Que tal ser dono de uma parte do Pantanal? Pois uma planície nessa região do Mato Grosso do Sul custa 130.000 em créditos de carbono, valor que você pode facilmente conseguir… nos dados. Já despoluir uma parte da Amazônia exige ajuda comunitária além de sorte nas cartas. Parece brincadeira? E é: essas e outras ações são possíveis nas versões ecológicas de jogos tradicionais de tabuleiro, como o Banco Imobiliário e o War.
Com peças de plástico extraído de cana-de-açúcar e tabuleiro em papelão reciclado, o Banco Imobiliário Sustentável (Estrela) não mudou apenas na embalagem: o jogo deixou de lado sua apologia ao capitalismo selvagem para abraçar questões como energia eólica, biodiversidade e reciclagem de lixo. Com créditos de carbono, é possível comprar desde uma companhia de agricultura orgânica até a Serra da Canastra, em Minas Gerais, ou a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Na sorte ou revés, surgem ensinamentos como “sua empresa desenvolveu um programa de voluntariado para seus funcionários e a produtividade aumentou” ou “sua vida sedentária lhe rendeu um fim-de-semana no hospital”.
Outro jogo imperialista que enverdeceu foi o War: sua versão eco, o WeAtheR, foi criada pela Colméia e a AlmapBBDO a pedido do Greenpeace e pode ser jogada gratuitamente na internet. Ao contrário do que acontece com o Banco Imobiliário Sustentável, no WeAtheR, até a lógica do jogo mudou. Em vez de se digladiarem para conquistar continentes e derrotar inimigos, os jogadores precisam se unir para resolver problemas climáticos em várias partes do mundo. Há crises emergentes e crônicas, que devem ser sanadas por um ou vários ativistas do Greenpeace antes da 16a rodada. As cartas de ação permitem ao jogador se mover, pedir ajuda ou treinar outros ativistas.
Quem disse que defender a natureza não pode ser divertido?
Muito se fala em aumento do nível do mar, no degelo do Pólo Norte, do aumento da temperatura do planeta e tal, mas difícil visualizar o que isso realmente representa para nós, pobres mortais. Apesar da forte campanha de certos negadores do aquecimento global, a gente tá na marca do pênalti. E pior: há fortes evidências de que os líderes mundiais permanecem céticos em relação aos alertas que ambientalistas e cientistas vêm dando há anos. É mais fácil eles darem US$ 700 bilhões para salvar especuladores e tubarões de Wall Street do que tirar o planeta dessa sinuca de bico.
O site Climate Time Machine, que a Nasa colocou no ar recentemente, provavelmente não vai sensibilizar esses caras mais do que relatórios do IPCC ou imagens do que ainda resta do Ártico. Mas pode sensibilizar as pessoas e inspirá-las a aumentar a pressão sobre seus governantes. Quantos países têm plano para combater as mudanças climáticas? E não vale o arremedo lançado pelo governo brasileiro esta semana, ralo toda vida.
Na página da Nasa vc pode acompanhar graficamente a evolução do aumento das emissões de CO2 de 1980 a 2004 ou o que ocorrerá ao sul dos EUA ou ao delta do rio Amazonas caso o mar suba 6 metros (a quem interessar possa: a ilha de Marajó vai pro saco). E há quem diga que esses cenários são otimistas…
Já há um tempo alguém avisou, lá na Webees, do lançamento do Amazonia.vc no Orkut… confesso que nem fui olhar por conta das tempestades digitais que teimam em tumultuar o reino da Joaninha. Hoje tive que entrar lá, inescapável. E fui checar o treco. Ele junta mapa das queimadas, grupo de desmatamento e permite ao usuário protestar. Funciona bem direitinho e a voz do internauta-cidadão tem expressão tanto no portal Globo Amazônia como no Fantástico.
Em setembro, o Pará está campeão em protestos. Número bacanérrimo: 7.062.083. Melhor, o aplicativo mostra o tamanho do desmatamento e compara (já foram 17 estados do Rio de Janeiro para o chão este mês). Para usar, na barrinha da esquerda do yogurt, você clica em adicionar apps e procura por Amazonia.vc.
Acho que agora o Brasil do Sul Maravilha incorpora o Brasil do Norte Sensacional e talvez (talvez) a gente consiga conversar com nossos concidadãos locais e fazê-los colocar a mão na consciência. Sim, porque fica aqui combinado que quem derruba árvore ou coloca fogo é brasileiro também, né?
Como funciona:
Melhor? Lá no portal tem blog (nhe, mesmo nome do blog do Altino no Terra Magazine, e o que o Altino escreve é bem mais bacana…). Os internautas já estão mandando as imagens e os órgãos públicos tomando providências. Considero provada a minha tese: basta abrir canais eficientes de participação que o brasileiro entra e colabora. Viva!
Foto: Castanheira Sunrise, de Vicente Pinheiro, no Flickr da Ana Cotta
Que tal um Festival do Minuto com temas ambientais? A comunidade online inglesa Green Thing lançou a idéia em agosto e está recebendo filmes para avaliação. Os trabalhos concorrentes ao The Short Green Things Film Competition (Competição do Green Thing de Curtas) podem ter, na verdade, entre 1 e 2 minutos dentro dos seguintes temas: Stick With What You Got (Fique com o que vc já tem), Easy On The Meat (Devagar com a Carne) e Stay Grounded (Fique no Chão). O filme deve estar no Youtube, MySpace, Vimeo ou Yahoo Video. Os três vencedores de cada categoria serão anunciados pelo site em novembro. Os prêmio são câmeras digitas da Sony, celulares N95 da Nokia e divulgação pelo Yahoo, Nokia e MySpace.
Preparado? Então clique aqui e mande o seu vídeo!
Dois bons exemplos de curtas verdes:
GUSTY AND FORD, THE WALKING STORY
MEAT ROYALE
Uma dica para quem quer negociar seus recicláveis: vender, trocar, doar materiais ou até mesmo pedir doações, está neste site: setor reciclagem.com.br , um site de comunicação especializado em reciclagem para empresários, empreendedores e pesquisadores do ramo. Lá você pode deixar seu anúncio na Bolsa de Resíduos e consultar as ofertas que estão publicadas. Por exemplo, se você deseja doar materiais ou aceitar doação de recicláveis, basta clicar neste link e fazer o seu anúncio.

O site Fuelly permite você comparar o consumo do seu carro com o de outras pessoas com o mesmo carro ou de carros diferentes. Você pode monitorar o custo do combustível, o quanto o carro está consumindo ao longo do tempo e participar de discussões na comunidade. Tudo para você poder economizar no consumo do seu carro.

O vídeo ForestLove, do Greenpeace, viralizou e já rompeu a barreira dos 200 mil espectadores. Já já se tornará o mais popular do grupo ambientalista na internet, posto hoje ocupado pelo vídeo com a música do New Radical. Segundo o Viral Video Chart, continua na crista da onda após 10 dias de veiculação e está no top 20 da internet há uma semana!
Para não perder o foco, é bom lembrar: o vídeo faz parte da campanha para exigir da Europa um compromisso mais efetivo contra a importação de madeira ilegal de florestas tropicais como a Amazônia. A Comissão Européia vai discutir uma nova legislação nesse sentido agora em setembro - e vc pode ajudar a pressionar os caras, clique aqui e saiba como.

Considerado o primeiro serviço de hospedagem rodando 100% com energia solar, o Greenest Host parece que achou um nicho de mercado crescente e entrou na onda eco. Localizado no ensolarado sul da Califórnia os painéis solares dão conta de robustos servidores com tecnologia AMD Opteron que consomem até 60% menos energia que seus predecessores. Que idéia não?
fonte: RedFerret
A TetraPak, fabricante de embalagens longa vida, oferece um novo serviço para os neo-conscientes: o Rota da Reciclagem.
Através de um mashup no Google Maps, você digita o seu endereço e encontra cooperativas, postos de entrega voluntária e comércios que recebem as embalagens (e não só) para encaminhar à reciclagem.
Testei um pouco o serviço, com endereços genéricos e aleatórios (Rio de Janeiro, RJ; Vitória, ES) e o trem funciona direitinho. Teve gente no Twitter dizendo que tinha se localizado. (espero que leve seu lixo para lá a partir de agora).
O bacana é que eu sempre separei o longa vida (lavo e deixo secar, sim, que ninguém merece lixo sujo!).
E também sabia de outras reportagens, que é era um material digamos, complexo, para reciclagem - só pra começar, ele cabe em três contâiners: papel, plástico e alumínio. ERA. Hoje existem métodos bastante eficientes e interessantes para isso, um deles, inteiramente desenvolvido no Brasil, o forno de plasma.
Saiba mais sobre as embalagens longa vida:
O nome certo, avisa o Cempre é embalagem cartonada longa vida. Feita de papel, alumínio e plástico (polietileno) as santas caixinhas foram inventadas por Ruben Rausing e Erik Wallemberg a partir da premissa de que uma embalagem deve economizar mais do que custa. Começaram a circular comercialmente em 1953, na Suécia, e ganharam o mundo rapidamente. Diz o Cempre que no Brasil, o uso de embalagens cartonadas iniciou-se em 1957 (eu acho que está errado, no HowStuffWorks cita-se a década de 1970, faz todo o sentido. Na Wikipedia-pt, há datas diferentes também) e com grande aceitação, pois torna possível o transporte de produtos perecíveis em longas distâncias sem necessidade de refrigeração, chegando intactos e perfeitos para o consumo.
Veja algumas informações garimpadas lá no Cempre:
- Composta de várias camadas de papel, polietileno de baixa densidade e alumínio, a embalagem forma uma barreira que impede a entrada de luz, ar, água, microorganismos e odores externos e, ao mesmo tempo, preserva os alimentos. Além de diminuir o uso de conservantes, as cartonadas dispensam a refrigeração, economizam energia da geladeira e de caminhões frigoríficos; colaborando, portanto, para a diminuição do uso do gás CFC. O peso da Embalagem é outro fator importante, pois, para embalar um litro de alimento, são necessários somente 28 gramas de material.
- Por ser uma embalagem extremamente leve, seu peso não é tão expressivo no lixo urbano. Segundo dados da Limpurb (2005), as Embalagens Longa Vida correspondem a cerca de 1,18% do peso de todos os resíduos sólidos domiciliares da cidade de São Paulo. No caso de programas de Coleta Seletiva, o peso da Embalagem Longa Vida é de 2% segundo a pesquisa Ciclosoft de 2006 (CEMPRE).
- Uma vez as Embalagens Longa Vida separadas na coleta seletiva e encaminhadas para as indústrias recicladoras adequadas, não há limitações para a sua reciclagem e reaproveitamento de todas as suas camadas. Alguns cuidados podem auxiliar na melhor separação e armazenamento na coleta seletiva. É importante que as embalagens estejam livres de resíduos orgânicos, pois isso evita odores desagradáveis ao material armazenado. Outra forma de contribuir, é manter as embalagens compactas (sem ar), pois diminui o volume.
- O uso de Embalagens Longa Vida contribui diretamente para a redução de resíduos e poluição, pois é uma embalagem leve, que permite a conservação dos alimentos por um grande período de tempo.
- Em 2006, o Brasil reciclou 24% das embalagens longa vida produzidas - cerca de 46 mil toneladas.
- Cada tonelada de embalagem cartonada reciclada gera, aproximadamente, 680 quilos de papel kraft. No Brasil, é previsto um aumento constante da reciclagem dessas embalagens devido à expansão das iniciativas de coleta seletiva com organização de municípios, cooperativas e comunidade e ao desenvolvimento de novos processos tecnológicos. A taxa de reciclagem mundial é de 16,6% de Embalagens Longa Vida pós-consumo.
- O ano de 2006 registrou aumento nos preços das embalagens cartonadas pós-consumo que atingiram R$ 330 a tonelada (ou R$ 0,33/kg), uma valorização de 27% em relação a 2005 (R$ 0,26/kg). A reciclagem gerou R$ 83 milhões, com índice de 24,2%. O Brasil continua líder absoluto nas Américas, mantendo-se acima da média mundial (16,6%) e posicionando-se próxima à média européia (30%).
Aposto que se você divulgar tudo isso (ou simplesmente der a dica do novo serviço), a gente bate a galera na Europa. Taí uma competição que dá gosto, não?
O site Rota da Reciclagem é mais uma ação da Tetra Pak a favor da reciclagem e em defesa do meio ambiente. Este espaço mostra de forma didática como qualquer pessoa interessada pode participar do processo de separação e entrega das embalagens longa vida para a reciclagem. Informa ainda onde estão localizadas as cooperativas de catadores, as empresas comerciais que trabalham com compra de materiais recicláveis e os pontos de entrega voluntária (PEV) que recebem embalagens da Tetra Pak.
| No site da Rota da Reciclagem você vai encontrar sempre três ícones nos mapas de entrega de material reciclável. São os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária), conhecidos também como LEVs, as Cooperativas e os estabelecimentos comerciais. Todos estes locais recebem embalagens da Tetra Pak e são a porta de entrada da cadeia de reciclagem. Vamos conhecer melhor cada um deles: | |
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PEV - (Ponto de Entrega Voluntária)São os locais que recebem embalagens longa vida (entre outros materiais) para serem enviados à reciclagem. É o primeiro passo do processo, onde o material doméstico (pouco volume) geralmente é entregue. Boa parte das cidades já conta com estes postos, onde as pessoas podem depositar diretamente o material que separaram em casa.
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CooperativasIniciativas sociais que trabalham com a coleta e triagem do material reciclável (inclusive embalagem longa vida) para beneficiamento e envio aos recicladores. A maior parte do material coletado vem do trabalho dos catadores cooperados ou dos programas de coleta seletiva municipais.
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ComérciosLocais que compram material longa vida (e outros materiais recicláveis) para beneficiamento e envio aos recicladores. Eles adquirem o material, geralmente em grande quantidade, principalmente das cooperativas. Após a fase da coleta, as embalagens longa vida, já enfardadas, são enviadas às empresas recicladoras, que vão se encarregar de separar os elementos que compõem as embalagens e transformá-los em matéria-prima para uma série de aplicações.
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