Pare o aquecimento global
23.01.08 - 16:04 | Categorias: Aquecimento Global, Campanhas, ONGs

O vídeo foi legendado pelo StopGlobalWarming, uma ONG dedicada a amplificar as vozes dos seres de todo o mundo. À beira de um milhão de assinantes, promove a marcha virtual para acabar com o aquecimento, através da redução das emissões de carbono e medidas efetivas para acabar com o derretimento das geleiras. Coisa, que, aliás, também acontece no Sul do globo.

Leia este post no blog Ladybug Brasil: Pare o Aquecimento Global

 
Comentários
11 Comentários no post: Pare o aquecimento global
Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:34

Aquecimento Global

Luiz Domingos de Luna
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Sapo Dourado Panamenho
Da floresta americana
Beleza pura que emana
Da natureza em desenho

Amarelo, delgado e pulador.
Afilado, gentil e hospitaleiro.
Cantando no lindo desfiladeiro
Nos bosques um hino de amor

Predador do equilíbrio natural
No habitat rico dos pampas
Deslisa no declive das rampas
Numa felicidade sem igual

Dos rios, lagos e florestas.
Vaidoso no passeio matinal
Não vê o aquecimento global
Devorar sua história sua festa

O Fungo espera para atacar
O Planeta deu sinal de alerta
O fungo voa como uma flecha
O Sapo não vai mais cantar

Amarelo é a cor da atenção
Do sapo panamenho dourado
Da existência já foi tirado
Mais um ser em extinção

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:36

Pingo da vida?

Luiz Domingos de Luna
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Era um pingo
Começou a girar
Fiquei a olhar
O Seu caminho

Desceu a ladeira
Parou um segundo
Estava imundo
Cheio de poeira

Bolinha consistente
Ganhou conteúdo
Da parte o tudo
Sempre à frente

Rolou num tinteiro
Ficou colorido
Bicho sabido
Fugiu bem ligeiro

Atravessou uma vala
Passou na ferida
A Bactéria Lambida
A Vida levava

Pingo complicado
Todo disformado
É a vida da ferida
Ou o pingo da vida?

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:36

Interrupção

Luiz Domingos de Luna
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O Tempo quebra o espaço
No grito que foi sufocado
Corpo sem vida parado
Marca do tracejo Compasso

Deixei a marca no aço
Não completei a missão
Estou noutra dimensão
Não sei o que é que faço

A matéria não cabe em mim
A luz não curva o universo
Penso que atravesso
Um Horizonte sem fim

Estás próximo de mim
Mas como manter contato
Não sou um ser de fato
Sou uma onda vaga sem fim

Falta o ponto linha ou cruz
Ou uma voz para falar
Não posso sempre vagar
Numa atmosfera sem luz

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:37

Onda que chora

Luiz Domingos de Luna
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História dos papéis
O mouse a demarcar
Palavras que somem
Mas que vão voltar

A tela da história
Um trabalho a postar
Um instante eterno
Que não vai durar

Tudo a voar
Sempre escrevendo
De um tempo correndo
Não pode parar

Vida sumida
Na abstração
Vida já vivida
Em outra ilusão

No útero da terra
Vai transformar
Onda que passa
A outro repassa
Sempre a chorar

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:38

Passos

Luiz Domingos de Luna
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Passos que passo
Passos que vem
Passos do além
Não sei o que faço

É como um compasso
De um tempo passado
Já foi um chamado
Na imensidão do espaço

Ouvi um grito
Parecia um trovão
Na escuridão
Estava aflito

Pulei noutro astro
Deixei a pisada
Ta lá registrada
Como um mastro

Luz em ebulição
Fiquei assustado
Parece ter entrado
Noutra dimensão

Tudo tão diferente
Um carrossel giratório
Um som vibratório
No meu consciente

Sonho ou realidade
Não sei precisar
É um vôo a voar
Não tem gravidade

Uma mão me puxou
Numa frieza gelada
Não sei mais de nada
Num novo mundo estou

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:38

Transformação

Luiz Domingo de Luna
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Reguei uma planta
No meu jardim
Era um Jasmim
Beleza que encanta

Entre espim
Uma lagarta
Como uma carta
Vinha a mim

Toda enrolada
Comia clorofila
Pele colorida
De fogo chamada

Numa manhã florida
A lagarta sumiu
A borboleta me viu
Nos caminhos da Vida

Contemplando o chão
A asa em giro agitava
A Paisagem deixava
Na linha da imensidão

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:39

Travessia

Luiz Domingos de Luna
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A Parede da mente
Está quebrada
No conflito da estrada
É reviravolta somente

Á águia está lá
A asa ferida
Sem guarida
Sempre a voar

A água agitada
Tem que passar
Furacão no ar
Força anulada

Na superfície a pisar
O mergulho da morte
É o único suporte
Que espera chegar

Tremulante momento
Uma chuva de vento
A águia a carregar
Rasteja na onda
Como uma lona
O espaço ganhar
A asa dobrada
Tão fatigada
A praia chegar

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:40

O Gênio da Gravidade

Luiz Domingos de Luna
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Cada tombo uma queda
O Ser vivo a equilibrar
Não pode escorregar
Uma altura que esfarela

Quem anda de avião
Já fica preocupado
Numa pane é jogado
Corpo sem vida no chão

Gravidade impiedosa
Sempre a puxar das alturas
Até às vezes, dá tonturas.
De queda assombrosa

Lá da montanha, um condor.
Voava tranquilamente
Num instante somente
Pensei que estivesse parado
Parado nas alturas
Está tudo errado
Cadê tua força, puxador?
Eu estava enganado
Não era um condor
Não era um planador
Era um simples beija-flor
Enganando a gravidade.

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:42

Planeta que chora
Luiz Domingos de Luna
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Reflito sobre a vida
sobre o mundo rotativo
do universo exuberante
da beleza do ser pensante
do mundo mágico criativo
É o solo, é a existência roída
de um planeta que chora, exaurido.
De uma fumaça de gás cumprimido
De um berço que faz sentido.
De uma paisagem destruida
que teimo em desfrutar
a reta um ponto vai ficar
o fim, o começo a externar
O espaço a gritar
O ambiente somente?
A água ?
A selva?
O mar ?
E nós humanos ?
O planeta chora
A inteligência ignora?
Onde iremos morar?
sem terra, sem piso, sem ar
sem fogo, sem água, sem mar?
por que a poluição ?
o farelo da destruição
O lixo cultural ?
O rio é um esgoto
O mar está morto
O ar é aborto
de quem quer abortar,
assim, volto ao pó
não tem reciclagem
é uma viagem,
mas viajo só?

Luiz Domingos de Luna
03.12.08 - 12:43

Alma de Cupim

Luiz Domingos de Luna
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Adora a existência
Contempla o natural
O espaço sideral
Inteligência da potência

Muda a paisagem
Destrói a natureza
Maltrata a beleza
Em qualquer passagem

Dialética humana
Constrói o artificial
Dizima o natural
Da fumaça que emana

A construção de desertos
Na alma impregnada
Não pode sobrar nada
Em campos abertos

Qualquer jardim
Deve ser venerado
Aplaudido e aclamado
Querendo o seu fim

Luta demente
Não tem beleza
Não tem natureza
Não tem jasmim

Jardim da humanidade
Todos têm direito
Qual foi o defeito
Todos defendiam
Todos aplaudiam
Não tem mais jardim
Não tem mais culpado
O tempo rolado
Num mundo sem fim
Corpo humano
Alma de cupim

Luiz Domingos de Luna
08.12.08 - 15:21

Na Rota de Marte

Luiz Domingos de Luna
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Ó Vastidão de areia
Gás carbônico inalado
Estou todo sufocado
O Véu do ocre azuleia

O Frio agoniza a matéria
Poeira de gelo a esfarelar
Verde ou azul a complicar
Abstrata, vapor da artéria.

Monte Olympus a contemplar
Cânions da futura geração
Crateras horríveis no chão
Fossas de um mundo a passar

Gipso argiloso e ligeiro
O Meu guia a alertar
Estratos de sulcos a cortar
Água passa fica o cheiro

Altura que perdi
Na órbita ao girar
Meu guia a contar
Coisas que nunca vi


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