lo saudável e feliz. Também é possível doar rações, caminhas e remédios que bigodes e focinhos precisam
No meio do vaivém de pernas, vi algo se mexer timidamente, um movimento tão suave quanto o de planta balançada pela brisa. Não sei porque olhei para o chão. Bem no canto, camuflado pela terra, um par de minúsculos olhinhos piscou para mim.
Me agachei para confirmar e era o que eu imaginava um filhote de pardal, ainda atordoado pela queda, tentava recolher suas asas flácidas, esparramadas pelo chão como folhas caídas. Me aproximei o mais lentamente que pude e, com as mãos em concha, recolhi o pequeno passarinho. O bico ainda tinha restos de comida. Mal senti seu coraçãozinho
Catchup e Mostarda sempre foram super apegadas. Primeiras a nascer de uma ninhada de cinco fêmeas, as duas gatas era praticamente iguais em sua pelagem tão rajada que mal se distinguiam as manchas. Catchup era a mais avermelhada, Mostarda, a mais castanha. As duas, dóceis e mornas, verdadeiras gatas-líquidas, daquelas que vão se esparramando no primeiro cafuné.
Por algum problema genético, as ninhadas de Mostarda eram cada vez menores. Dias antes de parir, estourando de gordas, as gatas sumiam de vista. Adoravam dar à luz no escurinho do meu armário de cobertores, para desespero
Conheça os impactos ambientais causados pelos sacos plásticos. Da próxima vez que te oferecerem um, pense duas vezes antes de aceitar.
Primeiro, foram uns miados baixos e insistentes. Em poucos minutos, passaram para longos miados barítonos, tão graves que algum vizinho deve ter pensado que eu estava esquartejando meus gatos. E eu ainda nem tinha chegado ao box.
Assim que ouviu o chuveiro ligado, Grafite fincou dez unhas no batente da porta do banheiro. Parecia coisa de desenho animado: eu puxando de um lado e o bicho grudado na porta. Puxei a pele do cangote para manobrar as unhas afiadas e consegui desvencilhá-lo do batente, mas não rápido o bastante para levá-lo até o box: agora, ele se agarrava à torneira
Ainda bem que tinha uma cadeira por perto. Eu precisava sentar. Minhas pernas tremiam.Nossa, Carol… que cara!” Então, desisti de tentar encobrir meu crime sem testemunhas.
- Matei um passarinho. Atropelado. Uma rolinha.
O que se seguiu a minha confissão me deixou ainda mais desorientada. É claro que não imaginava que as pessoas fossem encobrir o rosto e apontar para mim, entre soluços e desaforos. Mas esperava alguma reação emotiva. Qualquer uma.
- Ah, não fica triste. Acontece. Passarinhos são bichos meio bobinhos…
- Não a-cre-di-to que você está mal por causa disso! É só uma pomba idiota!
- Você não viu nada. Semana passada, atropelei um cachorro na estrada. Quando vi que ele ia atravessar, já não dava mais tempo. Tentei desviar, mas não deu, coitado. Precisa ver como ele ficou…
Tentei ficar com raiva das pessoas, mas não pude. Eu só conseguia me lembrar da explosão. Do vazio de dirigir quando a cidade mal acordou e, depois, da explosão silenciosa de penas. Minúsculas penas cinzentas caindo como flocos de fuligem pelo vidro da frente. Bem devagar. Como num filme em câmera lenta. A explosão silenciosa e as peninhas cinzentas. Tão pequenas…
Quem passa por ali logo cedo, não acredita que se trata da mesma praça dos casaizinhos apaixonados, das rodinhas ao redor do violão, dos fãs do pôr-do-sol. A paisagem matutina era tão diferente da que conheço ao final da tarde que pensei ter entrado na rua errada.
Na calçada, quarenta, cinqüenta rolinhas disputavam com três pombas perdidas as últimas migalhas de quirela de milho. Feliz da vida, um labrador segura sua própria guia na boca, o rabo oscilando de um lado para o outro como um pêndulo animado. Ao lado, o dono, trotando no ritmo dos atletas da terceira idade, com
O artista plástico Mark Jenkins, autor de instigantes esculturas construídas com fitas adesivas, promoveu um divertido protesto na capital americana semana passada em parceria com o Greenpeace local, para protestar contra a falta de ação do governo Bush para frear as emissões de gases do efeito estufa. Jenkins espalhou ursos polares pela cidade com cartazes pedindo
Pode vir. Pode vir.
Ahhhhhh, nem pensar!!!
Carol, eu não estou falando que pode vir? Acha que eu vou te deixar cair?
Você, talvez não. Mas eu não ponho fé neste carinha aqui…
Já falei que não precisa se desesperar, Carol. Sou professor há vinte anos. Agora, dá meia volta e começa de novo.
Eu não estou me sentindo bem…
Tá sim. Você está é com frescura. Volta e começa dali atrás.
Juro. Acho que estou com câimbra…
Onde?
Bem aqui, ó, no meu restinho de coragem.
Ara, Carol, para de manha e bota
Pela manhã, fui pegar a escova de dentes e quase o amasso entre os dedos: explorando as cerdas aprovadas pelos dentistas, um bicharoco preto com duas pequenas antenas e um par de asas transparentes passeava na maior curiosidade. Parecia uma formiga ao menos uma que tomou Biotônico Fontoura desde que era uma rosada pupa. Olhei mais de perto e vi que andava arrastando uma das asas. É, meu caro, é nisso que dá abusar dos esportes aéreos. Peguei um papel, fiz o bicho escalá-lo, desci as escadas uma queda do quinto andar teria sido fatal com aquelas condições de vôo , botei-o na planta