
O pessoal do Greenpeace lá da China lançou o Guia de Orgânicos de Pequim às vésperas dos Jogos Olímpicos com mais de 60 dicas de fazendas, supermercados, restaurantes e sites que oferecem esse tipo de alimentação na cidade. No site, há ainda um mapa com a dicas dos principais fornecedores de orgânicos em Pequim.
Nunca
A privatização do petróleo iraquiano, a garantia de um domínio global para plantações modificadas geneticamente, a redução das últimas barreiras comerciais e a abertura das últimas reservas naturais… não faz muito tempo que estes objetivos eram conseguidos um atrás do outro por meio de cordiais acordos comerciais apresentados com o pseudônimo de “globalização”. Agora, essa agenda completamente desacreditada está obrigada a cavalgar sobre as costas de crises cíclicas, vendendo a si mesma como a medicina que curará, de uma vez por todas, a dor do mundo.
Essa é a conclusão de um artigo de Naomi Klein, autora dos livros No Logo e The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism (A Doutrina do Choque: A Ascenção do Capitalismo de Desastre), que está no site da Agência Carta Maior - leia a íntegra aqui.
A doutrina do choque está mais ativa do que nunca, se aproveitando da crise energética, alimentar e climática, colocando assim uma faca no pescoço do meio ambiente. A indústria nuclear tem se vendido como solução energética e climática, a de biotecnologia diz que vai resolver a fome do mundo com suas plantações geneticamente modificadas (quando se sabe que o problema é de preço e distribuição, mais do que produção), as petrolíferas pressionam pela exploração em históricas reservas naturais, como o Ártico e a Antártica, para resolver o problema energético, e assim a questão ambiental vai ficando no meio do caminho.
Pra entender melhor como funciona a Doutrina do Choque, confira o curta documentário baseado no livro, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón (de Y Tu Mamá También e uma das seqüências de Harry Potter):
Acabei de subir no site do Greenpeace (na seção de Consumidores) a entrevista que fiz com a chef de cozinha Morena Leite, do restaurante Capim Santo - de SP e Trancoso. Faz parte de uma série dedicada à importância dos produtos orgânicos na alimentação e para o meio ambiente. Antes eu já tinha conversado com o Claude Troisgros (restaurante Olympe, no Rio) e a Flávia Quaresma (Bistrô Carême). Mês que vem tem mais!
Segue um trecho:
É possível viver hoje apenas consumindo produtos orgânicos?
Sim, já é possível se viver só de produtos orgânicos, mas a logística e o custo deixa tudo muito inviável, pelo menos por agora. O governo precisa incentivar e aumentar o crédito dos agricultores e agrônomos que têm se esforçado em ampliar as plantações orgânicas, respeitar as normas (que não são poucas) e continuar as pesquisas que prezam as formas naturais de controlar e combater pragas. Mesmo que isso venha incomodar as distribuidoras de alimentos industrializados. Como o governo nada faz sozinho, nós, que somos maior que ele, podemos colaborar modificando nossas escolhas e hábitos alimentares para gerar uma pressão natural.
E de quebra ela enviou uma receita com ingredientes orgânicos:
Sopa de cenoura orgânica com raspas de gengibre e pimenta dedo-de-moça (2 porções)
1 kg de cenouras
1 litro de água
1 colher de sopa de azeite extra virgem
4 dentes de alho
1 colher de chá de gengibre ralado
1 colher de café de pimenta dedo de moça picada
Sal a gosto
2 colheres de sopa de salsinha picada.Coloque na panela a água, as cenouras inteiras (apenas raspe a casca), o azeite, o alho, o gengibre e a pimenta e o sal.
Leve a panela ao fogo e cozinhe até que a cenoura fique bem macia.
Retire a cenoura da água e passe por um espremedor ou amasse-a com um garfo e devolva na panela mexendo até engrossar um pouco.
Sirva em cumbucas de porcelana e salpique a salsinha para decorar.
Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Ou até dar mais importância à matéria do que ela realmente tem, justificando o investimento feito. É irritante, mas passa. Agora, esfriar o resultado de uma pesquisa para camuflar suas conclusões chega a ser leviano.
Me refiro à pesquisa que a revista National Geographic
Em jornalismo, não é incomum a gente ver títulos de matérias que pouco ou nada têm a ver com seu conteúdo. Muitas vezes, o texto não traz informação que renda um bom título, ou o editor tem uma grande sacada e resolve dar o que chamamos de esquentada no título, pra atrair a atenção do leitor. Foi o que fizeram com a pesquisa da revista National Geographic, o Greendex 2008: Escolha do Consumidor e Meio Ambiente.
O tal Greendex consultou, pela internet, consumidores de 14 países sobre

A Romênia decidiu hoje que vai banir do país o plantio e a comercialização do milho transgênico MON 810, da Monsanto, por conta de inúmeras evidências científicas que

Amanhã, sábado, é o Dia Mundial do Consumidor. Para comemorar a data, e também os 17 anos de existência da Feira Orgânica do Parque da Água Branca, em São Paulo, a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Greenpeace promoverão no local uma série de atividades, das 8h ao meio-dia. Haverá degustação de produtos orgânicos/agroecológicos, divulgação da campanha Mude o consumo para não mudar o clima e distribuição por voluntários do Greenpeace de Guias do Consumidor com a lista de produtos que podem ou não conter transgênicos entre seus ingredientes. Será também lançado um manifesto contra o milho transgênico, que acabou de ser liberado no Brasil.
Por falar no assunto, o Greenpeace estreou uma nova seção em seu site, Culinária e Meio Ambiente, com dicas de receitas feitas com ingredientes livres de transgênicos e entrevistas com renomados chefs de cozinha. O entrevistado de março é Claude Troisgros.

Não foram poucas as matérias publicadas nos últimos dias sobre o cofre do fim do mundo, imenso depósito de sementes de plantas com valor alimentício inaugurado na Noruega numa parceria do governo local com a ONU. As sementes estão

O leitor Diogo pediu, eu pesquisei e achei o livro Introdução à Permacultura, de Bill Mollison (já esgotado) para download no blog Viver Sustentável. Infelizmente só encontrei na versão original, em inglês. Se alguém souber onde tem o livro traduzido, por favor avise!
De quebra, achei outro livro interessante sobre o tema: Os Fundamentos da Permacultura - Um resumo dos conceitos