Um dos leitores deste blog, Sérgio Pamplona, deixou um comentário no post que escrevi sobre os textos do Rex Weyler indicado o site Future Scenarios, de David Holmgren, um dos criadores do conceito permacultura. Sérgio está traduzindo a página, que joga luzes importantes no debate sobre o futuro energético do planeta.
Dizae, Sérgio:
Há anos ele vem batendo na tecla da “pico do petróleo” e construindo os cenários que daí podem advir. De acordo com ele, no cenário que ele julga mais provável (o do “declínio de energia”), a permacultura, como visão, princípio de ação e como práxis, tende a se tornar muito necessária para que atravessemos os tempos difíceis que se aproximam, mas que não deixam de ser oportunidades para a criatividade humana. Ele também vem falando há vários anos da relocalização, e isso está na base das propostas permaculturais.
Nas palavras de Holmgren:
Cenários Futuros apresenta uma forma integrada de entender a interação potencial das mudanças climáticas e o pico do petróleo usando um modelo de planejamento de cenários. No processo, eu introduzi a permacultura como um sistema especificamente expandido aos últimos 30 anos para responder criativamente a futuros que envolvam progressivamente menos e menos energia disponível.
Aguardo ansiosamente a tradução do site, Sérgio, pra gente poder divulgá-lo ainda mais por aí!
Uma seleção de respeito para vestir o pessoal que já entrou na onda verde.
Para escolher as camisetas não me preocupei com o material das mesmas. Ou seja não levei em conta se eram feitas de algodão, algodão orgânico, bambu e afins. Mesmo porque há muitas controvérsias até que ponto alguns materiais são realmente verdes.
Quis então listar as idéias mais legais que passavam a mensagem para a divulgação das idéias verdes como: consumo consciente, energias renováveis, reciclagem, resultados do avanço contra a natureza, hortas, práticas sustentáveis entre outros.
Vamos crescer essas idéias.

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Conhece alguma camiseta para adicionar a nossa lista? Indique nos comentários =)
Know any shirt to add to our list? Indicate in comments =)
Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace, Jodie Thorpe, gerente para economias emergentes da SustainAbility e Fernando Almeida, presidente executivo do CEBDS
Já está no ar o programa do 4o Encontro do Ciclo Sustentável 2008. A luta do povo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) é discutir o dilema contido na relação entre Lucro e Sustentabilidade.
Aberto ao público, o evento reúne especialistas de diferentes segmentos da atividade empresarial, como também do meio acadêmico e da sociedade civil organizada. No auditório do Hotel da Ilha do Boi (não conheci na última passagem por Vitória), dia 13 de agosto, será discutido “O Papel da Comunicação na Sustentabilidade”. Assunto que muito me interessa, como vocês bem sabem.
O evento de Vitória representará uma excelente oportunidade para discutir os mecanismos de capacitação de jornalistas e de outros profissionais da mídia, a qualidade e a responsabilidade do fluxo de comunicação entre o setor empresarial e a sociedade, além de temas como o papel dos veículos de informação pública nesse contexto.
Veja a programação:
Painel 1: Sustentabilidade e Comunicação: Informação, educação e mudança de comportamento.
9h15 Primeiro Bloco
Presidente da Mesa: Marina Grossi, CEBDS
Expositor 1 - Lynette Thorstensen - Diretora de comunicação - World Business Council for Sustainable Developement (WBCSD - Genebra)
“Perspectiva internacional em comunicação e sustentabilidade”
Expositor 2 - André Trigueiro - Jornalista - Globonews
“A cobertura da mídia em sustentabilidade: contradições, limites e desafios.”
Debatedores (seguido de perguntas do público)
Guillherme Canela – ANDI
O discurso mediático sobre sustentabilidade e mudanças climáticas reflete de fato as preocupações da sociedade? Quais são as características mais marcantes desse discurso se comparado ao discurso emitido por organizações sociais, governos e empresas? Na abordagem mediática atual como são vistas as responsabilidades das organizações de diferentes setores e dos cidadãos? Qual são especificidades do Brasil nesse contexto se comparado a outros países?
Luciano Martins, Jornalista - Observatório da Imprensa
Qual o papel da imprensa na implantação de uma agenda de discussão e mudança de comportamento em prol de um mundo sustentável? Como ela tem se comportado no Brasil e no mundo?
Perguntas
Break
Segundo Bloco:
Teresa Cruvinel/ Presidente da TVBrasil (a confirmar)
“Comunicação pública e educação para sustentabilidade
Debatedores
Professor Clóvis de Barros – USP
Como avaliar o Brasil e o mundo em termos de educação para sustentabilidade? Como diferentes programas têm contribuído para mudança de hábitos de consumo e modos de vida? Qual é o papel e as limitações da escola nesse sentido? Como a comunicação em campanhas públicas pode contribuir (e tem contribuído) para mudança de comportamento em prol de um consumo sustentável e consciente?
Representante WWF (a confirmar)
Qual a percepção do brasileiro e dos diversos setores em relação à sustentabilidade? Qual a relação entre percepção e ação em relação ao tema? Como se pode caracterizar a pegada ecológica do Brasileiro? Qual é a real abragência do “consumo consciente” no Brasil?
Perguntas
13h25 - Almoço
14h30 Painel 2: A importância da conservação para a manutenção dos serviços ambientais Moderador: Beatriz Bulhões
Presidente da Mesa: Eraldo Carneiro, Petrobras e presidente da CT de Comunicação do CEBDS
Solitaire Townsend - CEO - Futerra Sustainability Communications (London)
“Comunicação em sustentabilidade: a tentação e o risco do “greenwash” para as empresas”
Nicolas George Trad - Gerente de parcerias - Reputation Institute (New York)
“Como construir e manter reputação da empresa com base em valores éticos e sustentáveis? Como a reputação pode efetivamente influenciar na valorização da empresa e consolidação de bons negócios?Como podem-se mensurar tais resultados?”
Debatedores
Paulo Nassar, ABERJE/ ECA-USP
Como as empresas têm assimilado conceitos e práticas de sustentabilidade e como isso tem transparecido em seus discursos e ferramentas de comunicação corporativa? Qual o papel do comunicador no complexo processo de internalização de princípios, consulta aos steakholders e comunicação de resultados em sustentabilidade?
Celia Rosemblum, Editora de projetos especiais - Valor Econômico e Pablo Barros, Coordenador CTCOM CEBDS e Revista Brasil Sustentável
Existe hoje no Brasil uma capacidade crítica capaz de distinguir discurso e ação em sustentabilidade? Como perenizar uma cultura capaz de valorizar empresas pioneiras e distingui-las daquelas que usam greenwash de forma abusiva? Como compartilhar esses valores com audiências distintas? Quais caminhos possíveis para a construção de limites regulatórios em comunicação e sustentabilidade?
Perguntas
17h05 Encerramento - Fernando Almeida, Presidente Executivo do CEBDS
As inscrições e outras informações estão on-line.
Via Jornalistas & cia.(cuidado, link dá em um pdf)
Foto: divulgação
Esta é uma pergunta que devemos fazer a nós mesmos. Escolher entre ser verde ou não em sua compras. Diante da crise ambiental do planeta, das alterações climáticas, da poluição, da extinção das espécies, do desmatamento, que diferença faz as escolhas que fazemos?
É simples: as escolhas que fazemos são importantes e servem de exemplo para que outros ao nosso redor sigam as mesmas atitudes e, logo, começaremos a ver a diferença. Mesmo que seja para acompanhar as tendências, usar uma sacola sustentável, comer uma alimentação mais saudável, escolher objetos, roupas e móveis de baixo impacto ambiental, são atitudes cada vez mais freqüentes, seja por consciência ecológica, seja por modismo, não importa, desde que o ambiente seja poupado.
Quando os supermercados e shoppings perceberem que precisam investir mais em produtos verdes, oferecendo variedade de alimentos e objetos de consumo de menor impacto ambiental, então, os consumidores serão levados a mudar seu comportamento e, assim, coletivamente, faremos a diferença. Não tem cabimento o consumidor ter de “caçar” os produtos sustentáveis ao ir fazer suas compras. Estes têm de estar bem à vista, ao alcance das pessoas. O que vemos nas vitrines e prateleiras são biscoitos recheados com gordura hidrogenada, aparelhos eletrônicos e outros produtos que incentivam o consumidor a comprar impulsivamente.
Consumismo e comportamento, juntos, podem definir o que nós mesmos desejamos atingir no esforço para ser verde. O ideal seria se consumíssemos menos e consumíssemos melhor. E , se a nossa atitude influenciar mais pessoas, tanto melhor ainda. Se alguém passa a chegar ao trabalho de bicicleta, ou de moto, por exemplo, ou se comprou um carro híbrido a fim de reduzir significativamente o consumo de combustível e as emissões de um automóvel movido a gasolina, as outras pessoas podem, ao ver tais mudanças, pensar que é muito interessante esta atitude e comecem, elas também, a desejar mudanças em seus hábitos. Então poderemos ver a diferença.
E o mercado, por sua vez, acompanharia esta mudança de mentalidade de seu consumidores, porque as pessoas estariam comprando produtos mais verdes. É uma mudança lenta e difícil, principalmente se o público consumidor tiver um alto poder aquisitivo e, para alguns, infelizmente, tais mudanças afetarem sua imagem, pois, para eles, o mais importante é ostentar riqueza, em vez de ter atitudes que sejam uma solução para o problema ambiental e para ele também.
É bem verdade que a imagem luxuosa de celebridades usando produtos ecologicamente corretos influencia mais pessoas a mudarem seus hábitos. E produtos considerados caros e exclusivos tornam-se populares e amplamente disponíveis. Se o consumo de produtos orgânicos é associado à imagem de pessoas inteligentes, bonitas, saudáveis, o ser humano, sempre guiado pelo exemplo, é induzido a consumi-los também. E, à medida que mais pessoas passem a comprar alimentos orgânicos, por exemplo, mais investimentos podem ser feitos a fim de que se obtenham mais produtos de qualidade disponíveis no mercado.
É óbvio que tem de haver um compromisso se quisermos viver uma vida realmente de baixo impacto ambiental. Temos de abrir mão daquilo que desejamos ter e resistir à tentação de adquirir aquele novo modelo de equipamento e descartar o nosso usado, embora funcionando perfeitamente. Ter de trocar nosso estilo de vida para uma versão mais verde requer muito mais que comportamento, exige conscientização real.
Voltamos à pergunta: nós realmente precisamos fazer estas mudanças? Muitos ambientalistas defendem a idéia de que não temos mais escolha. Temos de nos comportar de maneira diferente se quisermos enfrentar os desafios do novo século. E comprar verde é o primeiro passo no caminho dessas mudanças. Principalmente porque já estamos vendo as conseqüências de não optarmos por uma vida mais verde: as alterações climáticas.
Evidentemente, o consumidor quer ter vantagem em tudo. E, providencialmente, com o aumento do preço do petróleo, optar por alternativas mais verdes, torna-se a opção mais barata. Da mesma forma que os preços dos fertilizantes químicos aumentam, a opção por alimentos orgânicos torna-se natural. A produção biológica pode utilizar até 26 por cento menos energia que a agricultura convencional. Então, a simples dinâmica do mercado pode ajudar os consumidores a mudanças para gerar menos poluentes no ambiente.
Quando os seres humanos perceberem que o verde é a opção mais viável, e começarem a se envolver em campanhas contra sacolas plásticas, contra combustíveis fósseis, contra depredação dos recursos naturais, teremos uma sociedade cada vez mais envolvida na questão ambiental e poderemos, então, ver uma enorme mudança de comportamento.
Imagem: Free digitalphotos
Projeto bacana que eu queria ver implantado em todo o País - aliás, ataque megalômano: no mundo inteiro.
O Programa de Reaproveitamento e Óleos Vegetais do Rio de Janeiro (PROVE), me foi apresentado pelo Thássius. É uma iniciativa da Secretaria do Ambiente, em parceria com a Usina de Manguinhos; a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCPCOPPEUFRJ); a Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (FEBRACOM); o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); e a RICAMARE (Rede Independente de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado Rio de Janeiro).
O objetivo do programa é otimizar o reaproveitamento do óleo vegetal residual na produção de biodiesel evitando, assim, seu desperdício. O óleo de cozinha, quando não pode mais ser aproveitado, se for jogado na rede de esgoto, além de poluir os rios, baías e oceano - interferindo no equilíbrio desses ecossistemas - também causa o entupimento de canos, aumentando os custos de manutenção.
Sendo reaproveitado na produção de combustível, o óleo contribui para a geração de energia alternativa. Além do cunho ambiental e energético, o PROVE é também um projeto de social, pois insere cooperativas populares de catadores de materiais recicláveis na cadeia produtiva do biodiesel.
Fazer a doação, no Rio de Janeiro é fácil. Você pode procurar as cooperativas de coleta ou a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, na Ilha do Fundão (serviço eu coloco aí mais embaixo, direitinho). E este projeto tem um efeito social lindo. Hoje o PROVE ajuda a aumentar a renda de 300 famílias. De acordo com a meta da refinaria de Manguinhos, que é de produzir 4,5 milhões de litros por ano de biodiesel, estima-se uma renda gerada às cooperativas renda em torno de R$ 2,7 milhões.
Para as águas do Rio de Janeiro, o efeito é imediato. São despejados de 19 a 27 milhões de litros de óleo por ano em nossas vias marinhas. Considerando que um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água, pode-se ter uma noção da gravidade da situação.
Na área energética, ganha-se também. A produção do biodiesel é limpa, sustentável e gera outros produtos bastante rentáveis.
Servição:
Para encontrar uma cooperativa, clique aqui.
Telefone para informações: 21-2598-9242
Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares
Cidade Universitária - Ilha do Fundão
Praça da Prefeitura
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 2194-1971
Se alguém souber de outras iniciativas como estas, avise nos comentários ou no contato para que a gente possa divulgar.
Flyer encontrado no Flickr do Simmon Iddol.
Post from: Ladybug Brasil

O site da eco Nomad 3M está promovendo uma campanha muito interessante para a empresa, para crianças, para o consumidor e principalmente para o meio ambiente.
O instituto 3M de Inovação Social e a APAE, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais se uniram para promover a responsabilidade socioambiental, por meio da reciclagem dos tapetes usados. É isso mesmo: quem for comprar um tapete novo da marca 3M Nomad, ao levar o seu tapete usado recebe descontos a partir de R$ 24,00 o m². O valor adquirido com a reciclagem dos tapetes é revertido em jogos educativos para as crianças com necessidades especiais, da APAE.
Os tapetes Nomad são feitos de PVC e 100% recicláveis. Vale a pena participar e ajudar , não apenas as crianças com necessidades especiais, mas também ao meio ambiente. A campanha começou no dia 1º de julho e vai até o dia 31 de dezembro deste ano.
Imagem: daqui

Considerado o primeiro serviço de hospedagem rodando 100% com energia solar, o Greenest Host parece que achou um nicho de mercado crescente e entrou na onda eco. Localizado no ensolarado sul da Califórnia os painéis solares dão conta de robustos servidores com tecnologia AMD Opteron que consomem até 60% menos energia que seus predecessores. Que idéia não?
fonte: RedFerret
Não sou fã dos chocolates da Hershey’s mas a empresa marcou um golaço esta semana ao se comprometer com o Greenpeace a não usar matéria-prima transgênica na fabricação de seus produtos. A empresa vinha sendo pressionada pelo Greenpeace desde a Semana do Consumidor, em março, a informar sobre a procedência dos ingredientes que usava. Como comprava óleo de soja e gordura vegetal da Cargill, era grande a chance de seus chocolates serem produzidos com transgênicos. E com isso os chocolates da empresa deveriam ter em suas embalagens o símbolo do T num triângulo amarelo, conforme manda a lei de rotulagem - que por sinal está ameaçada por pressão da bancada ruralista e dos defensores dos transgênicos, como a senadora Kátia Flávia (oops, Abreu), do DEM/TO.
Mas enfim… o caso é que a Hershey’s correu atrás do prejuízo, substituindo a Cargill pela Brejeiro e a Imcopa, que não trabalham com soja transgênica. Assim, passa a respeitar seus consumidores, o meio ambiente e, de quebra, ainda entra para a lista verde do Guia do Consumidor do Greenpeace. Tenha o seu sempre a mão para exercer o consumo consciente e ambientalmente responsável.
E vc, Garoto? Vai ficar de bobeira?
Quando comecei meu projeto de fazer uma hortinha na varanda de meu apartamento, nem imaginava que pudesse dar certo. Na verdade, eu não acreditava muito que que iria conseguir, pois sempre tive mão pesada para plantas. Mas, quando as plantinhas começaram a brotar, pude ver como a natureza é sábia e não precisa de nada mais, além de cuidado e atenção.

alfaces, coentro e cebolinha
Minha hortinha está crescendo. A cada dia fico mais bestificada ao ver que a natureza é tão generosa e pede tão pouco em troca. Já tive de replantar as alfaces em outra floreira para que elas tenham mais espaço para crescer. O coentro é tão cheiroso. A gente, acostumada a comprar estas coisas no mercado, perde o frescor e o perfume das hortaliças. E o sabor então… Não vejo a hora de saborear minha primeira saladinha plantada por mim, hehe.

Plantei também tomate-cereja, que já está bem grandinho.
Este “vaso’ em que plantei os tomates-cereja era um balde de lixo que reaproveitei na hortinha. Minha varanda está ficando verde, hehe. A Princesinha tem o maior carinho com as “comidinhas”. E gosta de regar, com muito cuidado: “bebe tudo, viu”, diz elas às plantinhas.

O coentro tem um cheirinho delicioso
Estou adorando esta experiência. Tomara que dê certo. Já plantei algumas sementes de maxixe também, mas eles ainda não deram o ar de sua graça. Daqui a alguns dias, talvez tenhamos novidades. Tomara.
E vocês, já se animaram em fazer sua hortinha também?
Imagens: mini-horta na varanda de meu apartamento
Quando fiz o post sobre o projeto Rota da Reciclagem, a Anny comentou sobre a reciclagem de isopor. Então, Anny, este post é pra você!
Na minha cabeça, isopor é um super vilão na reciclagem. E pode ser mesmo!
Apesar de existirem processos que permitem reutilizar isopor como matéria prima na fabricação de outros produtos ou até transformá-lo de novo em poliestireno, é praticamente inviável fazer isso funcionar.
Além do isopor ter baixo valor no mercado, sua densidade e peso são baixos. Para ter uma idéia, basta saber que um caminhão tanque lotado de Poliestireno Expandido transporta apenas cerca de 190 kg de isopor. Para a reciclagem, é preciso juntar toneladas de isopor, quer dizer, ter enormes espaços nos depósitos para acumulá-lo e muitas viagens para transportá-lo.
Some-se a isto, a desvantagem ambiental do longo tempo de decomposição na natureza e entenderemos por que isopor é tido como um vilão da reciclagem.
A Associação Brasileira de Poliestireno Expandido, Abrapex, mostra o processo em detalhe e ainda tem um guia de padronização. No site da Prefeitura de S. Paulo, descobri que faço tudo certinho: lavo, seco e mando para a coleta seletiva. A notícia de 2006 diz o seguinte:
Levado às centrais de triagem, o isopor é separado dos demais resíduos, compactado e comercializado. Atualmente são recicladas trinta toneladas de isopor por mês. A expectativa é que esse número dobre, melhorando a qualidade de vida de quem participa da coleta seletiva e da cooperativa que comercializa o material, pois o valor arrecadado é revertido para os cooperados.
Aqui em casa eu tenho uma tradição: evito isopor como se fosse o diabo. Claro que às vezes não dá pra correr: hoje mesmo veio uma bandejinha junto com o lombo de porco. Tá gente, tá, não é pra comer carne, mas eu como um pouquinho… São as piores bandejinhas, inclusive, porque agora o povo inventou de “incorporar” o absorvente. O resultado é que não dá pra reciclar.
Parênteses. Hoje, na fila do supermerecado, vi uma cena que nunca imaginei: alguém comprou pokãs sem colocar no saquinho. Fica mais difícil para a moça pesar, mas evita um saquinho. A esperança de uma consciência mais profunda morreu com o ensacamento nos saquinhos do supermercado… mas é uma luzinha, eu sei que é.
No caso do isopor, o que você diz? Reduzir, reusar ou reciclar? Dá para ter os três ao mesmo tempo?