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Eu preciso mesmo ser “verde”?

Esta é uma pergunta que devemos fazer a nós mesmos. Escolher entre ser verde ou não em sua compras. Diante da crise ambiental do planeta, das alterações climáticas, da poluição, da extinção das espécies, do desmatamento, que diferença faz as escolhas que fazemos?

É simples: as escolhas que fazemos são importantes e servem de exemplo para que outros ao nosso redor sigam as mesmas atitudes e, logo, começaremos a ver a diferença. Mesmo que seja para acompanhar as tendências, usar uma sacola sustentável, comer uma alimentação mais saudável, escolher objetos, roupas e móveis de baixo impacto ambiental, são atitudes cada vez mais freqüentes, seja por consciência ecológica, seja por modismo, não importa, desde que o ambiente seja poupado.

Quando os supermercados e shoppings perceberem que precisam investir mais em produtos verdes, oferecendo variedade de alimentos e objetos de consumo de menor impacto ambiental, então, os consumidores serão levados a mudar seu comportamento e, assim, coletivamente, faremos a diferença. Não tem cabimento o consumidor ter de “caçar” os produtos sustentáveis ao ir fazer suas compras. Estes têm de estar bem à vista, ao alcance das pessoas. O que vemos nas vitrines e prateleiras são biscoitos recheados com gordura hidrogenada, aparelhos eletrônicos e outros produtos que incentivam o consumidor a comprar impulsivamente.

Consumismo e comportamento, juntos, podem definir o que nós mesmos desejamos atingir no esforço para ser verde. O ideal seria se consumíssemos menos e consumíssemos melhor. E , se a nossa atitude influenciar mais pessoas, tanto melhor ainda. Se alguém passa a chegar ao trabalho de bicicleta, ou de moto, por exemplo, ou se comprou um carro híbrido a fim de reduzir significativamente o consumo de combustível e as emissões de um automóvel movido a gasolina, as outras pessoas podem, ao ver tais mudanças, pensar que é muito interessante esta atitude e comecem, elas também, a desejar mudanças em seus hábitos. Então poderemos ver a diferença.

E o mercado, por sua vez, acompanharia esta mudança de mentalidade de seu consumidores, porque as pessoas estariam comprando produtos mais verdes. É uma mudança lenta e difícil, principalmente se o público consumidor tiver um alto poder aquisitivo e, para alguns, infelizmente, tais mudanças afetarem sua imagem, pois, para eles, o mais importante é ostentar riqueza, em vez de ter atitudes que sejam uma solução para o problema ambiental e para ele também.

É bem verdade que a imagem luxuosa de celebridades usando produtos ecologicamente corretos influencia mais pessoas a mudarem seus hábitos. E produtos considerados caros e exclusivos tornam-se populares e amplamente disponíveis. Se o consumo de produtos orgânicos é associado à imagem de pessoas inteligentes, bonitas, saudáveis, o ser humano, sempre guiado pelo exemplo, é induzido a consumi-los também. E, à medida que mais pessoas passem a comprar alimentos orgânicos, por exemplo, mais investimentos podem ser feitos a fim de que se obtenham mais produtos de qualidade disponíveis no mercado.

É óbvio que tem de haver um compromisso se quisermos viver uma vida realmente de baixo impacto ambiental. Temos de abrir mão daquilo que desejamos ter e resistir à tentação de adquirir aquele novo modelo de equipamento e descartar o nosso usado, embora funcionando perfeitamente. Ter de trocar nosso estilo de vida para uma versão mais verde requer muito mais que comportamento, exige conscientização real.

Voltamos à pergunta: nós realmente precisamos fazer estas mudanças? Muitos ambientalistas defendem a idéia de que não temos mais escolha. Temos de nos comportar de maneira diferente se quisermos enfrentar os desafios do novo século. E comprar verde é o primeiro passo no caminho dessas mudanças. Principalmente porque já estamos vendo as conseqüências de não optarmos por uma vida mais verde: as alterações climáticas.

Evidentemente, o consumidor quer ter vantagem em tudo. E, providencialmente, com o aumento do preço do petróleo, optar por alternativas mais verdes, torna-se a opção mais barata. Da mesma forma que os preços dos fertilizantes químicos aumentam, a opção por alimentos orgânicos torna-se natural. A produção biológica pode utilizar até 26 por cento menos energia que a agricultura convencional. Então, a simples dinâmica do mercado pode ajudar os consumidores a mudanças para gerar menos poluentes no ambiente.

Quando os seres humanos perceberem que o verde é a opção mais viável, e começarem a se envolver em campanhas contra sacolas plásticas, contra combustíveis fósseis, contra depredação dos recursos naturais, teremos uma sociedade cada vez mais envolvida na questão ambiental e poderemos, então, ver uma enorme mudança de comportamento.

Imagem: Free digitalphotos

Troque seu tapete usado por um novo.

O site da eco Nomad 3M está promovendo uma campanha muito interessante para a empresa, para crianças, para o consumidor e principalmente para o meio ambiente.

O instituto 3M de Inovação Social e a APAE, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais se uniram para promover a responsabilidade socioambiental, por meio da reciclagem dos tapetes usados. É isso mesmo: quem for comprar um tapete novo da marca 3M Nomad, ao levar o seu tapete usado recebe descontos a partir de R$ 24,00 o m². O valor adquirido com a reciclagem dos tapetes é revertido em jogos educativos para as crianças com necessidades especiais, da APAE.

Os tapetes Nomad são feitos de PVC e 100% recicláveis. Vale a pena participar e ajudar , não apenas as crianças com necessidades especiais, mas também ao meio ambiente. A campanha começou no dia 1º de julho e vai até o dia 31 de dezembro deste ano.

Imagem: daqui

Chocolate sem culpa

Não sou fã dos chocolates da Hershey’s mas a empresa marcou um golaço esta semana ao se comprometer com o Greenpeace a não usar matéria-prima transgênica na fabricação de seus produtos. A empresa vinha sendo pressionada pelo Greenpeace desde a Semana do Consumidor, em março, a informar sobre a procedência dos ingredientes que usava. Como comprava óleo de soja e gordura vegetal da Cargill, era grande a chance de seus chocolates serem produzidos com transgênicos. E com isso os chocolates da empresa deveriam ter em suas embalagens o símbolo do T num triângulo amarelo, conforme manda a lei de rotulagem - que por sinal está ameaçada por pressão da bancada ruralista e dos defensores dos transgênicos, como a senadora Kátia Flávia (oops, Abreu), do DEM/TO.

Mas enfim… o caso é que a Hershey’s correu atrás do prejuízo, substituindo a Cargill pela Brejeiro e a Imcopa, que não trabalham com soja transgênica. Assim, passa a respeitar seus consumidores, o meio ambiente e, de quebra, ainda entra para a lista verde do Guia do Consumidor do Greenpeace. Tenha o seu sempre a mão para exercer o consumo consciente e ambientalmente responsável.

E vc, Garoto? Vai ficar de bobeira?

Minha horta de apartamento III

Quando comecei meu projeto de fazer uma hortinha na varanda de meu apartamento, nem imaginava que pudesse dar certo. Na verdade, eu não acreditava muito que que iria conseguir, pois sempre tive mão pesada para plantas. Mas, quando as plantinhas começaram a brotar, pude ver como a natureza é sábia e não precisa de nada mais, além de cuidado e atenção.


alfaces, coentro e cebolinha

Minha hortinha está crescendo. A cada dia fico mais bestificada ao ver que a natureza é tão generosa e pede tão pouco em troca. Já tive de replantar as alfaces em outra floreira para que elas tenham mais espaço para crescer. O coentro é tão cheiroso. A gente, acostumada a comprar estas coisas no mercado, perde o frescor e o perfume das hortaliças. E o sabor então… Não vejo a hora de saborear minha primeira saladinha plantada por mim, hehe.


Plantei também tomate-cereja, que já está bem grandinho.

Este “vaso’ em que plantei os tomates-cereja era um balde de lixo que reaproveitei na hortinha. Minha varanda está ficando verde, hehe. A Princesinha tem o maior carinho com as “comidinhas”. E gosta de regar, com muito cuidado: “bebe tudo, viu”, diz elas às plantinhas.


O coentro tem um cheirinho delicioso

Estou adorando esta experiência. Tomara que dê certo. Já plantei algumas sementes de maxixe também, mas eles ainda não deram o ar de sua graça. Daqui a alguns dias, talvez tenhamos novidades. Tomara.

E vocês, já se animaram em fazer sua hortinha também?

Imagens: mini-horta na varanda de meu apartamento

Você é um “velho gagá” ou um consumidor consciente?

Todo mundo já conhece (ou deveria conhecer) o desenvolvimento sustentável e o consumo consciente. Mas, será que existe um consumidor realmente consciente, daquele que busca encontrar o equilíbrio entre atender suas necessidades básicas e o impacto do seu consumo no meio ambiente?

Uma professora referiu-se a esta questão como sendo “coisa de velho gagá; besteira”. Será que o fato de uma tonelada de pedacinhos de papel reciclados poderem substituir o corte de 15 a 20 árvores é besteira? Será que uma pessoa que tem consciência de que seus atos de consumo afetam não só a ela mesma, mas a todos que vivem neste mundo e, principalmente, às futuras gerações, é um “velho gagá”?

É óbvio que há consumidores engajados, que se esforçam para economizar os recursos naturais, mas não radicalmente. E eu me incluo neste grupo. Ainda não pratico amplamente o consumo consciente. Utilizo muito o carro, por força das circunstâncias, e sei que contribuo para aumentar o lançamento de gases na atmosfera. Ainda não consegui reciclar ou reaproveitar todas as embalagens que trago para casa. Mas tenho procurado diminuir o consumo de alimentos de origem animal; levo minha sacola às compras e reutilizo as que eventualmente traga para casa; não tenho eletrodomésticos, como aspirador de pó, ar condicionado; utilizo gás natural no fogão e no chuveiro; e outras atitudes relacionadas ao consumo de água e energia, por exemplo.

Há também aqueles que praticam o consumo consciente, apenas para evitar desperdícios, por economia mesmo. Esses nem têm a opção de consumir desenfreadamente. Para eles o reaproveitamento de materiais e a reciclagem é até uma questão de sobrevivência. Estão conscientes de que seus aparelhos em stand by são responsáveis por até 15% do valor da conta de luz, por exemplo. E, ao pensarem em seu bolso, beneficiam o ambiente em conseqüência de suas necessidades econômicas.

Porém, o pior de todos é o consumidor indiferente, como aquela professora, que não se importa nem um pouco em rever seus hábitos de consumo por julgar que qualquer ação seja ineficaz para diminuir o impacto nocivo de suas emissões sobre o planeta, e que tais atitudes são besteira de “velhos gagás”, que acumulam cacarecos e ficam remendando as coisas para reaproveitá-las.

E você, é um consumidor consciente, que considera todas as suas práticas importantes para diminuar o impacto ambiental; ou um consumidor engajado, que se esforça para economizar, mas não é tão radical, como deixar seu carro em casa e trocar uma bela picanha por lentilhas; ou é um consumidor indiferente a questões ambientais e também nos considera “velhos gagás”?

Que tipo de consumidor é você: consciente, engajado ou indiferente?

Para aquela professora, eu sou uma velhinha bem gagá…

imagem: daqui

Como ficar verde em 30 Dias - 3*

MUDANÇA 7: Reutilizar água da máquina de lavar
A escassez de água potável já é uma realidade para 1,7 bilhão de pessoas no mundo. Na realização das tarefas cotidianas, cada um de nós gastamos 300 litros de água por dia - só num ciclo normal da máquina de lavar, vão 145 litros. Trata-se de um volume descomunal se levarmos em consideração que a água doce, que abastece da torneira à privada, representa menos de 2,5% de toda a água do planeta. Já pensou se falta quando você está com o cabelo cheio de xampu?
Grau de dificuldade: Médio, mas é preciso ficar pajeando a máquina de lavar.
O que aprendi: Dá para aproveitar a água de dois enxágües. O primeiro, com sabão, serve para lavar o chão e o banheiro. Para aproveitar o segundo enxágüe nas plantas, é preciso abolir o amaciante. Fora aquele cheirinho gostoso, senti pouca diferença nas roupas.
Isso eu faria diferente: Compraria mais baldes para captar a água da máquina. Eles enchem muito rápido.

MUDANÇA 8: Consumir menos
Miudezas de lojas de R$ 1,99, artigos de papelaria, guloseimas, roupas, acessórios, brinquedinhos tecnológicos: não importa o que está em exposição, a verdade é que vitrines são mesmo uma tentação. Muitas vezes saí de casa sem a menor intenção de consumir e acabei com o nariz grudado no vidro de uma loja. Consumir menos está intimamente ligado a desperdiçar menos e produzir uma quantidade menor de lixo. O impacto no meio ambiente - e na sua conta bancária - é imediato.
Grau de dificuldade: Médio, mas mais fácil para quem está numa fase duranga.
O que aprendi: Os marqueteiros são mesmo bons nessa coisa de despertar desejos…
Isso eu faria diferente: Se ir ao shopping para você é cair em desgraça financeira, deixe os cartões de crédito e débito em casa e saia com uma folha de cheque.

MUDANÇA 9: Não comer carne
Maiores responsáveis pelo desmatamento de florestas e regiões de mata nativa, as áreas de pasto vêm crescendo no mundo todo. Nas granjas, os dejetos das aves contaminam o solo e as águas com altos níveis de nitrogênio, fósforo, zinco e cobre. Quanto aos peixes e frutos do mar, o problema é outro: a pesca predatória, a poluição e as mudanças climáticas vêm destruindo sua capacidade de renovação. O Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente calcula que, nos próximos 30 ou 40 anos, a fauna marinha esteja praticamente extinta.
Grau de dificuldade: Difícil, ainda mais para carnívoros assumidos como eu.
O que aprendi: Na primeira semana, suava frio cada vez que passava perto de uma grelha. Descobri que a culinária indiana é rica em pratos com legumes e vegetais e mesmo os restaurantes que não são vegetarianos fazem bons pratos sem carne — basta pedir com jeitinho.
Isso eu faria diferente: Faria a mudança gradativamente e tomaria suplemento de vitamina B12: encontrada apenas nas carnes vermelhas, ela impede a anemia.

MUDANÇA 10: Deixar o carro em casa
A proposta era simplesmente não tirar o carro de casa, mas eu tinha de inventar moda e fui logo me atirando na rua em cima de uma montain bike emprestada, de marchas meio emperradas. A cada quarteirão, um novo motivo para entrar em pânico: uma hora é a subida íngreme, na outra, um carro que dá uma fechada brusca, um ônibus que buzina, um cachorro que late. Depois da segunda vez, me senti expert no assunto e já sabia até subir na guia sem descer da bicicleta.
Grau de dificuldade: Difícil para quem vive longe do trabalho - ou em um bairro cheios de ladeiras.
O que aprendi: São Paulo é mesmo cruel com os ciclistas: os motoristas não nos respeitam quando estamos na rua, os pedestres olham feio quando subimos na calçada. Andar a pé, de ônibus ou de carona é uma boa saída para quem não quer pedalar.
Isso eu faria diferente: Usaria uma bicicleta mais adequada ao transporte urbano e não uma montain bike, que se sai melhor em trilhas de terra. E faria um condicionamento físico mínimo uma semana antes, porque empurrar a magrela na ladeira é vexame.

*Última parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.

Como ficar verde em 30 Dias - 2*

MUDANÇA 4: Separar e reciclar o lixo
O país que se gaba de ser o maior reciclador de latinhas de alumínio é pródigo em sujar o planeta. De acordo com ambientalistas, cada brasileiro produz um quilo de lixo por dia, bem mais que a média mundial de 685 gramas por habitante. Não é preciso ser nenhum ecologista para saber o estrago que isso causa às cidades: garrafas PET vão parar nos córregos, sacolas plásticas entopem os bueiros, papéis causam acidentes nas estradas.
Grau de dificuldade: Médio no começo, fica mais fácil com o tempo.
O que aprendi: Quando você começa a separar os recicláveis, se dá conta do volume de lixo que produz. E memoriza o que pode e o que não pode ser reciclado - embalagens de isopor, por exemplo, ainda são ignoradas pela indústria da reciclagem.
Isso eu faria diferente: Consumiria menos e reutilizaria mais. Essas etapas anteriores à reciclagem raramente são colocadas em uso.

MUDANÇA 5: Usar produtos de limpeza biodegradáveis
A maioria dos produtos de limpeza tem algum tipo de solvente na composição: do benzeno ao tricloroetileno, todos contaminam o solo e os lençóis freáticos, às vezes, por anos. É um preço ambiental alto demais a pagar por uma casacheirando a limpa”, não?
Grau de dificuldade: Médio, exige um bom garimpo de produtos.
O que aprendi: Já existem no mercado opções de sabão em pedra e em pó que são biodegradáveis. Para encerar o chão e lustrar os móveis, basta misturar óleo vegetal com suco de limão. O resto fica por conta do vinagre branco: ele serve para desinfetar pisos, tirar limo e lustrar inox.
Isso eu faria diferente: Muitas marcas divulgam que sãoecológicas” ourespeitam o meio ambiente” quando continuam fabricando produtos tóxicos. É bom olhar com lupa as letras miúdas nas embalagens.

MUDANÇA 6: Fazer uma composteira
A internet está coalhada de sites com o passo-a-passo para montar uma composteira - aquele recipiente úmido e escurinho, onde restos de jornal, cascas de frutas, verduras e legumes e outros materiais orgânicos são transformados em adubo natural. Não há quase nada sobre seu uso em apartamentos. Em trinta dias, descobri o por quê: é que as composteiras precisam ficar ao ar livre. Só assim para que as mosquinhas dêem sossego e o fudum não se alastre.
Grau de dificuldade: Médio. Só que quando as mosquinhas aparecem, ai, ai…
O que aprendi: Os especialistas têm razão. Melhor deixar para quem tem quintal esse lance de adubo orgânico…
Isso eu faria diferente: Nada de papelão ou madeira: para fazer uma composteira em pequenos espaços, o ideal é usar uma grande caixa plástica como recipiente.

*Segunda parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.

Como ficar verde em 30 Dias - 1*

Adotar atitudes sustentáveis no dia-a-dia pode ser mais fácil do que parece: Carol Costa encarou o desafio de mudar 10 hábitos ao longo de um mês e conta as alegrias e dificuldades que encontrou nessa tentativa de ser mais ecológica

MUDANÇA 1: Tirar os aparelhos do stand by
Sabe aqueles olhinhos vermelhos que brilham na escuridão quando você se levanta à noite para ir ao banheiro? À espreita na sala, na cozinha e até mesmo no criado-mudo ao lado da sua cama, eles são a mais visual marca do desperdício de energia elétrica: estão ali, ligados, sem necessidade nenhuma. Pesquisas mostram que os aparelhos em stand by encarecem em até 20% a conta de luz. Está para surgir uma mudança ecológica mais fácil de aplicar do que essa.
Grau de dificuldade: Mamão com açúcar, só não pode esquecer.
O que aprendi: Meu consumo, que no mesmo período do ano passado foi de 171 kWh mensais, passou para 154 kWh, uma queda de quase 10%. Nada mal para um só mês.
Isso eu faria diferente: Nos primeiros dias, me esquecia de puxar os fios da tomada. É bom colocar lembretes pela casa.

MUDANÇA 2: Utilizar os dois lados do papel
Fim de expediente, uma colega de trabalho resolveu desentulhar a mesa e fazer uma limpeza em seus documentos. No dia seguinte, a lixeira estava abarrotada de papel. Peguei o maço e resolvi contá-lo, só para ter uma idéia do tamanho do desperdício. Resultado: 376 folhas, o equivalente a quase quatro blocos de papel sulfite. Algumas nem tinham sido usadas. Eram tantas folhas que serviram para abastecer a impressora por oito dias.
Grau de dificuldade: Tão fácil que pode ser adotado até no trabalho.
O que aprendi: De fato, as folhas que já foram usadas de um lado enroscam mais na impressora — contei uma média de duas para cada cem. Nada que desestimule sua reutilização.
Isso eu faria diferente: Juntaria maços de vários tamanhos, colocaria espiral e faria bloquinhos de anotação. Distribuiria todos entre meus colegas de trabalho.

MUDANÇA 3: Não pegar sacolas plásticas
Quem tem família grande ou faz todas as refeições em casa costuma rejeitar qualquer tentativa de livrar-se definitivamente das sacolas plásticas e ir ao supermercado com uma retornável. Comigo, que tenho quatro gatos abastecendo a caixa de areia todos os dias, não foi diferente. Como iria jogar a sujeira deles fora? A solução foi colocar uma lixeirona na área de serviço, revestida por um saco preto grosso, que agüenta até 100 litros de dejetos. Sacolinha, só no cestinho do banheiro.
Grau de dificuldade: Médio, requer pregação junto a balconistas e empacotadores.
O que aprendi: Contei 108 sacolinhas plásticas antes de parar de pegá-las em padarias, locadoras e supermercados. Ainda tenho o bastante para umas duas gerações.
Isso eu faria diferente: Não teria juntado 108 sacolinhas plásticas. Uma por semana é mais que suficiente.

*Primeira parte da versão original do texto publicado este mês na Bons Fluidos, com base no blog Experiência Bons Fluidos, mantido por 60 dias no site da revista. Leia as outras partes aqui e aqui.

As comidas secretas
26.06.08 - 21:45 | Categorias: Alimentação, Consumo Consciente, Produtos

Assim que a moça pede um croissant, o balconista pergunta:É para viagem?” Diante da afirmativa, ele pega o salgado, coloca em um saquinho de papel branco, coloca uns dez guardanapos dentro e bota tudo num saco de papel pardo com o logo da empresa.

O pedido do próximo cliente também é para viagem: um refrigerante, um copo descartável, um canudo num saquinho e mais dez guardanapos (deve ser um padrão de atendimento), tudo vai para outro saco de papel pardo com o logo da empresa. O curioso é que a criatura dá dez passos, procura uma das mesinhas da cantina e perde uns cinco minutos desempacotando tudo.

Peço um chá e o balconista me entrega uma caixa fechada. A coisa é tão solene que fico esperando ele me sussurrar: Escolhe um saquinho, dis-cre-ta-men-te, que eu embrulho tudo sem ninguém ver”. É melhor tomar o chá no balcão mesmo.

No supermercado, tenho de explicar para a moça do caixa e mais dois empacotadores que eu não vejo nada demais em levar meu pacote de pão de forma fora da sacola. Aliás, acho até divertido carregá-lo pelo chuveirinho da embalagem.Mas a senhora vai levar assim, APARECENDO?”

Eis o problema. Bateu um surto de pudor com comidas. As pessoas estão com vergonha de suas compras. Vai tudo pra sacolapara que elas se esqueçam que acabaram de, horror dos horrores, comprar um vidro de Nutella!

Do que concluo que posso ser presa se for pega comendo, sei lá, um hot dog, assim, na frente de todo mundo.

Reaproveite a caixa de ovos
21.06.08 - 15:59 | Categorias: Alimentação, Blogs, Consumo Consciente, Dicas, Reciclagem

Muito interessante esta idéia, do site Chega de Bagunça, de reciclar a embalagem de ovos, pintando-a com tinta acrílica (acrilex) para usá-la como Caixinha de Costura ou Porta Bijuterias. As divisórias são usadas como separação para botões, carretéis de linha, alfinetes e agulhas ou anéis, e brincos. Esta, da foto acima, reaproveita a caixa de papelão.

Há, também, no mercado, embalagens de plástico, como estas acima, que, infelizmente, acabam no lixo, se não forem separadas para a reciclagem. Elas também podem ser reaproveitadas como misturadoras de tinta nos trabalhos manuais, nas escolas, ou em casa. Até como forma de gelo elas podem ser utilizadas, ou como forma para bombons. Enfim, para o que mais a imaginação, quiser.

imagem daqui