Pois é, e não é que os tais ecoxiitas que alertavam lá atrás que a aprovação do milho transgênico pelo Brasil traria problemas aos agricultores estavam certos? Os produtores do Paraná, responsáveis pela maior parte do milho plantado no país estão sofrendo com a contaminação de suas lavouras pela versão transgênicas, assunto tão grave que ganhou manchete na Folha dias atrás. Se ambientalistas fossem mesmo chatos ficaram que nem aquele personagem de Carangos e Motocas que, ao final de cada episódio, repetia: “Eu te disse! Eu te disse!”.
Quem tem TV por assinatura pode acompanhar a programação especial da National Geographic para o Dia da Terra, que inclui o lançamento de dois programas.
Às 21h, estréia “Icebergs: Alerta Global”, que mostra o fotógrafo James Balog correndo contra o relógio para registrar a alarmante velocidade do derretimento de geleiras no planeta.
Na seqüência, às 22h, vem “Caçadores de Sementes”, programa em que o Dr. Ken Street investiga na origem genética dos alimentos uma forma de resistir ao aquecimento global e combater a ameaça de uma possível crise mundial de fome.
Ao longo da semana, irão ao ar mais dois documentários interessantes: “Mistérios da Terra: Detritos da Vida Moderna” (quinta-feira, dia 23, às 21h) e “Mistérios da Terra: Pesca Predatória” (sábado, 25, às 21h).

Nós, chocólatras assumidos, também nos preocupamos com o impacto que as plantações causam ao meio ambiente. É importante lembrar que existem fazendas de cacau que têm tal preocupação: o reflorestamento, a criação de florestas produtivas e sustentáveis, a recuperação da mata através do plantio do próprio cacau e de outras árvores nativas, como o jacarandá.
As florestas de cacau são centenárias e como a qualidade das árvores é importante para a qualidade do produto final, pode-se dizer que um bom chocolate é resultado de uma floresta preservada. Esta é uma boa notícia para os fãs deste manjar dos deuses, não é não? O cacau é naturalmente sustentável.
O projeto Fazenda de Chocolate, desenvolvido pela Universidade Livre da Mata Atlântica –UMA, em parceria com o Worldwatch Institute, na Bahia, foi adotado pelo PNUD como integrante das Metas do Milênio e mostra como a força da economia do chocolate pode ajudar a resgatar a floresta.
Bom seria se todas as fazendas de chocolate cumprissem sua parte e observassem os padrões de agricultura sustentável, de proteção do solo, dos cursos de água e dos animais que habitam na floresta. Essa deliciosa iguaria, o chocolate , pode sim ser sustentável. Comer chocolate proveniente de cacau certificado tem um gosto de consciência tranquila.
imagem: daqui
Ahá! Após tanto eu pesquisar e tantas pessoas bacanas me explicarem… Eis que um estudo recente, feito por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, concluiu que o etanol de cana-de-açúcar é capaz de reduzir em 73% as emissões de CO2 na atmosfera se usado em substituição à gasolina. Para chegar a tal resultado, os pesquisadores da Embrapa utilizaram dados do painel de mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e medições feitas diretamente em campo.
A pesquisa levou em conta quanto de gases de efeito estufa é produzido em cada etapa - desde a preparação do solo para o plantio até o transporte para o posto. A medição da emissão de gases na fabricação e aplicação de fertilizantes no campo, na construção da usina de álcool e na fabricação das máquinas e tratores também foram inclusos. O mesmo foi feito com a gasolina. Foi considerada a emissão dos gases desde a extração do petróleo até a combustão do produto nos motores dos veículos.
Em seguida, os pesquisadores avaliaram um carro movido a gasolina num percurso de 100 quilômetros e as emissões do gás durante o trajeto. Em seguida, observaram o mesmo carro, a álcool. O resultado foi uma redução de 73% das emissões de CO2 na atmosfera pelo movido a álcool comparado com o uso de gasolina pura. Já com relação ao diesel, a redução foi de 68%. Caso a prática da queima da cana seja completamente eliminada e toda a colheita seja feita mecanicamente, os valores da redução das emissões alcançarão 82% em relação à gasolina e 78% ao diesel.
Mais detalhes obtidos com a assessoria de imprensa na íntegra:
Na contramão das críticas sobre a expansão do uso da terra para a plantação de cana, o estudo mostra que as emissões de CO2 evitadas com o uso de etanol em lugar da gasolina superam em muito os possíveis aumentos das emissões de CO2 pela mudança de uso da terra para produção de cana-de-açúcar. De acordo com a pesquisa, um hectare de cana produz por ano 4420 kg de CO2, enquanto as lavouras de soja e milho, que estão sendo substituídas, emitem respectivamente1160 kg e as pastagens emitem 2840 kg. Mas em contrapartida, um hectare de cana, substitui 4500 litros de gasolina, cuja combustão emite 16 toneladas de CO2 por ano para a atmosfera. O resultado é que a cada hectare de cana transformado em álcool e utilizado em substituição à gasolina, produz uma redução de 12 toneladas nas emissões de CO2 por ano.
Por cada quilo de nitrogênio na forma de fertilizante, são emitidos em sua síntese 4,50 quilos de CO2 para a atmosfera. O Brasil, no entanto, se comparado a outros países, utiliza menos adubo nitrogenado na cana. Isto é resultado da capacidade da cultura de fixar o nitrogênio do ar através da ação de bactérias que vivem no solo e no interior da planta.
Obs.: Veja que bacana uma matéria sobre blogs de ciência no site do Ciência Hoje. Este que vos fala aparece lá!
Minha experiência com horta em apartamento, iniciada há um ano, teve seus altos e baixos. Há dois meses, mudei-me para o apartamento de minha filha, e trouxe as jardineiras com as hortaliças. Mas elas estranharam o novo local, muito mais quente, e não resistiram.
Mas não desisti. Replantei tudo outra vez. Estamos aguardando que novas mudas se desenvolvam e eu tenha outra vez a minha hortinha de apartamento. O tomatinho e o coentro já deram o ar de sua graça. As outras plantinhas ainda estão em fase de adaptação. Espero muito que elas também comecem a dar seus frutos.
A Princesinha adora ajudar a tirar os “matinhos” que crescem junto com as hortaliças. E colher tomatinhos é com ela mesmo. O trocadilho foi só uma coincidência, he he.
Água mole em pedra dura tanto bate até que… molha! Enfim consegui emplacar um artigo sobre transgênicos na grande imprensa brasileira, saiu hoje (sexta-feira) na página A3 da Folha de S. Paulo. Por mais incrível que pareça, foi a primeira vez que publicam um artigo do Greenpeace sobre o tema!
Eu escrevi em parceria com Rafael Cruz (coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace) e Sérgio Leitão (diretor de campanhas da ONG), que assinam o artigo.
Segue abaixo:
Pax Transgênica
RAFAEL CRUZ e SÉRGIO LEITÃONO FINAL do século 19, enquanto republicanos e monarquistas debatiam o fim do Império e o nascimento da República no Brasil, a população permaneceu à margem de todo o processo. Alheios à transição política que estava em plena ebulição no país, os brasileiros assistiram “bestializados” à queda de d. Pedro 2º e à formação do novo governo, conforme constatou um desapontado Aristide Lobo, republicano de primeira hora. O império se foi e o brasileiro permaneceu apático, sem saber bem o que estava acontecendo.
Ainda que o espírito republicano tenha aberto espaços de participação popular nos destinos do país, certos setores da sociedade não aprenderam a incluir o cidadão comum nas discussões que lhe dizem respeito.
O debate sobre os transgênicos no Brasil, por exemplo, é um caso emblemático de “bestialização” moderna. As indústrias de biotecnologia e de alimentos, a comunidade científica, os grandes produtores rurais e os ambientalistas se digladiam há anos por meio de termos científicos, técnicos, ambientais, agrícolas e econômicos sem se preocuparem em traduzir essa sopa de letrinhas para a parte mais interessada: os consumidores.
Apesar de serem plantados no Brasil desde 1997, quando a soja geneticamente modificada foi introduzida ilegalmente nos campos do Sul do país, contrabandeada da Argentina, os transgênicos continuam sendo um grande mistério para os brasileiros. Pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto Ipsos, a pedido do Greenpeace, revelou que a maioria (70%) expressa dúvida muito grande sobre a validade ou não do consumo de transgênicos. O que mostra que os cidadãos não estão recebendo informação necessária que lhes permita a tomada de decisão séria e responsável sobre o assunto.
O debate sobre os transgênicos poderia estar mais popularizado se a indústria respeitasse e o governo exigisse o cumprimento do decreto nº 4.680/2003, que entrou em vigor no Brasil no ano seguinte. Segundo o texto da lei, todo alimento que tenha sido fabricado com matéria-prima transgênica é obrigado a ter em seu rótulo um símbolo triangular amarelo, com um T preto no meio.
Apesar de estar em vigor há cinco anos, apenas algumas marcas de óleo de soja de algumas empresas foram rotuladas -e, mesmo assim, só a partir do início de 2008, por decisão da Justiça, a partir de denúncias enviadas pelo Greenpeace ao Ministério Público. O silêncio da indústria de alimentos permanece para os produtos que estão, em imensa quantidade, nas prateleiras dos supermercados e que são fabricados a partir de soja transgênica -e em breve do milho transgênico, recém-aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.
O assunto promete ganhar força a partir do dia 18 de março, quando a CTNBio fará audiência pública sobre o arroz geneticamente modificado da Bayer. Diferentemente do que ocorre com a soja e o milho, que passam por processamento industrial para virar ração ou óleo, com o arroz poderemos ter, pela primeira vez, um produto geneticamente modificado que irá diretamente do campo para o prato do brasileiro. E seremos os primeiros no mundo a consumir o arroz transgênico, já que o produto da Bayer não está aprovado em nenhum outro país.
A correta identificação dos produtos transgênicos dá aos consumidores a liberdade de escolha e à sociedade civil e à indústria de alimentos a chance de responder aos brasileiros a pergunta óbvia: o que são transgênicos? As pessoas aprenderam a ler rótulos e procuram se informar sobre as substâncias ali indicadas. Se os transgênicos são tão seguros quanto afirmam as empresas que desenvolvem essa tecnologia, que sejam identificados nos alimentos que os contêm. E os consumidores se informarão sobre o assunto, como o fazem hoje para saber os teores de gordura trans, carboidratos e sódio dos alimentos. Anos atrás, a indústria também resistiu a dar esse tipo de informação.
Na verdade, ao final da guerra pela liberação dos transgênicos, quando foi aprovada no Congresso a Lei de Biossegurança, as condições para a “pax transgênica” que deveriam ser seguidas nunca foram respeitadas -a correta identificação dos produtos que contivessem transgênicos e a garantia da coexistência da sua produção com a convencional e/ou a orgânica. E, como em toda guerra, a maior parte do ônus fica com a sociedade civil, que é obrigada a conviver com a negação de um direito básico: saber o que está comendo.
Indicar nos rótulos aqueles alimentos que de alguma forma têm organismos geneticamente modificados em sua composição é o caminho para que a população brasileira entre de vez nesse debate. Que a decisão dos brasileiros se dê em meio ao excesso de informação, não sob sua escassez.
RAFAEL CRUZ, cientista social, é coordenador da campanha de engenharia genética do Greenpeace.
SÉRGIO LEITÃO, advogado, é diretor de campanhas do Greenpeace. Foi diretor do Instituto Socioambiental.
Toda vez que viajo para o litoral de São Paulo, gosto de abrir os vidros do carro na Serra do Mar. Sentir a brisa gelada, a umidade, escutar o barulho da floresta, observar aquela abundância de espécies, ver as cachoeiras quase escondidas, o mar azul lá em baixo encontrar com o céu… Se o mundo fosse pegar fogo amanhã e pudesse escolher um bioma para salvar, sem dúvida. Optaria pela Mata Atlântica, incluindo a imponente Serra do Mar.
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) inaugurou dia quatro, no campus São Carlos, a sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitóides da Região Sudeste Brasileira (Hympar-Sudeste) - um dos cerca de 50 Institutos Nacionais criados em 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
O Hympar-Sudeste será um centro de investigação e gestão da biodiversidade da região brasileira. Para a implantação, o Hympar-Sudeste receberá do Ministério R$ 4,79 milhões, que serão investidos em equipamentos e bolsas de pesquisa de iniciação científica à pós-graduação.
Por que “hympar”?
Os Hymenoptera parasitóides são um grupo de insetos que incluem as vespas, abelhas e formigas que se alimentam de outros insetos – bingo, que têm hábito de parasita. De acordo com Angélica Maria Penteado Martins Dias, coordenadora do Hympar-Sudeste, os Hymenoptera Parasitóides são importantes por funcionarem como reguladores naturais das populações de outros insetos, mantendo os ecossistemas em equilíbrio.
“Eles podem ser utilizados como inimigos naturais de pragas agrícolas, sendo usados em programas de controle biológico. Além disso, são importantes bioindicadores do estado de preservação de ambientes, pois sua presença depende da ocorrência de outras espécies que são seus hospedeiros, que por sua vez dependem das suas plantas nutridoras”, explica a professora.
“O conhecimento da biodiversidade brasileira, em especial de grupos de invertebrados como os insetos, pode embasar o trabalho dos que decidem sobre o destino das unidades de conservação ou daqueles que se preocupam com a garantia de melhores condições para a produção agrícola do País”, diz. De acordo com Angélica, os resultados obtidos também serão utilizados como ferramenta para a divulgação da importância de se preservar a biodiversidade brasileira junto a vários segmentos da sociedade como, por exemplo, estudantes de vários níveis de ensino.
Vivam os Hymenoptera parasitóides da Serra do Mar! Conheça o instituto aqui.
Alguns dos posts mais lidos e comentados da Rede Ecoblogs são os que tratam das experiências de quem resolveu montar uma horta no apartamento.
Por isso resolvemos levantar de novo o assunto aqui. Cultivar plantas e flores em apartamento, ainda mais quando não se tem uma varanda, não é tarefa fácil, mas os relatos do Rodrigo, da Denise e da Carol mostram que também não é impossível. E que, principalmente, pode valer a pena!
Além de ser uma forma bem bacana de trazer a natureza mais para perto de si, uma mini-horta deixa a casa mais bonita e cheirosa de forma sustentável e ajuda a inserir alimentos e temperos mais frescos, saborosos e livres de agrotóxicos no cardápio.
Quem ficou interessado, pode se inspirar nos posts em que eles repassam o que aprenderam:
24/11/2008 - Da horta para a panela
13/11/2008 - Replantando as mudas
04/10/2008 - Temperos e flores em casa
20/05/2008 - Minha Mini-Horta I
15/05/2008 - Horta em casa
11/05/2008 - Plantas e flores sustentáveis
21/04/2008 - Posse responsável de vasos
19/10/2006 - Tomates suicidas
Existe uma maneira segura - tanto para o trabalhador rural quanto para o consumidor - de fazer as plantas crescerem e produzirem mais: usar silicatos. Trata-se de uma classe mineral considerada um micronutriente pelo Ministério da Agricultura. Uma tecnologia mais limpa, sustentável e natural.
De acordo com artigo de Oscar Fontão de Lima Filho, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, o silício, de modo geral, age no metabolismo da planta como uma espécie de antiestressante. Ele aumenta a resistência da planta a pragas e doenças. Consequentemente, elas podem receber menos agrotóxicos e ser de melhor qualidade.
Os pesquisadores estão realizando – odeio gerúndio - mais estudos para a técnica ser colocada em prática a valer. O texto inteiro – leia aqui – está disponível no site sem fins lucrativos Infobibos. Ele possui artigos sobre temas relativos à agropecuária, recursos naturais e gestão com qualidade. Taí uma dica em português. Seria uma alternativa para os transgênicos?
Pablo Handl e as composteiras Boa Terra
Ontem eu estive no The Hub-SP e descobri que, além de empreendedor colaborativo, o Pablo Handl também tem um empreendimento ecológico e muito bacana, o Rio-Sol Eco-oportunidades. Nascido no berço da Fundação Artemísia, que incentiva a construção de modelos de negócios sociais, o primeiro produto da empresa é uma composteira para apartamento: a Terra Boa.
O sistema é livre, e facílimo de fazer em casa. Três caixas de plástico resistente, empilháveis que aproveitam todo o lixo orgânico usando minhocas matrizes para digerir o lixo.
Cada composteira Terra Boa tem 1 caixa coletora de xorume (que vem com torneira e fica embaixo) e duas caixas digestoras. A caixa digestora principal é montada com uma camada fina de húmus e minhocas matrizes, que trabalham transformando restos orgânicos ali depositados em terra boa.Sobre os resíduos orgânicos você pode colocar folhas secas ou papel picado, fechando com a tampa. Em outra caixa cerâmica expandida, para você colocar humus e continuar o processo quando a primeira encher. A decomposição deste material gera o chorume (subproduto líquido da decomposição), que fica na caixa coletora, armazenado de forma prática e higiênica - pois ele pode ser usado para fazer o adubar sua plantas.
O conjunto menor, que está na fotografia acima, custa R$ 250,00. É ideal para famílias de até 4 pessoas. Os pedidos podem ser feitos pelo e-mail: ecooportunidades [@] gmail.com