No Norte enchentes. Ao Sul, seca. Alguém aí ainda tem dúvida que as ações humanas interferem no clima? Enquanto os meios tradicionais simplesmente se encarregam de contar a catástrofe – e Santa Catarina ainda está à espera da tal reconstrução prometida – eu estava no DotSub revisando (no fim tive que traduzir, porque o tradutor só tinha feito a introdução) a palestra de Willie Smits sobre como reconstruiu um ecossistema para conseguir salvar orangotangos. Apaixonei pelo trabalho de um homem do qual nunca havia ouvido falar antes. Os efeitos são de babar. Enquanto a politicagem brazuca é contra a proteção do meio ambiente e dos animais (leia este link, guarde e anote. Não vote nestes caras nas próximas eleições) por razões absolutamente burras, quem sofre são as pessoas que vivem nas áreas degradadas. Reservem um tempinho para assistir ao vídeo com calma. E me digam: sonhos não podem se tornar realidade? ![]()

“A Terra é azul”, exclamou o russo Yuri Gagarin. No ano de 1961, ele foi o primeiro homem a orbitar em volta do planeta. Mas a nossa querida casa é de todas as cores, de todos os credos, de todos os amores. Hoje – ufa, em tempo –, comemora-se esse planeta fantástico onde vivemos.
Para variar, o Dia da Terra foi criado por um americano. Quando, em 1970, o senador Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Aos poucos, nações do mundo inteiro – pleonasmo – passaram a celebrar a data. O Brasil a adotou em 1990.
A Nasa criou um site bem bacaninha - visite aqui - para celebrar. Logo na página principal, é possível ver uma série de imagens deslumbrantes da Terra tiradas do espaço. Nem é preciso ler inglês para entender. Repare no colorido e nas diferentes formas!
Uma galeria mais completa de imagens do planeta pode ser conferida neste endereço. Infelizmente, por meio delas, qualquer um consegue observar as queimadas, o desmatamento e a poluição.
Bom, meu intuito era escrever um post mais poético sobre esta data querida. Mas a rotação da própria Terra me impediu. Assim, deixo aqui mais um link. Essa matéria do iG mostra atitudes ecocidadãs que todos devem praticar para poupar o planeta.
Meu axé para a deusa Gaia! Amém!
Quem tem TV por assinatura pode acompanhar a programação especial da National Geographic para o Dia da Terra, que inclui o lançamento de dois programas.
Às 21h, estréia “Icebergs: Alerta Global”, que mostra o fotógrafo James Balog correndo contra o relógio para registrar a alarmante velocidade do derretimento de geleiras no planeta.
Na seqüência, às 22h, vem “Caçadores de Sementes”, programa em que o Dr. Ken Street investiga na origem genética dos alimentos uma forma de resistir ao aquecimento global e combater a ameaça de uma possível crise mundial de fome.
Ao longo da semana, irão ao ar mais dois documentários interessantes: “Mistérios da Terra: Detritos da Vida Moderna” (quinta-feira, dia 23, às 21h) e “Mistérios da Terra: Pesca Predatória” (sábado, 25, às 21h).
Ahá! Cientistas, geralmente internacionais, sempre defendem que as florestas tropicais e os oceanos são os principais meios para absorver o dióxido de carbono (CO2) – um dos colaboradores do aquecimento global.
Mas… pesquisadores das universidades de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e McGill, no Canadá, descobriram que as florestas temperadas – aquelas como da América do Norte repletas de pinheiros - podem armazenar mais carbono do que se imaginava.
O estudo foi feito comparando o quanto de carbono foi retido pelas florestas do estado americano de Wisconsin. Apesar da exploração madeireira, elas ainda detêm cerca de dois terços do carbono que circulava antes colonização européia!
Os pesquisadores acreditam que o potencial de armazenamento é ao menos duas vezes maior. Essa pesquisa considerou o carbono acumulado nos troncos e copas, sem contar o armazenado nas raízes e no solo. O estudo foi publicado na revista científica americana PNA.
Na Europa e na América do Norte, as florestas tropicais foram exploradas pelos europeus e, agora, cederam lugar à agricultura. Quem sabe a pesquisa incentiva o reflorestamento? E com que os americanos e europeus assumam o quão detonaram, mais diretamente impossível, o meio ambiente?
“Muitas vezes esquecemos os serviços invisíveis, como a regulação climática, que os ecossistemas fornecem gratuitamente para nós”, diz Jeanine Rhemtulla, uma das pesquisadoras. “Mas isso terá que mudar. Precisamos encontrar maneiras de satisfazer as nossas necessidades imediatas sem comprometer os serviços essenciais a longo prazo”, completou. Para saber mais, clique aqui na página da universidade americana. Em inglês.
Obs.: O Diário de Pernambuco publicou uma matéria bem interessante sobre uma pesquisa da Nasa. A agência espacial simulou como seria a Terra sem a camada de Ozônio. Nossa pele queimaria em menos de meia hora! Leia aqui. Ah… Dia 16 o Xis-Xis se mudará para o Scienceblogs Brasil! Aguarde.
Ahá! Após tanto eu pesquisar e tantas pessoas bacanas me explicarem… Eis que um estudo recente, feito por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, concluiu que o etanol de cana-de-açúcar é capaz de reduzir em 73% as emissões de CO2 na atmosfera se usado em substituição à gasolina. Para chegar a tal resultado, os pesquisadores da Embrapa utilizaram dados do painel de mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e medições feitas diretamente em campo.
A pesquisa levou em conta quanto de gases de efeito estufa é produzido em cada etapa - desde a preparação do solo para o plantio até o transporte para o posto. A medição da emissão de gases na fabricação e aplicação de fertilizantes no campo, na construção da usina de álcool e na fabricação das máquinas e tratores também foram inclusos. O mesmo foi feito com a gasolina. Foi considerada a emissão dos gases desde a extração do petróleo até a combustão do produto nos motores dos veículos.
Em seguida, os pesquisadores avaliaram um carro movido a gasolina num percurso de 100 quilômetros e as emissões do gás durante o trajeto. Em seguida, observaram o mesmo carro, a álcool. O resultado foi uma redução de 73% das emissões de CO2 na atmosfera pelo movido a álcool comparado com o uso de gasolina pura. Já com relação ao diesel, a redução foi de 68%. Caso a prática da queima da cana seja completamente eliminada e toda a colheita seja feita mecanicamente, os valores da redução das emissões alcançarão 82% em relação à gasolina e 78% ao diesel.
Mais detalhes obtidos com a assessoria de imprensa na íntegra:
Na contramão das críticas sobre a expansão do uso da terra para a plantação de cana, o estudo mostra que as emissões de CO2 evitadas com o uso de etanol em lugar da gasolina superam em muito os possíveis aumentos das emissões de CO2 pela mudança de uso da terra para produção de cana-de-açúcar. De acordo com a pesquisa, um hectare de cana produz por ano 4420 kg de CO2, enquanto as lavouras de soja e milho, que estão sendo substituídas, emitem respectivamente1160 kg e as pastagens emitem 2840 kg. Mas em contrapartida, um hectare de cana, substitui 4500 litros de gasolina, cuja combustão emite 16 toneladas de CO2 por ano para a atmosfera. O resultado é que a cada hectare de cana transformado em álcool e utilizado em substituição à gasolina, produz uma redução de 12 toneladas nas emissões de CO2 por ano.
Por cada quilo de nitrogênio na forma de fertilizante, são emitidos em sua síntese 4,50 quilos de CO2 para a atmosfera. O Brasil, no entanto, se comparado a outros países, utiliza menos adubo nitrogenado na cana. Isto é resultado da capacidade da cultura de fixar o nitrogênio do ar através da ação de bactérias que vivem no solo e no interior da planta.
Obs.: Veja que bacana uma matéria sobre blogs de ciência no site do Ciência Hoje. Este que vos fala aparece lá!
Hoje à noite, às 20:30h, milhões de pessoas em mais de 60 países irão apagar a luz, em um manifesto contra o aquecimento global.
A MAPFRE Seguros, idealizadora e apoiadora de nossa Rede Ecoblogs, também vai participar. Todas as luzes do edifício serão apagadas durante sessenta minutos , para participar do movimento internacional Hora do Planeta.
Eu, da mesma forma, desligarei todas as lâmpadas de casa, em um ato simbólico para mostrar que nos preocupamos e queremos cuidar do planeta que é de todos.
Para fazer a diferença é necessário que todos juntos nos preocupemos com este grave problema: o aquecimento global.
Participe também: APAGUE AS LUZES DE SUA CASA POR 60 MINUTOS, neste sábado, dia 28 de março, às 20:30 horas.
Mais detalhes aqui.
Cristo Redentor ficou às escuras na Hora do Planeta
fonte: g1.globo.com
Quer dizer, hoje à noite. Coloque o celular para despertar. Às 20:30h todos estão convidados – pela ONG WWF – para apagar a luz. Um manifesto contra o aquecimento global. O objetivo é que 1 bilhão de pessoas do mundo inteiro curtam o escurinho durante uma horinha. Quer saber mais? Clique aqui.
Essa idéia de apagar a luz me remete a outro problema que convivemos: o céu não é mais estrelado. Isso nas capitais ou cidades com muitos habitantes. Na realidade, as estrelas continuam iluminando o universo. Acontece que são tantas, mas tantas luzes artificiais acesas aqui na Terra, que acabam ofuscando o brilho dos astros. Tanto que, na Europa, já há uns cinco anos os designers procuram projetar luminárias de forma que seu foco fique completamente virado para baixo. Apontando para a rua. Evitando que fuja qualquer raio de luz para cima.
Esse problemão se chama poluição luminosa. Leia aqui, no site da ONG Observatório Céu Austral, um texto bem bacana explicando direitinho o que isso significa.
Casa de ferreiro, espeto de pau.
Não entendo como as pessoas não se incomodam com as alterações climáticas e seus efeitos sobre o nosso mundo. Fico espantada com a naturalidade com que os professores tiram cópias (xerox) e imprimem papel o dia todo na escola. E eu fico pedindo: “usa o verso da folha, pelo menos!”, mas não me ouvem.
Até minha caneca de louça, que ficava guardada em meu armário, desapareceu. Passei a levar uma garrafinha de casa. Não vou desistir. Vou fazer uma campanha por xícaras e canecas individuais. São dezenas de copos descartáveis todos os dias, para água e cafezinho. Será que não sentem o calor infernal que já nos queima?
O que você pode fazer para diminuir o aquecimento global?
Embora já estejamos percebendo alguns níveis de alterações climáticas, todos nós podemos fazer algo para ajudar a reduzir as emissões de CO2. Por exemplo: em casa, mudar para uma energia mais verde, com lâmpadas que economizam até 80% menos eletricidade e duram 12 vezes mais tempo do que as lâmpadas normais. Desligar as luzes quando sair de um cômodo e desligar aparelhos elétricos em espera (standy by), além de fazer um bem enorme para o ambiente, traz uma economia no bolso também.
Reduzir o termostato do aquecimento central, baixando a temperatura em apenas um grau pode cortar 10% do consumo de energia. Quando for substituir aparelhos eléctricos, certificar-se de que está comprando a energia mais eficiente em termos de modelo.
Reaproveitar ou reciclar papel, caixas de papelão, garrafas, latas e embalagens de plástico é uma atitude responsável e de cuidado com as gerações futuras - nossas Princesinhas e Principezinhos merecem esta atenção e um mundo mais sustentável. Reaproveitar as águas de banho nas banheirinhas do bebê, para jogar no vaso, e a água da máquinas de lavar para outros serviços, também é fazer a nossa parte.
Experimente andar a pé, de bicicleta ou utilizar os transportes públicos, em vez de dirigir, sempre que puder. Se tiver que viajar de carro, procure partilhá-lho. Tenho feito isto, quando saio com minhas amigas ou viajo com alguém. Se for trocar de carro, pense em comprar um “verde” ou reduzir para um carro menor, mais eficientes em termos de combustível. É meu projeto, na próxima troca, pois ainda não posso ficar sem um. Esvaziar o bagageiro quando não estiver sendo usado, pode reduzir a utilização de combustível em até 10%.
Tentar reduzir a quantidade de viagens de avião e, quando voar, considerar a compensação de suas emissões de carbono. Que tal plantar árvores? No site Click árvore, cada clique é uma árvore plantada na Mata Atlântica. É fácil e rápido.
Enfim, há tantas coisas, fáceis, simples, necessárias e conscientes que podemos e devemos fazer. Que tal começar já a fazer a nossa parte?
Imagem: daqui
O tour do Greenpeace já começou e o navio Arctic Sunrise já passou por Manaus, Belém e Fortaleza recebendo mais de 8 mil visitantes. Hoje, dia 14, o navio está em Recife e logo chegará a Salvador, Rio de Janeiro e Santos.
No Fórum Social Mundial e nos eventos para convidados - entre eles o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc - no barco, os campaigners do Greenpeace falaram sobre a importância dos oceanos, do investimento em energias renováveis e a preservação da natureza para frear o aquecimento global.
Acompanhe a passagem do Arctic pelas cidades brasileiras.
E participe desta campanha, assinando a petição a Lula para que adote medidas efetivas para salvar o clima.
Veja as próximas paradas:
Imagem: daqui
Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil
Quando o Arctic Sunrise despontou no horizonte, lá longe, pequenino, singrando o mar em frente ao hotel onde estou hospedado, confesso que fiquei um tanto quanto exultante. Em meio a telefonemas e emails, articulando a presença da imprensa para registrar o momento, eu dava uma paradinha pra olhar aquele pontinho no oceano, chegando, chegando e… de repente, lá estava ele! A galera toda a bordo na lateral, segurando uma imensa faixa com o mote da
expedição que estamos tocando pelo Brasil, com as imensas turbinas eólicas que estão instaladas próximas ao porto de fundo. O pessoal passou três dias no mar, muitos enjoaram pacas - o Arctic é um quebra-gelo e tem calado alto, o que o faz balançar bastante, até mesmo os mais experientes ficam mareados - mas estavam ali, felizes, sorridentes, a postos, para o que der e vier. Dá prazer ver essa galera ralando pra tocar o projeto adiante. A Mari conta como foi a chegada, no blog da expedição, do ponto de vista de quem estava embarcada. Eu estava numa das duas traineiras que arrumamos para levar a imprensa ao mar próximo ao navio pra fazer imagens. Distribuímos dramin para evitar vexames e acompanhamos o Arctic até que atracasse no Porto de Mucuripe. Amanhã rola um seminário sobre energias renováveis, a bordo do navio, com autoridades públicas locais, especialistas no assunto (Steve Sawyer, do Conselho Global de Energia Eólica, tá na área) e gente do Greenpeace, para falar do potencial dos ventos do Ceará - o maior do país. Tô meio baleado, resfriado (graças ao maldito ar-condicionado e ao vento forte que fez hoje), e por isso paro por aqui. Vou descansar, ler um pouco, curtir um som no quarto do hotel. O pessoal tá lá no navio, comemorando a chegada. Eu brindo a todos daqui, com um suco de laranja, alguns comprimidos de cewin e spray de própolis pra garganta. Tim-tim!