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Carros poluentes ficarão mais caros


Protótipo C-Cactus, da Citroën

Os fabricantes de automóveis portugueses que não adequarem seus veículos a versões “amigas do ambiente” serão obrigados a subir seus preços ou terão prejuízos em conseqüência do agravamento da carga fiscal. Segundo a proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2009 existe a previsão de aumento dos impostos para os veículos com maiores emissões de partículas.

Também não terão mais a redução de 500 euros na carga fiscal os veículos com emissões de partículas inferiores a 0,005 gramas por quilômetro e passará a haver uma penalização de 500 euros para os carros que ultrapassem esse limite. O Governo português redefiniu os limites para a emissão de CO2 no cálculo do Imposto Sobre Veículos, de modo que os veículos com emissões mais elevadas acabam sendo penalizados devido às taxas anteriormente em vigor.

Outra medida tomada que beneficiará as empresas que vendam carros mais ecológicos é que os incentivos para os proprietários que pretendam abater os seus automóveis com mais de dez anos ficarão limitados à compra de automóveis novos com emissões até 120 gramas de CO2 por quilômetro, ou seja, somente os que apresentem baixos níveis de emissões de gases nocivos para a atmosfera.

Medidas assim, que mexam no bolso tendem a ser um empurrãzinho a mais na luta pela preservação do ambiente. Já que o lucro é a principal preocupação da maioria das pessoas, infelizmente, então que sejam aumentadas as cargas fiscais e sejam “premiados” os que diminuírem suas emissões. Talvez seja esta uma maneira mais eficiente para forças os grandes poluídores a serem mais limpos em suas ações: “limpando-lhes o bolso”.

Infelizmente, sabemos que não basta fabricar carros ecologicamente corretos. É necessário conscientizar os consumidores também. Tais carros dispendem de grande custo de produção. E, os que têm de continuar com seus carros tradicionais, podem, de alguma forma, economizar combustível usando seus veículos conscientemente. Diminuindo as emissões de poluentes, diminui-se também o peso no bloso do consumidor.

Ponto para o meio ambiente.

Fonte:jornal de negócios pt
Imagem: Protótipo C-Cactus, da Citroën:combina motor a diesel eficiente com elétrico

Culposo
04.10.08 - 1:10 | Categorias: Animais, Meio Ambiente, Transporte

Ainda bem que tinha uma cadeira por perto. Eu precisava sentar. Minhas pernas tremiam.Nossa, Carol… que cara!” Então, desisti de tentar encobrir meu crime sem testemunhas.

—- Matei um passarinho. Atropelado. Uma rolinha.

O que se seguiu a minha confissão me deixou ainda mais desorientada. É claro que não imaginava que as pessoas fossem encobrir o rosto e apontar para mim, entre soluços e desaforos. Mas esperava alguma reação emotiva. Qualquer uma.

—- Ah, não fica triste. Acontece. Passarinhos são bichos meio bobinhos…
—- Não a-cre-di-to que você está mal por causa disso! É só uma pomba idiota!
—- Você não viu nada. Semana passada, atropelei um cachorro na estrada. Quando vi que ele ia atravessar, já não dava mais tempo. Tentei desviar, mas não deu, coitado. Precisa ver como ele ficou…

Tentei ficar com raiva das pessoas, mas não pude. Eu só conseguia me lembrar da explosão. Do vazio de dirigir quando a cidade mal acordou e, depois, da explosão silenciosa de penas. Minúsculas penas cinzentas caindo como flocos de fuligem pelo vidro da frente. Bem devagar. Como num filme em câmera lenta. A explosão silenciosa e as peninhas cinzentas. Tão pequenas…

São Paulo e os pneus…

Sim, pneus. O artefato de borracha, que serve para transportar nossos milhões de habitantes, são recolhidos às centenas de nossas ruas. Diariamente, recolhem-se 300 pneus das ruas de São Paulo - 1,5 tonelada. Altamente danosos ao meio ambiente, criadouros de dengue, entupidores… Os pneus são deixados em qualquer canto? Como assim, Bial? Vi a matéria do Planeta Sustentável no Setor Reciclagem e fui buscar mais informações…

Pneus: fabricação e recolhimento

Como de hábito, fui ao CEMPRE em busca de informações. Lá soube que, em 2006, o Brasil produziu 54,5 milhões de unidades de pneus. O descarte foi de 330 mil toneladas das quais 73% (241 mil toneladas) foram recicladas.

Diz norma do Conama que os fabricantes são obrigados a reciclar os pneus fabricados. Apesar dos projetos existirem desde 1999, apenas ano passado os maiores fabricantes criaram a tal da Reciclanip. Em parceria com prefeituras, a entidade ajuda a coletar os pneus inservíveis (os que já não podem ser remanufaturados ou recauchutados para continuar nos carros) e reciclá-los. Depois de R$ 37 milhões investidos no ciclo de reciclagem, já foram 700 mil toneladas de borracha e aço. Faça as contas com os números do Cempre e perceberás: o processo merece ser ampliado, melhorado e multiplicado.

O Brasil, além de reciclar muito, também prolonga a vida útil com as reformas. Os pneus e câmaras de ar consomem cerca de 70% da produção nacional de borracha e sua reciclagem é capaz de devolver ao processo produtivo de terceiros setores (por razões de ordem tecnológica, não retorna para a indústria de pneumáticos) um insumo regenerado por menos da metade do custo que o da borracha natural ou sintética. Além disso, economiza energia e poupa petróleo usado como matéria-prima virgem.

Em São Paulo, este componente do lixo representa pouco menos de 3% do lixo urbano. No Rio de Janeiro, 0,5% e nos Estados Unidos, menos de 1%. Sim, São Paulo precisa cuidar melhor da destinação dos pneus. Mesmo assim, só existem cinco pontos de coleta (locais onde borracheiros e população podem deixar os inservíveis): Santo Amaro, Butantã, Vila Maria, São Miguel e Itaquera. Nhe! Numa cidade deste tamanhão só isso? Tsc, tsc, tsc.

Reciclar pneus, fazer pisos, calçados, asfalto…

Existem cerca de 30 empresas que processam pneus no país inteiro. A capacidade instalada de reciclagem – em todas as unidades – hoje é de um volume superior a 300 mil toneladas por ano. Com o funcionamento das novas unidades, este número passa para 350 mil toneladas em 2008.
Nos últimos sete anos foram investidos mais de R$ 49 milhões no setor, com capacidade de destinação de pneus insersíveis acima de 300 mil toneladas por ano.

A reciclagem é feita com a trituração dos pneus para obtenção de borracha regenerada, mediante a adição de óleos aromáticos e produtos químicos desvulcanizantes. Com a pasta resultante deste processo, as empresas produzem tapetes de automóveis, mantas para quadras esportivas, pisos industriais e borrachas de vedação, entre outros. No Brasil já há tecnologia em escala industrial que produz borracha regenerada por processo a frio, obtendo um produto reciclado com elasticidade e resistência semelhantes ao do material virgem. Além do processo mecânico, existe uma tecnologia que emprega solventes capazes de separar o tecido e o aço dos pneus, permitindo seu reaproveitamento.

O pó gerado na reforma de pneus e os restos de pneus moídos podem ser aplicados na composição de asfalto de maior elasticidade e durabilidade, além de atuarem como elemento aerador de solos compactados, pilhas de composto orgânico e outros artefatos de borracha como, solados, tubos, tapetes, pisos ou combustível – já que o poder calorífico do pneu é maior que do óleo combustível e do carvão.

Pneus inteiros são reutilizados como proteção em garagens, em pistas de corrida, drenagem de gases em aterros sanitários, contenção de encostas e produtos artesanais. No Brasil, os pneus usados são reaproveitados como estrutura de recifes artificiais no mar, visando o aumento da produção pesqueira, mas nenhuma dessas alternativas de destinação são reconhecidas pelo Ibama como ambientalmente adequadas.

É possível recuperar energia com a queima de pneus velhos em fornos controlados, inteiros ou picotados - cada pneu contém a energia de 9,4 litros de petróleo. No Brasil, a utilização como combustível promoveu no período de 1999 a 2004 a destruição de 150 mil toneladas de pneus, equivalente a 30 milhões de pneus de automóvel usados, proporcionando economia de 720 mil toneladas de óleo. A usina da Petrobras em São Mateus do Sul no Paraná incorpora no processo de extração de xisto betuminoso, pneus moídos que garantem menor viscosidade ao mineral e uma otimização do processo.

fotos: used tyres, de www.ericcastro.biz no Flickr com CC; bike tire chairs, chistmaswithak no Flickr

Sem carro por um dia
22.09.08 - 18:01 | Categorias: Campanhas, Eventos, Meio Ambiente, Sustentabilidade, Transporte


Trânsito no Rio, hoje

Hoje é o Dia Mundial sem carro. Mais de mil cidades no mundo participam do movimento.O dia foi criado em 1998, na França, e muitas atividades são programadas para chamar a atenção para os efeitos negativos do uso dos combustíveis poluentes. O objetivo é incentivar os motoristas a optarem pelo transporte coletivo e deixar o seu automóvel em casa.

No Rio de Janeiro, uma bicicletada está prevista para as 18 horas de hoje,na Praia de Botafogo. Durante o dia, ruas serão fechadas ao trânsito de veículos, na zona sul da cidade, para o passeio ciclístico.

Infelizmente, aqui no Rio, poucos aderiram ao movimento. Pela manhã, o engarrafamento de sempre e o número elevado de veículos nas ruas mostraram falta de informação, de solidariedade ou talvez, apenas necessidade de usar o carro. Infelizmente, não deixarei o carro em casa, devido ao fato de ter de levar a Princesinha à escola, e trazê-la de volta também. Estarei trabalhando o dia todo e à noite também, em um local de acesso difícil. E, o horário noturno, em minha Cidade Maravilhosa, é um problema.

Mas, felizmente, soube que em São Paulo, o trânsito diminuiu! Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os índices de congestionamento na capital paulista ficaram abaixo do esperado.Isto é algo importante, tendo em vista os benefícios para o meio ambiente e para a vida do paulistano também. Se houvesse alternativas viáveis para mim, não iria trabalhar de carro. Moro em um lugar super tranqüilo, mas que deixa a desejar em termos de locomoção. O carro passou a ser um mal necessário.

Se você está livre hoje à noite, no Rio, participe da bicicletada em Botafogo, com qualquer forma de transporte limpo: bicicleta, patins, skate,ou mesmo a pé. O importante é usar a energia humana. Este dia sem carro é importante para a refletirmos sobre o que estamos fazendo com nosso ar, com nossa qualidade de vida, com nosso mundo.

Cidades sem carros
22.09.08 - 3:30 | Categorias: Arquitetura, Campanhas, Livros, Sustentabilidade, Transporte

Carfree Cities Book - Livro Cidades sem carros

Era isso que eu procurei por tanto tempo. O livro Carfree Cities traz idéias muito interessantes de como seriam as cidades sem os carros e os problemas causados por eles. O autor J.H. Crawford acredita que as nações industrializadas cometeram um grande erro ao escolher o automóvel como forma de mobilidade urbana causando diversos problemas tanto ambientais, sociais quanto estéticos nas cidades.

O site Carfree trás ainda uma infinidade de informações e projetos fantásticos desde a topologia da cidade e meios de locomoção a grandes distantes até desenhos de como funcionariam os bairros e quadras de cada cidade.

Carfree Cities Book - Livro Cidades sem carros

Um dos designs chamado de Six-lobe city design possui estimativas de número de habitantes, quantidade de área verde preservada, número de bairros e até o tempo máximo previsto para a locomoção de uma pessoa de uma cidade para outra. Neste caso o tempo máximo seria de apenas 35 minutos contabilizando tempo de caminhada até uma estação de metrô/trem, tempo de espera, deslocamento, troca de plataforma e caminhada até o destino. Ainda que bastante utópico, a concepção e o estudo de cidades possíveis são uma ótima reflexão para percebermos a situação de nossas cidades.

Carfree Cities Book - Livro Cidades sem carros

Brasília, que é uma cidade planejada, foi criada inteiramente pensando no carro como principal meio de transporte e por isso temos diversos problemas com transporte público, falta de ciclovias, trânsito em massa entre outros. O livro Carfree Cities está à venda por US$16,15 na Amazon. Dica do amigo Xandolino.

Carfree Cities Book - Livro Cidades sem carros

Brasília Cidade Verde: 20 de Setembro

Brasília Cidade Verde

Acontece neste sábado durante todo o dia o Brasília Cidade Verde. O evento é uma fusão de diversas datas e eventos como o “Dia Mundial Sem Carro” (dia 22 de Setembro), a “Semana Brasileira do Transporte Público e Mobilidade Sustentável, Acessível, Limpa, Pontual, Confortável, Segura, Democrática, Integrada” (16-22 de setembro) e a “VIII Semana de Extensão da UnB” (28 de setembro a 03 de outubro).

O evento acontecerá neste Sábado dia 20 de Setembro a partir das 09h da manhã na Praça Zumbi dos Palmares, próxima aos edifícios Conic e Touring Club, na plataforma superior da rodometroviária de Brasília. Além de diversas palestras, e estandes sobre meio ambiente, saúde e práticas pedagógicas haverá apresentações de teatro, poesia e música. Venha de bicicleta, pois às 20hs haverá um passeio ciclístico. Veja a programação completa.

Brasília Cidade Verde

22 de setembro: Dia Mundial Sem Carro
18.09.08 - 1:15 | Categorias: Campanhas, Meio Ambiente, Sustentabilidade, Transporte

E lá vem ele de novo: o Dia Mundial sem Carro, movimento que acontece no mundo inteiro e ainda tem baixíssima adesão aqui no Brasil. A proposta é passar um dia inteirinho sem nosso “sonho de consumo” que provoca estresse, engarrafamento, violência, mortes, gastos gigantescos com saúde pública.

O Dia Mundial Sem Carro foi implantado pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997. Em 2000, a União Européia instituiu a Jornada Internacional “Na Cidade, sem meu Carro”, reunindo 760 cidades. Em 2001, 1683 cidades participaram. Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade.
Em 2001, 11 cidades brasileiras aderiram ao Dia Mundial Sem Carro: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO);Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA). Em São Paulo, a iniciativa é realizada desde 2005, sob a coordenação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Pesquisinha rápida no oráculo me levou ao maravilhoso site do pessoal de Mountain Bike de Belo Horizonte - com desafio e tudo. Amanhã, dia 18, os participantes percorrerão aproximadamente 12km e irão se deslocar das seguintes formas: bicicleta, motocicleta, carro, ônibus, ônibus + metrô e a pé. Sairão da Pracinha do Coração Eucarístico às 18h e irão até a Praça da Savassi, com passagem obrigatória pela esquina da Afonso Pena com Bahia.

Claro que voltei ao ótimo Apocalipse Motorizado e descobri que tem mostra de cinema no ar. No dia 22, lá no Centro de Cultura Judaica (para desocupados, viu, das 14h30 às 17h30) mais duas exibições: Sociedade do Automóvel, média metragem de 2006 feito por Branca Nunes e Thiago Benicchio; e o longa Elevado 3.5, também de 2006, de João Sodré, Maíra Santi Bühler e Paulo Pastorelo.

A programação completa da maratona está aqui.

Este artigo pertence ao Ladybug Brasil e replicado na Rede Ecoblogs. Se o encontrou em outro blog, por favor, entre em contato.

Maquiagem urbana não é prioridade
14.08.08 - 22:47 | Categorias: Arquitetura, Governos, Imprensa, Legislação, Transporte

A entrevista abaixo com Hermínia Maricato, professora, arquiteta e ex-secretária de Habitação da prefeitura de São Paulo (gestão Luiza Erundina, PT), foi feita para um jornal da grande imprensa mas acabou engavetada. Como quem tem amigo não morre pagão, caiu nas minhas mãos e faço questão de publicar. Só não entendi porque o material não foi aproveitado no site do jornalão…
Maricato vai direto ao ponto: a gente dá muita atenção para soluções cosméticas, como a Lei Cidade Limpa, enquanto coisas muito mais importantes ficam em segundo plano.

A professora lembra que, enquanto brincamos de limpar as fachadas da cidade (o que na prática é totalmente falso…), mal conseguimos nos locomover, respiramos ar poluído, bebemos água podre e ignoramos a situação de 1 milhão de pessoas que moram em favelas construídas em áreas de proteção ambiental simplesmente por não terem onde morar na cidade. Priorizar a retirada de anúncios das fachadas no meio de tudo isso é “ridículo”, diz Maricato.

Bicicleta impulsionada pelo vento
11.08.08 - 17:12 | Categorias: Energia, Transporte

Gustav Winkler e a bicicleta impulsionada pelo vento

Criação do inventor alemão Gustav Winkler a bicicleta impulsionada pelo vento é uma versão aprimorada de sua primeira bicicleta desenvolvida por ele em 1992. A movimentação fica por conta de hélices de dois metros de largura instaladas na parte frontal da bicicleta que se transformam em turbinas dando a propulsão necessária.
Gustav pretende participar com seu invento da Racing AEOLUS, um campeonato internacional de corrida que irá acontecer de 20 a 23 de Agosto nos Países Baixos com sua equipe da Universidade de Ciências Aplicadas de Flensburg, na Alemanha.

Gustav Winkler e a bicicleta impulsionada pelo vento
fonte: Terra e NordClick

Gerenciando o consumo do seu carro
08.08.08 - 16:19 | Categorias: Dicas, Energia, Serviços, Sites, Transporte

Fuelly - Site para gerenciar o consumo do seu carro

O site Fuelly permite você comparar o consumo do seu carro com o de outras pessoas com o mesmo carro ou de carros diferentes. Você pode monitorar o custo do combustível, o quanto o carro está consumindo ao longo do tempo e participar de discussões na comunidade. Tudo para você poder economizar no consumo do seu carro.

Fuelly - Site para gerenciar o consumo do seu carro