
Quem mora em áreas urbanas muitas vezes acredita que, pela distância entre si e as regiões de florestas, não há nada que se possa fazer a respeito. Isso não é verdade.
Além de diminuir o uso de papel e encaminhar os usados para reciclagem, dá para fazer sua parte sem ter de sair da cidade.
A nossa Denise Rangel, do Sturm und Drang, indicou aqui na Rede outro dia um programa muito interessante: o Clickárvore. Cada usuário cadastrado pode fazer um clique por dia, que é revertido no plantio de uma árvore.
O plantio das mudas é feito por ONGs apoiadas pelo projeto e quem banca os custos são os patrocinadores. Segundo o site, até hoje já foram doadas 21.131.555 árvores.
Outro post legal foi o da nossa Ísis Nóbile, do Xis-xis, com dicas para plantar árvores em cidades. Ela explica quais preocupações devem ser levadas em conta, como porte da planta, regras do governo e espécies indicadas.
Existem diversas maneiras de abraçar a causa. Uma delas, que você pode fazer ainda hoje, é ajudar a conscientizar as pessoas sobre a responsabilidade de todos na preservação do meio ambiente. A gente sabe muito bem como pequenas atitudes podem fazer diferença.
Use nosso e-card comemorativo para começar essa conscientização pelo seu círculo social!
A Camiseteria, loja online famosa por suas camisetas com estampas divertidas, lançou uma linha de ecobags, sacolas ecológicas usadas para substituir saquinhos de mercado.

São quatro modelos com estampas tão fashion quanto às das camisetas, para você fazer bonito ao ajudar o meio ambiente.
Além de diminuir seu impacto ambiental, você dá uma força para designers independentes. A Camiseteria é uma loja baseada no conceito de comunidade: recebe estampas de designers interessados, as coloca para votação no site e produz as mais votadas, dando uma chance a quem está começando na área.
As sacolas ecológicas são confeccionadas em algodão natural sem tingimento. Cada uma sai por R$ 45.
Não foi possível plantar uma árvore literalmente, no dia da Terra, conforme havia me progamado para participar da campanha “Plante uma floresta“, organizada pela
Experiência é outra coisa: profissional ou amador, o pescador é peça muito importante para tirar ou para salvar a vida de uma tartaruga marinha. Em fevereiro deste ano, três empresários salvaram, em Florianópolis, uma tartaruga de couro, da espécie Dermochelys coriacea, da morte. Eles pescavam a bordo de uma lancha e viram um desses animais arrastando um emaranhado de cabos de nylon, provavelmente de algum cabo de pesca, uma das maiores ameaças à essa espécie. O cabo de pesca ameaçava decepar uma de suas nadadeiras.
Não só as redes, mas também os espinhéis, são extremamente prejudiciais a esses animais, pois capturam as tartarugas levando-as à morte por afogamento. Segundo o TAMAR, projeto criado em 1980 para proteger as tartarugas marinhas, a solução para esses problemas está justamente na cooperação dos pescadores com o próprio Projeto na busca de soluções viáveis e que não prejudiquem a atividade pesqueira. O uso da tecnologia para o desenvolvimento de instrumentos de pesca menos predatórios é um exemplo de como superar essa situação, tendo já sido criado, inclusive, um novo tipo de anzol menos prejudicial, que dificilmente captura tartarugas marinhas.(Tamar)
Veja este vídeo do projeto Tamar e veja como este trabalho vem sendo realizado.
Imagem: News letter Tamar
A Ilha de Páscoa, também conhecida como Rapa Nui, é tida como um exemplo de más práticas ambientais. Segundo pesquisadores, em 300 anos os antigos habitantes detonaram seis milhões de árvores. Mas… o arqueólogo Chris Stevenson e sua equipe mudaram o rumo do passado. Eles acreditam que a população local deu seu último suspiro após a chegada dos europeus em 1800 d.C.
Para o pesquisador, foram as doenças européias que mataram os habitantes da ilha. Até agora, os cientistas afirmavam que – como ocorreu com outras civilizações antigas, exemplo, os maias – a população da Ilha de Páscoa morreu devido à fome, guerras, etc. Consequência da destruição o meio ambiente.
Stevenson conta que, apesar do desmatamento, eles já haviam encontrado formas sustentáveis de continuar vivendo no lugar: como adubação para restabelecer a saúde do solo e jardins para proteger as plantas. Aprenderam que deveriam todos consumir da mesma maneira para poder viver em equilíbrio. É possível que até as relações políticas mudaram. Afinal, ninguém poderia se dar ao luxo.
A notícia vi no bárbaro site do Science Daily – clique aqui para ler, em inglês.
Obs.: Eu SEMPRE quis ir para a Ilha de Páscoa ver os moais pessoalmente – aquelas estátuas que chegam a dez metros de altura e pesam toneladas. Qual não foi a surpresa quando, no Museu Britânico de Londres, me deparei com esse grandão aí da foto? Aliás, leia aqui meu encontro com a Pedra Roseta. Melhor rir, para não chorar.
Quando o Arctic Sunrise despontou no horizonte, lá longe, pequenino, singrando o mar em frente ao hotel onde estou hospedado, confesso que fiquei um tanto quanto exultante. Em meio a telefonemas e emails, articulando a presença da imprensa para registrar o momento, eu dava uma paradinha pra olhar aquele pontinho no oceano, chegando, chegando e… de repente, lá estava ele! A galera toda a bordo na lateral, segurando uma imensa faixa com o mote da
expedição que estamos tocando pelo Brasil, com as imensas turbinas eólicas que estão instaladas próximas ao porto de fundo. O pessoal passou três dias no mar, muitos enjoaram pacas - o Arctic é um quebra-gelo e tem calado alto, o que o faz balançar bastante, até mesmo os mais experientes ficam mareados - mas estavam ali, felizes, sorridentes, a postos, para o que der e vier. Dá prazer ver essa galera ralando pra tocar o projeto adiante. A Mari conta como foi a chegada, no blog da expedição, do ponto de vista de quem estava embarcada. Eu estava numa das duas traineiras que arrumamos para levar a imprensa ao mar próximo ao navio pra fazer imagens. Distribuímos dramin para evitar vexames e acompanhamos o Arctic até que atracasse no Porto de Mucuripe. Amanhã rola um seminário sobre energias renováveis, a bordo do navio, com autoridades públicas locais, especialistas no assunto (Steve Sawyer, do Conselho Global de Energia Eólica, tá na área) e gente do Greenpeace, para falar do potencial dos ventos do Ceará - o maior do país. Tô meio baleado, resfriado (graças ao maldito ar-condicionado e ao vento forte que fez hoje), e por isso paro por aqui. Vou descansar, ler um pouco, curtir um som no quarto do hotel. O pessoal tá lá no navio, comemorando a chegada. Eu brindo a todos daqui, com um suco de laranja, alguns comprimidos de cewin e spray de própolis pra garganta. Tim-tim!
Você já pensou em comprar a Bacia do Rio São Francisco ou ajudar a frear o aquecimento global? Pois saiba que essas ações viraram coisa de criança — ao menos nas versões ecológicas do Banco Imobiliário e do War.
Feito com material reciclado, o Banco Imobiliário Sustentável promove questões como proteção ambiental, coleta seletiva e responsabilidade social. Em vez de dinheiro, cada jogador usa créditos de carbono para adquirir propriedades como a Zona da Mata (AL) ou uma companhia de reflorestamento.
Proposta semelhante tem o WeAtheR, game on-line criado a pedido do Greenpeace. Jogado por até quatro internautas, a versão verde do famoso jogo de estratégia estimula os participantes a se unirem para sanar crises climáticas. Os militantes têm dezesseis jogadas para resolver todos os problemas ambientais.
Cuidar da natureza conta pontos!
Não conhecia Belém. Apesar de ter família na cidade, foi preciso o Greenpeace ir até lá pra eu circular pela capital nacional das mangas - as mangueiras estão por toda parte, para deleite da população e terror dos motoristas. Me senti em casa, até porque o belenense puxa o ‘S’ e o ‘R’ como os cariocas e descobri que tenho primos
na cidade, Ivanir e Dolores, adoráveis, foi ótimo passar uma tarde com eles, mandando ver no açaí e na torta de bacuri, suco de cupuaçu, tudo isso ao som dos milhares de periquitos (ou maritacas, vai saber) que fazem ninhos na imensa árvore que fica em frente à igreja de Nossa Senhora de Nazaré e do prédio deles. Curti muito Belém, o calor, a chuva refrescante de fim de tarde, a rica gastronomia local, a simpatia das pessoas, a proximidade da floresta amazônica, a música (o reggae local é brilhante!). Espero voltar um dia, de preferência com meus filhos.
Ficar tanto tempo sem atualizar o blog é foda porque acontece tanta coisa nesse meio-tempo que fica até difícil de organizar tudo num post, sem que ele fique gigantesco e cansativo pra ler. Mas enfim, vou desaguar tudo que está na minha memória, assim, se sopetão, até porque já estou em Fortaleza e tenho que acordar cedo amanhã pra articular algumas entrevistas pro meu camarada Baitelo, a estrela desta parte da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora.
Como tava dizendo, passei uma tarde com meus primos, filhos do irmão do meu avô. Era um ramo da família que não conhecia, ou melhor, sabia deles, mas nunca os tinha visto, a não ser uma vez que foram a São Paulo, há um ano, e jantei com eles numa pizzaria. Quando meu pai me lembrou deles, liguei e marquei de almoçar, tomar café-da-manhã, visitar o barco, tudo, mas o que funcionou mesmo foi o aleatorismo (como sempre). Estava com a Mari indo a pé para encontrar a marcha, que já havia saído da Estação das Docas. No meio do caminho, me lembrei que os primos moravam por ali, liguei e acabamos assistindo parte da procissão da esquerda latino-americana do sétimo andar do prédio que fica em frente à praça da igreja. Quando o imenso boi inflável do Greenpeace apontou na esquina, descemos correndo para poder pegar carona.
Uma das coisas que mais me surpreenderam em Belém foi o carinho com que as pessoas receberam o Greenpeace na cidade. Sim, porque havia toda uma preocupação com segurança, fomos avisados para não andar pelas ruas com a camisa do Greenpeace, para não aceitar provocações, etc - afinal de contas, o Pará é um dos estados que mais desmata a floresta e mata pessoas que a defendem (mesmo que seja uma missionária septuagenária, como Dorothy Stang). Mas nada disso aconteceu, pelo contrário. Vi pessoas fazendo juras de amor ao Greenpeace, implorando por uma camisa ou fitinha que fosse, querendo embarcar para onde quer que fosse, exigindo a criação de um grupo de voluntários na cidade. Conquistamos eles - e eles nos conquistaram.
Me apaixonei também pela culinária paraense. Não sou muito de peixe, mas em Belém eu praticamente só comi peixe. Filhote ao tucupi, pirarucu com salada de feijão, tambaqui e arroz com jambu, tudo sempre com muita farinha de mandioca. Aliás, impressionante a quantidade de coisas que se faz com mandioca - farinha, molho, petisco, massa, sorvete. É uma dádiva. Comi várias vezes no barco também, comida bem boa, preparada pela Iracema (de Manaus) e por um cozinheiro filipino, cujo nome me foge agora (oops, foi mal…). Queria muito embarcar pra vir pra Fortaleza, mas me incluíram fora dessa. De qualquer forma, eu tinha que chegar antes pra chamar a imprensa pra todas as atividades que vamos preparar aqui no Ceará - além dos ‘open boats’, tem um seminário de energia eólica e um encontro com donos de restaurantes e supermercados de Fortaleza para mostrar os impactos negativos da carcinicultura (criação de camarão) no meio ambiente. Quem sabe numa próxima vez?
Pena não ter podido frequentar mais o Fórum Social Mundial. Estive por lá duas vezes apenas, só assisti palestras do Greenpeace e pouco contato travei com outras entidades presentes. Mas o clima era bem legal, diversidade à toda prova. Destaque para a grande presença de tribos indígenas e para o grande galpão montado em comemoração aos 50 anos da revolução cubana. Espero que o FSM volte para a Amazônia logo.
Ainda em Belém, encontrei gente que há tempos não via, como Oona, João e Sérgio Amadeu, que me ajudou a organizar uma boa festa de despedida do Greenpeace na cidade - um show do Fernando, do Teatro Mágico, em frente ao navio. O cara topou na hora e foi muito maneiro, juntou umas 300 pessoas em frente ao Arctic Sunrise. O vídeo desse sarau improvisado está aí embaixo. Já estamos até pensando em repetir a dose, aguardem!
As boas vibrações foram tantas que em seguida rolou uma festinha no heliponto do barco e, de lá, depois fomos para um carnaval de rua na Praça do Carmo e lá ficamos até umas quatro da matina. Como a noite era uma criança, ainda deu tempo de curti Juca Culatra e Power Trio no Açaí Biruta. Muito bom o som! E ficou ainda melhor quando Fernando, que nos acompanhou, foi reconhecido pelo guitarrista e chamado ao palco. Tocaram uma música do Teatro (confesso que não sei qual) e a galera veio abaixo, a exemplo do que aconteceu quando o grupo começou tocar Umbabarauma, do Jorge Ben, pra encerrar a apresentação. Gravei um trecho, taí embaixo também.
O sol nasceu, nossas energias acabaram e fomos pro hotel, leves como plumas. Dia seguinte, o último do barco em Belém, todo mundo cansado mas feliz. Ao fim do dia, desmontamos tudo e guardamos no navio, que neste exato momento navega para Fortaleza - deve chegar por aqui no dia 6.
Bom, se minha memória de samambaia plástica não falhou, foi mais ou menos isso que vi e vivi nos últimos dias. Agora é Fortaleza. Amanhã vou encontrar meu camarada Sávio, que abandonou a boa vida em São Paulo para ter uma melhor ainda aqui na terra de Sasha Grey. Mandou bem!
Acho que o post tá de bom tamanho pra segurar mais alguns dias sem postagem, né não? Enfim, vamos ver o que dá pra fazer. Inté!
(nao deu tempo de subir as fotos e os vídeos do Juca Culatra. Amanha eu faço isso.)
(Teatro Mágico e Greenpeace juntos, em Belém (janeiro/2009)
O Greenpeace está em campanha para alertar a população e pressionar os governos para a urgência das mudanças climáticas e de se ter um plano digno para suceder o Protocolo de Kyoto na reunião da ONU sobre clima agendada para dezembro deste ano em Copenhagen.
A organização acaba de colocar no ar o site Salvar o Planeta. É Agora ou Agora. Lá, todo cidadão pode mandar a sua mensagem para os representantes brasileiros que estarão no COP15. A íntegra da mensagem:
Em dezembro de 2009 em Copenhagen, na Dinamarca, representantes de mais de 200 países vão se reunir para chegar a um acordo sobre como salvar o clima do planeta. O Brasil tem papel importante nas mudanças climáticas, já que o país é o quarto maior emissor de gases de efeito estufa, figura entre as dez maiores economias do mundo e ainda possui recursos naturais como a floresta amazônica .
Para fazer sua parte no combate às mudanças climáticas, o governo brasileiro deve se comprometer a zerar o desmatamento da Amazônia , expandir a geração elétrica renovável e criar uma rede de reservas marinhas para manter os oceanos vivos.
Envie a mensagem abaixo ao presidente Lula. O Brasil pode – e deve – assumir a liderança na construção de um novo modelo de desenvolvimento.
Exmo. Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Venho, por meio desta, exigir que o governo brasileiro assuma a liderança nas negociações da 15ª Conferência das Partes da ONU, em Copenhagen, na Dinamarca e se comprometa a:
- Zerar o desmatamento da Amazônia até 2015 e apoiar a criação de fundo financeiro internacional para apoiar este objetivo (mecanismo Florestas pelo Clima);
- Garantir que pelo menos 25% da eletricidade sejam gerados a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas até 2020 e apoiar a transferência de tecnologia entre os países;
- Transformar pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020;
Senhor presidente, independente do histórico do Brasil como emissor de gases estufa, o país deve assumir sua responsabilidade. Podemos continuar nos desenvolvendo e gerar emprego e renda sem contribuir para o aquecimento global, o maior desafio já enfrentado pela humanidade.
Salvar o planeta – é agora ou agora.
Para ajudar na campanha, o navio Artic Sunrise está no Brasil. Durante os próximos três meses ele visitará toda a costa brasileira, de norte a Sul. Para acompanhar a aventura e saber quando a embarcação estará aberta à visitação pública (e onde…) acompanhe o blog.
As simpáticas aves, da espécie pinguim-de-magalhães, são provenientes da Patagônia, nossa querida Argentina. O alerta é dado pela ONG Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha. O primeiro pinguinzinho de 2009 chegou à praia de Puruba, no extremo norte de Ubatuba, com falha nas penas, magro e extremamente debilitado. Por isso foi parar na areia. Desde setembro até janeiro, 47 desses animais foram encontrados no litoral e levados para o Aquário de Ubatuba.
Por que param aqui?
O trajeto de deslocamento dos pinguins, da Patagônia ao Brasil, é realizado por meio da corrente marítima chamada Malvinas. Ela ocorre em nossa costa durante o inverno e é repleta de alimentos. Normalmente, os animais tendem a retornar para o Sul no inicio da primavera, auxiliados pela corrente do Brasil - corrente quente. Entenda mais sobre correntes em uma matéria que fiz aqui.
Porém, na primavera e verão, os pinguins não necessitam descansar em terras brasileiras. Assim, qualquer animal dessa espécie que apareça nas praias - fora da região das suas colônias reprodutivas argentinas - representa uma anormalidade no ciclo daquele indivíduo ao menos.
Nos últimos 12 meses, as equipes do Instituto Argonauta e do Aquário de Ubatuba registraram um recorde de ocorrências na região compreendida entre Angra dos Reis (RJ) e São Sebastião (SP). Ambas resgataram cerca de 660 animais - a maioria da espécie magalhães. Em setembro de 2008 foi realizada, a primeira soltura de alguns animais ao mar na região Sudeste, que anteriormente ocorria exclusivamente na região Sul do país.
Você viu o filme hollywoodiano, nacionalista e catastrófico – quanto pleonasmo -“O Dia Depois de Amanhã”? Claro, é uma viagem e um exagero. Mas a idéia dos pinguins e do filme é a mesma. No começo da película, o cientista explica que o aquecimento global altera as correntes marítimas afetando a vida em toda a Terra. Precisavam de mais pesquisas científicas para justificar, realmente, essa sendo a causa das nossas visitas dos bichinhos de smoking.
Pinguim viajante
Esse fenômeno sempre ocorreu. Existem registros de pinguins em sambaquis - leia mais sobre essa “arquitetura” aqui, outra matéria que fiz - no Brasil há mais de 5000 anos. A principal causa da mortalidade durante o percurso é uma menor habilidade de sobrevivência genética de alguns indivíduos. Como disse Darwin, os mais fortes sobrevivem. Segundo o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha:
Entretanto, com o aumento do impacto da atividade humana nos mares, outros fatores surgiram e tem que ser considerados para a conservação do grupo tais como a falta de alimento em função da pesca predatória, derrames de óleo, ingestão de lixo, captura em redes de pesca, alterações climáticas que interferem nas correntes marinhas, etc.
Conheça os protagonistas
Os pinguins-de-magalhães, nome científico Spheniscus magellanicus, são aves marinhas que frequentam a costa brasileira durante os meses de inverno desde o Rio Grande do Sul até Alagoas. A espécie faz ninhos em grandes colônias na costa da Patagônia, Argentina, Chile e Ilhas Malvinas entre outubro e janeiro.
Saiba mais: Leia aqui um post sobre o pinguim que vi no Paraná e ajude os projetos do instituto ali. Foto, link G1.
Obs.: O Conselho Regional de Biologia da 4ª Divisão - que engloba os estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Distrito Federal - agora tem blog! Chama-se Biologia na Rede. Confira!