
De minha hortinha… para o molho de soja.
A hortinha na varanda de meu apartamente está reaginho. As plantinhas gostaram de serem replantadas, seguindo a orientação de quem sabe. E, para minha surpresa, o cheiro verde (o coentro, nunca sei…) que nem existia mais (era o que eu pensava) voltou a brotar! É uma delícia ver como a natureza reage positivamente. Adoro quando pego os temperinhos na hortinha e os coloco em minha comida (aliás, natural também). Uma delícia!
Receita do molho de soja
Ingredientes:
Hidrate a soja em água durante 30 a 40 minutos. Escorra bem a água e reserve.
Coloque o azeite em uma panela e leve ao fogo. Acrescente cebola. Quando a cebola dourar levemente, coloque os tomates picados, o cheiro verde e os temperos de sua preferência . Acrescente a soja e refogue bem, até quase secar no fundo da panela. Coloque as xícaras de água e deixe cozinhar , em panela tampada, mexendo de vez em quando. Acrescente o molho de tomate e se desejar, azeitonas picadinhas, cenoura picadinha, etc.
Deixe cozinhar em fogo brando até engrossar.
Sirva com arroz branquinho ou como molho de macarrão.

“As folhas amareladas morrem para alimentar as demais.”

“As plantas precisam ser replantadas depois de algum tempo.”
Minha hortinha de apartamento não anda lá muito bem. Aninha, minha assessora para estes assuntos há tempos me informou que era preciso replantar as mudas. Eu estava preocupada com as folhas amarelando e caindo. A queridona Lunna explicou-me que há o processo natural, as primeiras folhas ficam amareladas e morrem para alimentar as demais. Adorei isto: ‘morrem para alimentar as outras’. Lunna também me lembrou da questão da adubagem que ajuda a fortalecer a terra. Eu uso adubo natural: casca de frutas e legumes.
Então, atenção: as pequenas plantas não duram pra sempre. Há uma hora em que começarão a exibir um mau aspecto, como vocês podem ver na primeira foto. Quando isso ocorrer, você deverá replantar as mudas! Bem, eu coloquei, em outra jardineira e em outro vaso, uma camada de pedras britadas, para evitar que o eles se encharquem. Coloquei terra adubada, dessas compradas em casas especializadas, e plantei novamente as mudas. Reguei-as até ficar bem úmido, sem exagerar.
Pois bem, fiz o dever de casa e replantei as mudas. Espero que minhas plantinhas voltem a crescer e se desenvolver. Ainda não consegui comer os tomatinhos porque a Princesinha gosta de arrancá-los “colhê-los” sempre que começam a ficar vermelhinhos. Ela se diverte, e eu mais ainda, hehe. Quanto ao coentro, à alface e ao espinafre, ela ainda não mostrou interesse em retirá-los. Tenho me deliciado com as verduras fresquinhas. E sem agrotóxicos, hehe.
Imagens:
coentro da horta
minhas plantinhas
Eu sempre quis ter uma casa no campo, mas nunca tive coragem de sair da cidade. Por mais que reclame do trânsito, da violência e da poluição, no fundo, eu amo viver num lugar que tem supermercados abertos na madrugada, lojas da Kopenhagen, Anima Mundi e a maior livraria do país. É claro que eu gostaria de ter isso tudo e dormir sem ouvir caminhões, andar sozinha sem ser assaltada ou não ter de botar bacias de água pela casa sempre que o tempo esquenta. Mas é a vida.
Eu já tinha me conformado em saber que não se pode ter tudo que se deseja quando as meninas da revista Bons Fluidos me convidaram para escrever um blog por lá. De repente, pintava a chance de eu ter uma casa no campo, sem abrir mão do meu apê laranjinha e urbano. Lá, eu teria sementes à vontade, um campo grande e já adubado e um monte de ferramentinhas maravilhosas para me ajudar na colheita. Topei na hora.
Hoje, seis meses depois que a Voadeira decolou, minha casa no campo ganha sua primeira reforma: o blog agora é atualizado de segunda a sexta-feira, tem promoções exclusivas e vai promover encontros presenciais todo mês. Você, que já é visita querida aqui no Guindaste, está mais que convidado para conhecer meu rancho no campo. E pode trazer os amigos para pernoitar. Espaço tem de sobra.
O pessoal da comunidade Permacultura lá do Orkut acaba de dar um presentão pra gente: a versão brasileira do filme A História das Coisas, da ativista Annie Leonard, que já foi visto por mais de 3 milhões de pessoas em mais de 200 países!
Os autores da façanha mantêm um site bem legal, o Permear, que vale a visita. Valeu, galera!
Sem mais delongas, aqui está o filme dublado!
(O pessoal da Hesperian Foundation se voluntariou para produzir DVDs e distribui-los. Se você está interessado, manda um email para stuff.for.allison@gmail.com e pede o seu!)
Quando comecei meu projeto de fazer uma hortinha na varanda de meu apartamento, nem imaginava que pudesse dar certo. Na verdade, eu não acreditava muito que que iria conseguir, pois sempre tive mão pesada para plantas. Mas, quando as plantinhas começaram a brotar, pude ver como a natureza é sábia e não precisa de nada mais, além de cuidado e atenção.

alfaces, coentro e cebolinha
Minha hortinha está crescendo. A cada dia fico mais bestificada ao ver que a natureza é tão generosa e pede tão pouco em troca. Já tive de replantar as alfaces em outra floreira para que elas tenham mais espaço para crescer. O coentro é tão cheiroso. A gente, acostumada a comprar estas coisas no mercado, perde o frescor e o perfume das hortaliças. E o sabor então… Não vejo a hora de saborear minha primeira saladinha plantada por mim, hehe.

Plantei também tomate-cereja, que já está bem grandinho.
Este “vaso’ em que plantei os tomates-cereja era um balde de lixo que reaproveitei na hortinha. Minha varanda está ficando verde, hehe. A Princesinha tem o maior carinho com as “comidinhas”. E gosta de regar, com muito cuidado: “bebe tudo, viu”, diz elas às plantinhas.

O coentro tem um cheirinho delicioso
Estou adorando esta experiência. Tomara que dê certo. Já plantei algumas sementes de maxixe também, mas eles ainda não deram o ar de sua graça. Daqui a alguns dias, talvez tenhamos novidades. Tomara.
E vocês, já se animaram em fazer sua hortinha também?
Imagens: mini-horta na varanda de meu apartamento
Nunca foi tão fácil invadir terras públicas na Amazônia e se dar bem. O Senado aprovou ontem à noite uma Medida Provisória praticamente legalizando a grilagem, que na prática incentiva a destruição da floresta.
Funciona mais ou menos assim:
Os banbanbãs do mundo se reuniram no Japão para discutir mudanças climáticas, crise alimentar e comércio mundial, e mais uma vez decepcionaram.
Disseram que topam reduzir 50% de suas emissões de CO2, mas só em 2050 e sem abrir mão de termelétricas a carvão! Ainda tentaram desfibrilar a cadavérica agenda nuclear, num claro deboche aos anseios do planeta por um desenvolvimento sustentável e baseado em fontes renováveis de energia.
No quesito agricultura, insistem no sistema industrial, que serviu a um propósito no século passado, mas a um custo muito alto - poluição do solo e dos rios, uso excessivo de produtos tóxicos, concentração da produção e distribuição de alimentos. O que mais espanta é que o discurso do G8 no Japão ignora solenemente a avaliação feita por especialistas reunidos pela ONU na África do Sul no início deste ano, de que a agricultura industrial faliu, está num beco sem saída, e não é a solução para a crise de alimentos. Veja o agronegócio brasileiro. É praticamente todo voltado à exportação de grãos, para alimentar animais lá fora, que são consumidos por uma ínfima parte da humanidade. O que sustenta a barriga do brasileiro é a agricultura familiar, responsável por 70% da produção de alimentos do país. E o relatório produzido pela reunião da ONU (uma espécie de IPCC da agricultura) aponta justamente essa agricultura familiar - e a agroecológica e orgânica - como solução para produzir mais e melhores alimentos.
Mas o que esperar de gente como Bush ou Berlusconi? O primeiro, aliás, é um dos principais responsáveis por toda essa crise alimentar, com suas guerras, incentivos à indústria do petróleo e à insana produção de etanol com milho e quetais - até o Banco Mundial atestou, em relatório sigiloso, que esse tipo de biocombustível é responsável direto pelo aumento nos preços dos alimentos. Se não fosse pelo jornal The Guardian, o documento não sairia da gaveta… A ONU já tinha avisado em maio sobre a possibilidade do caos acontecer e titio Fidel também (aliás foi o primeirão).
Em suma: no que depender desses caras do G8, o status quo do desenvolvimento mundial continuará o mesmo. Pelo menos nas próximas décadas. Mas a gente é chato pacas e vamos continuar na cola. Eles podem enganar muitos durante muito tempo, mas não todos por todo o tempo.
|
INSUMO |
MODO DE PREPARO |
MODO DE USO/INDICAÇÃO |
|
Chá de Sabugueiro |
Ferver 300g de folha em |
Pulverizar Controla pulgões |
|
Solução Água e sabão |
50g de sabão picado em |
Pulverizar depois de esfriar Controla pulgões e cochonilha |
|
Gergelim |
Providenciar um caminho de gergelim em volta do canteiro |
Controla formigas, pois mata o fungo do qual se alimentam. |
|
Suco de Pimenta |
Fazer suco de pimentas vermelhas e água |
Pulverizar Controla formigas cortadeiras |
|
Leite de Vaca |
Usar puro |
Pulverizar puro nas plantas controla o oídio em abóboras |
|
Soro de Leite |
Usar puro |
Pulverizar Controla ácaros |
|
Macerado de Camomila |
Imergir um punhado de flores em água por 2 dias |
Pulverizar Controla doenças fúngicas |
|
Macerado de Cebola |
|
Diluir na proporção de 1:3 - Pulverizar Controla lagarta e pulgões |
|
Cobertura com casca de arroz |
Utilizada como cobertura morta entre as plantas |
Controla pulgões e moscas brancas |
|
Macerado de manjericão |
|
Diluir na proporção 1:3 Controla besouros |
|
Coentro |
Cozinhar folhas de coentro em |
Diluir na proporção de 1:3 Controla ácaros e pulgões |
Dando continuidade ao projeto ‘Minha mini horta’, que iniciei no dia 19 de maio, na varanda de meu apartamento, quero mostrar as primeiras imagens do desenvolvimento das sementes. Estou muito orgulhosa de minha experiência, hehe.
Como relatei antes, plantei cebolinha verde, salsa graúda portuguesa e coentro português. Plantei, também, alface manteiga e espinafre Nova Zelândia. Agora, que as plantinhas começaram a germinar, já tenho alguma coisa para mostrar.
Hoje plantei, em uma lixeira de plástico, que virou vaso para planta, as sementes de tomate cereja. Ainda não plantei as sementes de maxixe, mas pretendo faze-lo em breve. O próximo post trará as imagens destas duas espécies, assim espero.
E vocês, que tal começar uma horta também?
A querida Aninha Pontes enviou-me estas belas imagens de suas vagens e tomates que crescem maravilhosamente em Mongaguá, llitoral de São Paulo. Eu tive a oportunidade de saborear os tomates frescos e sem agentes químicos, quando estive lá, com a Marcia Clarinha, por ocasião do lançamento do livro do Valter Ferraz. Que delícia! Nem se compara aos que a gente compra na cidade.
A querida Aninha Pontes enviou-me estas belas imagens de suas vagens e tomates que crescem maravilhosamente em Mongaguá, llitoral de São Paulo. Eu tive a oportunidade de saborear os tomates frescos e sem agentes químicos, quando estive lá, com a Marcia Clarinha, por ocasião do lançamento do livro do Valter Ferraz. Que delícia! Nem se compara aos que a gente compra na cidade.
Aninha também planta cebolinha, coentro, frutas, como um pé de graviola, maracujá, framboesa, acerola e flores. Gente,olhem isto!

Eu estou me aventurando com minha hortinha de apartamento, ainda em fase de germinação; mas nem se compara a do quintal da Aninha. Deliciem-se com estas maravilhas, direto de Mongaguá, do quintal da Aninha Pontes.