
Protótipo C-Cactus, da Citroën
Os fabricantes de automóveis portugueses que não adequarem seus veículos a versões “amigas do ambiente” serão obrigados a subir seus preços ou terão prejuízos em conseqüência do agravamento da carga fiscal. Segundo a proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2009 existe a previsão de aumento dos impostos para os veículos com maiores emissões de partículas.
Também não terão mais a redução de 500 euros na carga fiscal os veículos com emissões de partículas inferiores a 0,005 gramas por quilômetro e passará a haver uma penalização de 500 euros para os carros que ultrapassem esse limite. O Governo português redefiniu os limites para a emissão de CO2 no cálculo do Imposto Sobre Veículos, de modo que os veículos com emissões mais elevadas acabam sendo penalizados devido às taxas anteriormente em vigor.
Outra medida tomada que beneficiará as empresas que vendam carros mais ecológicos é que os incentivos para os proprietários que pretendam abater os seus automóveis com mais de dez anos ficarão limitados à compra de automóveis novos com emissões até 120 gramas de CO2 por quilômetro, ou seja, somente os que apresentem baixos níveis de emissões de gases nocivos para a atmosfera.
Medidas assim, que mexam no bolso tendem a ser um empurrãzinho a mais na luta pela preservação do ambiente. Já que o lucro é a principal preocupação da maioria das pessoas, infelizmente, então que sejam aumentadas as cargas fiscais e sejam “premiados” os que diminuírem suas emissões. Talvez seja esta uma maneira mais eficiente para forças os grandes poluídores a serem mais limpos em suas ações: “limpando-lhes o bolso”.
Infelizmente, sabemos que não basta fabricar carros ecologicamente corretos. É necessário conscientizar os consumidores também. Tais carros dispendem de grande custo de produção. E, os que têm de continuar com seus carros tradicionais, podem, de alguma forma, economizar combustível usando seus veículos conscientemente. Diminuindo as emissões de poluentes, diminui-se também o peso no bloso do consumidor.
Ponto para o meio ambiente.
Fonte:jornal de negócios pt
Imagem: Protótipo C-Cactus, da Citroën:combina motor a diesel eficiente com elétrico

O Conama aprovou uma nova resolução, na 91ª Reunião Ordinária, para o descarte e gerenciamento de pilhas e baterias usadas. A nova resolução estabelece o recebimento das pilhas e baterias usadas pelos estabelecimentos comerciais. A medida visa a reduzir o teor de metais pesados , como o mercúrio, o cádmio e o chumbo presentes nas pilhas. Esta norma entrará em vigor em até 40 dias da data de aprovação, 11 de setembro, e revogará a Resolução de 1999.
Os supermercados, farmácias e outros estabelecimetos comerciais terão até dois anos para disponibilizarem pontos para o recolhimento de pilhas e baterias . Todo o resíduo recebido deverá receber destino ambientalmente adequado pelos fabricantes e importadores. Campanhas educativas serão promovidas para o consumidor, e também orientações serão disponibilizadas para o comércio.
A resolução solicita, também, que os órgãos do governo federal intensifiquem o controle e a fiscalização da importação e do comércio ilegal de pilhas e baterias que correspondem a 40% do mercado nacional. Solicita, ainda, ao Ministério da Fazenda incentivos para o consumo de pilhas e baterias recarregáveis em lugar das descartáveis.
Esta é uma medida que, sem dúvida, tem tudo para dar certo. O consumidor precisa se conscientizar do prejuízo ao meio ambiente provocado pelo descarte inadequado de pilhas e baterias. É de suma importância que se crie o hábito de levar a pilha ou bateria velha ao ponto de coleta, caso não se disponha de um carregador para reaproveitá-las o máximo possível.
Um carregador de pilhas pode até ser caro em um primeiro momento, mas a economia na compra de pilhas , em pouco tempo, compensará a despesa. E a quantidade de pilhas que deixarão de ser descartadas é algo que não tem preço. Comprei meu primeiro carregador de pilhas há um ano, e, de lá para cá, tenho economizado bastante com compra de pilhas e contribuído mais ainda para a preservação do ambiente. Pense nisto.
O ministro do Meio Ambiente está no cargo há 100 dias e nesse período já provocou muita polêmica. O Greenpeace fez uma lista com os pontos positivos e negativos da gestão do substituto de Marina Silva na pasta. Dá pra perceber que, até aqui, Minc deu mais bolas foras do que dentro…
LUZES
* Decreto de Crimes Ambientais;
* Criação do Fundo Amazônico para pagamento de serviços ambientais;
* Apoio à Moratória da Soja;
* Apreensão dos “bois piratas” em Unidades de Conservação;
* Fiscalização dos danos ambientais das usinas de cana em Pernambuco;
* Pacto da Madeira Legal assinado com a Aimex e a FIESP;
* Decisão no sentido de priorizar a implantação de Unidades de Conservação já criadas.
SOMBRAS
* Revisão do Decreto de Crimes Ambientais;
* Acordo para modificação do Código Florestal para permitir o plantio de exóticas na reserva legal;
* Licença para a construção de Angra 3;
* Licença para o asfaltamento da BR-319, sem o estabelecimento de medidas de proteção à floresta e avaliação da alternativa da ferrovia;
* Licença para o plantio de cana no Pantanal;
* Adiamento da vigência da Resolução do Conama que estabelece a redução do teor de enxofre no diesel;
* Anúncio de que o MMA não priorizará a criação de novas Unidades de Conservação;
* Submissão do Ibama às diretrizes de implantação do PAC;
* Desprezo pela ação coordenada entre o MMA e os demais Ministérios na execução do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento;
* Aceitação da ingerência do Ministro Mangabeira Unger na formulação da política ambiental, com a defesa explícita da necessidade de se limitar a proteção ambiental no país.
O ministro Carlos Ayres Britto, do STF, relator da ação popular contra a demarcação contínua das terras indígenas na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, votou agora há pouco pela sua improcedência e afirmou que todos os não-índios devem deixar a região.
Disse ele:
“Os rizicultores privados que passaram a explorar as terras indígenas em 1992 não tem qualquer direito adquirido na respectiva posse.”
O ministro Menezes Direito, pró-ruralistas e a favor da permanência dos arrozeiros na reserva indígena, pediu vista dos autos para segurar o jogo. O presidente do STF, Gilmar Mendes, suspendeu a sessão, que deve ser reiniciada amanhã.
Ayres Britto foi enfático ao afirmar que os índios e meio ambiente “são unha e carne” e que a presença dos índios nas fronteiras é “eficaz para a preservação ambiental e da soberania do país”, lembrando que eles se opuseram com eficiência e bravura às invasões de estrangeiros.
A entrevista abaixo com Hermínia Maricato, professora, arquiteta e ex-secretária de Habitação da prefeitura de São Paulo (gestão Luiza Erundina, PT), foi feita para um jornal da grande imprensa mas acabou engavetada. Como quem tem amigo não morre pagão, caiu nas minhas mãos e faço questão de publicar. Só não entendi porque o material não foi aproveitado no site do jornalão…
Maricato vai direto ao ponto: a gente dá muita atenção para soluções cosméticas, como a Lei Cidade Limpa, enquanto coisas muito mais importantes ficam em segundo plano.
A professora lembra que, enquanto brincamos de limpar as fachadas da cidade (o que na prática é totalmente falso…), mal conseguimos nos locomover, respiramos ar poluído, bebemos água podre e ignoramos a situação de 1 milhão de pessoas que moram em favelas construídas em áreas de proteção ambiental simplesmente por não terem onde morar na cidade. Priorizar a retirada de anúncios das fachadas no meio de tudo isso é “ridículo”, diz Maricato.
Nunca foi tão fácil invadir terras públicas na Amazônia e se dar bem. O Senado aprovou ontem à noite uma Medida Provisória praticamente legalizando a grilagem, que na prática incentiva a destruição da floresta.
Funciona mais ou menos assim:

“A Idade da Pedra não terminou por falta de pedra, assim como a Era do Petróleo acabará com muito crude no chão. É a vida.” - Sheik Ahmed Zaki Yamani, fundador da Opep.
Nos últimos dias, o Brasil deu passos decisivos rumo à sustentabilidade energética: anunciou um novo marco regulatório para a energia eólica a partir de 2009 e um leilão de energia eólica também para o ano que vem. E hoje, em Brasília, foi instalada uma Comissão Especial na Câmara, para discutir incentivos às energias renováveis. Pode ser o ponto de mutação do fim de nossa dependência em energias sujas (petróleo, térmicas a carvão, nuclear).
E isso tudo em tempos de mega-campos de petróleo descobertos na costa brasileira e intenção (equivocada) do governo Lula em torrar bilhões de dinheiro público em usinas nucleares…
Enfim… Por falar em ponto de mutação, Fritjof Capra estará no Brasil em novembro para participar de um fórum internacional de energia renovável e sustentabilidade.
Ontem à noite o Minc se reuniu com Lula e levou um decálogo de propostas que considera fundamentais para fazer uma boa gestão no Ministério do Meio Ambiente. Estavam entre elas a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, com civis e militares; aumento da verba do ministério e a manutenção da resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que exige que o governo não conceda crédito a fazendeiros envolvidos em crimes ambientais. Parece que obteve apoio do presidente para todas elas, e também da ministra Dilma Roussef - tida como madastra da política ambiental por muitos.
Meu vereador mandou bem (sempre votei no Minc quando morava no Rio). Mas o gol de placa foi levar à reunião em Brasília a proposta do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia, ou simplesmente Desmatamento Zero, que foi lançado em outubro passado por nove ONGs - Greenpeace, Instituto Socioambiental, Instituto Centro de Vida, The Nature Conservancy, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Conservação Internacional, Amigos da Terra e WWF.
A Marina era fã desse pacto e Minc parece que também é. Basicamente o projeto prevê o fim do desmatamento até 2015 com a injeção de R$ 1 bilhão por ano para compensar quem reduzir efetivamente a derrubada da floresta na região, além de pagar serviços ambientais. O dinheiro viria do governo brasileiro e também de outros países, instituições e fundos interessados em manter a Amazônia em pé.
O timing de aceitação do projeto não poderia ser melhor, justamente no momento em que começam a pipocar na imprensa internacional matérias discutindo uma possível internacionalização da Amazônia - a última delas veio do New York. Times. Recentemente a BBC também produziu um bom material sobre o tema, bem como os jornais The Guardian e The Independent.
Lula já deu a senha - e Minc e boa parte do movimento ambientalista atuante no Brasil também: a Amazônia é patrimônio da humanidade, mas sob gerência brasileira. Quer ajudar? Financie projetos do Desmatamento Zero no Brasil. A floresta agradece!
O Greenpeace fez uma proposta ainda mais ampla hoje na reunião da Convenção da ONU sobre Biodiversidade, que tá rolando na Alemanha, englobando todas as florestas tropicais do planeta. É um fundo internacional para o qual as nações mais ricas do mundo - e que mais poluíram até hoje - serão chamadas a contribuir para aumentar a governança em países e regiões em desenvolvimento com grandes áreas de florestas, como Brasil, Indonésia e países africanos. Os recursos podem chegar a 14 bilhões de euros por ano. Leia detalhes aqui.
Parece muito dinheiro, mas não é se levarmos em conta que o desmatamento das florestas tropicais é responsável por aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera – mais do que as emissões de todos os aviões, trens e carros do mundo inteiro. O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases estufa, graças às queimadas promovidas na Amazônia.
E por falar em floresta, o Greenpeace está lançando a campanha Meia Amazônia Não!, para tentar barrar o projeto de lei 6424/2005, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O projeto não foi apelidado de Floresta Zero à toa. Se for aprovado, vai diminuir a reserva legal em propriedades privadas na Amazônia de 80% para 50% e promover o plantio dos chamados cultivos energéticos (dendê, eucalipto, babaçu, cana-de-açúcar e afins) na região, além de permitir que áreas desmatadas num bioma sejam compensadas em outras - ou seja, na prática poderá deixar regiões inteiras no país sem mata.
Se você leu este post e tem alguma forma de ajudar a divulgar essa campanha - seja por email, msn, orkut, lista de discussão, blog, facebook, o que for -, peço sua ajuda. A meta é atingir 100 assinaturas para mostrar ao Congresso e ao governo que estamos de olho e não queremos mais destruição na Amazônia.
Visite a página, é bem legal. Ao entrar, vc ganha uma folha e nela outras se agregam cada vez que vc convida alguém. Cada folha agregada começa marrom e vai mudando de cor conforme a participação dessa pessoa - se ela assinar o manifesto, fica amarela. Se além disso convidar outra pessoa para participar, fica verde também.
O projeto Floresta Zero está na bica de ser votado - e mesmo aprovado, já que a pressão da bancada ruralista e de governadores como Blairo Maggi (MT) e Ivo Cassol (RO) tem sido gigante. Os mesmos que vibraram com a demissão de Marina Silva não param de esfregar as mãos com essa possibilidade.
Ou ajudamos a zerar o desmatamento ou eles zeram com a floresta - e sem uma ponta de arrependimento.

Documentário O Mundo Segundo a Monsanto, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, voltou à internet - encontrei no Dandelion Salad e no Wide Eye Cinema. Se vc ainda não viu, aproveita. É um documentário excelente sobre as práticas da empresa desde os tempos em que era uma gigante fabricante de produtos químicos até os dias de hoje, que se vende como companhia de produtos agrícolas.
Só não entendo porque a National Film Board of Canada, detentora dos direitos do filme, tem se desdobrado pra impedir que ele seja veiculado na internet - já tirou do Youtube, do Dailymotion e Google Video, entre outros. Será que os caras não percebem que sem a internet, esse documentário está fadado ao esquecimento, já que poucas redes de cinema, TV ou TV a cabo têm a disposição de bater de frente com uma empresa tão poderosa quanto à Monsanto?
Mas enfim… eles tiram, a gente põe!
E outra boa notícia é que o Parlamento francês recusou na semana passada um projeto de lei sobre transgênicos que não garantia a segurança dos plantios do país contra a contaminação genética provocada pelos cultivos geneticamente modificados. Vale lembrar que a última reunião da conferência sobre o Protocolo de Cartagena, em Bonn, terminou sem que fossem determinadas regras claras de punição para os responsáveis por essa contaminação - a Monsanto, por exemplo. Leia mais sobre o assunto no blog Outra Agricultura.
Para que as cenas chocantes desse pequeno vídeo não aconteçam mais nos oceanos do planeta, é preciso manter a moratória à caça comercial de baleias, instituída em 1987 na Comissão Internacional de Baleias (CIB) e criar santuários de baleias, como os já existentes no Oceano Índico (criado em 1970) e na Antártica (1994). Esses santuários protegem diversas espécies que estão ameaçadas de extinção, como as jubartes, segundo a lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES).
Muita gente pergunta por que temos que proteger as baleias, pra que elas servem, que mal tem caçá-las? Basicamente, as baleias são ícones da biodiversidade dos oceanos, são seres vivos mágicos, com complexa organização social e não fazem parte da cadeia alimentar humana - com exceção de povos tradicionais como os esquimós e alguns vilarejos mais afastados no Japão, Islândia e quetais. Mais interessante apostar no turismo de observação, atividade que vem crescendo e já movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano no mundo.
Em 1998, o Brasil propôs na CIB a criação do Santuário do Atlântico Sul, mas nunca se empenhou de verdade por sua criação. Por outro lado, países baleeiros como Japão e Noruega fazem lobby pesado para evitar a criação de santuários e derrubar a moratória à caça comercial. Agora em junho, haverá uma decisiva reunião da CIB em Santiago do Chile. O santuário do Atlântico Sul pode enfim sair do papel, mas para isso o Brasil tem que jogar todo seu peso político nesse sentido.
É para tal que o Greenpeace está com uma campanha online para o envio de uma carta pedindo que o presidente Lula convide outros países em desenvolvimento a apoiarem a idéia durante a reunião da CIB. O objetivo é chegar a 10 mil cartas. Até o momento, já foram enviadas 3.500 - e a data limite é 26 de maio, uma semana antes da reunião no Chile.
Peço 10 minutos do seu tempo para assinar a carta. É só clicar aqui, preencher o pequeno formulário e pronto.
Quem tiver blog e quiser ajudar, participe da blogagem coletiva que o blog Meu Veneno está articulando. A blogagem já tem até selinho de divulgação, esse aí debaixo. Bela iniciativa!