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A otária
02.12.08 - 1:34 | Categorias: Rede Ecoblogs

— Tem bateria Motorola?
— Bateria?
— É. A do meu celular anda muito fraca, não segura nem um dia inteiro.
— Que modelo é?
— Este aqui.
— Mas esse celular nem é tão velho…
— Pois é! Essas baterias de hoje não duram nada!
— Por que você não compra um celular novo?
— Pra quê? O meu está funcionando muito bem. Só a bateria é que está ruim.
— Olha, nem tenho mais dessa bateria aqui pra vender.
— Tira de um celular, uai!
— Não posso, você tem que comprar o celular inteiro.
— Onde posso encontrar só a bateria?

9 truques para reduzir em 30% a conta do supermercado*
01.12.08 - 1:47 | Categorias: Rede Ecoblogs

Ir ao supermercado sem fome é a lei número um de qualquer pessoa prevenida. Mas você sabia que gasta menos quando faz compras sozinho? Ou quando leva produtos das prateleiras debaixo? Esses e outros cuidados na hora de fazer as compras podem reduzir em até 30% sua conta supermercado! Anote as dicas do consultor financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Terapia Financeira.

Anote tudo
Antes de sair, faça uma relação dos produtos que estão em falta.

Mantenha o foco
Não pare nas seções que não têm os itens presentes na sua lista.

Vá sozinho

Tire um bicho da rua
29.11.08 - 0:26 | Categorias: Rede Ecoblogs

Morre de vontade de adotar um bichinho, mas não tem espaço, nem tempo para cuidar dele e, para piorar, seu filho é alérgico? Não tem problema. Se não dá para você ter um cão ou gato pertinho, fique perto deles ao menos de coração: adote-o virtualmente.

Há muitas maneiras de ser o responsável por um dos milhões de cachorros e gatinhos abandonados. Você pode apadrinhar um deles e depositar uma quantia, periodicamente, para que uma ONG ou um voluntário possa mantê-lo saudável e feliz. Também é possível doar rações, caminhas e remédios que bigodes e focinhos precisam

Os jogos de tabuleiro enverdeceram
25.11.08 - 19:42 | Categorias: Blogs, Educação, Meio Ambiente, Produtos, Sites

Que tal ser dono de uma parte do Pantanal? Pois uma planície nessa região do Mato Grosso do Sul custa 130.000 em créditos de carbono, valor que você pode facilmente conseguir… nos dados. Já despoluir uma parte da Amazônia exige ajuda comunitária além de sorte nas cartas. Parece brincadeira? E é: essas e outras ações são possíveis nas versões ecológicas de jogos tradicionais de tabuleiro, como o Banco Imobiliário e o War.

Com peças de plástico extraído de cana-de-açúcar e tabuleiro em papelão reciclado, o Banco Imobiliário Sustentável (Estrela) não mudou apenas na embalagem: o jogo deixou de lado sua apologia ao capitalismo selvagem para abraçar questões como energia eólica, biodiversidade e reciclagem de lixo. Com créditos de carbono, é possível comprar desde uma companhia de agricultura orgânica até a Serra da Canastra, em Minas Gerais, ou a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Na sorte ou revés, surgem ensinamentos como “sua empresa desenvolveu um programa de voluntariado para seus funcionários e a produtividade aumentou” ou “sua vida sedentária lhe rendeu um fim-de-semana no hospital”.

Outro jogo imperialista que enverdeceu foi o War: sua versão eco, o WeAtheR, foi criada pela Colméia e a AlmapBBDO a pedido do Greenpeace e pode ser jogada gratuitamente na internet. Ao contrário do que acontece com o Banco Imobiliário Sustentável, no WeAtheR, até a lógica do jogo mudou. Em vez de se digladiarem para conquistar continentes e derrotar inimigos, os jogadores precisam se unir para resolver problemas climáticos em várias partes do mundo. Há crises emergentes e crônicas, que devem ser sanadas por um ou vários ativistas do Greenpeace antes da 16a rodada. As cartas de ação permitem ao jogador se mover, pedir ajuda ou treinar outros ativistas.

Quem disse que defender a natureza não pode ser divertido?

Por entre os dedos
22.11.08 - 1:05 | Categorias: Rede Ecoblogs

No meio do vaivém de pernas, vi algo se mexer timidamente, um movimento tão suave quanto o de planta balançada pela brisa. Não sei porque olhei para o chão. Bem no canto, camuflado pela terra, um par de minúsculos olhinhos piscou para mim.

Me agachei para confirmar e era o que eu imaginava — um filhote de pardal, ainda atordoado pela queda, tentava recolher suas asas flácidas, esparramadas pelo chão como folhas caídas. Me aproximei o mais lentamente que pude e, com as mãos em concha, recolhi o pequeno passarinho. O bico ainda tinha restos de comida. Mal senti seu coraçãozinho

Catchup e Mostarda
21.11.08 - 0:52 | Categorias: Rede Ecoblogs

Catchup e Mostarda sempre foram super apegadas. Primeiras a nascer de uma ninhada de cinco fêmeas, as duas gatas era praticamente iguais em sua pelagem tão rajada que mal se distinguiam as manchas. Catchup era a mais avermelhada, Mostarda, a mais castanha. As duas, dóceis e mornas, verdadeiras gatas-líquidas, daquelas que vão se esparramando no primeiro cafuné.

Por algum problema genético, as ninhadas de Mostarda eram cada vez menores. Dias antes de parir, estourando de gordas, as gatas sumiam de vista. Adoravam dar à luz no escurinho do meu armário de cobertores, para desespero

A casa no campo
10.11.08 - 22:25 | Categorias: Agricultura, Blogs, Imprensa, Meio Ambiente, Rede Ecoblogs

Eu sempre quis ter uma casa no campo, mas nunca tive coragem de sair da cidade. Por mais que reclame do trânsito, da violência e da poluição, no fundo, eu amo viver num lugar que tem supermercados abertos na madrugada, lojas da Kopenhagen, Anima Mundi e a maior livraria do país. É claro que eu gostaria de ter isso tudo e dormir sem ouvir caminhões, andar sozinha sem ser assaltada ou não ter de botar bacias de água pela casa sempre que o tempo esquenta. Mas é a vida.

Eu já tinha me conformado em saber que não se pode ter tudo que se deseja quando as meninas da revista Bons Fluidos me convidaram para escrever um blog por lá. De repente, pintava a chance de eu ter uma casa no campo, sem abrir mão do meu apê laranjinha e urbano. Lá, eu teria sementes à vontade, um campo grande e já adubado e um monte de ferramentinhas maravilhosas para me ajudar na colheita. Topei na hora.

Hoje, seis meses depois que a Voadeira decolou, minha casa no campo ganha sua primeira reforma: o blog agora é atualizado de segunda a sexta-feira, tem promoções exclusivas e vai promover encontros presenciais todo mês. Você, que já é visita querida aqui no Guindaste, está mais que convidado para conhecer meu rancho no campo. E pode trazer os amigos para pernoitar. Espaço tem de sobra.

O banho anual
31.10.08 - 2:24 | Categorias: Rede Ecoblogs

Primeiro, foram uns miados baixos e insistentes. Em poucos minutos, passaram para longos miados barítonos, tão graves que algum vizinho deve ter pensado que eu estava esquartejando meus gatos. E eu ainda nem tinha chegado ao box.

Assim que ouviu o chuveiro ligado, Grafite fincou dez unhas no batente da porta do banheiro. Parecia coisa de desenho animado: eu puxando de um lado e o bicho grudado na porta. Puxei a pele do cangote para manobrar as unhas afiadas e consegui desvencilhá-lo do batente, mas não rápido o bastante para levá-lo até o box: agora, ele se agarrava à torneira

Trocar o prato
17.10.08 - 14:56 | Categorias: Rede Ecoblogs

Eu mal tinha acabado de comer a entrada, o garçom já estava com as mãos no meu prato.

- Ei!
- Vou trocar o prato, senhora.
- Mas eu não quero que troque.
- Por quê?
- Eu é que pergunto: por quê tenho de trocar o prato?

Pela cara de surpresa dele, era a primeira vez que alguém lhe fazia aquela pergunta.

- Um minuto que eu vou perguntar ao maitre.
- Mas deixe meu prato aqui!
- Sim, senhora.

- O maitre mandou dizer que trocamos o prato para que a senhora possa comer num prato limpo.
- Eu não quero prato limpo.

Apague seu rastro ambiental
15.10.08 - 15:00 | Categorias: Rede Ecoblogs

Foi uma mãe de Connecticut, Marion Donovan, quem criou o que hoje representa o terceiro item mais comum nos aterros sanitários norte-americanos. Cansada de limpar as roupas sujas de seus bebês, ela costurou em algodão um bom pedaço do plástico da cortina do banheiro. Nascia o protótipo da fralda descartável.

Prática e barata, ela se popularizou rapidamente, a despeito de seu nefasto impacto ambiental — 68 anos depois, ainda é possível encontrar a fralda original de Marion em algum aterro de Connecticut. Ela está lá e ainda estará pelos próximos 432 anos, depois de ter