Em um mundo onde mais de 97% da água que existe é salgada, a transformação dessa água em água potável despertou o interesse da humanidade a muito tempo. Esse infográfico da revista Super Interessante da Espanha explica como funciona uma indústria que transforma água salgada em água própria para o consumo.
No mundo são mais de 15.000 máquinas de dessalinização funcionando, mas a um alto custo. Isso porque o grande revés desta tecnologia é o consumo elevado de energia para a transformação da água, mas novos desenvolvimentos em nanotecnologia prometem diminuir os custos da produção, de cada litro de água, em até 25% permitindo a sua viabilidade.

Ahá! Após tanto eu pesquisar e tantas pessoas bacanas me explicarem… Eis que um estudo recente, feito por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, concluiu que o etanol de cana-de-açúcar é capaz de reduzir em 73% as emissões de CO2 na atmosfera se usado em substituição à gasolina. Para chegar a tal resultado, os pesquisadores da Embrapa utilizaram dados do painel de mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e medições feitas diretamente em campo.
A pesquisa levou em conta quanto de gases de efeito estufa é produzido em cada etapa - desde a preparação do solo para o plantio até o transporte para o posto. A medição da emissão de gases na fabricação e aplicação de fertilizantes no campo, na construção da usina de álcool e na fabricação das máquinas e tratores também foram inclusos. O mesmo foi feito com a gasolina. Foi considerada a emissão dos gases desde a extração do petróleo até a combustão do produto nos motores dos veículos.
Em seguida, os pesquisadores avaliaram um carro movido a gasolina num percurso de 100 quilômetros e as emissões do gás durante o trajeto. Em seguida, observaram o mesmo carro, a álcool. O resultado foi uma redução de 73% das emissões de CO2 na atmosfera pelo movido a álcool comparado com o uso de gasolina pura. Já com relação ao diesel, a redução foi de 68%. Caso a prática da queima da cana seja completamente eliminada e toda a colheita seja feita mecanicamente, os valores da redução das emissões alcançarão 82% em relação à gasolina e 78% ao diesel.
Mais detalhes obtidos com a assessoria de imprensa na íntegra:
Na contramão das críticas sobre a expansão do uso da terra para a plantação de cana, o estudo mostra que as emissões de CO2 evitadas com o uso de etanol em lugar da gasolina superam em muito os possíveis aumentos das emissões de CO2 pela mudança de uso da terra para produção de cana-de-açúcar. De acordo com a pesquisa, um hectare de cana produz por ano 4420 kg de CO2, enquanto as lavouras de soja e milho, que estão sendo substituídas, emitem respectivamente1160 kg e as pastagens emitem 2840 kg. Mas em contrapartida, um hectare de cana, substitui 4500 litros de gasolina, cuja combustão emite 16 toneladas de CO2 por ano para a atmosfera. O resultado é que a cada hectare de cana transformado em álcool e utilizado em substituição à gasolina, produz uma redução de 12 toneladas nas emissões de CO2 por ano.
Por cada quilo de nitrogênio na forma de fertilizante, são emitidos em sua síntese 4,50 quilos de CO2 para a atmosfera. O Brasil, no entanto, se comparado a outros países, utiliza menos adubo nitrogenado na cana. Isto é resultado da capacidade da cultura de fixar o nitrogênio do ar através da ação de bactérias que vivem no solo e no interior da planta.
Obs.: Veja que bacana uma matéria sobre blogs de ciência no site do Ciência Hoje. Este que vos fala aparece lá!
Hoje à noite, às 20:30h, milhões de pessoas em mais de 60 países irão apagar a luz, em um manifesto contra o aquecimento global.
A MAPFRE Seguros, idealizadora e apoiadora de nossa Rede Ecoblogs, também vai participar. Todas as luzes do edifício serão apagadas durante sessenta minutos , para participar do movimento internacional Hora do Planeta.
Eu, da mesma forma, desligarei todas as lâmpadas de casa, em um ato simbólico para mostrar que nos preocupamos e queremos cuidar do planeta que é de todos.
Para fazer a diferença é necessário que todos juntos nos preocupemos com este grave problema: o aquecimento global.
Participe também: APAGUE AS LUZES DE SUA CASA POR 60 MINUTOS, neste sábado, dia 28 de março, às 20:30 horas.
Mais detalhes aqui.
Cristo Redentor ficou às escuras na Hora do Planeta
fonte: g1.globo.com
Quer dizer, hoje à noite. Coloque o celular para despertar. Às 20:30h todos estão convidados – pela ONG WWF – para apagar a luz. Um manifesto contra o aquecimento global. O objetivo é que 1 bilhão de pessoas do mundo inteiro curtam o escurinho durante uma horinha. Quer saber mais? Clique aqui.
Essa idéia de apagar a luz me remete a outro problema que convivemos: o céu não é mais estrelado. Isso nas capitais ou cidades com muitos habitantes. Na realidade, as estrelas continuam iluminando o universo. Acontece que são tantas, mas tantas luzes artificiais acesas aqui na Terra, que acabam ofuscando o brilho dos astros. Tanto que, na Europa, já há uns cinco anos os designers procuram projetar luminárias de forma que seu foco fique completamente virado para baixo. Apontando para a rua. Evitando que fuja qualquer raio de luz para cima.
Esse problemão se chama poluição luminosa. Leia aqui, no site da ONG Observatório Céu Austral, um texto bem bacana explicando direitinho o que isso significa.
.gif)
Neste sábado, às 20:30h, todas as luzes do edifício da MAPFRE Seguros, idealizadora da Rede Ecoblogs, serão apagadas durante sessenta minutos como parte do movimento internacional Hora do Planeta.
Trata-se de um gesto simbólico para chamar a atenção do mundo para o problema do aquecimento global e conscientizar governos, empresas e pessoas de seu papel na luta pelo planeta. A iniciativa é da Rede WWF.
Será a primeira vez que o Brasil participará do ato coletivo. Além dos diversos artistas que já confirmaram sua participação, os governos das cidades de São Paulo, Belém, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, e Rio Branco decidiram apagar as luzes de alguns de seus monumentos.
Chame seus amigos e familiares para participar. Mais que simplesmente desligar o interruptor, estaremos mostrando ao mundo que nós nos importamos e que não fugiremos da nossa responsabilidade de zelar pelo planeta que também é nosso.
Leia também:
25/03/2009 - Rede Ecoblogs completa 1 ano
13/03/2009 - Inauguração da Villa Ambiental no Parque Villa-Lobos
25/08/2008 - Está em São Paulo? Hoje tem show de luzes
Casa de ferreiro, espeto de pau.
Não entendo como as pessoas não se incomodam com as alterações climáticas e seus efeitos sobre o nosso mundo. Fico espantada com a naturalidade com que os professores tiram cópias (xerox) e imprimem papel o dia todo na escola. E eu fico pedindo: “usa o verso da folha, pelo menos!”, mas não me ouvem.
Até minha caneca de louça, que ficava guardada em meu armário, desapareceu. Passei a levar uma garrafinha de casa. Não vou desistir. Vou fazer uma campanha por xícaras e canecas individuais. São dezenas de copos descartáveis todos os dias, para água e cafezinho. Será que não sentem o calor infernal que já nos queima?
O que você pode fazer para diminuir o aquecimento global?
Embora já estejamos percebendo alguns níveis de alterações climáticas, todos nós podemos fazer algo para ajudar a reduzir as emissões de CO2. Por exemplo: em casa, mudar para uma energia mais verde, com lâmpadas que economizam até 80% menos eletricidade e duram 12 vezes mais tempo do que as lâmpadas normais. Desligar as luzes quando sair de um cômodo e desligar aparelhos elétricos em espera (standy by), além de fazer um bem enorme para o ambiente, traz uma economia no bolso também.
Reduzir o termostato do aquecimento central, baixando a temperatura em apenas um grau pode cortar 10% do consumo de energia. Quando for substituir aparelhos eléctricos, certificar-se de que está comprando a energia mais eficiente em termos de modelo.
Reaproveitar ou reciclar papel, caixas de papelão, garrafas, latas e embalagens de plástico é uma atitude responsável e de cuidado com as gerações futuras - nossas Princesinhas e Principezinhos merecem esta atenção e um mundo mais sustentável. Reaproveitar as águas de banho nas banheirinhas do bebê, para jogar no vaso, e a água da máquinas de lavar para outros serviços, também é fazer a nossa parte.
Experimente andar a pé, de bicicleta ou utilizar os transportes públicos, em vez de dirigir, sempre que puder. Se tiver que viajar de carro, procure partilhá-lho. Tenho feito isto, quando saio com minhas amigas ou viajo com alguém. Se for trocar de carro, pense em comprar um “verde” ou reduzir para um carro menor, mais eficientes em termos de combustível. É meu projeto, na próxima troca, pois ainda não posso ficar sem um. Esvaziar o bagageiro quando não estiver sendo usado, pode reduzir a utilização de combustível em até 10%.
Tentar reduzir a quantidade de viagens de avião e, quando voar, considerar a compensação de suas emissões de carbono. Que tal plantar árvores? No site Click árvore, cada clique é uma árvore plantada na Mata Atlântica. É fácil e rápido.
Enfim, há tantas coisas, fáceis, simples, necessárias e conscientes que podemos e devemos fazer. Que tal começar já a fazer a nossa parte?
Imagem: daqui
No dia 28 março, às 20:30 h, pessoas ao redor do mundo deixarão as suas luzes apagadas por uma hora. É a Earth Hour, cujo objetivo é de alcançar um bilhão de pessoas em mais de 1000 cidades, unidas em um esforço global para mostrar que é possível tomar medidas para diminuir o aquecimento global.
Earth Hour começou em 2007, em Sydney, Austrália, com 2,2 milhões de residências e empresas deixando as suas luzes apagadas durante uma hora. Um ano depois, tornou-se um evento de sustentabilidade global com até 50 milhões de pessoas entre 35 países participantes. Locais como Golden Gate Bridge, em San Francisco, O Coliseu de Roma, outdoor da Coca-Cola, na Times Square, tudo ficou em trevas, como símbolo de esperança para uma causa que se torna mais urgente, por uma hora.
Earth Hour é uma mensagem de esperança e uma mensagem de ação.Todos podem fazer a diferença. Junte-se ao grupo de pessoas que irão desligar as luzes às 20:30 h, no Sábado, dia 28 de Março, e registe-se aqui para ser contado.
Direto do Blog Oficial do Google… a empresa de cérebro e pinky jura que pensam verde e que serão uma empresa com emissão neutra e têm um plano público que todo mundo pode acompanhar. Eu não agüentei e fui lá fuçar tudo…
A missão do Google é organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil. Centenas de milhões de usuários acessam seus serviços diariamente e para dar conta deste tráfego (são alguns muitos terabytes de transferências) são necessários muitos computadores. A equação não é fácil: usar a energia da melhor forma e oferecer um serviço bacana para todos. Há dez anos atrás, eles começaram o trabalho de transformar esta estrutura o mais sustentável possível. Hoje eles acreditam que têm os data centers mais sustentáveis do mundo – e vão apresentar isso no CeBit em Hannover, Alemanha, agora no começo de março.
Olhem só o gráfico que eles apresentam
A história se baseia em cinco pontos principais:
1. Reduzir o uso energético dos servidores
Como? (tradução livre do site) Tiramos as partes que não são necessárias, por exemplo, as placas gráficas. Também otimizamos servidores de racks para usar o mínimo dos “coolers” (ventoinhas). Mais ainda, eles são controlados para girar tão rápido quanto necessário para manter a temperatura do servidor estável. Encorajamos nossos fornecedores (todos) a produzir componentes eficientes não importa se estão em espera, em capacidade total ou mínima.
2. Reduzir o uso energético dos data-centers como um todo.
Um data-center é o nome chique para um depósito que tem milhares de servidores. Como estas máquinas consomem montanhas de eletrricidade, é necessário uma montanha de equipamentos elétricos para energizar os servidores, inclusive geradores que os alimentam em caso de queda da energia. Em geral, de 10 a 20% desta energia é perdida. O nosso primeiro objetivo foi eliminar esta perda.
Toda a energia que entra num data-center termina como calor e por isso há ventiladores, bombas e muito ar condicionado para eleminar este calor todo. Em muitos data centers só o resfriamento é responsável pelo consumo de 20 a 70% da energia. Felizmente há um jeito bem mais simples de resolver este assunto: deixar a água evaporar.
Esta é a forma como nosso corpo mantém sua temperatura quando o ambiente ultrapassa os nosso 36º C. como? Energia transforma água em vapor e esta energia é o calor, sugado do ambiente, causando um efeito refrescante. É assim que funcionam os data centers do Google. Abaixo o esquema simples das torres de ventilação dos caras:
Torres de resfriamento
Quando este esquema não dá conta os “chillers” entram em ação – e consomem muito mais energia – sem falar na água… com estas torres, os data centers do Google passam a maior parte do tempo no que eles chamam de “refrigeração gratuita”. Isso significa que os “chillers” não foram ligados. Claro que o sistema não é exatamente “grátis”, mas é bem menos caro e mais eficiente.
Deste jeito eles usam nos data centers (pelo que entendi… chequem) 16% de energia, enquanto o EPA chega a 96%… Deu um trabalhão, eles garantem, mas reduziram muito a pegada ecológica – e baixaram seus custos.
Observação da Joaninha: porque foi mesmo que eu não comprei estas ações quando era possível?
3. Conservar água, usando água reciclada para refrigeração.
Lá nos Estados Unidos, esta economia de energia tem uma contraparte: para cada kW economizado, são economizados dois galões de água. Ou seja, de quebra, os caras ainda economizam uma montanha de água potável. Tem mais: no final de 2008, duas instalações já estavam usando 100% de água reciclada. E o novo objetivo é que 80% da água reciclada em TODOS os data centers em 2010 (ano que vem). Para conseguir isso vale tudo: esgoto industrial, água de chuva, esgotos da cidade. Eles tratam e colocam lá nas torres de resfriamento… Detalhezinho: o lugar do data center da Bélgica foi definido por conta da possibilidade de usar água reciclada…
Observação da Joaninha: estes moços são inteligentes, né?
4. Reusar ou reciclar todos os equipamentos que saem dos data-centers.
Bah, os caras reusam ou reciclam 100% (tudo) que sai dos data-centers. A média nos Estados Unidos é de 18% segundo a EPA. O resto vai para aterros… (céus!) Segundo eles, 68% do material é reutilizado por lá mesmo. O restante é destinado a instituições que precisam de equipamentos. Algumas peças, entretanto, são irrecuperáveis. E aí, tio Google? Eles são encaminhados a revendedores. Detalhe: eles têm que assinar um compromisso de práticas de trabalho justas e socialmente responsáveis e política de zero tolerância para lixo eletrônico, aterros, icineração ou exportação para países em desenvolvimento. O compromisso é com o gerenciamento sustentável da infra-estrutura computacional durante o ciclo de vida completo de cada máquina.
5. Envolver os parceiros no uso de práticas energéticas inteligentes.
Para fazer isso, o Google usa os padrões do Climate Savers Smart Computing, uma iniciativa da própria companhia e da Intel criada em 2007, que começou no espírito do WWF climate savers – que mobilizou dúzias de companhias a cortar suas emissões de carbono e demonstrando que isso é um ótimo negócio. O objetivo da CSSC é promover desenvolvimento, e a adoção de tecnologias que possam aumentar a eficiência energética dos computadores e reduzir o consumo de energia quando estão inativos. A missão possível deles? Reduzir o consumo de energia dos computadores em 50% até 2010 (ano que vem… )
Melhor: Eles incentivam o uso de energias renováveis (que são minoritárias nos States, vamos lembrar), têm um guia para nós, simples mortais consumidores, escolhermos máquinas eficientes e mais uma montanha de campanhas bacanas, como a Power Down the Planet, que convida os universitários a reduzir a energia utilizada…
Dica da Nospheratt.
Às vésperas do encontro das 20 maiores economias do mundo, a ONU conclamou os líderes desses países a aderirem a um acordo global para investir pesado em programas ambientais, que podem ajudar a levantar a economia no planeta. O Greenpeace está pressionando o G20 também na mesma linha, assim como outras ONGs ambientalistas. Ao contrário do que diz o vira-casaca do Patrick Moore, o ambientalismo não é pautado pelo medo, mas por mudanças de paradigma. A indústria e os governos foram incapazes e, agora, com a crise batendo à porta, acho que vão finalmente acordar para a realidade.
Com a derrocada de Bush Jr. e sua gangue neocon, as chances de um acordo amplo para enfrentar as mudanças climáticas são enormes. Barak Obama tem cacife para tal e já disse que pretende reestruturar a matriz energética americana. E como sabemos, pra onde for os EUA, o mundo vai atrás. Até a bíblia da indústria energética, o World Energy Outlook, segue nessa linha. A economia verde está na bica de se tornar mainstream. Demorô!
E por falar em energia, um dos nomes mais fortes para assumir o comando dessa área na gestão Obama é ninguém menos que Arnold Schwarzenegger! O governador da Califórnia leva vantagem sobre nomes como Al Gore porque não ficou apenas no discurso, foi lá e fez muito pela adoção de energias renováveis em seu estado, combatendo as emissões de CO2 de forma incisiva. E olha que o Gore está com um projeto audacioso pacas, de mudar radicalmente a forma como os americanos produzem e consomem energia no país. Pelos planos dele (que estão todos no site Repower America), os EUA estariam produzindo 100% de energia por meio de fontes renováveis em 10 anos! Não pouca coisa não… Mas o trabalho de Schwazzie na Califórnia é foda, confira aqui.
Agora, que situação, não? Colocar o destino do planeta nas mãos logo do Exterminador do Futuro??