Arquivo de ‘Imprensa’ Categoria
Maquiagem urbana não é prioridade
14.08.08 - 22:47 | Categorias: Arquitetura, Governos, Imprensa, Legislação, Transporte

A entrevista abaixo com Hermínia Maricato, professora, arquiteta e ex-secretária de Habitação da prefeitura de São Paulo (gestão Luiza Erundina, PT), foi feita para um jornal da grande imprensa mas acabou engavetada. Como quem tem amigo não morre pagão, caiu nas minhas mãos e faço questão de publicar. Só não entendi porque o material não foi aproveitado no site do jornalão…
Maricato vai direto ao ponto: a gente dá muita atenção para soluções cosméticas, como a Lei Cidade Limpa, enquanto coisas muito mais importantes ficam em segundo plano.

A professora lembra que, enquanto brincamos de limpar as fachadas da cidade (o que na prática é totalmente falso…), mal conseguimos nos locomover, respiramos ar poluído, bebemos água podre e ignoramos a situação de 1 milhão de pessoas que moram em favelas construídas em áreas de proteção ambiental simplesmente por não terem onde morar na cidade. Priorizar a retirada de anúncios das fachadas no meio de tudo isso é “ridículo”, diz Maricato.

Oxidegradáveis não são solução
11.07.08 - 23:01 | Categorias: Imprensa, Meio Ambiente, Reciclagem, Tecnologia

frente da sacola

Encontrei ontem uma entrevista (publicada em 4 de julho) que me chamou a atenção, no Jornal Já, lá do Sul:

Pesquisador da Universidade do Estado da Califórnia, o Dr. Joseph Greene esteve semana passada falando a empresários e acadêmicos gaúchos sobre as confusões existentes em torno da degradabilidade de plásticos. A palestra, ocorrida na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (na Fiergs), foi um convite da ONG Plastivida e da Braskem/Copesul. Como especialista na questão dos resíduos plásticos, Greene deixou claro que se opõe à idéia dos oxidegradáveis, materiais plásticos que facilmente se dispersam em aterros, dando a falsa impressão de solucionar o problema dos resíduos sólidos. Greene mostrou que estes materiais, na realidade, deixam passivos ambientais mais graves, representados por substâncias tóxicas que escapam para o solo a partir da decomposição da matéria plástica que os abriga. Greene testou diversos materiais plásticos em diferentes tipos de aterros e concluiu que, por outro lado, a opção por não-biodegradáveis pode ser o anúncio de um desastre nos próximos anos.

A entrevista é longa e interessantíssima. O Dr. Greene fala com todas as letras: o melhor é conseguir a remoção do plástico! Leia a íntegra no site do Jornal, devidamente linkado. Vale a leitura para correr e começar logo a sua coleção de sacolas retornáveis. Ecoblogs são mais chiques!

Desmatamento zera nossos esforços
07.07.08 - 11:42 | Categorias: Imprensa, Meio Ambiente, ONGs, Preservação, Sustentabilidade

Alguém pode me explicar porquê diabos um país assina tratados, a gente faz um esforço danado para reduzir, reusar, reciclar - enquanto não há nenhum avanço para preservar a pouca mata que nos resta? A gente perde dinheiro, seres humanos do além!

O nome do homem que conta tudo é Hugo Penteado, autor de ecoeconomia, que já está na alça de mira da dona Joaninha. Enquanto eu não chego, o portal do Instituto Ethos fez uma entrevista com ele (a Marília Gabriela também, mas quem acha alguma coisa naquele site da GNT???)

Vai um trechinho aqui, só pra vocês irem lá ler tudo, ok?

Eu não sou ecologista, eu continuo sendo economista. Mas o primeiro aspecto é que não dá para separar as duas coisas. Eu acho que isso é um grande mito. O ser humano acha que ele é capaz de produzir alguma coisa. Infelizmente, a má notícia que eu tenho para dar é que o ser humano não produz nada. O ser humano não produz nem matéria, não produz energia. Ele é um mero transformador dos recursos. E isso significa que tudo que está em nossa volta, sem exceção, veio da natureza, inclusive o sistema econômico. Então não dá para escapar disso. As duas coisas estão extremamente interligadas e interdependentes. E a outra má notícia é que o sistema econômico não é a ponta forte. É a ponta fraca porque o meio ambiente oferece serviços que nós não somos capazes de produzir e que estão sendo abalados por causa da nossa atuação precária e descuidada em relação ao ecossistema.

Prometo que escreverei mais sobre ecologia e economia. Já já, neste mesmo eco-canal.

Para quem entende inglês, vale a leitura do estudo da London Economics School… em pdf.

Roda morna
10.06.08 - 13:58 | Categorias: Blogs, Governos, Imprensa, Meio Ambiente

O cartunista Caruso resumiu bem a entrevista do Carlos Minc dada ontem no Roda Viva com uma charge em que aparecem várias palavras e siglas ligadas ao tema meio ambiente ditas pelo ministro e uma grande interrogação vinda da bancada dos jornalistas escalados para o programa. Com exceção de Michel Astor, correspondente da Associated Press, que mostrou estar preparado discutir com conhecimento de causa os assuntos tratados, os demais coleguinhas patinavam nas perguntas, procurando muitas vezes mais a futrica do que o esclarecimento de temas relevantes como desmatamento na Amazônia, Angra 3, transgênicos, desenvolvimento sustentável, etc.

E ainda ficaram de fora assuntos importantes como a recente reunião da ONU sobre biodiversidade, em Bonn (que contou com a participação de Minc); o envio ao Congresso, com 16 anos de atraso, do projeto de lei para a criação de uma Política Nacional de Combate às Mudanças Climáticas; e o boicote sistemático do governador Blairo Maggi a qualquer tentativa de se interromper o desmatamento na Amazônia.

Se deixassem só as perguntas dos telespectadores enviadas por email, o programa ficaria bem mais interessante. Os temas mais quentes vieram deles. Fica então a sugestão: se os jornalistas mais tarimbados não puderem comparecer num próximo programa, convidem os telespectadores para a bancada!

ADENDUM: A Lucia Malla, minha companheira lá no Faça a Sua Parte, observou em seu blog que achou o Minc muito político, muito ensaboado. Ela participou do Roda Viva, enviando mensagens pelo Twitter. Numa troca de emails hoje, conversamos sobre o assunto e eu observei o seguinte: o Minc tem todo traquejo de político e eu acho isso importantíssimo para o sucesso das demandas ambientais. Sem esse jogo de cintura, Minc seria engolido por cobras-criadas da política. Ele é um ambientalista atuando na política e não um político maquiado de verde, como temos vários por aí…

Fui durante anos seu eleitor no Rio de Janeiro e acho que ele pode se sair bem como ministro. Mas vamos ver as cenas dos próximos capítulos…

De bico fechado*
06.06.08 - 23:10 | Categorias: Animais, Dicas, Imprensa

Nem o mamão fresquinho que você oferece diariamente, nem a vista privilegiada do quintal: seu canário preferido, aquele que você trata como um integrante da família, simplesmente parou de cantar. Da noite pro dia, fechou o bico.

Para entender porque o passarinho não canta, é bom saber, antes, porque ele cantava.Os pássaros cantam para defender seu território e chamar a atenção da fêmea. É ela quem vai escolher o melhor cantor”, ensina Johan Dalgas Frisch, um dos maiores especialistas em aves do Brasil. Depois que os ovos chocam, as aves cantam para ensinar sua melodia aos filhotes, uma música tão única que não existem dois pássaros com a mesma melodia.

Canários trocam as penas na passagem do outono para o inverno. Nessa época, é comum que eles fiquem quietos, afinal, a temporada de namoro só começa na primavera, quando ele deve estar de roupa nova e voz afinada. Mas pode ser que ele já esteja de plumas novas e ainda não queira dar nenhum pio.

Espelho, espelho meu
Pode ser que seu canário se sinta solitário entre tantos seres humanos. Prenda um espelho dentro da gaiola. Ele vai achar que tem outro macho no pedaço e vai cantar para afastá-lo. Fique de olho para que ele não leve a coisa a sério demais: se perceber que seu canário está inquieto com orival”, tente outra solução.

Som na caixa
Coloque outrocantor” por perto. Pode ser um pássaro ou mesmo um CD com a gravação do canto dos canários. Ouvir um concorrente cantando vai estimulá-lo.Se não der certo, ponha uma canária numa gaiola meio longe”, sugere Frisch. Seu canário vai cantar para trazer amoça” pra perto.

Voz de tenor
Alguns descuidos podem acabar com a cantoria. Deixe a gaiola tomar sol, mantenha-a em um local sem correntes de vento e cubra-a quando fizer frio. Dê couve, alpiste, banana, mamão, maçã e, às vezes, ovo cozido (para que ele ganhe proteínas e fortaleça os músculos do canto).

Água que passarinho não bebe
Fique de olho na água que seu canário usa para beber e tomar banho: ela pode estar contaminada por fezes. Tenha dois bebedouros e lave o que não está em uso a cada dois dias - deixe-o de molho em uma colher de sopa de cândida diluída em um litro de água. Faça o mesmo com a vasilha de banho.

*Versão sem cortes de reportagem publicada esta semana na revista AnaMaria.

Aparecemos no Multishow
05.06.08 - 3:25 | Categorias: Arquitetura, Blogs, Design, Imprensa, Rede Ecoblogs, Sustentabilidade

Rodrigo Barba - Bastidores - Multishow - Fábio Júdice

Foi agora a pouco no programa Bastidores do Multishow em uma edição voltada para idéias ecologicamente corretas, sustentabilidade entre outras coisas. Veja o vídeo abaixo só da parte em que aparece o blog, assim que possível coloco o vídeo inteiro e com os outros projetos comentados.

Queria agradecer a todo mundo que acessa o blog. Em especial ao amigo Cristian que conseguiu disponibilizar o vídeo pra gente poder colocar aqui, a Juliana minha esposa que sempre dá a maior força pra continuar aqui escrevendo e divulgando coisas bacanas sobre sustentabilidade, design e arquitetura. Aos amigos Clauber, André Melim e o Junior Stazak que ficaram relatando tudo que acontecia no programa, porque estou sem televisão em Brasília hehe, e ao amigo Rodrigo Braz que ficou aqui comigo na ansiedade para ver o vídeo.

Um agradecimento também aos amigos e amigas da Rede Ecoblogs: Sturm und Drang, Ladybug Brasil, Mude o Mundo, Guindaste e Escriba. Não apareceu eu falando da rede mas pelo menos apareceu várias vezes o banner da rede hehe. E o apoio muito bem-vindo da Fundação MAPFRE que acreditou na idéia da Rede Ecoblogs. Agradecimento também a produção do Multishow sempre muito bem humorada, em especial ao Fábio Júdice e a Fernanda Eschenazi.

Vou ser cavalo quando crescer
15.05.08 - 18:30 | Categorias: Animais, Imprensa, Meio Ambiente

Não me recordo da primeira vez que vi um cavalo, mas lembro de ter ficado encantada com a potência de seus músculos e seu ar meio blasé. Meus colegas de infância queriam ser astronautas, médicos, bombeiros, bailarinas. Quanto a mim, sempre que um adulto me perguntava o que eu queria ser quando crescesse, a resposta era a mesma: um relincho. Para já irem se acostumando quando minha metamorfose estivesse completa.

Apesar de ter comido muita salada durante todos esses anos, não virei cavalo. Foi muito frustrante saber que jamais poderia espantar moscas com meu rabo. Mas se não poderia ser um cavalo, ao menos queria tê-los por perto. Então, resolvi ter aulas de equitação. Foi assim que conheci o Alex.

Alex mora numa suíte de 5 metros quadrados, com feno e alfafa à disposição, um veterinário particular e uma dezena de tratadores a seu dispor. Acorda cedo, toma uma ducha, passa perfume de cravo e, depois de um café da manhã reforçado, faz exercícios. Descansa um pouco, trabalha duas horinhas, almoça. Às vezes, ganha uma maçã de sobremesa. É alérgico a corridas, motivo pelo qual espirar toda vez que começa a galopar. À tarde, vai ao cabeleireiro e faz esteira. Não trabalha nos feriados, sábados e domingos e tem férias de fim de ano.

Ok, não é muito comum uma criança querer ser um bicho, mas também nunca tinha visto um cavalo que pensa que é gente.

PS: Começou hoje a segunda fase da Experiência Bons Fluidos. Passa lá?

A comemoração
30.04.08 - 20:24 | Categorias: Blogs, Imprensa, Meio Ambiente, Sites, Sustentabilidade

Acaba hoje, à meia-noite, meu treinamento ecológico intensivo. Depois de um mês gemendo a cada ladeira, pensando duas vezes antes de colocar a mão no bolso e tendo a casa cheirando a vinagre, posso dizer que agora sou Turquesa, um Verde ainda indeciso.

É claro que trinta dias não são o bastante para alguém se tornar Verde de fato, ainda mais se for radicalizar para o tom Verde Bandeira Militante. Mesmo assim, consegui pequenas vitórias: reciclar o lixo, tirar os aparelhos do stand by, imprimir nos dois lados do papel e usar sacola de feira já viraram rotina. E, a despeito de todo sofrimento antecipado, não comer carne nenhuma doeu menos do que engordar um quilo nesse período.

De dez hábitos que me propus a mudar, oito serão facilmente mantidos, uma média e tanto. A prova de fogo será daqui a poucas horas, quando irei comemorar o fim da Experiência Bons Fluidos. Preciso passar bem longe de uma churrascaria…

PS: Hoje é o último dia para votar no Prêmio Ibest. O Guindaste está concorrendo com outros 200 blogs na categoria Variedades, a mais disputada de todo prêmio. Você pode escolher o vencedor pela internet ou por celular: basta se cadastrar no site ou mandar um torpedo com o nome do seu candidato (Guindaste! Guindaste!) para o número 49120. O custo da ligação é de R$ 0,31 + impostos.

Trinta longos dias
31.03.08 - 22:43 | Categorias: Alimentação, Imprensa, Meio Ambiente

Eu e minha grande boca vamos passar um mês sem comer carne. Trinta dias inteiros, o que dá uns possíveis sessenta bifes, medalhões e estrogonofes a menos no mundo. Falando assim, parece uma atitude meio, digamos, drástica. Na verdade, a coisa é bem mais assustadora.

É que eu propus à revista Bons Fluidos a mudança de dez atitudes ambientais durante um mês. Algumas são simples: tirar os aparelhos do stand by, utilizar os dois lados do papel, não pegar sacolas plásticas, reciclar o lixo, consumir menos ou trocar os produtos de limpeza por vinagre, limão e sabão em barra. Outras são hardcore, como não comer carne, trocar o carro por bicicleta - vá lá, que seja ao menos por ônibus -, não comer carne, fazer uma composteira (dessa vez, prometo caprichar), não comer carne ou reutilizar a última água da máquina de lavar. Eu já disse não comer carne? Pois é. Segundo os ambientalistas, é crescente o desmatamento para a criação de áreas de pasto. Isso sem falar no desequilíbrio que as vacas criam no ar, liberando toneladas de gás metano por minuto.

Atlas do Carbono
25.03.08 - 18:13 | Categorias: Aquecimento Global, Imprensa, Meio Ambiente

Altas do Carbono

O Atlas é um projeto gráfico desenvolvido por Mark McCornmik e que foi publicado em dezembro de 2007 no jornal britânico The Guardian.
No Atlas os círculos representam as quantidades de dióxido produzidas em toneladas e as cores identificam os países emissores. Além disso, o gráfico fornece um ranking em ordem numérica dos maiores emissores de CO2. O Atlas com as explicações do autor está disponível para download em pdf (1,3mb).

fonte: Kelso Corner