Arquivo de ‘ONGs’ Categoria
1o. abril
02.04.09 - 21:43 | Categorias: Eventos, Governos, ONGs

Cena 1 - Ato violento contra o G20 em Londres

Milhares de pessoas saem às ruas em Londres para protestar contra o G20, que se reuniria na cidade no dia seguinte. Alguns mais exaltados promovem quebra-quebra, enfrentam a polícia e impedem que a população da cidade circule livremente pelo bairro de Banks. A população procura alternativas, anda quilômetros para chegar a outras estações de metrô ou de ônibus, e desviam de suas rotas rotineiras de carro. Os comentários giram em torno do descaso dos líderes mundiais em relação às pessoas e ao meio ambiente, que banqueiros e especuladores de Wall Street têm tido mais atenção do que o resto. A mídia passa o dia dando notícias sobre o conflito, com ênfase no teor principal dos protestos, não os problemas causados no trânsito.

Cena 2 - Ato pacífico contra o G20 no Rio de Janeiro

Cerca de 40 ativistas do Greenpeace promovem um protesto na Ponte Rio-Niterói, na parte da manhã. Escaladores descem pela murada da ponte para estender uma faixa de 30 metros por 50 com os dizeres: ‘Líderes do mundo, clima e pessoas primeiro’. O recado era para que o G20 não discutisse em Londres apenas a crise financeira, mas também a climática, que pode afetar milhões de pessoas em todo o mundo nos próximos anos. A ação, que bloqueou uma das pistas da ponte por 15 minutos, acabou causando um engarrafamento grande em Niterói. As pessoas que passavam de carro, ônibus ou van pelo local xingavam os ativistas e também aproveitavam para diminuir a velocidade do seu veiculo para tirar fotos - o que contribuiu bastante para piorar o tráfego. A mídia passou o dia falando praticamente apenas sobre o trânsito, ignorando a mensagem que o Greenpeace queria passar.

O que essas duas cenas, comparadas, querem dizer? Numa rápida reflexão, eu diria que a população londrina é mais consciente e menos imediatista que a carioca e niteroense, e que a mídia lá é menos provinciana. Estamos numa baita encruzilhada e poucos brasileiros, mesmo os mais instruídos, parecem se dar conta. Escrevi sobre o assunto no blog do Greenpeace, confira aqui. Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã.

Procurando um Lar
01.04.09 - 12:55 | Categorias: Animais, ONGs

cao

Quer me adotar?

Há dois anos que o cãozinho de meu filho se foi. E não tivemos outro animal em casa desde então, por conta das lembranças dos dois, ou por morar sozinha em apartamento e ficar fora o dia todo; enfim, no momento não tenho como assumir um animalzinho e prestar-lhe os cuidados necessários.

Mas, se você pode e deseja ter um animalzinho, procure uma instituição protetora e adote um. E, se mora em São Paulo, procure a ONG Quintal de São Francisco que está atualmente com centenas de cães e gatos que necessitam de um lar. Infelizmente, o Quintal de São Francisco vai fechar o seu Abrigo em março de 2010:

Para sustentar o Abrigo nossas despesas estão na casa dos R$ 25.000,00 por mês. Como manter esses números a cada mês pedindo ajuda – pedindo doações para uma sociedade assustada e, hoje, prejudicada com a CRISE econômica mundial e falta de emprego?” (Ângela Caruso - Presidente)

Se você quer adotar um bichinho, o Abrigo Quintal de São Francisco está precisando doar todos. Então, paulistas, olhem estes bichinhos, escolham o seu e ajudem. Como sabiamente disse a amiga do grupo luluzinha , Julia Reis, “vale mais a pena adotar um vira lata bacana que pagar mil reais por um filhote de raça”.

Vamos auxiliar ajudando a divulgar estas páginas de doação:
http://www.quintaldesaofrancisco.org.br/animais/pagina_01.htm

imagem: Quintal de Sao Francisco

Abrigo do Quintal de São Francisco vai fechar
31.03.09 - 21:08 | Categorias: Animais, ONGs
Praça de CãoVivência, do Quintal

Praça de CãoVivência, do Quintal

Infelizmente, o Quintal de São Francisco vai fechar o seu Abrigo. O Quintal é uma das primeiras “protetoras” de S. Paulo, salvo erro desta blogueira. Foi uma das primeiras que conheci (a primeira mesmo foi o Clube das Pulgas, trabalho sensacional) e é graças ao trabalho incansável desta galera, formada por centenas de pessoas que se importam, que centenas de animais encontraram bons lares – e os menos sortudos, um abrigo. Só quem já trabalhou e trabalha com proteção animal sabe o tanto de dor e descaso – sem falar da desumanidade – de que os animais (cães, gatos, ferrets, papagaios, cobras, cavalos… a lista não termina nunca, podem acreditar) são vítima/alvo por parte de humanos desumanizados.

Um dos muitos dogs que esperam por um bom lar.

Um dos muitos dogs que esperam por um bom lar.

A ordem é: vamos encontrar boas casas para a galera que está no Abrigo em Parelheiros. Temos um ano. Doze meses passam rápido. Em março de 2010 o Abrigo vai fechar. Ponto. E a existência do Quintal de São Francisco será decidida após este fechamento, caso haja formação de uma nova diretoria e um novo grupo para cuidar e financiar a ONG.

PORQUE O ABRIGO VAI FECHAR?

“Não dá para esperar que uma sociedade que exclui parte expressiva de animais por ela produzidos, vá tratá-los de maneira adequada quando eles adoecem ou necessitam de cuidados especiais. Não é automático e imediato, pelo contrário, é gradativo e, portanto, necessita de tempo, investimentos e vontade política para que possa existir e funcionar adequadamente.”

A nossa realidade

Os abrigos de animais brasileiros, na sua maioria, são “sonhos” de pessoas que nutrem pelos animais um sentimento de piedade e de inconformismo ao perceberem a indiferença das autoridades e da sociedade em geral. O abandono de animais e as suas consequências impulsionam essas “alternativas” (abrigos improvisados) que acabam se transformando em locais desordenados pelo excesso de animais, ultrapassando sempre a sua capacidade, prejudicando assim a qualidade e o bem-estar dos animais, cuidadores e funcionários.

O Quintal de São Francisco nessa estrada experimentou alguns momentos e situações difíceis que apontaram para uma “reflexão” bastante explícita - qual proteção está se dando a esses animais? Qual exemplo se está oferecendo à sociedade quando aprisionamos por tempo indeterminado, recebendo somente alimentação e medicamentos de funcionários que mal conseguem tocá-los quando estão na tarefa diária de limpeza e higienização de seus compartimentos?

Qual a resposta positiva estamos dando quando questionamos e exigimos da sociedade um comportamento digno com os animais, se alimentamos o descaso dessa mesma sociedade que acredita sermos nós o final de seus problemas? E as autoridades? Estão acomodadas e não avançam, uma vez que, indiretamente, fazermos a sua função!

Para sustentar o Abrigo nossas despesas estão na casa dos R$ 25.000,00 por mês. Como manter esses números a cada mês pedindo ajuda – pedindo doações para uma sociedade assustada e, hoje, prejudicada com a crise econômica mundial e falta de emprego?

Por essa compreensão e por estarmos enfrentando muita dificuldade, decidimos deixar definitivamente de alimentar a “ilusão do abrigo ideal”, somada a ilusão de sermos auto-suficientes ou de encontrarmos abnegados que possam assumir e dar continuidade ao Abrigo do Quintal de São Francisco.

Amigos, com a mesma dignidade com que chegamos aos 50 anos nessa luta, pretendemos finalizar as atividades do Abrigo do Quintal de São Francisco e precisamos de sua derradeira AJUDA, a mesma que sempre compartilhamos em benefício dos animais.

Como você pode AJUDAR:

  • Manter as atividades durante os próximos 12 meses, tempo em que está previsto para doarmos de todos os cães doáveis. (perguntas e respostas www.quintaldesaofrancisco.org.br).
  • AJUDA para sustentar o Abrigo e mantermos alimentação, salários, pequenas reformas, energia, telefone, medicamentos e demais necessidades.
  • Indicação de um amigo que possa ADOTAR um cão e ser responsável por ele até o fim.
  • Estar mais próximo do Quintal de São Francisco, visitando, indicando, comprando nossos produtos e acompanhando todas as nossas atividades.
  • Divulgar o nosso site e compartilhar dessa ação até o dia da Assembléia Geral que registrará o encerramento DIGNO de um Abrigo de animais abandonados que existiu por quase 50 anos na cidade de São Paulo.

Para ler o texto completo, vá ao site do Quintal de São Francisco. Vamos fazer uma grande roda para ajudar a dar mais dignidade e uma vida decente aos animais.

Dica da Júlia Reis, no grupo LuluzinhaCamp

Fotos: Hora do Planeta
31.03.09 - 13:28 | Categorias: Energia, Eventos, Imprensa, ONGs

7164761_1bed739b4a_o Fotos: Hora do Planeta

Veja mais fotos no site do jornal Boston.

7164762_f4d88a4eb6_o Fotos: Hora do Planeta

A hora do planeta é daqui a pouco!
28.03.09 - 21:06 | Categorias: Aquecimento Global, Energia, Eventos, ONGs

_hora_planetaHoje à noite, às 20:30h, milhões de pessoas em mais de 60 países irão apagar a luz, em um manifesto contra o aquecimento global.

A MAPFRE Seguros, idealizadora e apoiadora de nossa Rede Ecoblogs, também vai participar. Todas as luzes do edifício serão apagadas durante sessenta minutos , para participar do movimento internacional Hora do Planeta.

Eu, da mesma forma, desligarei todas as lâmpadas de casa, em um ato simbólico para mostrar que nos preocupamos e queremos cuidar do planeta que é de todos.

Para fazer a diferença é necessário que todos juntos nos preocupemos com este grave problema: o aquecimento global.

Participe também: APAGUE AS LUZES DE SUA CASA POR 60 MINUTOS, neste sábado, dia 28 de março, às 20:30 horas.

Mais detalhes aqui.

Atualizando:
cristohesrthhour

Cristo Redentor ficou às escuras na Hora do Planeta

fonte: g1.globo.com

A hora do planeta é agora
28.03.09 - 13:10 | Categorias: Aquecimento Global, Energia, Eventos, ONGs

Quer dizer, hoje à noite. Coloque o celular para despertar. Às 20:30h todos estão convidados – pela ONG WWF – para apagar a luz. Um manifesto contra o aquecimento global. O objetivo é que 1 bilhão de pessoas do mundo inteiro curtam o escurinho durante uma horinha. Quer saber mais? Clique aqui.

Essa idéia de apagar a luz me remete a outro problema que convivemos: o céu não é mais estrelado. Isso nas capitais ou cidades com muitos habitantes. Na realidade, as estrelas continuam iluminando o universo. Acontece que são tantas, mas tantas luzes artificiais acesas aqui na Terra, que acabam ofuscando o brilho dos astros. Tanto que, na Europa, já há uns cinco anos os designers procuram projetar luminárias de forma que seu foco fique completamente virado para baixo. Apontando para a rua. Evitando que fuja qualquer raio de luz para cima.

Esse problemão se chama poluição luminosa. Leia aqui, no site da ONG Observatório Céu Austral, um texto bem bacana explicando direitinho o que isso significa.

MAPFRE Seguros vai participar da Hora do Planeta
27.03.09 - 17:04 | Categorias: Empresas, Energia, Eventos, Governos, ONGs

Neste sábado, às 20:30h, todas as luzes do edifício da MAPFRE Seguros, idealizadora da Rede Ecoblogs, serão apagadas durante sessenta minutos como parte do movimento internacional Hora do Planeta.

Trata-se de um gesto simbólico para chamar a atenção do mundo para o problema do aquecimento global e conscientizar governos, empresas e pessoas de seu papel na luta pelo planeta. A iniciativa é da Rede WWF.

Será a primeira vez que o Brasil participará do ato coletivo. Além dos diversos artistas que já confirmaram sua participação, os governos das cidades de São Paulo, Belém, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, e Rio Branco decidiram apagar as luzes de alguns de seus monumentos.

Chame seus amigos e familiares para participar. Mais que simplesmente desligar o interruptor, estaremos mostrando ao mundo que nós nos importamos e que não fugiremos da nossa responsabilidade de zelar pelo planeta que também é nosso.
 

Leia também:
25/03/2009 - Rede Ecoblogs completa 1 ano
13/03/2009 - Inauguração da Villa Ambiental no Parque Villa-Lobos
25/08/2008 - Está em São Paulo? Hoje tem show de luzes

 

Salvamento de uma Tartaruga Marinha em Florianópolis
18.03.09 - 18:10 | Categorias: Animais, ONGs, Preservação

tamar

Experiência é outra coisa: profissional ou amador, o pescador é peça muito importante para tirar ou para salvar a vida de uma tartaruga marinha. Em fevereiro deste ano, três empresários salvaram, em Florianópolis, uma tartaruga de couro, da espécie Dermochelys coriacea, da morte. Eles pescavam a bordo de uma lancha e viram um desses animais arrastando um emaranhado de cabos de nylon, provavelmente de algum cabo de pesca, uma das maiores ameaças à essa espécie. O cabo de pesca ameaçava decepar uma de suas nadadeiras.

Não só as redes, mas também os espinhéis, são extremamente prejudiciais a esses animais, pois capturam as tartarugas levando-as à morte por afogamento. Segundo o TAMAR, projeto criado em 1980 para proteger as tartarugas marinhas, a solução para esses problemas está justamente na cooperação dos pescadores com o próprio Projeto na busca de soluções viáveis e que não prejudiquem a atividade pesqueira. O uso da tecnologia para o desenvolvimento de instrumentos de pesca menos predatórios é um exemplo de como superar essa situação, tendo já sido criado, inclusive, um novo tipo de anzol menos prejudicial, que dificilmente captura tartarugas marinhas.(Tamar)

Veja este vídeo do projeto Tamar e veja como este trabalho vem sendo realizado.

Imagem: News letter Tamar

Pax transgênica
13.03.09 - 16:31 | Categorias: Agricultura, Alimentação, Imprensa, ONGs

Água mole em pedra dura tanto bate até que… molha! Enfim consegui emplacar um artigo sobre transgênicos na grande imprensa brasileira, saiu hoje (sexta-feira) na página A3 da Folha de S. Paulo. Por mais incrível que pareça, foi a primeira vez que publicam um artigo do Greenpeace sobre o tema!

Eu escrevi em parceria com Rafael Cruz (coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace) e Sérgio Leitão (diretor de campanhas da ONG), que assinam o artigo.

Segue abaixo:

Pax Transgênica

RAFAEL CRUZ e SÉRGIO LEITÃO

NO FINAL do século 19, enquanto republicanos e monarquistas debatiam o fim do Império e o nascimento da República no Brasil, a população permaneceu à margem de todo o processo. Alheios à transição política que estava em plena ebulição no país, os brasileiros assistiram “bestializados” à queda de d. Pedro 2º e à formação do novo governo, conforme constatou um desapontado Aristide Lobo, republicano de primeira hora. O império se foi e o brasileiro permaneceu apático, sem saber bem o que estava acontecendo.

Ainda que o espírito republicano tenha aberto espaços de participação popular nos destinos do país, certos setores da sociedade não aprenderam a incluir o cidadão comum nas discussões que lhe dizem respeito.

O debate sobre os transgênicos no Brasil, por exemplo, é um caso emblemático de “bestialização” moderna. As indústrias de biotecnologia e de alimentos, a comunidade científica, os grandes produtores rurais e os ambientalistas se digladiam há anos por meio de termos científicos, técnicos, ambientais, agrícolas e econômicos sem se preocuparem em traduzir essa sopa de letrinhas para a parte mais interessada: os consumidores.

Apesar de serem plantados no Brasil desde 1997, quando a soja geneticamente modificada foi introduzida ilegalmente nos campos do Sul do país, contrabandeada da Argentina, os transgênicos continuam sendo um grande mistério para os brasileiros. Pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto Ipsos, a pedido do Greenpeace, revelou que a maioria (70%) expressa dúvida muito grande sobre a validade ou não do consumo de transgênicos. O que mostra que os cidadãos não estão recebendo informação necessária que lhes permita a tomada de decisão séria e responsável sobre o assunto.

O debate sobre os transgênicos poderia estar mais popularizado se a indústria respeitasse e o governo exigisse o cumprimento do decreto nº 4.680/2003, que entrou em vigor no Brasil no ano seguinte. Segundo o texto da lei, todo alimento que tenha sido fabricado com matéria-prima transgênica é obrigado a ter em seu rótulo um símbolo triangular amarelo, com um T preto no meio.

Apesar de estar em vigor há cinco anos, apenas algumas marcas de óleo de soja de algumas empresas foram rotuladas -e, mesmo assim, só a partir do início de 2008, por decisão da Justiça, a partir de denúncias enviadas pelo Greenpeace ao Ministério Público. O silêncio da indústria de alimentos permanece para os produtos que estão, em imensa quantidade, nas prateleiras dos supermercados e que são fabricados a partir de soja transgênica -e em breve do milho transgênico, recém-aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

O assunto promete ganhar força a partir do dia 18 de março, quando a CTNBio fará audiência pública sobre o arroz geneticamente modificado da Bayer. Diferentemente do que ocorre com a soja e o milho, que passam por processamento industrial para virar ração ou óleo, com o arroz poderemos ter, pela primeira vez, um produto geneticamente modificado que irá diretamente do campo para o prato do brasileiro. E seremos os primeiros no mundo a consumir o arroz transgênico, já que o produto da Bayer não está aprovado em nenhum outro país.

A correta identificação dos produtos transgênicos dá aos consumidores a liberdade de escolha e à sociedade civil e à indústria de alimentos a chance de responder aos brasileiros a pergunta óbvia: o que são transgênicos? As pessoas aprenderam a ler rótulos e procuram se informar sobre as substâncias ali indicadas. Se os transgênicos são tão seguros quanto afirmam as empresas que desenvolvem essa tecnologia, que sejam identificados nos alimentos que os contêm. E os consumidores se informarão sobre o assunto, como o fazem hoje para saber os teores de gordura trans, carboidratos e sódio dos alimentos. Anos atrás, a indústria também resistiu a dar esse tipo de informação.

Na verdade, ao final da guerra pela liberação dos transgênicos, quando foi aprovada no Congresso a Lei de Biossegurança, as condições para a “pax transgênica” que deveriam ser seguidas nunca foram respeitadas -a correta identificação dos produtos que contivessem transgênicos e a garantia da coexistência da sua produção com a convencional e/ou a orgânica. E, como em toda guerra, a maior parte do ônus fica com a sociedade civil, que é obrigada a conviver com a negação de um direito básico: saber o que está comendo.

Indicar nos rótulos aqueles alimentos que de alguma forma têm organismos geneticamente modificados em sua composição é o caminho para que a população brasileira entre de vez nesse debate. Que a decisão dos brasileiros se dê em meio ao excesso de informação, não sob sua escassez.

RAFAEL CRUZ, cientista social, é coordenador da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

SÉRGIO LEITÃO, advogado, é diretor de campanhas do Greenpeace. Foi diretor do Instituto Socioambiental.

Quando “reciclagem” é igual a “picaretagem”
18.02.09 - 18:46 | Categorias: Meio Ambiente, ONGs, Reciclagem, Tecnologia

Cada vez que descartamos um produto eletrônico, estamos criando um sério problema ambiental. Pra onde vai aquela TV, aparelho de som ou computador que já não nos serve, cheia de componentes químicos e tóxicos? O Greenpeace tem pesquisado a fundo esse tema e denunciado a exportação de lixo eletrônico europeu, americano e japonês para países pobres, principalmente na África e Ásia. A organização ambientalista fez um teste: levou uma TV detonada, praticamente inútil, para ser reciclada na Inglaterra. Resultado? O aparelho foi ‘exportado’ para a Nigéria. Picaretagem pura.

Confira abaixo:

Mais detalhes aqui.

Ou no vídeo abaixo: