Foi na saída de uma reunião que o vi, amarelo e brilhante como ouro líquido. Por entre os indefectíveis biombos beges, a luz era um convite à contemplação. Achei uma sala com uma janela enorme e fiquei ali imóvel, observando.
Fazia tanto tempo que eu não parava para ver um pôr-do-sol que já tinha me esquecido dos narradores. Basta o dia estar claro e você conseguir uma vista privilegiada do horizonte uma praça ou a janela de um prédio mais alto para que apareça algum Galvão Bueno do ocaso. É sempre a criatura que diz coisas comoolha que luz!” oureparou no laranja que está no fundo?”. A coisa só acaba depois que o sol sumiu ou que alguém comentapuxa, e a gente aqui, trabalhando…”.
Ouvi dizer que, em Copacabana, os comentadores do ocaso terminam a narração com aplausos. Não duvido. Já vi gente bater palmas até em pouso de avião. Já no teatro, falam alto ao celular. Vá entender.
PS: Hoje estréia Experiência nova lá no blog da Bons Fluidos. Espero que eu não queime meu filme…
Ofertas: Clone Ps/2, Sorriso Maroto É Diferente - Ao Vivo, Windows Vista Ultimate Full
Posts similares:
I