Desmatamento zera nossos esforços
07.07.08 - 11:42 | Categorias: Imprensa, Meio Ambiente, ONGs, Preservação, Sustentabilidade

Alguém pode me explicar porquê diabos um país assina tratados, a gente faz um esforço danado para reduzir, reusar, reciclar - enquanto não há nenhum avanço para preservar a pouca mata que nos resta? A gente perde dinheiro, seres humanos do além!

O nome do homem que conta tudo é Hugo Penteado, autor de ecoeconomia, que já está na alça de mira da dona Joaninha. Enquanto eu não chego, o portal do Instituto Ethos fez uma entrevista com ele (a Marília Gabriela também, mas quem acha alguma coisa naquele site da GNT???)

Vai um trechinho aqui, só pra vocês irem lá ler tudo, ok?

Eu não sou ecologista, eu continuo sendo economista. Mas o primeiro aspecto é que não dá para separar as duas coisas. Eu acho que isso é um grande mito. O ser humano acha que ele é capaz de produzir alguma coisa. Infelizmente, a má notícia que eu tenho para dar é que o ser humano não produz nada. O ser humano não produz nem matéria, não produz energia. Ele é um mero transformador dos recursos. E isso significa que tudo que está em nossa volta, sem exceção, veio da natureza, inclusive o sistema econômico. Então não dá para escapar disso. As duas coisas estão extremamente interligadas e interdependentes. E a outra má notícia é que o sistema econômico não é a ponta forte. É a ponta fraca porque o meio ambiente oferece serviços que nós não somos capazes de produzir e que estão sendo abalados por causa da nossa atuação precária e descuidada em relação ao ecossistema.

Prometo que escreverei mais sobre ecologia e economia. Já já, neste mesmo eco-canal.

Para quem entende inglês, vale a leitura do estudo da London Economics School… em pdf.

Leia este post no blog Ladybug Brasil: Desmatamento Zera Nossos Esforços

 
Comentários
1 Comentários no post: Desmatamento zera nossos esforços
Hugo Penteado
10.08.08 - 16:29

Vi sua referência a mim, resolvi escrever. Obrigado. Estou à sua disposição. No meu blog, vc acha a entrevista com a Marília Gabriela.

Tenho que dizer que nada que falo é mérito meu, senáo de muitos homens e mulheres antes de mim que vem, desde 1920 dando alertas jamais ouvidos.

Mas devemos continuar conversando sobre isso e lutando. Eu aprendi que a esperança não depende de fatos, mas de ações. Se dependesse de fatos, eu já teria desistido, porque todo o momento sou atropelado só por notícias negativas e pela megalomania reinante de todos a minha volta, a falta de amor e o absoluto individualismo.

O que acontecer para o futuro da humanidade não depende de mim, nem de você, mas de todos.

Abraço

Hugo


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