
A Califórnia segue dando o exemplo. A Comissão de Proteção ao Oceano do estado americano está propondo três medidas para reduzir a quantidade de lixo que acaba poluindo o mar: banir as embalagens de isopor para alimentos, cobrança de taxas para o uso de sacolas de papel e/ou plástico, e (a principal delas, a meu ver) tornar os fabricantes responsáveis pela coleta e reciclagem das embalagens de seus produtos. É isso ou ver o mar se transformar numa imensa sopa de lixo!
Segundo a Comissão, essa última exigência já funciona em 33 países no mundo, encorajando a redução de material usado, reduzindo o peso final dos produtos, permitindo o uso de materiais recicláveis e obrigando os fabricantes a redesenharem seus produtos e embalagens. Na Alemanha, após quatro anos do início do programa, o lixo produzido por embalagens foi reduzido em 14%. É pouco ainda.
As empresas são contra, claro. Dizem que é melhor incentivar a reciclagem e ameaçam com desemprego. O velho discurso da indústria, mesquinha toda vida. Reciclar é bom, mas produzir menos lixo é ainda melhor. Reciclar gasta muita energia e recursos materiais e humanos. Ninguém em sã consciência acha confortável a quantidade de papel, plástico, isopor e quetais que acompanha um brinquedo, TV ou aparelho de som recém-comprado na loja. Repara só na pilha de lixo que se forma no Natal após a abertura dos presentes. É vergonhoso!
Lixo é um dos grandes problemas mundiais do século 21.
Pra mim, toda e qualquer empresa deveria ser responsável pela coleta e correta eliminação do produto que fabricou, seja uma embalagem, celular ou carro. Haveria exceções, claro - móveis por exemplo. Medidas como essa evitariam absurdos como a exportação de lixo eletrônico para países de Ásia, causando a intoxicação de milhares de pessoas.
O rápido avanço da tecnologia tem sido de mão-única, com o desenvolvimento de produtos cada vez mais modernos e eficientes, mas o uso de substâncias tóxicas na sua fabricação e a falta de preocupação com o seu destino final - o lixo - põe tudo a perder. Sem falar na tal obsolescência planejada…
Veja o caso dos Estados Unidos: em fevereiro do ano que vem, com a adoção da TV digital por lá, estima-se que cerca de 10 milhões de aparelhos antigos sejam dispensados no país, gerando um problema monstro. Apesar disso, poucas empresas têm programas amplos de reciclagem para atender a essa demanda e evitar que esse lixo contamine pessoas e o meio ambiente - provavelmente na Índia, China ou Paquistão. Para pressionar grandes fabricantes como Sony, Samsung, LG e Toshiba, entre outras, a evitarem essa catástrofe, ONGs americanas formaram a Electronics TakeBack Coalition e deram início à campanha Take Back My TV.
Os consumidores também têm seu papel nessa história toda. Na hora da compra, dê preferência a produtos que tenham pouca embalagem e que tenham sido fabricados de forma sustentável e responsável. Se informe na loja, ligue para o fabricante pelos serviços de atendimento ao consumidor, exija seu direito de saber o que está comprando. E questione sobre programas de reciclagem, principalmente de aparelhos eletrônicos. Quanto mais pessoas encherem os SACs (serviços de atendimento ao consumidor) das empresas, mais elas se sentirão pressionadas a tomar alguma medida. De tanto levar bica nas canelas, uma hora terão que se mexer.
Muito boa a dica que Rodrigo Barba deixou na Rede Ecoblogs: garrafas pet iluminando residências! É realmente uma idéia e tanto! Cada garrafa iluminada corresponde a 40 -60 watts, de acordo com um engenheiro elétrico que mediu a intensidade da “lâmpada-garrafa”. Sensacional!
Confira o vídeo:
Enquanto isto, no Rio de Janeiro, a Prefeitura tenciona instalar ar-concicionado nas escolas, critica indignada, Silvia Schiros, no Faça a sua parte . É um desperdício de energia sem tamanho, além de uma despesa desnecessária que poderia estar sendo utilizada para algo mais pertinente à Educação.
Quando eu me dirigia ao Espaço Gafanhoto, para ir ao LuluzinhaCamp, no sábado, pela manhã, observei que vários funcionários lavavam a entrada dos edifícios com uma mangueira de água que mais parecia aquelas de lava-jato, tamanha era a força com que jorravam. E um gasto de água desnecessário, pois estava chovendo e não havia necessidade de se lavar para a lama voltar. Alguns baldes de água já resolveriam o problema.
O mais revoltante foi eu ouvir do motorista de táxi, também indignado com a situação, que, ao interpelar um desses funcionários sobre o desperdício de água, ouviu a seguinte resposta: “Tem problema não! O patrão é rico, se acabar a água ele compra umas pipas.” É de arrepiar.

Esse porta guarda chuva produzido em cerâmica projetado pela Kyouei Design permite que a água contida no guarda chuva escorra para o pequeno potinho alimentando sua planta. Só tome cuidado se você morar em uma região muito chuvosa como Joinville, ou sua plantinha corre o risco de morrer afogada. O projeto é um dos destaques da ICFF 2008.

fonte: Inhabitat.
A Secretaria de Estado da Saúde vai conceder aos hospitais da rede estadual que adotarem medidas para a preservação ambiental e otimização de recursos hídricos. A certificação será oferecida a cada ano às unidades que implantarem ações efetivas, tais como educação ambiental para a comunidade, plantio e reflorestamento do espaço do hospital e entorno, tratamento de efluentes, coleta seletiva de lixo e reciclagem.
Hoje, algumas unidades do Estado de S. Paulo já têm projetos verdes. Ao todo, a Secretaria diz que já foram recicladas 60 toneladas de papel, 5 milhões/m³ de esgoto hospitalar, não se usam mais aparelhos com mercúrio férrico, plantou 15 mil mudas de árvores, implantou a coleta seletiva em diversos hospitais.

O horário de pico, compreendido entre 18h e 21h, é um grande problema para a economia de energia elétrica, pois enquanto a indústria e o comércio ainda não encerraram suas atividades, muitas pessoas já estão em casa tomando banho e passando roupas. O chuveiro e o ferro elétricos são os dois aparelhos que mais consomem energia em casa. Com tanta demanda no horário de pico, a capacidade de produção de energia não diminui.
Nasci e fui criado no Rio, mas não aprendi a surfar. No máximo pegava jacaré (ou bodysurfing, surfe de corpo) nas pequeninas ondas de Copa e Ipanema. Mas me amarro na cultura surfista, o respeito que têm pelo mar, a devoção, o companheirismo. Frequentei Saquarema na década de 1980 com uma turma de surfistas e curtia ficar horas a fio na praia, hipnotizado pelas ondas, pelas gatas, pelo perfume ambiente, pelo som. Tinha alma de surfista - mas não a habilidade…
Esta postagem faz parte da blogagem coletiva pelo Dia Mundial da Água

Dados da ONU avisam: em 2050 mais de 45% da população mundial não terá água sequer para atender as necessidades básicas diárias. A razão? Apesar do volume de água ser constante no planeta azul, provavelmente naquela altura do campeonato,
Hoje, dia 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água. Este post participa da postagem coletiva do Faça a sua parte.
Este ano o Dia Mundial da Água coincide com o Ano Internacional do Saneamento, desafiando-nos a refletir sobre a crise que afeta mais de um em cada três pessoas no planeta. A cada 20 segundos, uma criança morre como resultado da falta de saneamento. Isso significa que cerca de 1,5 milhões de vidas são sacrificadas por uma causa que nós sabemos bem como prevenir.
O dia 22 de março comemora o Dia Mundial da Água. Nesse dia teremos mais uma edição da postagem coletiva do Faça a sua parte.
Visite o Calendário Verde do Faça a sua parte e leia mais sobre o Dia Mundial da água. Clique no banner ao lado e informe-se. Veja por que o saneamento é um tema tão importante, não apenas para o meio ambiente, mas para todos nós. A Terra deveria chamar-se ÁGUA. Pense nisso. Há muita coisa para ser escrita.
PARTICIPE! Faça seu post e deixe lá, no Faça a sua parte , um comentário com o link do seu post. No dia 22 faremos lá , uma lista com os participantes. Depois, a lista será incorporada ao Calendário Verde do Faça a sua parte e seu post servirá de fonte de consulta para estudantes e para todos os que buscam informações e conhecimentos sobre a natureza.
PARTICIPE! Escreva seu post e Faça a sua parte!

Excelente o artigo de João Lara Mesquita publicado domingo, no Estadão, sobre a precária situação dos mares do planeta. O texto teve como inspiração o estudo Mapa Global dos Impactos Humanos nos Ecossistemas Marinhos, tocado por uma equipe internacional de cientistas e publicado na revista Science de fevereiro.
Entrevistei João Lara no final