Não sou tão vegetariana a ponto de querer que os carnívoros morram queimados, por isso, confesso que fiquei meio passada ao receber uma provável cópia do e-mail que a Frente de Libertação Animal (ALF) teria mandado para a Perdigão assumindo o incêndio na fábrica de Rio Verde (GO), no último 21 de março.
Diz o e-mail que o incêndio foi um ato de sabotagem em defesa dos 500 mil frangos abatidos diariamente pela empresa. "Vocês podem nos acusar de ter colocado em risco a vida dos trabalhadores, mas a nossa ação foi tão eficiente quanto o nosso planejamento, poupando assim a perda de vidas humanas", está no manifesto, assinado por um tal de Lobo Mau 55.
Duvido que a sabotagem seja verdadeira, mas, pérai: com tanto bicho mais bonitinho, foram sabotar justo em prol das galinhas? Não tinha nenhum navio baleeiro dando sopa, não? Nenhum chinês doido pescando golfinho? E que tal canadenses matando focas a pauladas? Pelo menos, bebês-focas são mais midiáticos.
Aliás, alguém me diz por que ainda não passaram spray verde fosforescente nas foquinhas canadenses? Ou alguma madame vai querer sair com um casaco de pele que brilha no escuro?
PS: Aqui vai o pseudomanifesto na íntegra.
PS do PS: Eu acredito que nenhum fim justifica o terrorismo. Nem mesmo o massacre de foquinhas indefesas. Protesto é uma coisa, colocar a vida das pessoas em risco, outra, bem diferente. O medo aproxima vítimas de algozes.
"30 de março de 2009.
Incêndio em fábrica da Perdigão foi ato de sabotagem de grupo de defesa
animal
Carta à Perdigão com cópia para a imprensa.
Referente ao incêndio na fábrica da Perdigão em Rio Verde, Goiás, 21/03/09:
Depois de mais de um ano de estudo e planejamento e algumas semanas
sobrevivendo à dura realidade em se estar presente em um local degradante
como é o ambiente de um frigorífico que mata 500 mil aves por dia,
atingimos o nosso objetivo. O furto diário de 500 mil vidas, roubadas como
conseqüência da ganância empresarial e da ignorância dos consumidores,
terá uma pausa, ainda que momentaneamente.
Vocês podem nos acusar de ter colocado em risco a vida dos trabalhadores,
mas a nossa ação foi tão eficiente quanto o nosso planejamento, poupando
assim a perda de vidas humanas.
Vocês podem dizer que com isso afetamos a economia das famílias dos
criadores e trabalhadores locais, mas o que fizemos foi poupar a vida de
500 mil aves a cada um dos nove dias em que a fábrica ficou fora de
operação.
Vocês podem inventar as causas que quiserem para alegar que esse incêndio
não foi um ato de sabotagem, mas o que nos importa é o resultado obtido e
nada mais. Se estivéssemos interessados em algum reconhecimento pelas
nossas ações, não seríamos um grupo que atua em anonimato.
Vocês podem elevar o nível de segurança, mas vocês jamais terão a certeza
de que estão seguros. Já nós teremos sempre a certeza de que as portas se
mantêm abertas para aqueles que têm um bom motivo para entrar.
Vocês não podem se esconder e vocês não podem nos deter (esse foi apenas o
começo).
Estamos espalhados por todo o mundo e agimos de forma independente e
descentralizada. Isso significa que aconteça o que acontecer, vocês jamais
poderão nos impedir de agir, pois impedir a um indivíduo não impedirá aos
outros.
Para aqueles não nos conhecem, a ALF é considerada a ameaça terrorista
doméstica número 1 nos EUA. Nossas ações visam destruir o patrimônio de
empresas e indivíduos que lucram com a exploração animal e expor a
realidade que é escondida da população.
Estamos muito satisfeitos com o resultado inicial, apesar de termos sido
obrigados a atrasar a data da nossa ação (ah, a fritadeira…) em um dia
além do planejado, já que no dia 20 de março comemora-se em todo o mundo o
Dia Mundial Sem Carne. Essa foi a nossa forma de comemorar a data, mas
isso não é tudo. Durante as semanas em que tivemos o privilégio de
estarmos abrigados nessa destacada empresa (podem procurar, vocês não vão
encontrar), tivemos a oportunidade de documentar alguns fatos na forma de
fotos, vídeos e fotocópias, o que será divulgado aos órgãos selecionados
quando o momento for apropriado. Aliás, estamos procurando desde já
veículos de imprensa interessados no pequeno dossiê que temos para
apresentar.
Hoje e sempre, lutaremos até que todos vivam em liberdade.
ALF - Frente de Libertação Animal"
É o que diz a empresa com um nome peculiar “Boxed Water is Better” (Água em caixa é melhor). Parecido com caixas de leite, a caixa produzida pela empresa é 90% feita a partir de árvores de áreas manejadas. Diferente das garrafas plásticas comuns que tem sua origem no petróleo.
As caixas são transformadas dobradas e planas o que reduz em 80% o rastro de carbono da embalagem e distribuição em comparação com as garrafas plásticas.
Outro fato bacana é que 20% do lucro obtido voltam a “natureza”. Sendo 10% para fundações de preservação de nascentes e reservas de água e outros 10% para fundações de reflorestamento.
Sobre a embalagem há um guia da tetrapak (pdf) demonstrando as diferenças em relação as garrafas plásticas.

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Neste sábado, às 20:30h, todas as luzes do edifício da MAPFRE Seguros, idealizadora da Rede Ecoblogs, serão apagadas durante sessenta minutos como parte do movimento internacional Hora do Planeta.
Trata-se de um gesto simbólico para chamar a atenção do mundo para o problema do aquecimento global e conscientizar governos, empresas e pessoas de seu papel na luta pelo planeta. A iniciativa é da Rede WWF.
Será a primeira vez que o Brasil participará do ato coletivo. Além dos diversos artistas que já confirmaram sua participação, os governos das cidades de São Paulo, Belém, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, e Rio Branco decidiram apagar as luzes de alguns de seus monumentos.
Chame seus amigos e familiares para participar. Mais que simplesmente desligar o interruptor, estaremos mostrando ao mundo que nós nos importamos e que não fugiremos da nossa responsabilidade de zelar pelo planeta que também é nosso.
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Superei essa gripe dolorida, respirei fundo. Tomei banho. Fiz uma maquilagem versão dia e parti para a inauguração da Villa Ambiental. Depois de andar sob o último sol escaldante deste verão, conheci o espaço. É formada por edifícios pequenos, como vila mesmo – “óbeveo” -, onde a criança pode interagir para aprender sobre meio ambiente. Está localizada no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
Cada casinha se destina a um tema como água. A idéia faz parte do chamado Programa Criança Ecológica do governo do Estado de São Paulo com apoio da Mapfre Seguros. Eles pretendem inaugurar mais espaços se conscientização ambiental em diversas cidades paulistas.
Para conhecer, as escolas públicas podem agendar uma visita e… Pronto! Plantamos uma sementinha para nossos descendentes cuidarem do planeta melhor que nós. Aos finais de semana, o local estará aberto para o público em geral.
Se no meu tempo o tema discutido nas escolas era ECO-92, agora mudou para “aquecimento global”. Sem dúvida, as crianças hoje são mais ligeiras do que a gente no passado. Quem sabe ajudem a conscientizar os pais em casa… Mas sem criarmos uma geração neurótica ou de ecochatos, certo? Para saber mais, clique aqui. Bom, vou repousar e entrevistar alguns estudiosos.
Foto: Flickr Ecoblogs
Nesta quinta-feira, dia 19 de março, no evento Web ExpoForum em São Paulo/SP acontece o Painel Corporação 2.0. Sylvia Ferrari, assessora de comunicação da MAPFRE Seguros, estará entre os debatedores e vai apresentar as iniciativas em midia social da empresa, em especial o projeto da Rede Ecoblogs. Veja mais detalhes deste e outros painéis e palestras na página com a programação do evento.
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19/02/2009 - Ecobuzz
15/02/2009 - Entrevista na Folha
22/01/2009 - Ecoblogs na Campus Party
16/11/2008 - Está na Época de “Faça a sua Parte”
05/06/2008 - Aparecemos no Multishow

A MAPFRE Seguros convida a todos para a inauguração do Villa Ambiental, no próximo dia 19 de março de 2009 às 11 horas, no Parque Villa-Lobos em São Paulo/SP.
Desenvolvido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, com a parceria da MAPFRE, o Villa Ambiental faz parte do programa Criança Ecológica. É um espaço pioneiro, onde estudantes do ensino fundamental da rede pública e privada, assim como visitantes do parque, passarão por uma experiência transformadora de aprendizado e conscientização, incorporando ao seu dia-a-dia uma atitude responsável e efetiva em relação ao meio ambiente e sua preservação.
Estarão presentes o Governador do Estado, Sr. José Serra, o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Sr. Xico Graziano e o presidente da MAPFRE, Sr. Antonio Cássio dos Santos.
Parque Villa-Lobos - Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001.
O Villa Ambiental fica à direita da entrada principal.
O documentário O Mundo Segundo a Monsanto, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, finalmente ganhou legendas em português no Youtube. Está dividido em 12 capítulos. Quem quiser realmente entender o que está por trás da engenharia genética aplicada a alimentos precisa ver esse filme.
Robin agora está se dedicando a desvendar as relações entre a industrialização da agricultura e o aumento nos casos de câncer no mundo, segundo disse em entrevista à revista Época. Não é de hoje que sabemos que comida industrializada é lixo embalado. A questão é quanto isso está fazendo mal para nossa saúde. Uma matéria publicada terça-feira no Estadão, por exemplo, mostra que estamos envenenando nossas crianças com excesso de gordura, sal, açúcares.
Os transgênicos são apenas parte do problema. A questão central é o descaso da indústria - e de boa parte dos consumidores - com algo tão fundamental como nossa comida do dia-a-dia. Devemos sempre conhecer o que ingerimos, saber o que pode provocar em nosso organismo, quais as contra-indicações, e assim por diante. Mas para isso precisamos de honestidade por parte da indústria, o que não acontece. Eles só se mexem quando há pressão de consumidores e/ou Justiça - quando se mexem. Mas a gente tá aqui pra dar bicuda na canela deles até que tomem vergonha na cara e mudem o paradigma do seu negócio, né não?
Enfim, vamos ao filme:
Direto do Blog Oficial do Google… a empresa de cérebro e pinky jura que pensam verde e que serão uma empresa com emissão neutra e têm um plano público que todo mundo pode acompanhar. Eu não agüentei e fui lá fuçar tudo…
A missão do Google é organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil. Centenas de milhões de usuários acessam seus serviços diariamente e para dar conta deste tráfego (são alguns muitos terabytes de transferências) são necessários muitos computadores. A equação não é fácil: usar a energia da melhor forma e oferecer um serviço bacana para todos. Há dez anos atrás, eles começaram o trabalho de transformar esta estrutura o mais sustentável possível. Hoje eles acreditam que têm os data centers mais sustentáveis do mundo – e vão apresentar isso no CeBit em Hannover, Alemanha, agora no começo de março.
Olhem só o gráfico que eles apresentam
A história se baseia em cinco pontos principais:
1. Reduzir o uso energético dos servidores
Como? (tradução livre do site) Tiramos as partes que não são necessárias, por exemplo, as placas gráficas. Também otimizamos servidores de racks para usar o mínimo dos “coolers” (ventoinhas). Mais ainda, eles são controlados para girar tão rápido quanto necessário para manter a temperatura do servidor estável. Encorajamos nossos fornecedores (todos) a produzir componentes eficientes não importa se estão em espera, em capacidade total ou mínima.
2. Reduzir o uso energético dos data-centers como um todo.
Um data-center é o nome chique para um depósito que tem milhares de servidores. Como estas máquinas consomem montanhas de eletrricidade, é necessário uma montanha de equipamentos elétricos para energizar os servidores, inclusive geradores que os alimentam em caso de queda da energia. Em geral, de 10 a 20% desta energia é perdida. O nosso primeiro objetivo foi eliminar esta perda.
Toda a energia que entra num data-center termina como calor e por isso há ventiladores, bombas e muito ar condicionado para eleminar este calor todo. Em muitos data centers só o resfriamento é responsável pelo consumo de 20 a 70% da energia. Felizmente há um jeito bem mais simples de resolver este assunto: deixar a água evaporar.
Esta é a forma como nosso corpo mantém sua temperatura quando o ambiente ultrapassa os nosso 36º C. como? Energia transforma água em vapor e esta energia é o calor, sugado do ambiente, causando um efeito refrescante. É assim que funcionam os data centers do Google. Abaixo o esquema simples das torres de ventilação dos caras:
Torres de resfriamento
Quando este esquema não dá conta os “chillers” entram em ação – e consomem muito mais energia – sem falar na água… com estas torres, os data centers do Google passam a maior parte do tempo no que eles chamam de “refrigeração gratuita”. Isso significa que os “chillers” não foram ligados. Claro que o sistema não é exatamente “grátis”, mas é bem menos caro e mais eficiente.
Deste jeito eles usam nos data centers (pelo que entendi… chequem) 16% de energia, enquanto o EPA chega a 96%… Deu um trabalhão, eles garantem, mas reduziram muito a pegada ecológica – e baixaram seus custos.
Observação da Joaninha: porque foi mesmo que eu não comprei estas ações quando era possível?
3. Conservar água, usando água reciclada para refrigeração.
Lá nos Estados Unidos, esta economia de energia tem uma contraparte: para cada kW economizado, são economizados dois galões de água. Ou seja, de quebra, os caras ainda economizam uma montanha de água potável. Tem mais: no final de 2008, duas instalações já estavam usando 100% de água reciclada. E o novo objetivo é que 80% da água reciclada em TODOS os data centers em 2010 (ano que vem). Para conseguir isso vale tudo: esgoto industrial, água de chuva, esgotos da cidade. Eles tratam e colocam lá nas torres de resfriamento… Detalhezinho: o lugar do data center da Bélgica foi definido por conta da possibilidade de usar água reciclada…
Observação da Joaninha: estes moços são inteligentes, né?
4. Reusar ou reciclar todos os equipamentos que saem dos data-centers.
Bah, os caras reusam ou reciclam 100% (tudo) que sai dos data-centers. A média nos Estados Unidos é de 18% segundo a EPA. O resto vai para aterros… (céus!) Segundo eles, 68% do material é reutilizado por lá mesmo. O restante é destinado a instituições que precisam de equipamentos. Algumas peças, entretanto, são irrecuperáveis. E aí, tio Google? Eles são encaminhados a revendedores. Detalhe: eles têm que assinar um compromisso de práticas de trabalho justas e socialmente responsáveis e política de zero tolerância para lixo eletrônico, aterros, icineração ou exportação para países em desenvolvimento. O compromisso é com o gerenciamento sustentável da infra-estrutura computacional durante o ciclo de vida completo de cada máquina.
5. Envolver os parceiros no uso de práticas energéticas inteligentes.
Para fazer isso, o Google usa os padrões do Climate Savers Smart Computing, uma iniciativa da própria companhia e da Intel criada em 2007, que começou no espírito do WWF climate savers – que mobilizou dúzias de companhias a cortar suas emissões de carbono e demonstrando que isso é um ótimo negócio. O objetivo da CSSC é promover desenvolvimento, e a adoção de tecnologias que possam aumentar a eficiência energética dos computadores e reduzir o consumo de energia quando estão inativos. A missão possível deles? Reduzir o consumo de energia dos computadores em 50% até 2010 (ano que vem… )
Melhor: Eles incentivam o uso de energias renováveis (que são minoritárias nos States, vamos lembrar), têm um guia para nós, simples mortais consumidores, escolhermos máquinas eficientes e mais uma montanha de campanhas bacanas, como a Power Down the Planet, que convida os universitários a reduzir a energia utilizada…
Dica da Nospheratt.
Uma opção é doá-los para entidades filantrópicas, como casas que abrigam idosos ou jovens carentes. Alguns fabricantes recebem equipamentos de volta. Caso da Dell, que envia computadores em bom estado para centros comunitários. A fundação Pensamento Digital, de Porto Alegre e o Museu do Computador, de São Paulo, aceitam doações de computadores, teclados e mouses, entre outros, enquanto algumas ONGs e empresas de reciclagem, como a Sucata Eletrônica, de São Paulo, compram televisores, computadores, celulares, impressoras, câmeras digitais e até cercas elétricas.
No site www.cempre.org.br, você encontra uma relação de empresas que compram aparelhos usados. Baterias de celulares devem ser entregues nas lojas da operadora ou na rede de assistência técnica autorizada do fabricante.
*Versão sem cortes de reportagem feita em parceria com a repórter Bruna Menegueço, publicada na revista Gestão Empresarial
Bário, berílio, cádmio. Qualquer pessoa que não seja um químico sabe pouco sobre esses elementos – exceto, talvez, que eles constam da velha tabela periódica do colégio. Embora pareçam exóticos e pouco usuais, esse e outros metais pesados estão na maioria dos equipamentos eletrônicos tão abundantes em nosso cotidiano. São eles que fazem baterias de celular durarem mais ou impedem computadores de explodir.
Enquanto são novas, máquinas e outros instrumentos tecnológicos costumam nos causar poucos danos — nada muito além de estresse ou irritação. Mas, quando viram sucata, se acumulam em aterros ou são incinerados, os eletrônicos revelam funções que não estavam especificadas no manual de instruções: seus metais pesados se decompõem contaminando o solo, o ar e a água e podem causar problemas de saúde que vão da má formação de bebês a graves seqüelas neurológicas, falência dos rins e câncer.
Por trás de computadores parcelados em 24 vezes, celulares gratuitos, tocadores de mp3 cada vez mais potentes e outros cacarecos eletrônicos vendidos a preço de banana está uma tecnologia barata, descartável e tóxica. Para se ter uma idéia do tamanho do problema, segundo o Greenpeace, a cada ano são descartadas 50 milhões de toneladas de chips, circuitos, placas, computadores, celulares e outras parafernálias cibernéticas. É um número tão grande que é quase inimaginável. Se todo o lixo eletrônico gerado anualmente fosse colocado em um trem, seus vagões dariam uma volta ao redor do mundo — e, ainda assim, é difícil de conceber tamanha sujeira.
O tempo de vida útil dos aparatos eletrônicos diminui numa rapidez inversamente proporcional ao aumento de seu consumo. Em 1997, um PC pessoal durava pouco mais que meia década. Em 2005, com dois anos de uso, um computador já era considerado obsoleto. Hoje, bastam alguns meses para transformar qualquer equipamento em peça de museu.
Em todo o mundo, as empresas de tecnologia tentam mudar essa imagem de poluidoras e se esforçam para diminuir seu impacto ambiental. De 2005 para cá, muitas delas passaram a recolher os próprios equipamentos usados para depois reaproveitar a matéria-prima na linha de produção. É uma atitude modesta, ainda, mas que envolve uma mudança radical na maneira como elas têm de pensar seu negócio.
*Versão sem cortes de reportagem feita em parceria com a repórter Bruna Menegueço, publicada na revista Gestão Empresarial